sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Lesões na Alma






Diante dos acontecimentos infelizes que te surpreendam na senda por onde segues buscando a renovação, resguarda-te na fé iluminada que te impulsiona ao trabalho nobilitante.

Se agasalhas azedumes, cultivando mágoas e mantendo ódios, estás em perigo.

Se te deténs na maledicência, ou na ociosidade, ou te conduzes sob chuvas de impropérios que partem da tua revolta, estás à borda de terrível despenhadeiro.

Se sustentas rivalidades e aceitas o desafio das ofensas ou te interessas pela preservação das inimizades, encontras-te na fronteira do desequilíbrio.

Preserva-te na calma ante qualquer provação ou sob torrentes de ameaças, sem te dares a oportunidade de sintonizar na faixa da agressão.

Esses inimigos que agasalhas e vitalizas com assiduidade produzem-te graves lesões na alma, desarticulando as engrenagens sutis encarregadas do equilíbrio fisiopsíquico que se te faz necessário.

Da alma procedem as realizações edificantes e os processos degenerativos que se exteriorizam no corpo.

Ulcerações do estômago e do duodeno, problemas hepáticos e disfunções intestinais, manifestações cancerígenas e distúrbios da emotividade, propiciadores da ansiedade, da neurose, da psicose e de outras alienações têm as suas nascentes nos fulcros em desalinho da alma encarnada.

Enfermidades perfeitamente evitáveis no campo da mente e nos painéis físicos derivam do descontrole da vontade e da má usança dos valores que a vida proporciona para o progresso.

Desse modo, se anelas pela saúde, desejando o equilíbrio psicofísico, aprende a dirigir a conduta mental e moral, não dando guarida às farpas do mal, nem aos raios da perversidade que ainda grassam na Terra.

Entrega-te à ação do trabalho constante, sem tempo para a queixa ou o azedume, para a averiguação do erro alheio e da ingratidão, amando e esperando sob a dádiva luminosa da fé que te apresenta o porvir feliz à tua espera, se perseverares fiel até o fim.
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 Joanna de Ângelis 






quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Discernimento e Amor



Natural examines no mundo os problemas de comportamento. 
Discernir o certo do errado. 
Entender o que auxilia e o que prejudica. 
E, quanto puderes, é justo procures erradicar com amor o mal que desfigure as peças do Bem, com o zelo do lavrador quando retira a erva invasora do corpo da árvore.

Entretanto, em qualquer processo de corrigenda, deixa que a compaixão te ilumine o pensamento para que o ideal de justiça não se te faça um deserto no coração.

Recorda os esforços que desenvolves para que a bondade e a tolerância não se te afastem da vida e dispõe-te a entender e auxiliar, em louvor do Bem.

Encontraste irmãos considerados delinquentes.

Imagina os processos obsessivos em que se viram atormentados, por tempo vasto, até que se envolvessem nas sombras do desequilíbrio.

Surpreendeste companheiros atracados à rebeldia.

Pensas nas longas áreas de penúria e sofrimento que atravessaram, até que as forças se lhes esgotaram, impelindo-os para a discórdia.

Acompanhaste a indesejável transformação de amigos que desertaram de nobres tarefas que lhes diziam respeito.

Detém-te a meditar nos conflitos que sofreram, até que se lhes verificou a queda de toda a resistência.

Sabes de criaturas queridas que se mergulharam na escravidão aos tóxicos que lhes devastam as energias.

Refletes nas tentações que lhes povoaram as horas, até que se inclinassem para a dependência dos agentes químicos de misericórdia, no abuso dos quais se fazem omissos.

Enumera os padecimentos dos desesperados, dos tristes, dos doentes sem esperança, dos quase suicidas, dos irmãos sanatorizados em vista de indefiníveis angústias, e compreenderás que a Infinita Bondade de Deus determina se nomeiem juízes para que se cominem penas destinadas ao resgate de nossas culpas, assim como suscita a formação de médicos que nos sanem os males, a fim de que a delinquência e a enfermidade não nos destruam a vida, mas nos impele incessantemente à fraternidade que nos oriente os atos na edificação do futuro melhor, sob a regência do amor.
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Emmanuel
Chico Xavier
 






terça-feira, 26 de novembro de 2013

Acima


...“Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o Reino de Deus.”.
Jesus (Lucas, 9:62).

