segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Examina-te


Faze um exame de consciência, quando possas e quantas vezes te seja viável.

Muitas queixas e reclamações desapareceriam se o descontente analisasse melhor o próprio
comportamento.

Sempre se vê o problema na outra pessoa e o erro estampado no semblante do outro.

Normalmente, quando alguém te cria dificuldades e embaraços está reagindo contra a tua
conduta, à forma como te expressaste e à maneira como agiste.

Tem a coragem de examinar-te com mais severidade, rememorando atitudes e palavras.

Ao descobrires erros, apressa-te em corrigi-los;
busca aquele a quem magoaste e recompõe a situação.
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Joanna de Ângelis










domingo, 26 de outubro de 2014

Convivendo com os mentores espirituais




Muitos espiritualistas têm uma visão equivocada sobre a tarefa dos nossos amigos espirituais, chamados de mentores, guias, amparadores, anjos da guarda, etc. Tratam os benfeitores como se fossem babás ou guarda-costas particulares e acham que eles estão ao nosso dispor o tempo todo, nos acompanhando sempre que quisermos. Será que é assim que acontece, mesmo, ou é só carência da nossa parte?

Allan Kardec abordou este assunto em O Livro dos Espíritos. Na questão 491, pela tradução de Salvador Gentile (IDE), lemos:

“Qual é a missão do Espírito protetor? 
– A de um pai sobre seus filhos: guiar seu protegido no bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolar suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.”


É aí que temos de tomar cuidado para não interpretarmos mal. O conceito de um Deus-pai, tão fortemente arraigado na cultura e religiosidade ocidental, também aparece na obra kardequiana, devido à influência que a moral cristã tem sobre a obra.


A ideia de pai, aqui, se refere ao sentimento de carinho e, ao mesmo tempo, à postura de quem tem mais experiência para nos auxiliar. Mas, se relermos a resposta atentamente, veremos que em nenhum momento diz que a missão dos espíritos protetores é a de “fazer tudo pelo sucesso financeiro, amoroso, etc. do protegido; protegê-lo de todas as encrencas em que ele mesmo se mete; assumir a culpa pelos desequilíbrios psicoemocionais do protegido; livrá-lo dos vícios que ele mesmo faz questão de manter; dizer o que deve fazer na vida, acabando com o livre-arbítrio do protegido; fazer as escolhas que compete ao encarnado fazer, eximindo-o de toda responsabilidade e, consequentemente, de todo aprendizado; etc.” É isso o que diz a questão 491?

Mais adiante, na questão 495, lemos:


“O Espírito protetor abandona alguma vezes seu protegido quando este é rebelde aos seus conselhos?

– Ele se afasta quando vê seus conselhos inúteis, e que a vontade de sofrer a influência dos Espíritos inferiores é mais forte. Todavia, não o abandona completamente, e se faz sempre ouvir, sendo, então, o homem que fecha os ouvidos. Ele retorna, desde que chamado. (...)”

Como podemos ver, as escolhas – boas ou ruins – são sempre nossas. Por mais que um guia espiritual possa te inspirar, por mais que um assediador possa te induzir ou um obsessor te prejudicar, é sempre nós que fazemos as escolhas, porque espírito algum tem poder para lhe tirar o livre-arbítrio.


Tem gente que se pergunta: “Poxa! Por que ‘meu’ guia espiritual me deixou entrar nessa roubada...” Pois é! Talvez algum benfeitor espiritual tenha tentado te inspirar; possivelmente, sua própria consciência tenha mostrado como deveria agir... mas, seus vícios, fraquezas, comodismo, vaidade, egoísmo, raiva, mágoa, etc. tenham sido mais fortes do que a voz do seu querido “anjo da guarda”.


Lembre-se: semelhante atrai semelhante. Se você quer tanto desfrutar a presença dos benfeitores espirituais, seja em determinados momentos do dia (ninguém está à nossa disposição o tempo todo) ou durante a emancipação da alma (viagem astral), procure estar em sintonia psicoemocional com eles. Caso contrário, eles até poderão estar ao seu lado, mas você não perceberá a presença deles. E isso pode ocorrer após a morte do corpo físico também. O fato de estar desencarnado não significa que você pode interagir com seu guia espiritual, se não estiver na mesma sintonia e receptivo à presença dele.

Paz e luz!
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Escrito por Victor Rebelo  






sábado, 25 de outubro de 2014

Justiça e amor




 Enquanto alimentamos o mal em nossos pensamentos, palavras e ações, estamos sob os choques de retorno das nossas próprias criações, dentro da vida.


 As dores que recebemos são a colheita dos espinhos que arremessamos.


 Agora ou amanhã, recolheremos sempre o fruto vivo de nossa sementeira.


 Há plantas que nascem para o serviço de um dia, quais os legumes que aparecem para o serviço da mesa, enquanto outras surgem para as obras importantes do tempo, quais as grandes árvores, nutridas pelos séculos, destinadas à solução dos nossos problemas de moradia.


 Assim também praticamos atos, cujos reflexos nos atingem, de imediato, e mobilizamos outros, cujos efeitos nos alcançarão, no campo do grande futuro.


 Em razão disso, enquanto falhamos para com as Leis que nos regem, estamos sujeitos ao tacão da justiça.


 Só o amor é bastante forte para libertar-nos do cativeiro de nossos delitos.


 A Justiça edifica a penitenciária. O amor levanta a escola.


 A justiça tece o grilhão. O amor traz a bênção.


Quem fere a outrem encarcera-se nas consequências lamentáveis da própria atitude.


Quem ajuda adquire o tesouro da simpatia.


 Quem perdoa eleva-se.


 Quem se vinga desce aos despenhadeiros da sombra.


