segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Paz de Espírito


Temos hoje, em toda parte da Terra, um problema essencial a resolver, a aquisição da paz de espírito, em que se desenvolvem todas as raízes da solução aos demais problemas que sitiam a alma.
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Que diretrizes, porém, adotar na obtenção de semelhante conquista?
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Usar a força, impor condições, armar circunstâncias?
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Não desconhecemos, no entanto, que a tensão apenas consegue impedir o fluxo das energias criadoras que dimanam das áreas ocultas do espírito, agravando conflitos e mascarando as realidades profundas de nossa vida íntima, habitualmente manifestas.
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A paz de espírito, ao contrário, exclui a precipitação e a inquietude, para deter-se e consolidar-se na serenidade e no entendimento.
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Para adquiri-la, por isso mesmo, urge entregar as nossas síndromes de ansiedade e de angústia à providência invisível que nos apoia.
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As ciências psicológicas da atualidade nomeiam esse recurso como sendo "o poder criativo e atuante do inconsciente", mas, simplificando conceitos, a fim de adaptá-los ao clima de nossa fé, chamamos-lhe "o poder onisciente de Deus em nós".
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Render-nos aos desígnios de Deus, e confiar a Deus as questões que nos surjam intrincadas no cotidiano, é a norma exata da tranquilidade suscetível de garantir-nos equilíbrio no mundo interno para o rendimento ideal da vida.
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Colocar à conta de Deus a parte obscura de nossa caminhada evolutiva, mas sem desprezar a parte do dever que nos compete.
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Trabalhar e esperar, realizando o melhor que pudermos.
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Fé e serviço, calma sem ócio.
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Pensemos nisso e alijemos o fardo dos agentes destrutivos de ódio, ressentimento, culpa, condenação, crítica ou amargura que costumamos arrastar no barro da hostilidade com que tratamos a vida, tanta vez arruinando tempo e saúde, oportunidade e interesses.
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Fundamentemos a nossa paz de espírito numa conclusão clara e simples:
Deus que nos tem sustentado, até agora, nos sustentará também de agora em diante.
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Em suma, recordemos o texto evangélico que nos adverte sensatamente:
"Se Deus é por nós, quem poderia ser contra!"
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Emmanuel
Chico Xavier







domingo, 30 de novembro de 2014

Tristeza



Não permitamos que a tristeza nos envolva e nos mergulhe na depressão.

A apatia é abismo profundo do qual sairemos apenas à custa de muito esforço.

Não nos entreguemos , inermes, aos problemas que nos rodeiam, ensimesmados na tristeza.

Os que se rendem ao desânimo transformam-se em pacientes psiquiátricos, vitimados por estranha anemia de ordem moral.

Quando sentirmos que a tristeza insiste em se demorar conosco,
ocupemos as nossas mãos e a nossa mente no serviço do Bem. Deixemos a poltrona do comodismo e desintoxiquemo-nos no suor da caridade.

Se abatidos espiritualmente no reconhecimento das próprias imperfeições, sintamo-nos incentivados à luta, ao invés de admitirmos a derrota.

Reajamos contra a melancolia , sacudindo o seu jugo de nossos ombros.

Reparemos que em nossos caminhos , de fato “as bênçãos são muito mais numerosas do que as dores”.

Observemos os exemplos de quantos se encontram lutando com limitações maiores que as nossas, sem que lhes escutemos uma reclamação sequer.

No livro dos Provérbios, cap. 17, v. 22, está escrito:
 “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”.
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Irmão José




sábado, 29 de novembro de 2014

Matrimônio



Ninguém naturalmente será compelido a compromissos obrigatórios, diante das leis que nos regem a evolução, mas quando alguém se fixe num acordo sagrado, perante a vida, deve estar preparado a mantê-lo, até a renovação de suas experiências, no quadro dos Desígnios de Deus.
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Entre esses compromissos da Terra, permanece o do matrimônio como um dos laços mais santos.
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Essa venerável instituição é a raiz de todas as nobres organizações que dignificam o Planeta.
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Nos dias que passam, certa situação de desequilíbrio ameaça o caminho de numerosos cônjuges, nas estradas do mundo.
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Porque muitos homens hão desdenhado os seus títulos de paternidade, muitas mulheres vão desprezando os seus valores benditos de mães.
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Os lares são também os lugares santos que vão padecendo transformações.
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Entretanto, a solução essencial dos problemas humanos deve proceder do “leito sem mácula”, pilar da organização sociológica que desejais para os vossos dias.
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Numerosas criaturas acusam o matrimônio e alegam que não encontraram em sua instituição a ventura que lhes é devida.
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Todavia, se não colheram a felicidade é que necessitavam do trabalho obtido e toda oportunidade de trabalho é caminho para os júbilos do porvir.
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Lares infelizes significam cônjuges inconscientes de seus deveres, com as exceções justas.
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Tarde ou cedo, os homens e as mulheres, desviados das obrigações divinas, voltarão à simplicidade inicial para tornarem a apreender no livro da abnegação e do respeito a Deus, porque a existência não é um feriado para indisciplinas, mas um dia de trabalho santo em que o espírito deve entrar na posse de sua herança eterna, entre as bênçãos de luz e paz da alegria de viver.
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Emmanuel
Chico Xavier









quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Espere e verá





Talvez agora se apresentem infrutíferos os seus esforços, as lutas, por causa de dificuldades e mais dificuldades.

E isso seja-lhe fonte de desânimo quanto à vida e ao futuro.

Mas, há valor nos esforços, nas boas intenções.

Das experiências, erros e acertos que deles resultam surgem as alegrias de amanhã.

Sem eles, você não teria condições de desfrutar os benefícios, por falta de entendimento e merecimento.

O que é bom vem a seu tempo.

O bem-estar de amanhã começa nos esforços de hoje.
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Lourival Lopes
 
 





quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Irascibilidade


A irascibilidade é remanescente dos instintos primários que predominam na natureza animal do ser.

 A pessoa irascível encontra-se sempre armada, aguardando qualquer motivo real ou imaginário para exteriorizar o seu mau humor e agressividade constrangedores.

 Face ao desequilíbrio das emoções, porta-se de maneira equivocada, parecendo vítima das demais criaturas, quando, em realidade, é sempre a responsável pelos incidentes desagradáveis que ocorrem no seu convívio social. 

Torna-se fácil instrumento de Entidades desencarnadas levianas e perversas... 

Cultiva doenças imaginárias, que são resultado das suas reações violentas, que somatiza em intensivos transtornos orgânicos que ainda mais as inquietam. 

Espíritos atormentados que são, tornam-se desafio à paciência daqueles com quem convivem, excruciando as pessoas do seu círculo familiar e social. 

Tem cuidado com as tuas reações emocionais. 

Vigia as nascentes do coração de onde nascem o bem e o mal
proceder, conforme acentua a narração evangélica.

Disciplina os teus impulsos e direciona bem os teus sentimentos,
a fim de que não venhas a tornar-te irado, gerando dificuldades
no meio em que vives.
Concede aos demais o direito de serem conforme o conseguem
e não de acordo com as tuas imposições, nem sempre devidas.

Considera que as tuas dificuldades não são diferentes daquelas
que aturdem outros corações e outros comportamentos.

Não tomes como medida de procedimento para o teu próximo
os teus atos, quase sempre arbitrários e tiranizantes.

Da mesma forma que não te permites dirigir por outrem,
não pretendas impor-te aos outros.
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Joanna de Ângelis