quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Sigamos a Paz




"Busque a paz e siga-a." - Pedro (I Pedro, 3:11.)


Há muita gente que busca a paz; raras pessoas, porém, tentam segui-la.

Companheiros existem que desejam a tranquilidade por todos os meios e suspiram por ela, situando-a em diversas posições da vida; contudo, expulsam-na de si mesmos, tão logo lhes confere o Senhor as dádivas solicitadas.
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Esse pede a fortuna material, acreditando seja a portadora da paz, ambicionada, todavia, com o aparecimento do dinheiro farto, tortura-se em mil problemas, por não saber distribuir, ajudar, administrar e gastar com simplicidade.
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Outro roga a bênção do casamento, mas, quando o Céu lha concede, não sabe ser irmão da companheira que o Pai lhe confiou, perdendo-se através das exasperações de toda sorte.
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Outro, ainda, reclama títulos especiais de confiança em expressivas tarefas de utilidade pública, mas, em se vendo honrado com a popularidade e com a expectativa de muitos, repele as bênçãos do trabalho e recua espavorido.
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Paz não é indolência do corpo. É saúde e alegria do espírito.
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Se é verdade que toda criatura a busca, a seu modo, é imperioso reconhecer, no entanto, que a paz legítima resulta do equilíbrio entre os nossos desejos e os propósitos do Senhor, na posição em que nos encontramos.
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Recebido o trabalho que a confiança Celeste nos permite efetuar, é imprescindível saibamos usar a oportunidade em favor de nossa elevação e aprimoramento.
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Disse Pedro - "Busque a paz e siga-a".
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Todavia, não existe tranquilidade real sem Cristo em nós, dentro de qualquer situação em que estejamos situados, e a fórmula de integração da nossa alma com Jesus é invariável:
- "Negue cada um a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me".
Sem essa adaptação do nosso esforço de aprendizes humanos ao impulso renovador do Mestre Divino, ao invés de paz, teremos sempre renovada guerra, dentro do coração.
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Emmanuel
Chico Xavier




quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Lei divina




Alma querida, às vezes, no caminho,

Indagas a chorar, de coração sozinho,

Como atingir, por fim, o Lar Celeste,

Pelas ásperas sendas do dever...

Também eu isso mesmo interroguei à vida

Em caminhada longa e indefinida,

E hoje posso afirmar-te,

De alma fortalecida,

Que a vida me informou, em toda parte:

- Se quiseres vencer

Eleva-te, louvando as pedras da subida,

Procurando servir, ajudar e esquecer.



Por isso, perguntei ao coração da rosa

Como aguentar, tão linda e cetinosa,

Os espinhos cruéis em que a vira nascer

E a rosa me explicou que Deus a estruturara

Num misto de perfume, brilho e cores

Para mostrar que as dores,

Quando bem suportadas,

São lâminas e pontas aguçadas,

Lembrando espinhos produzindo flores;

E, portanto, devia,

Desabrochar e agradecer,

Deixar-se decepar, entregar-se e esquecer...



Fui ao campo e indaguei de uma enorme pedreira

Como tolera sem que grite

Assaltos de martelo e dinamite

Sem jamais se ofender...

Ela disse que a fim de oferecer aos homens

Moradia segura, forte e alegre,

É indispensável que se desintegre,

E, por esta razão, lhe compete saber

Aceitar o progresso, ajudar e esquecer.



Fui consultar os rios, fui às fontes

E perguntei por que motivo,

Sendo as águas sustento do homem vivo,

Tão-somente no chão poderiam correr...

E todos responderam com bondade

Que a missão do auxílio ao mundo todo,

Precisam abraçar o anonimato e o lodo,

Aceitando viver, em baixo nível

Para estender na Terra o conforto possível,

Cabendo-lhes, assim, compreender,

Perdoar e servir, ajudar e esquecer...



