quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Domine sua agitação!

 
Só as criaturas calmas podem ser totalmente eficientes.
A agitação cansa e produz tudo mal feito. 
A pressa é a inimiga da perfeição. 
A calma é o segredo daqueles que realizam tudo bem feito. 
Quanto mais trabalho, maior deve ser nossa calma. 
Domine sua agitação, permaneça sereno, e tudo lhe sairá bem.
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Pastorino





terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ajuda-te e o Céu te ajudará




O Homem recebeu de Deus a inteligência e o entendimento para que pudesse ser utilizado.

Se o Nosso Criador nos houvesse isentado do trabalho, do esforço e do desenvolvimento da vontade, nosso Espírito ainda estaria na infância espiritual.

Deus assiste aos que se ajudam a si mesmos, e não aos que ficam esperando por um milagre, sem nada fazer para mudar as situações, a esperar pelo socorro.

Pela prece, podemos atrair os Bons Espíritos que nos vêm sustentar com bons pensamentos e conselhos, para assim adquirirmos a força necessária para vencermos as dificuldades, pelo nosso próprio esforço.

Muita vezes reclamamos que nossas orações não são atendidas.

Acontece que vivemos num certo padrão mental e emocional, somos muito rígidos em nossos estilos de vida e em nossas atitudes, não encontrando, ou não querendo encontrar, a força de vontade para mudar o nosso interior. 

Se recusamos estas mudanças tão necessárias para a nossa evolução, como Deus poderá nos ajudar em outras coisas em nossas vidas?

Vamos supor que uma determinada pessoa teve uma vida de excessos, má alimentação e extravagâncias, prejudicando a sua saúde. Passa uma vida com grandes sofrimentos corporais, devidos as doenças que acumulou, em consequência da péssima vida que levou. 
Esta pessoa não pode reclamar de Deus pela situação em que está vivenciando. Se tivesse a prática constante da oração, poderia ter encontrado a força necessária para resistir às tentações que a levaram ao estado de penúria do seu corpo.
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Rubens Santini





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Idosos


O tempo passa suave,
Despercebido, sem avisar.
Como um passe de mágica,
Num breve despertar,
Sentimos a tenra velhice
Querendo nos abraçar.

Ser idoso é continuar
Seguindo em frente,
Com planos pra conquistar.
Ter sempre em mente
Vontade de trabalhar.

Ser útil, criativo,
Não se queixar,
Enfrentar a velhice,
E deixar o tempo passar.

Aproveitar a experiência
Dos anos já vividos,
Em sua longa existência,
Felizes ou sofridos.

Quanto conhecimento
Retido no caminho,
Podendo ser passado
Com amor e carinho.

Valorizemos o idoso
Aprendendo a respeitar,
Porque num belo dia
A velhice vai nos achar.
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Paulo Mendes Corrêa



Velhice
A velhice é uma fase marcada por alterações biológicas, psicológicas e sociais significativas. Essas alterações dependem basicamente da interação entre o estilo de vida adotado pela pessoa, sua estrutura psicológica e fatores hereditários.

Apesar de haver pessoas idosas que revelam grande vitalidade, mantendo plenas suas atividades físicas e psíquicas, também observamos muitos casos em que estão presentes debilidades, naturalmente causadas pelo desgaste orgânico, fazendo com que o idoso necessite dos cuidados de outras pessoas no que diz respeito à locomoção, alimentação e hábitos de higiene. Tal condição reduz o convívio social e pode provocar constrangimento e sentimentos de incapacidade, baixa auto-estima, inutilidade e dependência, além da angústia por se aproximar o final da vida.

Nas últimas décadas, os avanços da medicina, o acesso à informação e alguns programas sociais de esclarecimento e prevenção na área da saúde, aliados à constante busca do ser humano pelo rejuvenescimento, vêm proporcionando um aumento na expectativa de vida. Essa situação, embora caracterize um avanço para a humanidade, tem agravado os problemas de ordem emocional normalmente esperados na terceira idade. A ideia culturalmente arraigada de que o idoso não tem mais condições de produzir como um jovem e possui dificuldades para se adaptar a novas situações, faz com que cada vez mais, pessoas absolutamente ativas sejam excluídas do mercado de trabalho, ficando expostas a conflitos que podem levar à depressão. Dados da OMS indicam que 10% a 15% das pessoas com depressão estão acima de 65 anos.

Nessa fase da vida, alterações psicológicas também surgem como reflexo da aposentadoria. Tal situação, quando o idoso não preenche o tempo com algo que faça com que se sinta útil, tende a provocar sentimentos de auto-desvalorização e marginalização na estrutura social.

