quinta-feira, 17 de abril de 2014

Amor


Quem verdadeiramente ama nunca se preocupa em ser amado.

O amor não faz exigência de nenhuma espécie, não impõe condições, não traça normas, não cobra retorno.

Aquele que reclama de sacrifício e renúncia desconhece o que é amor.

O amor é devotamento extremo, entrega absoluta, abnegação completa, doação desinteressada.

Por enquanto, amamos muito mais a nós mesmos do que amamos a Deus e ao próximo. Isto é egoísmo.

A distância que existe entre nós e o próximo, em essência, é a mesma que existe entre nós e Deus.

Aprendamos a ceder de nós mesmos renunciando aos nossos interesses pessoais.

Exercitemos o desprendimento.

Busquemos dar alegria, invés de nos colocarmos na expectativa de recebê-la.

Não esperemos que os outros girem na órbita de nossos caprichos, à feição de satélites em torno do Sol.

Não nos esqueçamos de que o amor não é uma algema que escraviza, mas sim um laço consentido parte a parte.
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Irmão José 




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Não Desista de Ti



Se recaíste no erro, não desistas de Ti.

Procura ser mais forte.

Ninguém se renova intimamente sem sedimentar convicções.

Resiste com mais empenho ao assédio da tentação.

Pensa, cotidianamente, na transitoriedade das coisas às quais ainda te prendes.

Todo prazer é fugaz.

Por um minuto de ilusória ventura, não vale a pena conviver com o remorso por tempo indefinido.

Ore com mais empenho, pedindo maior suplemento de forças ao Alto.

Recomeça, exaustivamente, no propósito de acertar.

Mesmo quando se trate de descondicionar-te do mal a que te habituaste, a Lei Divina não comete violência.

A taça transbordante de vinho se transubstanciará em fel aos teus lábios.

Ninguém se opõe aos alvitres da consciência, sem que inevitavelmente se frustre.

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Irmão José 
 




 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Na adversidade




Não pense em tristeza, insucesso, dor, a fim de não atraí-los.

O pensamento atrai o bem e o mal porque é objetivo entrar no concreto, materializar-se, ser ação real.

Imagine estar com alegria, saúde, paz e elas aparecerão como quem chega com boas notícias.

Na adversidade, resista esperançoso até que passe.

Mantenha, na boca, boas palavras, na mente, bons pensamentos e, no coração, bons sentimentos.

A providência divina faz o resto.

Quem não reage, se afunda, cai no poço mas, quem se decide, levanta e realiza.

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Lourival Lopes
 






 

domingo, 13 de abril de 2014

Dia a Dia



 “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.”

– Lucas, cap. 9 – v. 23

 O Cristo é incisivo, quando nos adverte que, para segui-Lo, a batalha é constante.

 Dia a dia, o cristão deve ombrear a cruz do testemunho que é chamado a carregar.

Ele não nos promete uma vereda de flores...
 Sem subterfúgios, falou-nos das dificuldades, sobretudo no que tange à negação de nós mesmos.

De fato, não é fácil renunciar ao que nos satisfaz os sentidos e nos atende as necessidades fictícias.

Não nos desalentamos, porém, diante das derrotas e fracassos que, no embate travado em nosso mundo interior, venhamos a sofrer.

 Não nos fortaleceremos de uma hora para outra, mas, sim, a cada minuto de cada hora que nos devotarmos à aquisição de novos hábitos.

 Evoluir é promover a reeducação do espírito.

 Façamos, a cada manhã, o propósito de sermos melhores do que somos, mas não fiquemos apenas na palavra, como quem permanece na expectativa de servir sem tomar a iniciativa de procurar algo de útil a fazer.

 Precisamos criar ensejo a que o bem se manifeste em nossas vidas.

 A vontade de quem não descruza os braços é semelhante a quem, precisando alcançar determinado objetivo, se recusa a movimentar as pernas e caminhar.

 Seja, no entanto, qual for a nossa decisão, saibamos, de uma vez por todas, que quem verdadeiramente não se dispuser a seguir o Cristo não sairá do lugar.

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Inácio Ferreira
Carlos A. Baccelli








sábado, 12 de abril de 2014

CRÍTICAS A ESMO


Não faças críticas a ninguém.

Sobre a Terra todos são vulneráveis.

Auxilia.

Sê condescendente.

Todos agem movidos pelas suas carências.

A fragilidade é própria do ser humano.

Habitualmente caímos naquilo que mais condenamos.

Tem sempre uma palavra que justifique a falta alheia.

Não reforces a opinião de ninguém contra este ou aquele.

A rigor, ninguém erra porque se compraza no erro.

É a ignorância que nos induz a infelizes opções e equivocadas escolhas.

Viver é um constante aprendizado.
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  Irmão José




sexta-feira, 11 de abril de 2014

Acreditar e agir




Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.


Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.


O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.


O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.


Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.


Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.


O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.


O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.


Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.


Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.


Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.


Então, o barqueiro disse ao viajante:


Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.


Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.


Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.


Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.


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Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência.


Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.


Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.


Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato.


Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.


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E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?


Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.


Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.


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Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:


verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;


se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;


e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.


Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem.

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Redação do Momento Espírita, com base em texto veiculado pela Internet, atribuído a Aurélio Nicoladeli.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 5 e nos livros Momento Espírita v. 2 e 3, ed. Fep.

Em 11.10.2010.