quarta-feira, 7 de novembro de 2012

No dia-a-dia



Adestre a mente com a vigilância necessária ao policiamento das ideias pestilenciais. 
O pensamento é fio de segurança por onde transitam a felicidade e a desdita.
 Substitua da linguagem usual as três palavras: 
"não posso mais" por três outras: "tentarei outra vez". 
O verbo a escorrer pelos lábios reflete o estado d'alma e cria condicionamento vigoroso para a mente. 
Não há experiência nem sabedoria sem a aprendizagem mediante as disciplinas dos livros da dor. 
Considere o insucesso em suas experimentações humanas como fenômeno natural.
 Cada erro é lição valiosa que nos ensina o que devemos fazer outra vez. 
Habitue-se a uma leitura otimista, diariamente, qual homeopatia salutar para o seu espírito.
 O livro superior ainda é o mais precioso e discreto amigo para as necessidades do dia-a-dia.

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Marco Prisco 




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Agradecimentos Esquecidos


 Sempre ágeis e satisfeitos para manifestar a nossa gratidão pelas alegrias com que somos favorecidos, saibamos cultivar os agradecimentos, habitualmente esquecidos, ante os contratempos que nos esclarecem, tais quais sejam:

o parente irritadiço que nos impele a praticar tolerância e paciência;
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o constrangimento orgânico, induzindo-nos a preservar os valores da saúde possível;
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o prejuízo que nos amplia o discernimento;
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o amigo que nos abandona, obrigando-nos a intensificar a confiança em nós mesmos;
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 desengano em assuntos afetivos que nos leva a compreender os erros dos outros e a desculpá-los;
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a petição sonegada, impulsionando-nos ao exercício da humildade e da persistência;
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o problema que nos desafia, ensinando-nos a arte de pensar com decisão e segurança.
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Decididos a agradecer todas as ocorrências do cotidiano que se expressam na base do “a favor,” lembremo-nos dos benefícios que a vida nos oferta nos acontecimentos considerados do “contra.”
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O motor realmente assegura a movimentação do carro, nessa ou naquela direção, mas o freio é que nos evita o desastre.

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André Luiz
Chico Xavier








 

domingo, 4 de novembro de 2012

Eu tenho a Ti




Jesus!

Meus dias, a partir de hoje, raiarão floridos, porque eu tenho a Ti!

Não mais as lágrimas, não mais a dor, não mais as queixas, não mais as manhãs cinzentas, porque eu tenho a Ti!

Hoje, eu prometo ser diferente, mais confiante, valente, guerreiro de minha própria causa, destemido, ardente, como Tu mesmo o fostes; assim serei!...

Hoje, para começar, quero olhar para vida sem medo de receber chacotas, críticas, desprezo, ironias, maus tratos e palavras frias, vou olhar a face da hipocrisia sem me abalar, sem sofrer, pois que me importam as decepções da estrada, as pedradas, as desilusões, se eu tenho a Ti?

Junto ao Teu peito nunca mais serei pequeno!

Serei grande, forte, arrojado, dono e senhor de mim mesmo, capacitado a me impor com nobreza, a participar, a seguir em frente, a fazer brilhar minha própria luz, a criar, porque eu tenho a Ti!

Se me amam menos, que importância tem?

Se o que faço não conta, que importância tem?

Importa é que sigo contigo, seguro, e aprendo em teus olhos que o que importa é que Tu me amas e que eu tenho a Ti!

Quando chegar a noite, Jesus, e ao deitar-me, quero te agradecer, feliz, por ter estado contigo, ter me resguardado, ter amado, perdoado e ganho assim o meu dia, ao teu lado!

Quero adormecer em paz qual criança pequena que nada teme quando em colo amigo, assim serei contigo, hoje e sempre, porque tenho a Ti!

Assim seja!
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André Luiz 
Chico Xavier





sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Prece por Luz




Senhor!...
No final desse dia , estamos em oração, rogando-te mais luz por acréscimo de misericórdia.

Clareia-nos o entendimento, a fim de que conheçamos em suas consequências os caminhos já trilhados por nós; entretanto, faze-nos essa concessão mais particularmente para descobrirmos, sem enganos, onde as estradas mais retas que nos conduzem à integração com os teus depósitos.

Alteia-nos o pensamento, não somente para identificarmos a essência de nossos próprios desejos, mas sobretudo para que aprendamos a saber quais os planos que traçaste a nosso respeito.

Ilumina-nos a memória, não só de modo a recordarmos com segurança as lições de ontem, e sim, mais especialmente, a fim de que nos detenhamos no dia de hoje, aproveitando-lhe as bênçãos em trabalho e renovação.