Outra vivência difícil é a natural perda do cônjuge, causando solidão e angústia.
No final da vida, por motivos variados, muitos idosos são hospitalizados ou institucionalizados. Alguns estudos revelam que os idosos nessas situações, apresentam mais sintomas de depressão do que aqueles que vivem com seus familiares.

Todas essas alterações bio-psico-sociais podem desencadear quadros depressivos, trazendo outra preocupante situação que é o alto índice de suicídio de idosos, que tende a aumentar com a idade, principalmente com relação aos homens.
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Wagner Luiz Garcia Teodoro

Tipos de Idosos


“Diz-me como envelheces, dir-te-ei quem és.” (Gilberto de Mello Kujawski)

Os idosos costumam ser classificados quanto ao temperamento, em quatro tipos principais:

 
Têm auto-estima, apreciam a vida. 
São otimistas.Procuram sempre estar em atividade. 
Odeiam ficar sem fazer nada. Amam e, provavelmente, são amados.
 Embora possam ter algum distúrbio orgânico, mantêm-se sob controle. Sociáveis, trabalhadores, criativos. Dizem que costumam viver mais.
 
Angustiados, atormentados, desanimados, pessimistas. Esperando sempre o pior. 
Estão em dificuldades por algum problema
psicológico ou físico. 
Podem se sentir desprezados ou humilhados.A auto-estima está abalada. Ociosos ou não. Hipocondríacos, no geral. Melancólicos. Como diria Camilo Castelo Branco: “Era um acesso de hipocondria, uma invasão de tristeza”.
  


Pessimistas, hipocondríacos, preocupação doentia
com o funcionamento dos órgãos. 
Preocupação excessiva. Tristeza profunda.
Medo à flor da pele. Receio permanente com uma ou mais causas ou efeitos. Queixam-se amargamente da vida, das pessoas que poderiam auxiliá-los nos transes, nos momentos aflitivos. Improdutivos, estão sempre pensando em marcar uma consulta com o médico. Ou fazer exames laboratoriais.

Em qualquer situação não se queixam. Parecem não ter uma exata idéia da vida em si. Podem até se considerar muito seguros, mesmo que seja aparentemente. Insensíveis, apáticos. Pessoas que no geral não têm ódio, nem amizade por outras. Desinteressados de qualquer religião ou sistema político. Podem até se considerar felizes. Para eles a vida só é para ser vivida. Vão matando o tempo, até com um certo desprezo ou mesmo desinteresse. Não aborrecem e não gostam de ser incomodados. Tanto faz ter ou não amigos. Deixam o tempo passar. Aparentemente desprendidos, despreocupados.

Comentários:
Todos os quatro tipos de idosos relatados, com exceção dos eufóricos e ativos, embora já tenhamos encontrado otimistas sempre preocupados, precisam de uma ajuda objetiva e competente. Ter problemas não é algo que os fará mais felizes. Amigos ou parentes, que sejam generosos, de muita boa vontade, poderiam com habilidade tentar interferir na vida desses idosos, procurando a causa do seu baixo astral – influindo no plano intermediário entre o físico e o espiritual.
Procurar dialogar com eles, saber das causas que os afligem para poder minimizar os males que os assaltam. Em primeiro lugar, conquistar a confiança da pessoa. Um terapeuta competente seria a melhor solução.
Mas, em certas condições, uma pessoa amiga e devotada a fazer o bem e que tenha aptidões para isso, poderia talvez descobrir soluções.
Diminuir ou fazer cessar o sofrimento do ser humano é uma tarefa que torna a pessoa superior e com alma nobre e generosa.
Não se deve esquecer que os idosos, em parte, retornam à infância.
Precisam ser, antes de tudo, compreendidos e amados pelos seus semelhantes.
Ajudemos a quem necessita.

“A carga dos nossos prováveis males ficará mais leve”, parodiando Florian (1706-1790), em O Cego e o Paralítico.

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Abrahão Grinberg – Bertha Grinberg 