A fim de que nos promovamos à condição de obreiros mais eficientes, na Seara do Cristo, é forçoso observar a vida acima de nossas impressões superficiais.
Para isso, ser-nos-á necessário:

mais do que ver – refletir;
mais do que escutar – compreender;
mais do que estudar – aprender;
mais do que trabalhar –servir;
mais do que obedecer – cooperar espontaneamente em apoio aos semelhantes;
mais do que administrar – harmonizar;
mais do que crer – raciocinar;
mais do que esclarecer – discernir;
mais do que escrever – elevar;
mais do que falar – construir;
mais do que comentar – melhorar;
mais do que saber – transmitir para o bem;
mais do que informar – educar;
mais do que desculpar – esquecer o mal;
mais do que desincumbir-se – auxiliar para a felicidade geral.

Todos temos ideias e possibilidades, escolhas e relações, crenças e luzes. 
E se é muito importante guardar equilíbrio para desfrutar semelhantes bênçãos, em nosso progresso de espíritos imortais, ante as Leis de Causa e Efeito, é muito mais importante ainda saber o que estamos fazendo por elas e com elas.
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Emmanuel
Chico Xavier

















domingo, 24 de novembro de 2013

Não nos Deixeis Cair em Tentação


A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando, de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai.

Há leis organizadas para beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a proteção delas, em nosso favor?

Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não devemos abusar dele.

Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que se repete todos os dias.

Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos que ajudam aos cultivadores do trabalho.

Se uma pessoa vive atirando espinhos à face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia?

É indiscutível que a Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto, espera encontrar em nós os valores da boa-vontade.

Não ignoramos que o Pai Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos do Nosso Criador.

Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, é indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.

Não há colheita sem plantação.

Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o "muito" de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar "alguma coisa" do nosso esforço. 
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Meimei
 




sábado, 23 de novembro de 2013

Pequeno Estatuto do Servidor da Beneficência



Amar ardentemente a caridade.

Colocar-se no lugar da criatura socorrida.

Considerar a situação constrangedora da pessoa menos feliz.

Amparar com descrição e gentileza.

Encontrar tempo para ouvir os necessitados.

Nunca ferir alguém com indagações ou observações inoportunas.

Abster-se de quaisquer exibições de superioridade.

Usar a máxima paciência para que o necessitado se interesse pelo auxilio que se lhe ofereça.

Jamais demonstrar qualquer estranheza ante os quadros de penúria ou delinquência, buscando compreender fraternalmente as provações dos irmãos em sofrimento.

Aceitar de boa vontade a execução de serviços aparentemente humildes, como sejam carregar pacotes, transmitir recados, efetuar tarefas de limpeza ou auxiliar na higiene de um enfermo, sempre que a seu concurso pessoal seja necessário.

Respeitar a dor alheia, seja ela qual for.

Aceitar os hábitos e os pontos de vista da pessoa assistida, sem tentar impor as próprias ideias.

Tolerar com serenidade e sem revides quaisquer palavras de incompreensão ou de injúria que venha a receber.

Olvidar melindres pessoais.

Criar iniciativa para resolver os problemas de caráter urgente na obra assistencial.

Evitar cochichos ou grupinhos para comentários de feição pejorativa.

Estudar para ser mais útil.

Não apenas verificar os males que encontre, mas, verificar-lhes as causas que se lhes faça a supressão.

Cultivar sistematicamente a bênção da oração.

Admitir os necessitados não somente na condição de pessoas que se candidatam a recolher os benefícios que lhes possamos prestar, mas, também na qualidade de companheiros que nos fazem o favor de receber-nos a assistência, promovendo e facilitando a nossa aproximação do Cristo de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier