quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O PERU PREGADOR




Um belo peru, após conviver largo tempo na intimidade duma família que dispunha de vastos conhecimentos evangélicos, aprendeu a transmitir os ensinamentos de Jesus, esperan­do-lhe também as divinas promessas. Tão ver­sado ficou nas letras sagradas que passou a propagá-las entre as outras aves.

De quando em quando, era visto a falar em sua estranha linguagem “glá-glé-gli-gló-glu”. Não era, naturalmente, compreendido pelos homens. Mas os outros perus, as galinhas, os gansos e os marrecos, bem como os patos, entendiam-no perfeitamente.

Começava o comentário das lições do Evan­gelho e o terreiro enchia-se logo. Até os pintainhos se aquietavam sob as asas maternas, a fim de ouvi-lo.

O peru, muito confiante, assegurava que Jesus-Cristo era o Salvador do Mundo, que viera alumiar o caminho de todos e que, por base de sua doutrina, colocara o amor das criaturas umas para com as outras, garantindo a fórmula de verdadeira felicidade na Terra. Dizia que todos os seres, para viverem tranquilos e contentes, deveriam perdoar aos inimigos, desculpar os transviados e socorrê-los.

As aves passaram a venerar o Evangelho; todavia, chegado o Natal do Mestre Divino, eis que alguns homens vieram aos lagos, galinheiros, currais e, depois de se referirem excessivamente ao amor que dedicavam a Jesus, laçaram fran­gos, patinhos e perus, matando-os, ali mesmo, ante o assombro geral.

Houve muitos gritos e lamentações, mas os perseguidores, alegando a festa do Cristo, distribuíram pancadas e golpes à vontade.

Até mesmo a esposa do peru pregador foi também morta.

Quando o silêncio se fez no terreiro, ao cair da noite, havia em toda parte enorme tristeza e irremediável angústia de coração.

As aves aflitas rodearam o doutrinador e crivaram-no de perguntas dolorosas.



Como louvar um Senhor que aceitava tantas manifestações de sangue na festa de seu natalício?

como explicar tanta maldade por parte dos homens que se declaravam cristãos e operavam tanta matança?

não cantavam eles hinos de homenagem ao Cristo?

 não se afirmavam dis­cípulos d'Ele?

precisavam, então, de tanta morte e tanta lágrima para reverenciarem o Senhor?

O pastor alado, muito contrafeito, prometeu responder no dia seguinte.

 Achava-se igualmente cansado e oprimido.

 Na manhã imediata, ante o Sol rutilante do Natal, esclareceu aos companheiros que a ordem de matar não vinha de Jesus, que preferira a morte no madeiro a ter de justiçar; que deviam todos eles continuar, por isso mesmo, amando o Senhor e servindo-o, acrescentando que lhes cabia perdoar setenta vezes sete.

Explicou, por fim, que os homens degoladores estavam anunciados no versículo quinze do capítulo sete, do Apóstolo Mateus, que esclarece:

 — “Acautelai-vos, porém, dos falsos pro­fetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”. Em seguida, o peru recitou o capítulo cinco do mes­mo evangelista, comentando as bem-aventuranças prometidas pelo Divino Amigo aos que choram e padecem no mundo.

Verificou-se, então, imenso reconforto na comunidade atormentada e aflita, porque as aves se recordaram de que o próprio Senhor, para alcançar a Ressurreição Gloriosa, aceitara a morte de sacrifício igual à delas.
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Livro: Alvorada Cristã 
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio
FEB – Federação Espírita Brasileira




Orando no Natal

Senhor!

Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silêncio para orar.

Há tanta dor no mundo, Senhor!

Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras;

pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;

pelos que se comprazem, como se fossem abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comércio carnal;

pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação dos obsidiados ignorantes da própria enfermidade;

pelos que malsinam moçoilas e rapagotes inexperientes, deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão; .

pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;

pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escusos, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;

pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo; pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!

Senhor!

Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.

"Não sabem o que fazem!" - perdoa-os, Senhor!

