quinta-feira, 14 de junho de 2012

Como Viver com os Outros


A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto, e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver.

A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais.

A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas.

Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a natureza lhes negou.

Vemos nisto a presença de Deus, levando-nos ao Amor de uns para com os outros.

E assim aprendemos a amar por Amor.

A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência.

A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano. No entanto, essa sociedade não pode existir sem o Lar. Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia que pode ser desfrutada pelos homens, em todos os rumos dos seus objetivos.

Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo.

Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz.

Quem somente impõe suas ideias, passa a ser joguete dos pensamentos dos outros, às vezes, sem perceber. Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida.

Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado, as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar.

Não gastes teu tempo em palavras que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam. Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma.

Procura conversar com os outros na altura que eles já atingiram. Isso não é disfarce, é respeito às sensibilidades, é sentir-te irmão de todos em todas as faixas da vida.


Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda?

Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras.

A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor.

Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida.

Fomos feitos para viver em sociedade.

Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas que frutificam mais em conjunto;
as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre andam em convivência.

Tudo se une para a maior grandeza da criação.

Aprendamos, pois, a conviver, a entender e respeitar os nossos irmãos que trabalham e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós, motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.

Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz.

E para aprender a viver bem com os outros, necessário se faz que nos eduquemos em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes. Sem esse trabalho interior, será difícil alcançar a paz imperturbável no reino do coração.

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Lancellin
João Nunes Maia
Obra: Cirurgia moral 




segunda-feira, 11 de junho de 2012

ÚLTIMOS




Na Terra, é sempre difícil corresponder à expectativa do Céu, quando nos situamos nos primeiros lugares da vida de relação.
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Aqueles que dominam os enganos educativos da carne se algemam, habitualmente, a tantos compromissos com a sombra que, de modo geral, não dispõe de recursos senão para a defesa obstinada dos seus tesouros de ilusão.
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A evidência no mundo, quase sempre, é aflitivo cativeiro.
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A liberdade, entre as criaturas terrestres, é supressão de liberdade.
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A riqueza material, frequentemente, é dolorosa escravidão do espírito.
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A mocidade física, em muitas ocasiões, é tentação à indisciplina com imprevisíveis consequências.
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A autoridade terrena costuma ser amargurosa tortura moral.
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A vitória, entre os homens, na maioria das vezes, sofre lastimável degenerescência, arrojando-se facilmente aos despenhadeiros do crime e do arrependimento.
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Mas os que sabem caminhar, nos últimos lugares do mundo, realizam sublimes aquisições da alma, no rumo da Imortalidade.
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Quem sabe apagar-se na humildade contempla a Divina Claridade que fulge mais além.
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Quem aprende a perder para as trevas entra na posse dos Tesouros Imperecíveis da Luz.
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Quem não pode brilhar nos artifícios da carne volta-se para dentro do próprio ser e aí consegue plasmar qualidades de Eterna Beleza.
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Quem sabe receber a lição dos vencidos, enche-se de misericórdia e compreensão, convertendo-se em luminoso vaso de fraternidade, por onde se derrama o auxílio de Deus para as criaturas.
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Se te encontras, acaso, entre os últimos, guarda a paciência e regozija-te, porque estarás na companhia daquele que se fez o derradeiro de todos os tempos, como a Sublime Fonte de Luz, que agiganta com os séculos, clareando o roteiro dos homens,, na Terra e além da morte.
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Emmanuel
 Chico Xavier


sexta-feira, 8 de junho de 2012

VIDA SADIA




Os equipamentos mentais necessitam de lubrificantes especiais, a fim de funcionarem em ritmo de equilíbrio, sob impulsos de ordem.
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Areje, desse modo, a sua casa mental, com as ondas de otimismo, em contínuo processo de renovação de ideias para o Bem.
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 A ferrugem do pessimismo é de danosa consequência, quando se exterioriza nos delicados implementos fomentadores das aspirações nobres.
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 O ácido corrosivo da amargura, derramados nos sutis veículos da vida pensante, desarticula toda a maquinaria do emocionante desafio que é a Vida.
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 Os petardos da cólera sistemática bombardeiam as células nervosas encarregados dos mecanismos físicos e psíquicos, arruinando-as sem qualquer oportunidade de refazimento.
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Reestude o seu programa de ação e expulse, em definitivo, a poeira acumulada das paixões dominantes, nas peças da emoção, que desarvoram o ritmo das suas ações.
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Respire a esperança e revigore as complexas equipagens da sua cerebração, a fim de que a sua mente lhe proporcione paz.
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Ninguém ascende no rumo de Deus, sem o esforço sacrificial de si mesmo.
A marcha evolutiva é de todos, mas a opção da estrada é de cada um.
Sua mente – sua vida.
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Não somatize imperfeições morais. Antes, subtraia delas as conquistas do Espírito, armazenando alegrias.
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Viver bem, em clima de harmonia, embora o tumulto e as situações surpreendentes da convivência com pessoas difíceis e perturbadas, é a meta que você deve alcançar, mediante a remoção do mal e a fixação do bem.
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 Se, todavia, os problemas se lhe fizerem mais desafiadores e sem aparente solução, busque a bênção da prece, e, no intercâmbio com Deus você haurirá o fluido lubrificador para manter o equilíbrio das engrenagens mentais que passarão, ajustadas, a produzir os estímulos da felicidade para uma vida sadia. 
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Marco Prisco
Divaldo Pereira