Auxilia-nos a reconhecer as nossas disponibilidades; todavia, concede-nos semelhante amparo, a fim de que saibamos realizar com ele o melhor ao nosso alcance.

Inspira-nos, ensinando-nos a valorizar os amigos que nos enviaste; no entanto, mais notadamente, ajuda-nos a aceitá-los como são, sem exigir-lhes espetáculos de grandeza ou impostos de reconhecimento.

Amplia-nos a visão para que vejamos em nossos entes queridos não apenas pessoas capazes de auxiliar-nos, fornecendo-nos apoio e companhia, mas, acima de tudo, na condição de criaturas que nos confiaste ao amor, para que venhamos a encaminhá-los na direção do bem.

Ensina-nos a encontrar a paz na luta construtiva, o repouso no trabalho edificante, o socorro na dificuldade e o bem nos supostos males da vida.

Senhor!...

Abençoa-nos e estende-nos as mãos compassivas, em tua infinita bondade, para que te possamos perceber em espírito na realidade das nossas tarefas e experiências de cada dia, hoje e sempre.

Assim seja.
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Emmanuel
Chico Xavier



A Morte



A morte é uma grande reveladora. 
Nas horas de provação, quando as sombras nos rodeiam, perguntamos algumas vezes: 
Por que nasci eu ? 
Por que não fiquei mergulhado lá na profunda noite, onde não se sente, onde não se sofre, onde só se dorme o eterno sono ? 
E, nessas horas de dúvida e de angústia, uma voz vem até nós e diz-nos: 
Sofre para te engrandeceres, para te depurares! 
Fica sabendo que teu destino é grande.
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Esta terra fria não é teu sepulcro. 
Os mundos que brilham no âmbito dos céus são tuas moradas futuras, a herança que Deus te reserva. 
Tu és para sempre cidadão do Universo; pertences aos séculos passados como aos futuros, e, na hora atual, preparas a tua elevação. 
Suporta, pois, com calma, os males por ti mesmo escolhidos.

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Semeia na dor e nas lágrimas o grão que reverdecerá em tuas próximas vidas. 
Semeia também para os outros assim como semearam para ti! 
Ser imortal, caminha com passo firme sobre a vereda escarpada até às alturas de onde o futuro te aparecerá sem véu!
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A ascensão é rude, e o suor inundará muitas vezes o teu rosto, mas, no cimo, verás brilhar a grande luz, verás despontar no horizonte o Sol da Verdade e da Justiça!

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A voz que assim nos fala é a voz dos mortos, é a voz das almas queridas que nos precederam no país da verdadeira vida. 
Bem longe de dormirem nos túmulos elas velam por nós. 
Do pórtico do invisível veem-nos e sorriem para nós. 
Adorável e divino mistério! 

Comunicam-se conosco e dizem: 
Basta de dúvidas estéreis; trabalhai e amai.
Um dia, preenchida a vossa tarefa, a morte reunir-nos-á.
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Léon Denis


 






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

No Lar




Não olvides que teu filho, sendo a materialização de teu sonho, é também tua obra na Terra.

Às vezes é um lírio que plantaste no tempo; contudo, na maioria das ocasiões, é um fragmento de mármore que deixaste à distância.

Flor que te pode encorajar ou pedra que te pode ferir.

Recebe-o, pois, como quem encontra a oportunidade mais santa de trabalho no mundo.

Não lhe abandones o espírito à liberdade absoluta, para que se não perca ao longo da estrada, e nem cometas a loucura de encarcerá-lo em teus pontos de vista, para que o teu exclusivismo não lhe desfigure as qualidades inatas para o infinito bem.

Ajuda-o, acima de tudo, a crescer para o ideal superior, assim como auxilias a árvore nascente, em ímpeto ascensional para a luz.

Livra-o das deformidades mentais, tanto quanto proteges o vegetal proveitoso contra a invasão da erva sufocante.

Ser pai é ser colaborador efetivo de Deus, na Criação.

Receber um filho é deter entre os homens o mais sagrado depósito.

Não desertes, assim, da abnegação em que deves empenhar todas as forças peculiares à própria vida, a fim de que o rebento de tuas aspirações humanas se faça legítimo sucessor dos teus mais íntimos anseios de elevação.

O lar, na Terra, ainda é o ponto de convergência do passado. 
Dentro dele, entre as quatro paredes que lhe constituem a expressão no espaço, recebemos todos os serviços que o tempo nos impõe, habilitando-nos ao título de cidadãos do mundo.

Exercitemos, desse modo, o amor e o serviço, a humildade e o devotamento, no templo familiar, à frente de nossos amigos ou adversários do pretérito transformados hoje em nossos parentes ou em nossos filhos, e estaremos alcançando nos problemas da eternidade a mais alta e a mais sublime equação.
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Emmanuel
Chico Xavier