Tudo é fácil para aquele que cultiva a verdadeira fraternidade, porque o amor pensa, fala e age, estabelecendo o caminho em que se arrojará, livre e feliz, à glória da vida eterna.


 Quem deseje, pois, avançar para a Luz, aprenda a desculpar, infinitamente, porque o Céu da liberdade ou o inferno da condenação residem na intimidade de nossa própria consciência.


 Por isso mesmo, o Mestre Divino ensinou-nos a pedir na oração dominical: — “Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como devemos perdoar aos nossos devedores.” (Mt)
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Emmanuel
Chico Xavier





 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Erros



Se você fez um erro, admita-o claramente.

Não fuja aos resultados.

Suporte com humildade os remoques da crítica. 
Não acredite que você possa, de imediato, sanar a brecha em torno de seu nome.

Entretanto, não se ponha a chorar, inutilmente, porque esse não é o seu primeiro erro e nem será o último.

Levante a cabeça e recomece.

Demonstre sinceridade no reajuste.

Inicie a tarefa das boas ações, na escala que lhe seja possível, distribuindo parcelas de você e de sua influência, a quanto você possa ser útil, porque toda vibração de agradecimento funciona por material de reparação.

Trabalhe, ajudando sempre, na certeza de que o trabalho honesto, com o tempo, dissolve toda mágoa e apaga toda censura.

Mas não torne a incidir no mesmo erro, porquanto quem sabe, de antemão, a falta que comete, em verdade, não se encontra na armadilha do erro e sim está manejando, conscientemente, a armadilha do mal.
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André Luiz 
Chico Xavier







MÁGOA


Se a mágoa lhe bate à porta, entorpecendo-lhe a cabeça ou paralisando-lhe os braços, fuja dessa intoxicação mental enquanto pode.

Se você está doente, atenda ao corpo enfermiço, na convicção de que não é com lágrimas que você recupera um relógio defeituoso.

Se você errou, busque reconsiderar a própria falta, reajustando o caminho sem vaidade, reconhecendo que você não é o primeiro e nem será o último a encontrar-se numa conta desajustada que roga corrigenda.

Se você caiu em tentação, levante-se e prossiga adiante, na tarefa que a vida lhe assinalou, na certeza de que ninguém resgata uma dívida ao preço de queixa inútil.

Se amigos desertaram, pense na árvore que, por vezes, necessita de poda, a fim de renovar a própria existência.

Se você possui na família um ninho de aflições, é forçoso anotar que o benefício da educação pede a base da escola.

Se sofrer prejuízos materiais, recorde que, em muitas ocasiões, a perda do anel é a defesa do braço.

Se alguém lhe ofendeu a dignidade, olvide ressentimentos, ponderando que a criatura de bom senso, jamais enfeitaria a própria apresentação com uma lata de lixo.

Se a impaciência lhe marca os gestos habituais, acalme-se, observando que os pequeninos desequilíbrios integram, por fim, as grandes perturbações.

Seja qual for o seu problema, lembre-se de que toda mágoa é sombra destrutiva e de que sombra alguma consegue permanecer no coração que se acolhe ao trabalho, procurando servir.

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André Luiz
Chico Xavier






quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Julgamentos





Observando os atos dos outros, é importante lembrar que os outros igualmente estão anotando os nossos. Sabemos, no entanto, de experiência própria que, em muitos acontecimentos da vida, há enorme distância entre as nossas intenções e nossas manifestações.

Quantas vezes somos interpretados como ingratos e insensíveis, por havermos assumido atitude enérgica ante determinado setor de nossas relações, após atravessarmos, por longo tempo, complicações e dificuldades, nas quais até mesmo os interesses alheios foram prejudicados em nossas mãos? E quantas outras vezes fomos considerados relapsos ou pusilânimes, à vista de termos praticado otimismo e benevolência, perante aqueles com os quais teremos chegado ao extremo limite da tolerância?

Em quantas ocasiões estamos sendo avaliados por disciplinadores cruéis, quando simplesmente desejamos a defesa e a vitória do entes que mais amamos, e em quantas outras passamos por tutores irresponsáveis e levianos, quando entregamos as criaturas queridas às provas difíceis que elas mesmas disputam, invocando a liberdade que as Leis do Universo conferem a cada pessoa consciente de si?

Reflete nisso e não julgues o próximo, através de aparências. Deixa que o AMOR te inspire qualquer apreciação, e, quando necessites pronunciar algum apontamento, num processo de emenda, coloca-te no lugar do companheiro sob censura e encontrarás as palavras certas para cooperar na obra de ilimitada misericórdia com que DEUS opera todas as construções e todos os reajustes.

Corrige amando o que deve ser corrigido e restaura servindo o que deve ser restaurado; entretanto, jamais condenes, porque o Senhor descobrirá meios de invalidar as posições do mal para que o Bem prevaleça, e, toda vez que as circunstâncias te exijam examinar os atos dos outros, recorda que os nossos atos, no conceito dos outros, estão sendo examinados também.

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Emmanuel 
Chico Xavier








terça-feira, 21 de outubro de 2014

Paz Indestrutível



Na Terra, muitas vezes, terás o coração cercado:

de adversários gratuitos;
de críticas indébitas;
de acusações sem destino;
de pensamentos contraditórios;
de pedras da incompreensão;
de espinhos do sarcasmo;
de ataques e desentendimentos;
de complicações que não fizeste;
de tentações e problemas;
de processos obsessivos;

entretanto, guarda a serenidade e prossegue agindo na extensão do bem, porque,
resguardando a consciência tranquila, terás nos recessos da própria alma
a paz de Cristo que ninguém destruirá.
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Emmanuel
Chico Xavier