sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Senhor, ensina-nos


Senhor!

Sabemos o que nos dizes.
Ensina-nos a escutar-te.

Conhecemos o caminho.
Ensina-nos a percorrê-lo.

Procuramos a paz.
Ensina-nos a descobri-la.

Possuímos o amor.
Ensina-nos a sublimá-lo.

Temos o trabalho.
Ensino-nos a servir.

Concedeste-nos a fé.
Ensina-nos a mantê-la.

Assimilamos a cultura.
Ensino-nos a iluminá-la.

Colhemos o beneficio.
Ensina-nos a plantá-lo.

Admiramos a humildade.
Ensina-nos a adquirí-la.

Medimos o tempo.
Ensina-nos a aproveitá-lo.

Retemos recursos.
Ensina-nos a distribuí-los.

Necessitamos da ordem.
Ensina-nos a guardá-la.

Ansiamos por mais luz.
Ensina-nos a estendê-la.

Senhor!
Onde estivermos, e com quem estivermos;
 sejam quais forem as nossas dificuldades e problemas;
 faze-nos reconhecer que somos Teus aprendizes!
Por acréscimo de misericórdia, não nos entregues a nós mesmos!

Renova-nos no que somos para que sejamos o que devemos ser, de acordo com os Teus Desígnios!

E seja qual for a tarefa em que a Tua Infinita Bondade nos situe, ensina-nos, Senhor, a compreender e amar, abençoar e servir contigo hoje e sempre.
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Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier 
Obra: 
Recanto de paz




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A Diferença



A reunião alcançava a parte final.
 E, na organização mediúnica, Bezerra de Menezes retinha a palavra.
O benfeitor desencarnado distribuía consolações, quando um companheiro o alvejou com azedume:
 
—Bezerra, não concordo com tanta máscara no ambiente espírita. 
Estou cansado de tartufismo. 
Falo contra mim mesmo. 
Posso, acaso, dizer que sou espírita-cristão? 
Vejo-me fustigado por egoísmo e intolerância, avareza e ciúme; cometo desatenções e disparates; reconheço-me frequentemente caído em maledicência e cobiça; ainda não venci a desconfiança,nem a propensão para ressentir-me; quando menos espero, chafurdo-me nos erros da vaidade e do orgulho; involuntariamente, articulo ofensas contra o próximo; a ambição mora comigo e, por isso, agrido os meus semelhantes com toda a força de minha brutalidade; a crítica, o despeito, a maldade e a imperfeição me seguem constantemente. 
Posso declarar-me espírita com tantos defeitos?
 
O venerável orientador espiritual respondeu, sereno:
 
—Eu também, meu amigo, ainda estou em meio de todas essas mazelas e sou espírita-cristão...
 
—Como assim?—revidou o consulente agitado.
 
—Perfeitamente—concluiu Bezerra, sem alterar-se.
 
—Todas essas qualidades negativas ainda me acompanham... 
Só existe, porém, um ponto, meu caro, que não posso esquecer.
É que, antes de ser espírita-cristão, eu fazia força para correr atrás de todas elas e agora, que sou cristão e espírita, faço força para fugir delas todas...
 
E, sorrindo:
 
—Como vê, há muita diferença.
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Irmão X
Chico Xavier
Obra: Momentos de ouro

quarta-feira, 31 de julho de 2013

De retorno


Quando volvas ao lar, deixa, à distância, os resíduos das dificuldades e problemas enfrentados durante o dia.

A família não pode arcar com o ônus do teu cansaço, das mágoas, das frustrações e do mau humor que reuniste, por contingências, às vezes inevitáveis, do teu trabalho.

O ninho doméstico deve ser preservado das tempestades exteriores, a fim de que encontres nele forças e estímulos para os deveres a desempenhar no dia imediato.

Mesmo que te sintas deprimido ou fatigado, busca renovar-te com disposição otimista, mediante a qual tornarás ali a tua presença sempre desejada e querida.