O ESPÍRITO NA VELHICE

“O espírito não envelhece, torna-se experiente. A velhice do espírito é a experiência que ele vem acumulando durante os milênios.
Todavia, quando estamos reencarnados nosso corpo envelhece, isto é, apresenta os sinais do desgaste próprio das coisas materiais.
A velhice é a fase gloriosa de nossa vida. Ao relembrarmos o passado distante, vemos que vão longe os trabalhos e as canseiras e próximo vem o dia da alforria, o dia em que voltaremos para nossa colônia espiritual, de onde há tanto tempo partimos. Um misto de esperanças e de receios nos assalta: de esperança pela certeza que temos de nossa imortalidade, da continuação de nossa vida em outros planos luminosos do Universo, na companhia dos entes queridos que nos precederam na partida; e de receio por sentirmos que nos vamos defrontar com algo que nos parece desconhecido.
A nossa felicidade na velhice não consiste em termos amealhado copiosos bens materiais; ela consiste em possuirmos a tranqüilidade de consciência, a paz interior, a satisfação de nunca termos prejudicado ninguém, de termos vivido uma vida reta, moralizada, honesta; e fossem quais fossem as tempestades e as tentações que nos assaltaram em nossa jornada, sempre soubemos conservar nossa dignidade, nossa honradez e prezar nosso caráter.
Felizes, três vezes felizes os velhos que possuem uma consciência tranqüila, uma consciência que não os acuse de nada! Que ao recordarem a vida já vivida, verificam que cumpriram nobremente todos os seus deveres, mesmo no meio de circunstâncias penosas! Esse é o maior tesouro; o grande tesouro que levarão consigo para a pátria espiritual; é o tesouro que nem as traças corroem, nem os ladrões roubam.”
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 (Eliseu Rigonatti, O espiritismo aplicado, 39)



AS BÊNÇÃOS DO ANCIÃO

“A velhice é santa, pura quanto a primeira infância; por isso, aproxima-se de Deus e vê mais claro e mais longe nas profundezas do Infinito.
Ela é, em realidade, um começo de desmaterialização. A insônia, característico ordinário dessa idade, disso oferece uma prova material. A velhice assemelha-se à vigília prolongada, à vigília da eternidade, e o velho é uma espécie de sentinela avançada, na extrema fronteira da vida; já tem um pé na terra prometida e vê a outra margem, a segunda vertente do destino. Daí, essas ausências estranhas, essas distrações prolongadas, que costumamos tomar por enfraquecimento mental e que são, em realidade, explorações momentâneas no Além, isto é, fenômenos de extirpação passageira. Eis o que nem sempre se compreende. A velhice, tem-se dito muitas vezes, é a tarde da vida, é a noite. A tarde da vida, em verdade; mas há tardes belas e poentes com reflexos de apoteose.
É a noite; mas, a noite é tão bela, com o seu ornato de constelações!
Igual à noite, a velhice tem suas vias-lácteas, suas estradas brancas e luminosas, reflexo esplêndido de longa vida, cheia de virtude, de bondade, de honra! A velhice é visitada pelos Espíritos do Invisível, tem iluminações instintivas; um dom maravilhoso de adivinhação e profecia; é a mediunidade permanente, e seus oráculos são o eco da voz de Deus.
Eis por que são duplamente santas as bênçãos do ancião.
Devem-se guardar no coração os últimos transportes do ancião que morre, qual o eco longínquo de uma voz amada de Deus e respeitada pelos homens.” 
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(Léon Denis, O grande enigma, 9. ed., p. 209-210).


Os Desígnos de Deus



O teu sinal de vinculação com Deus é a prece.

Fala-Lhe em linguagem simples, honesta, entregando-te aos Seus planos e rogando-Lhe entendimento para melhor discerni-los.

Sentirás a presença de Deus através da paciência ante as circunstâncias difíceis; 
da resignação em face dos problemas que não podem ser solucionados; 
da coragem perante os testemunhos, e o amor sempre, em todos os momentos e situações.

Quem pensa em Deus, nutre-se de paz.

Quem se comunica com Deus, estua de recursos e forças para vencer-se e mais ajudar.

Interrogas, em silêncio, como determinadas pessoas suportam vicissitudes e abandonos, ruínas econômicas e aflições morais,  ingratidões e violências como se nada lhes estivesse, aparentemente, acontecendo.

Não fosse uma observação mais acurada, não lhes descobririas os infortúnios ocultos. 
 
Sucede, porém, que esses corações crucificados nos impositivos da redenção, ao invés de reagirem pela agressividade inútil, confiam e esperam em Deus com alegria e superação das dificuldades, a fim de se libertarem do mal e alcançarem a plenitude que Deus concede a todos aqueles que se Lhe entregam aos desígnios superiores.
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Joanna de Ângelis 



domingo, 30 de setembro de 2012

Citações








Removendo as pedras do Caminho


Não basta crer, não adianta apenas orar ou ter fé, é preciso agir, é preciso plantar, lançar-se ao trabalho capaz de nos levar aos objetivos desejados. São sábias as palavras de Irmão José:
 " Não nos esqueçamos de que toda oração que o homem dirige a Deus 
é constituída de duas partes:
 a primeira é a do mérito, a segunda é a da bênção. 
Toda resposta divina depende do esforço humano! 
Se o homem não cumpre com a sua parte, a Lei Divina se sente impedida de cumprir com a sua."