Neste Natal, evocando o momento em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na névoa dos homens, esparze, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal, de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.
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FRANCO, Divaldo Pereira. Celeiro de Bênçãos. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. IDEAL.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Natal com Jesus




Quando da Sua chegada à Terra, não houve mobilização humana, nem estardalhaço, ou qualquer movimento de massas para informar à Humanidade que o Rei Solar descera à sombra do mundo.

Anunciado secularmente como o Messias, fez-se preceder por preparadores dos caminhos e trabalhadores da abnegação, a fim de que o Seu se fizesse o ministério da ternura, da compaixão, do amor.

No silêncio de uma noite fria Ele chegou acolitado por seres angélicos invisíveis e sob a luz fulgurante de alguns astros em conjunção de órbitas, a fim de que a sombra fosse menos densa no mundo, que Ele renovaria moralmente, quando acendeu a claridade inapagável da Verdade.

....E a partir daquele dia memorável a Humanidade nunca mais seria a mesma...

Ele revolucionou os paradigmas existentes na sociedade, implantando novos códigos de justiça, de ética, de moral, de valores para a vida, centrados no dever e na solidariedade, na alegria de viver e na justiça com igualdade para todos.

A partir da sinfonia do sermão da montanha apresentou às criaturas de todos os tempos uma nova maneira de compreender o Pai e de comportar-se em relação ao seu próximo.

Demonstrou que fracos e infelizes são os que dominam os outros sem valor para dominar-se a si mesmos; 
que poderosos são aqueles que vencem as más inclinações e se libertam das paixões inferiores; 
que ricos são os que se caracterizam pela pobreza de inferioridade moral e de tendências para o mal;
que triunfadores são os que amam e perdoam aos demais, renovando- se sempre no bem, tornando-se todos, desse modo, bem-aventurados...

Nunca mais ninguém falaria como Ele se expressou ou faria o que Ele fez, reverdecendo as terras áridas por onde passou e semeando esperança em todo lugar.

Jesus é inigualável! 
E o seu Natal é a epopeia da Luz que se encarcerou por momentos, a fim de que prosseguisse brilhando para sempre.

É certo que estes também são dias muito semelhantes àqueles em que Ele viveu.
 Há predominância das forças do mal, da anarquia, do desequilíbrio e as vidas são amesquinhadas pelo utilitarismo extravagante e perturbador.

No entanto, em razão da Sua mensagem, multiplicam-se em toda parte os Seus obreiros atentos para que se cumpram as Suas promessas e os indivíduos descubram as trilhas que Ele percorreu, seguindo-O empós e felicitando-se plenamente...

Esta é a tua oportunidade de encontrá-lO, caso ainda não tenhas estado com Ele.

Busca-O quanto antes, a fim de que não seja tarde demais...

E se O conheces, certamente O amas.

Utiliza-te, então, do Seu Natal para demonstrar que a Sua lição de ternura domina o teu coração, distribuindo-a com todos aqueles que te espiam ou que, longe de ti, aguardam por uma migalha de bondade que lhe podes e deves ofertar.

O Natal de Jesus é uma festa que se faz celebrada pelo Céu e a Terra, homenageando o Rei Solar que te aguarda no topo da subida, montanha acima, que deves empreender desde agora, superando-te e renovando-te.

Porfia no desiderato de estar com Ele e não desistas nunca, mesmo que descubras conspirações contra os teus ideais e esforços, incompreensões e dificuldades em relação aos objetivos a que te dedicas...

Quem O ama nunca teme, jamais se detém.

É Natal!

Ama, ajuda, perdoa e sê feliz com Jesus.
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 Joanna de Ângelis






domingo, 21 de dezembro de 2014

Seja Otimista



Ser otimista é perseverar sempre com pensamentos positivos.

Ser otimista é conquistar a modificação
através de pensamentos elevados.

Ser otimista é enxergar nas dificuldades
uma porta sempre aberta para a solução.

Ser otimista é superar os próprios medos.

Ser otimista é perceber a luz Divina
que está sempre nos favorecendo.

Ser otimista é reconhecer que sempre precisamos de mudança.

Ser otimista é trabalhar a melhora interior
com a certeza do êxito.