Torna o teu lar uma permanente fonte de inspiração, de modo que, ao te recordares dele, em qualquer lugar, experimentes motivação para um feliz desempenho dos compromissos abraçados.

São inúmeros os desafios que o homem probo experimenta durante um dia.

Nem sempre triunfará em todos eles. No entanto, cada vez que se sinta defraudado por si mesmo, na luta, cabe-lhe o dever de preservar a confiança e programar a recuperação.

Quem não tropeça, nem cai, certamente não sai do lugar onde se encontra imobilizado.

Ação é, também, sinônimo de movimento, de experiências com erros e acertos.

Desse modo, não conduzas contigo a amargura dos insucessos, nem o ressaibo da insatisfação.

Terminado o teu compromisso fora da família, volve ao lar com disposição positiva, entusiasmado com os valores alcançados e confiante nos futuros resultados dos esforços a desprender mais tarde.

O teu lar deve ser o santuário-escola, a oficina-recreio onde o amor predomine e a felicidade, em qualquer situação ou circunstância, sempre se faça presente.
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Joanna de Ângelis









terça-feira, 30 de julho de 2013

Esta é a Mensagem




"Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros." - (I João, 3:11.)


Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. 
Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber expressões de velhas verdades, ensaiando-se criações mentais diferentes.
 Notamos, porém, que a arte procura novas experimentações e se povoa de imagens negativas, que a política inventa ideologias e processos inéditos de governar e dilata o curso da guerra destruidora, que a ciência busca desferir voos mais altos e institui teorias dissolventes da concórdia e do bem estar.
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Grandes facções religiosas efetuam trabalho heroico na demonstração da eternidade da vida suplicando sinais espetaculares do reino invisível ao homem comum.
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Convenhamos que haverá sempre benefício nas aspirações elevadas do espírito humano, quando sinceramente procura as vibrações de natureza divina; todavia, necessitamos reconhecer que se há inúmeras mensagens substanciosas, edificantes e iluminadas na Terra, a maior e mais preciosa de todas, desde o princípio da organização planetária, é aquela da solidariedade fraternal, no "amemo-nos uns aos outros".
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Esta é a recomendação primordial. 
Sentindo-a, cada discípulo pode examinar, nos círculos da luta diária, o índice de compreensão que já possui, acerca dos Desígnios Divinos.
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Mesmo que esse ou aquele irmão ainda não a tenha entendido, inicia a execução do paternal conselho em ti mesmo.
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Ama sempre.
 Faze todo o bem. 
Começa estimando os que te não compreendem, convicto de que esses, mais depressa, te farão melhor.
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 Emmanuel
Chico Xavier





segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pingos da Verdade



Como fonte que foi turvada e manancial corrupto, assim é o justo que cede ao perverso. (Pv. 25:26)

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O que trabalha para aquisição da justiça, está sujeito a ser tentado com mais frequência pela perversidade.
Não interessa às trevas a harmonia.
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Se o mundo é de provas e expiações, os que nele se encontram estagiando, notam bem quais são as suas lutas para a frequência do Bem.
Parar de lutar significa morrer.
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Quem principiou nas mudanças é interceptado pela própria natureza animal. Eis a guerra interna travada, em que não devemos esmorecer.
A verdade liberta; indispensável conhecê-la.
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Os que começam a ser iluminados e cedem às insinuações das trevas, sofrem adiante a corrigenda da consciência e do arrependimento. Faça nascer novas forças para recomeçar. 
Ganhe tempo não precisando arrepender-se.
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Não passe um dia sem lembrar-se de Jesus; Ele é a nossa segurança.
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O perverso é ignorante. 
Oremos por ele, esperando que Deus o abençoe com o entendimento.
Quem se encontra seguro na justiça, o amor faz do seu coração um ninho permanente.
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Os nossos pensamentos são mananciais formados pelo que somos e em torno de nós vibra o que escolhemos na vida.
Se conhece Jesus, mude de vida, rompendo barreiras e seguindo Seus passos, que a luz não se fará esperar.
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Cumpre entender o que fomos chamados a realizar pelos benfeitores espirituais, que a misericórdia é muito maior do que pensamos.
Vamos investir no amor, que ele é semente de luz, saída das mãos de Deus.
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Pelo que chega de pensamentos em sua mente, notará de onde eles procedem.
A sua vigilância deve ser constante, para a sua própria paz.
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A perversidade somente prejudica o perverso, pois é lei de Deus que recebamos o que damos.
Conserve o seu manancial de pensamentos com vibrações de amor, para que a caridade seja vida permanente em seu coração.
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 Espírito Carlos
 João Nunes Maia