Aplicando essa lei em nossa vida prática, inevitavelmente chegaremos a algumas conclusões importantes:

Aquele que deseja receber da vida o melhor, precisa primeiramente dar à vida o melhor de si mesmo.

Quem aprecia ouvir palavras de otimismo precisa antes falar de otimismo para os outros.

Aquele que deseja receber vibrações positivas das pessoas carece de pensar melhor sobre a vida alheia.

Quem necessite de auxílio precisa desenferrujar os braços auxiliando o próximo.

Quem almeja ser amado tem antes o dever de amar.

Quem sente necessidade de perdão precisa ser o primeiro a perdoar.

Quem intenciona o progresso deve primeiramente progredir em trabalho e conhecimento.

A Lei Divina opera pelo câmbio do " dar e receber ". 
Mas a maioria de nós ainda espera receber sem dar. 
Sacar sem depositar.
 Colher sem plantar. 
Muitos querem conhecimento sem estudo.
 Saúde sem cuidado. 
Mudança sem atitude. 
Amor sem dedicação. 
Progresso sem esforço.
 Proteção espiritual sem autoespiritualização. 
Não é uma contradição de nossa parte?
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José Carlos De Lucca
Da obra: "Cura e Libertação" 


sábado, 29 de setembro de 2012

A Piedade



Não te detenhas na crítica perante as falhas de teu irmão.

Quando a dor se apresenta aos olhos do mundo, o coração de quem sofre, já atravessou dias e noites de angústia, que ninguém conseguiu ver.

A miséria de teu irmão, fala em silêncio das misérias humanas que geralmente o dinheiro costuma aplaudir.

Apieda-te de quem chora. Não lhe analises os erros; ajuda-o a se erguer.

Procura em primeiro lugar, adentrar-lhe o coração e cultiva-lhe a amizade com vibrações de sincero amor.

Recorda o impositivo de servir para que a vida em torno de teus pés se renove, melhore e multiplique em bênçãos de mais amor.

Não exijas recompensas nem aguardes gratidão. O favor de servir é o pagamento de Deus, garantindo-te a paz e aumentando-te a esperança...
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Aurora






sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cela oculta



Cada criatura, na Terra, traz consigo uma cela oculta em que trabalha com os instrumentos da
provação em que se burila.

Pensa nisso e auxilia aos que te rodeiam.

Esse companheiro alcançou a fortuna, mas sofre a falta de alguém; 
outro dispõe de autoridade, no entanto, suporta espinhosos conflitos nos sentimentos; 
essa irmã construiu o lar sobre preciosas vantagens materiais, contudo, tem um filho que lhe destrói a felicidade; 
e aquele outro atingiu o favor público, entretanto, é portador de moléstia indefinível a corroer-lhe todas as forças.

Quando encontres alguém que te pareça em crises de inquietação e desarmonia, isso não é sinal de que a tua presença se lhe fez indesejável.

Esse alguém estará em momentos de enormes dificuldades no reduto invisível do coração em que se aperfeiçoa e os resíduos da luta íntima se lhe transbordam do ser pelas janelas do trato.

Observa o ponto nevrálgico da própria vida em que o sentimento te procura para efeito de prova e
compadece-te dos outros para que os outros se compadeçam de ti.
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MEIMEI
Chico Xavier 






quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Ponto Negro


Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.

O professor foi entregando, então, a folha da prova. Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha. Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, mas apenas um único ponto negro, no meio da folha.

- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Todos os alunos, confusos, começaram então a difícil e inexplicável tarefa.

Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas e começou a ler as redações em voz alta.

Todos, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha. Terminada a leitura o professor então começou a explicar:

- Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pequenos pontos negros.

- A vida é um presente e temos motivos para comemorar sempre. Os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, a família que nos traz a felicidade...

- No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro: o problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo...

- Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente!!!

Tire os olhos dos pontos negros de sua vida, e aproveite todo o resto da folha que ainda está em branco!!!

Aborrecimentos


Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.

Nada mais corriqueiro entre os indivíduos humanos.

Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre.

Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.

Compreensível que se agite, que se irrite, que alteie a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes.

Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer.

Contudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde.

Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.

Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com Deus, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça.

Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos abençoados com Jesus Cristo e com Seus prepostos.

Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se.

Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas.

Aproxime-se um pouco mais dos Benfeitores Espirituais que o amparam.

Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir.

Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo.

Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo.

Cada esforço que você fizer por melhorar-se, por educar-se, será secundado pela ajuda de luminosos Imortais que estão, em todo tempo, investindo no seu progresso, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, fazendo-se vitorioso cooperador com Deus, tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de perene formosura.
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Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.

E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte.
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Redação do Momento Espírita com base no cap. 13 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 06.12.2010