Ser otimista não é apenas dar uma palavra positiva.

É necessário que o otimismo esteja realmente em seu coração. 
 
 Por hoje procure ver em todas as situações que passar,
o lado positivo, pois desta forma estará trabalhando em seu interior,
o tamanho do seu Otimismo.
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Gotas de Paz
 



 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Sejam quais forem



Sejam quais forem os impedimentos ou provações que te assinalem a vida, asserena o espírito na fé viva e permanece na tarefa que te foi reservada, porquanto, sempre que estejamos guardando paciência e confiança em nossos obstáculos, trabalhando e servindo na prestação de auxílio para liquidar fraternalmente os problemas dos outros, Deus em regime de urgência liquidará também os nossos.

Encontras-te na situação mais adequada às realizações que te dizem respeito à vida espiritual.

O clima social em que se te instalam as atividades é a paisagem na qual dispões dos melhores recursos de experiência.

Solidão é tempo de muda nos mecanismos da alma.

Aceita-te como és e aceita a vida em que deves estar, na condição em que te vês, a fim de que faças em ti o burilamento possível.

Surge quem te faça chorar.
Deus, porém, te consola.

Há quem te fira.
No entanto, Deus te restaura.

Não contes amarguras.
Considera as bênçãos que usufruis.

Espera trabalhando.
As oportunidades para a construção do bem procedem de Deus.
O aproveitamento está em nós.
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Emmanuel
Chico Xavier





sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Anotações Preventivas


Retome o seu dia, buscando olvidar as ocorrências infelizes da véspera.
A casa protegida, habitualmente, promove faxinas pela manhã.

Se alguém se lhe fixou na mente como sendo um ponto enfermiço,
envolva a imagem desse alguém no bálsamo da prece.
Uma chaga no corpo exige recurso cicatrizante.

Lance boatos e injúrias ao cesto do esquecimento.
A moradia claramente limpa reclama a presença do esgoto.

Abstenha-se de entreter assuntos alusivos à delinquência.
Ninguém lava as mãos num vaso de lama.

Dissipe tentações no calor do trabalho.
As aranhas não resistem ao espanador em movimento.

Ganhe distância dos ambientes que lhe incitem a alma à distorção e ao desequilíbrio.
Não se lembraria você de banhar-se num pântano.

Evite comentários deprimentes.
Você não serviria um bolo envenenado aos amigos.

Resguardemos o coração nas fontes do Bem, pensemos no Bem e procuremos falar e agir para o Bem, porque servir ao Bem dos outros é a melhor forma de atividade preventiva contra enfermidade e perturbação nos domínios da nossa vida mental.
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André Luiz 
Chico Xavier 
 
 





quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sábias Decisões


A grandeza da alma se reflete na ação das pequenas coisas.

Quanto mais desce para servir, mais se eleva na realização.

Nem sempre os heróis são aqueles que se revelaram nos graves momentos da Humanidade, pela atuação decisiva.

Existem incontáveis lidadores que impulsionam o homem e a sociedade no rumo do grande bem, através de contínuos sacrifícios que passam ignorados e, sem os quais, o caos se estabeleceria dominador.

Os discutidores inoperantes consideram em demasia o valor das palavras, perdendo o tempo útil que poderia ser aplicado nas ações relevantes.

Nos debates estéreis dizem o que não amadureceram pensando, quando poderiam agir bem, assim melhor ensinando.

Quem não pode revelar-se numa grande realização, sempre dispõe de meios para manifestar-se nas pequenas ações.

Se não possui recursos para acabar com a fome geral, pode atendê-la em uma pessoa necessitada; se não consegue resolver o problema das enfermidades, deve socorrer um doente; 
não logrando acabar com a miséria, dispõe-se a minorá-la naqueles que defronta e padecem-lhe a injunção.

Não é imprescindível estar presente nos grandes momentos da História, todavia, é importante facilitá-los para os outros, desde hoje, com a sua contribuição.

Jesus não quis vencer no mundo, antes, porém, venceu o mundo repleto de paixões amesquinhantes.
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Joanna de Ângelis