domingo, 28 de julho de 2013

Pontos Essenciais Para os Cônjuges


Reconhecer que o outro é um espírito por si, com ideais e tendências diversas.
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Em tempo algum abandonar o outro aos próprios deveres e lutas, sob o pretexto de que possui tarefas diferentes.
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Socorrer o outro em suas esperanças, empenhando esforço e carinho para que as realize.
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Afastar do outro quaisquer assuntos tendentes a turvar-lhes a confiança recíproca.
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Abolir o ciúme.
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Aceitar a importância do problema sexual de um para o outro.
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Entender que o amor inclui o respeito, a cortesia, a afabilidade e a discrição.
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Fugir do relaxamento e do desperdício.
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Adaptar-se ao nível econômico e social em que se encontram, embora cientes de que melhoria, através da existência correta, é obrigação.
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Evitar rixas e discussões.
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Nunca selar compromissos fora de casa sem ouvir a opinião do outro.
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Tratar os filhos com equilíbrio, sem reduzi-los à condição de bonecas.
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Não obrigar os filhos a estudos, linhas determinadas de trabalho, distrações ou hábitos, para os quais não sintam vocação.
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Observar que os filhos precisam de educação, disciplina e bons exemplos e não de castigo ou caprichos satisfeitos.
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Não enganar os filhos dando respostas ociosas às indagações que façam.
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Manter entendimento e cooperação na solução das dificuldades que surjam nas famílias um do outro.
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Jamais sacrificar a harmonia e a segurança do lar sob a desculpa de exigências religiosas ou sociais.
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Amparar e respeitar as amizades do outro.
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Não perder tempo com futilidades.
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Compreender que o matrimônio é uma escola e que os cônjuges tudo precisam fazer nos domínios do possível para que não seja modificado o programa trazido à Terra por eles mesmos, na lei da reencarnação, alterando o plano de serviço com separações reconhecidamente desnecessárias.
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André Luiz

Waldo Vieira






sábado, 27 de julho de 2013

Sobriedade



"Não durmamos pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios". Paulo -I Tessalonicenses: 5-6


Em todos os setores das atividades terrestres, mesmo nos círculos externos do esforço religioso, há muita gente dormindo nos braços das ilusões.

Aqui o egoísmo mascarado de bondade irreal, ali é a preocupação sectária sob as aparências da fé.

O discípulo sincero, todavia, aprende a receber os apelos do Evangelho, de modo a não dormir, como os demais.

É preciso estar pronto ao serviço e vigiar, fielmente.
 
 Entretanto, na vigilância ainda encontram os aprendizes certos perigos mais fortes.

São os que condizem com a ausência da sobriedade.

Quase sempre, quando se encontra essa palavra, a criatura reflete imediatamente nos desregramentos do corpo. 
 
Mas, o cristão não deve olvidar o caráter nefasto das intemperanças da alma.

Muitos aprendizes de boa vontade tornam-se irascíveis, inquietos e, por vezes, cruéis, acreditando servir à causa de Cristo.

Vigilância não quer dizer olho alerta para indicar o mal, mas posição de concurso sincero com Jesus a fim de substituir o mal pelo Bem, em silêncio, onde quer que se encontre.

Sem a sobriedade, a realização dessa tarefa se torna impossível.

É indispensável não desperdiçar emoções ou distrair energias em problemas desnecessários.

Sejamos, pois, vigilantes, dando a cada um aquilo que lhe pertence.
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Emmanuel
Chico Xavier