quarta-feira, 6 de novembro de 2013

No Recinto Doméstico



Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.

A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

Converse edificando a harmonia.

É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranquilidade dos outros.

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 André Luiz
Francisco Cândido Xavier










terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cura real



Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.
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A cura real somente acontece do interior para o exterior .....
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Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito,
mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.
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Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.
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Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.
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Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.
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Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.
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Não querem mudar de vida.
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Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.
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Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.
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Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.
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Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.
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Suplicam auxílio para os problemas de tireoide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.
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Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.
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Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.
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Deus nos fala através de mil modos;a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.
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Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro.
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Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.
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Quando nos decidiremos?
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Livro: O Médico Jesus
José Carlos De Lucca 












segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Participação na Felicidade



Quando alguém chora acoimado por este ou aquele problema, fácil é participares do seu drama, dilatando esforços para diminuir-lhe o padecimento.

Ante a fome ou a enfermidade experimentas o apelo aos elevados sentimentos que te concitam à aju­da automática e rápida.

Sem dúvida todo socorro que se oferta a alguém que sofre é de relevante significação.

Caridade, sim, a dádiva material e o gesto moral de solidariedade.

Indispensável, porém, não te deteres na superfí­cie da realização.

Há os que são solidários na dor, assumindo a po­sição de benfeitores, em lugar de realce com o que se realizam interíormente.

Todavia, quando defrontam amigos em prospe­ridade, companheiros em evidência, conhecidos em situação de relevo, deixam-se ralar por mágoa injus­tificável, transformando-se em fiscais impenitentes e acusadores severos que não perdoam a ascensão do próximo.

Ressentimentos se acumulam nas paisagens ínti­mas, e, azedos, referem-se ao êxito alheio, vencidos por torpe inveja.

Não sabem o preço do triunfo de qualquer pro­cedência, quando na Terra.

Ignoram os contributos que deve doar todo aque­le que se alça a situação de destaque.

Farpas da maledicência e doestos do ciúme, per­seguição sistemática disfarçada de sorrisos, ausência de amigos legítimos tornam as ilusórias horas doura­das do homem de relevo em momentos difíceis de ser vencidos.
— Assume posição diferente.
Sem que te faças interessado no que ele tem ou é, rejubila-te com o progresso de quem segue contigo.
Quando alguém se eleva, com ele se ergue toda a Humanidade. 
Quando cai é prejuízo na economia moral do planeta.

Solidário na dificuldade do teu irmão, participa dos júbilos do teu próximo para que a ingestão do veneno do despeito e do tóxico da animosidade não te destrua a alegria de viver.

Ser feliz com a felicidade alheia é também forma de caridade cristã.
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Joanna de Ângelis














domingo, 3 de novembro de 2013

Antes, porém

 
Você pede melhoras de saúde.
Antes, porém, socorra o enfermo em condições mais graves.
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Você pede, em favor do seu filho.

Antes, porém, proteja a criança alheia em necessidade maior.

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Você pede providência determinada.

Antes, porém, alivia a preocupação de outra pessoa, em prova mais contundente que a sua.
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Você pede concurso fraterno contra a obsessão que o persegue.

Antes, porém, estenda as mãos ao obsidiado que sofre sem os recursos de que você já dispõe.
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Você pede perdão pela falta cometida.

Antes, porém, desculpe incondicionalmente aqueles que lhe feriram o coração.

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Você pede apoio à existência.
Antes, porém, seja consolo e refúgio para o irmão que chora em seu caminho.

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Você pede felicidade.

Antes, porém, semeie nalgum gesto simples de amor a alegria do próximo.
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Você pede solução a esse ou àquele problema.

Antes, porém, busque suprimir essa ou aquela pequenina dificuldade dos semelhantes.
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Você pede cooperação.

Antes, porém, colabore a benefício dos que suam e gemem na retaguarda.
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Você pede a assistência dos Bons espíritos.

Antes, porém, seja você mesmo um espírito Bom, ajudando aos outros.

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Toda solicitação assemelha-se, de algum modo, à ordem de pagamento, que, para ser atendida, reclama crédito.

A casa não se equilibra sem alicerce.
Uma fonte ampara outra.
Se quisermos auxílio, aprendamos a auxiliar.

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André Luiz
Chico Xavier