terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Aproveite o Ensejo

 
Não é o companheiro dócil que exige a sua compreensão fraternal mais imediata.
É aquele que ainda luta por domar a ferocidade da ira, dentro do próprio peito.

Não é o irmão cheio de entendimento evangélico que reclama suas atenções inadiáveis.
É aquele que ainda não conseguiu eliminar a víbora da malícia do campo do coração.

Não é o amigo que marcha em paz, na senda do Bem, quem solicita seu cuidado insistente.
É aquele que se perdeu no cipoal da discórdia e da incompreensão, sem forças para tornar ao caminho reto.

Não é a criatura que respire no trabalho normal que requisita socorro urgente.
É aquela que não teve suficiente recurso para vencer as circunstâncias constrangedoreas da experiência humana e se precipitou na zona escura do desequilíbrio.

É muito provável que, por enquanto, seja plenamente dispensável a sua cooperação no paraíso.
É indiscutível, porém, a realidade de que, no momento, o seu lugar de servir e aprender, ajudar e amar, é na Terra mesmo.
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André Luiz
Chico Xavier






segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Almas-problemas


A pessoa-problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida.
O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.
O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha.
O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.
Todos eles provêm do teu passado espiritual.

Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando hoje a resgatar injunção penosa.

Mas tu também.

Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, que induzem e levam ao abismo.
Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo.

Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.
Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a se encontrar, seja na consanguinidade, por meio da parentela corporal, ou mediante a espiritual na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.
Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.

Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário.

Ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante.

Acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa.

Mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.
Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses.

 Horas soam em que um sentimentos de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado.

Ledo engano!
 
Só há liberdade real, quando se resgata o débito.

Distância física não constitui impedimento psíquico.

 Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.
O Espírito é a vida, e enquanto o amor não abranda as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.

Arrima-te ao amor e sofre com paciência.

 Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir.

Ama, socorrendo.
Um dia nascerá luminoso em que superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.

O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.

 Mas o amor, que cobre a multidão dos pecados voltado para o Bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo com que vibre a Paz duradora por que te afadigas.
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Joanna de Ângelis






domingo, 9 de dezembro de 2012

Estratégias mentais para uma vida melhor




1 - Toda vez que um pensamento negativo vier à sua mente, troque-o por outro que seja melhor para você.

2 - Não seja inseguro, triste, desanimado e sem esperança em dias melhores.

3 - Não se “queixe”, não se “autopune”, não seja um “inconformado” e nem reclame da vida e das pessoas.
Tenha fé em Deus e em você mesmo.

4 - Seja determinado, perseverante, entusiasmado e de ânimo firme.
Deus nos ajuda quando nós nos ajudamos.

5 - Sintonize com tudo o que é bom.
Jesus disse: "quem procura encontra, quem pede recebe."

6 - Não conserve a amargura, o azedume, a irritação, a tristeza, o rancor e a mágoa na intimidade do coração.
Eles são venenos para o corpo e para a mente.

7 - Não seja ansioso, desanimado, pessimista, frustrado e insatisfeito com tudo.
Tenha fé, ore e espere pelo melhor.

8 - Não deixe que à saudade, a preocupação e a rotina o sufoquem.
Seja como uma flecha que se lança à frente em busca do êxito e Jesus o auxiliará.

9 - Contagie-se de “tudo posso”, “sou feliz”, “nada me é impossível” Deus está comigo.
Coração alegre, mente tranquila, oração, são bons remédios para a alma.

10 - Estimule-se! Tenha ânimo firme!
Seja persistente! Automotive-se!
O possível somente se torna possível quando se acredita em Deus e em si mesmo.
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João Zamoner






sábado, 8 de dezembro de 2012

Luta contra ti mesmo


Passarás auxiliando, sempre que esqueças os erros de teu próximo, e reconheças tua imperfeição.

Trabalharás incansavelmente, sempre que te disponhas a servir em beneficio de todos.

Conquistaras a paciência, quando reconheça que todos nos movimentamos ao sabor do Belo por vontade Divina.

Amarás a teu próximo, quando compreendas que és produto do Eterno Amor.

Que os outros te julguem ou critiquem, não te deves importar. 
Luta contra ti mesmo, meu filho, se desejas melhorar.

A felicidade de hoje, é a voz da consciência tranquila de ontem. 
Não te negues a servir, se queres sempre sorrir.
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Dona Aurora



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Onde estiveres


 
Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem.
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Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
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Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
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Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar.
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Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
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Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
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Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.
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André Luiz
Chico Xavier




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.

Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em Comunicação. Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte...


"Estamos obcecados com "o melhor".

Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".

Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

Bom não basta.

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também.

E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.

Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?

O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.

A casa que é pequena, mas nos acolhe.

O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.

A TV que está velha,(ou a geladeira, ou o fogão etc) mas nunca deu defeito.

O homem (mulher) que tem defeitos, como nós, mas nos faz mais felizes do que os(as) homens (mulheres) "perfeito(a)s".

As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...

O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.

O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?

Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?

Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.
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Leila Ferreira
 

Melhor tranquilizante




Não são os problemas da vida em si que nos agravam a tensão nervosa. São as questões-satélites que nascem de nossas dificuldades para aceitá-los.

Quantas vezes, pervagamos na Terra, sofrendo emoções desequilibradas, diante de companheiros queridos que não desejam, por agora, o nosso modo de ser? E em quantas outras nos atormentamos inutilmente, perante obstáculos complexos que claramente não nos será possível liquidar em apenas um dia?

Entretanto, observemos:

enfermidades aparecerão sempre no mundo, pedindo tratamento e não inconformidade para as melhoras precisas;

entes amados em luta são telas de rotina, solicitando entendimento e não atitudes condenatórias para alcançarem o reequilíbrio;

erros nossos e faltas alheias fazem parte do nosso aprendizado na escola da experiência, exigindo calma e não censura para serem retificados;

tentações são inevitáveis, em todos os sentidos, nos climas de atividade indispensáveis à nossa formação de resistência, reclamando serenidade e não agitação para serem extintas.

Em todas as situações aflitivas, use a prece como sendo o nosso melhor tranquilizante no campo do espírito.

E quando problemas apareçam, não se deixe arrastar nas labaredas da angústia.

Você pode ficar em paz.

Para isso, basta que você trabalhe e deixe Deus decidir.
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 ANDRÉ LUIZ
Chico Xavier