Desse modo, igualmente, alma fraterna e boa,

Por mais que o mal nos fira e a provação nos doa,

Qual se um punhal de fel nos arrasasse o ser,

Não te percas do amor, na aflição que te invade...

À lei divina da felicidade

Será sempre servir, amparar e esquecer.
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Maria Dolores
Chico Xavier




terça-feira, 5 de agosto de 2014

De Quando em Quando





De quando em quando, é imprescindível que dialogues contigo mesmo.

Que te contemples, a sós, na face espelhada da consciência.

Que te indagues quanto aos teus propósitos na vida.

Que efetues honesto balanço de tuas ações.

Que não sustentes qualquer ilusão a teu respeito.

Que não representes para ti mesmo.

Que te desnudes no silêncio de tuas reflexões.

Que te vejas como não ousas mostrar-te aos outros.

Que analises as tuas tendências e conheças as tuas inclinações.

Que estejas com Deus, sem que ninguém mais esteja contigo.

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Irmão José






segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Intuição


Preste atenção à intuição.

Sensível, ela vem para o bem e fala no íntimo da alma.

Atende às suas boas intenções.

Sem o barulho interno, melhor você a ouve.

Nem tudo o intelecto alcança.

O que parece apropriado agora pode ser errado depois.

E vice-versa. Mas, Deus sabe tudo.

Atentos, os bons espíritos ajudam você e alertam-no, para que melhor se conduza.

Agradeça.

Dar atenção à intuição é dar atenção a Deus.
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Lourival Lopes




domingo, 3 de agosto de 2014

Convivência



A Vida vem de Deus, a convivência vem de nós.

Aqueles companheiros que nos partilham a experiência do cotidiano são os melhores que a Divina Sabedoria nos concede, a favor de nós mesmos.

Se você encontra uma pessoa difícil em sua intimidade, essa é a criatura exata que as leis da reencarnação lhe trazem ao trabalho de burilamento próprio.

As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos alimentam o ânimo de trabalhar, entretanto, aquelas outras que ainda não nos entendem são testes que a vida igualmente nos oferece, a fim de que aprendamos a compreender.

Recordemos: nos campos da convivência é preciso saber suportar os outros para que sejamos suportados.

Se alguém surge como sendo um enigma em seu caminho, isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém.

Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem suas limitações e se algo conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre logramos fazer o máximo, de vez que somente Deus consegue tudo em todos.

Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a estrada, ajude-os a ser livres para encontrarem a si mesmos, tal qual deseja você a independência própria para ser você, em qualquer lugar.

Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar.

Se você acredita que franqueza rude pode ajudar a alguém, observe o que ocorre com a planta a que você atire água fervente.

Abençoemos se quisermos ser abençoados.
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André Luiz
Chico Xavier 







sábado, 2 de agosto de 2014

Tuas dores


"A mim que outrora era blasfemo, perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, porque agi por ignorância, na incredulidade." (I Timóteo, 1:13.)


Não vejas a dor como castigo divino, mas como lição a ser apreendida.

Deus sabe da infância espiritual das criaturas humanas.

Ele é Misericórdia Infinita, não castiga ninguém e perdoa incondicionalmente a tudo e a todos.    O que levou Paulo de Tarso a afirmar ao seu amigo Timóteo: "obtive misericórdia, porque agi por ignorância, na incredulidade".

Tuas dores são manifestações de tuas atitudes e pensamentos negativos.

As leis divinas não são de reprimenda e condenação; ao contrário, agem de forma amorosa e instrutiva. 

Quem te pune é tu mesmo; 
quem te constrange são os modos de pensar e de proceder diante da vida.

Renova tuas ideias, ligando-te à Divina Sabedoria do Universo, e terás tuas dores amenizadas cada vez mais.

Reeduca-te na cartilha dos valores universais e entrarás no fluxo da paz e da bonança. ---------------------
Hammed 
Francisco do Espírito Santo Neto