sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A virtude da disciplina



Certas palavras e expressões às vezes têm seu sentido deturpado ou reduzido.

Assim ocorre com a disciplina, frequentemente entendida como submissão a um agente externo.

O termo remeteria à ação que sujeita a vontade de outrem.

Por exemplo, o pai que disciplina seu filho ou o comandante que conduz suas tropas sob um regime disciplinar severo.

Embora a disciplina sob o aspecto exterior seja necessária, ela a tal não se circunscreve.

Na realidade, é sob o prisma interno que a disciplina revela seu mais rico potencial.

Trata-se de uma virtude que viabiliza a aquisição de todas as outras.

Sem disciplina, não há avanço e transformação moral e intelectual.

A criatura indisciplinada permanece como sempre foi.

Seus vícios e debilidades não encontram firme oposição e os mesmos erros são incessantemente repetidos.
 
A disciplina atua no plano da vontade.

Ela estabelece regras e define como deve ser o comportamento futuro.

O homem disciplinado diz a si mesmo que deve fazer e se mantém firme no propósito.

Mesmo contra seus interesses e tendências naturais, segue o programa de melhoramento que se impôs como meta.

A disciplina consiste em uma força interior que permite a alteração de velhos hábitos.

Não se trata apenas de decidir ser melhor, mas de colocar em prática o que se decidiu.

Certamente há vacilos, mas logo o homem disciplinado retoma seu projeto inicial.

Ele não se permite desistir, quando percebe a viabilidade da meta que elegeu para si.

Todos os Espíritos, atualmente vinculados à Terra, já passaram por incontáveis encarnações.

No longo processo de aprendizado, cometeram muitos equívocos e desenvolveram maus hábitos.

Certas tendências do pretérito remoto ainda hoje se fazem presentes nos homens.

Nos primórdios da evolução, o Espírito era despido de cogitações intelectuais e morais mais complexas.

As preocupações do ser resumiam-se à preservação da vida e à perpetuação da espécie.

O tempo não gasto com a satisfação dessas necessidades era dedicado ao ócio.

Assim, o gosto excessivo pelo descanso lembra as fases primitivas da existência imortal.

O mesmo ocorre com a preocupação desmedida com alimentação e sexo.

Nada há de errado com a satisfação das necessidades elementares da vida, em um contexto de dignidade.

O vício reside no excesso e na fixação do pensamento em atividades que são meramente instrumentais.

A destinação do Espírito humano é excelsa.

Compete-lhe vencer a si mesmo, libertar-se de hábitos primários e preparar-se para experiências transcendentais do intelecto e do sentimento.

Ocorre que isso somente é possível com muita disciplina.

Sem uma vontade firme aplicada na correção do próprio comportamento, ninguém avança.

Maus hábitos, como maledicência, gula, preguiça e leviandade sexual, não somem por si sós.

Eles devem ser corajosamente enfrentados e subjugados.

O abandono de vícios é lento e doloroso.

No princípio, o esforço necessário é hercúleo.

Mas gradualmente se percebe o peso que representam as más tendências.

Surge uma sensação de liberdade e de leveza, com a adoção de um padrão digno de comportamento.

Então, o que era difícil se torna fácil e prazeroso, pois a disciplina gera a espontaneidade.

Pense nisso.
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 Momento Espírita
 



 
 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

ELOGIOS E CRÍTICAS




"Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do Alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança". (Tiago, 1:17)

Se o Sol dependesse da aprovação humana para alimentar a vida que se lhe gravita em derredor, certo que, desde muito, estaria reduzido a montão de cinzas.

Se a Terra sofresse com as censuras que lhe são constantemente desfechadas por todos aqueles que a categorizam por vale de lágrimas, já teria descido à condição de um cemitério no Espaço.

Se a semente rejeitasse a solidão e a morte a que se vê relegada no solo, a fim de colaborar no sustento do mundo, as criaturas estariam, há muito tempo, sem a bênção do pão.

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Se a fonte recusasse o regime de mudança incessante e permanente em que é chamada a servir, a vida organizada na Terra se mostraria confinada a primitivismo e estagnação.

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Se a árvore só produzisse sob aplausos, o fruto não abençoaria a mesa dos homens.

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Obreiros da Verdade e do Bem, reflitamos nas lições simples da Natureza e trabalhemos.

Agradecei o louvor que vos fortalece para o desempenho das obrigações naturais do mundo e aproveitai com resignação a advertência que a crítica vos dê. 
Entretanto, se precisamos de elogio para trabalhar e se a admoestação nos paralisa as faculdades de servir, estamos ainda longe de compreender o tesouro das oportunidades de aprimoramento e elevação que nos enriquece os caminhos, de vez que, acima de tudo, a bênção que nos reconforta, a luz que clareia a estrada, a força que nos sustenta e o apoio que nos escora chegam sempre de Mais Alto e procedem, originária e tão-somente, de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Seja sempre verdadeiro

JAMAIS engane os outros, para não ser enganado.

Seja sempre verdadeiro!

Não minta para que sua consciência permaneça tranquila e seu sono seja calmo.

Fuja do remorso e não prepare para si mesmo um futuro doloroso, pois nada torna uma pessoa tão infeliz quanto o sentir que ninguém mais confia nela.

Seja sempre verdadeiro e há de angariar muitos amigos leais e sinceros.
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Carlos Torres Pastorino
 


 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

SE FOSSES


Quem de nós não terá errado algum dia?

Quantas vezes teremos pedido desculpas aqueles a quem ofendemos, rogando ao mesmo tempo, o amparo da Misericórdia Divina?

Talvez estejas sofrendo com a deserção de um companheiro, com os desequilíbrios de um filho ou de uma filha profundamente amados;
 com os golpes de um amigo repentinamente transformado em agressor; 
ou com o delito perpetrado por alguém contra as criaturas que amas...

Entretanto, não sabemos ainda medir o poder das forças negativas enxertadas na mente dos nossos
irmãos que se marginalizam nas sombras.

Imagina-te no lugar dos companheiros errados;
pensa em ti como se fosses a pessoa contra a qual se te volta o ressentimento e aprenderás
quanto valem a tolerância e o perdão.
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Emmanuel
Chico Xavier 




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

LIBERDADE



O discípulo procurou o instrutor cristão e pediu-lhe um parecer sobre a liberdade.

O nobre amigo, de coração marcado pelas experiências do mundo, 
pensou por longos momentos, e respondeu:

- Se ainda não conheces os ensinamentos do Cristo, estás livre para fazer o que gostas,
mas se já aceitaste as lições de Jesus, estás livre para fazer o que deves.
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Emmanuel
Chico Xavier 
 


 
 

sábado, 15 de agosto de 2015

CONVITES DE AMIGO

Trabalha sempre.
Age servindo.
Não grites.
Fala auxiliando.
Escuta com paciência.
Não te encolerizes.
Não te lamentes.
Não te desculpes.
Conserva a simplicidade.
Nada compliques.
Não percas tempo.
Usa a serenidade.
Fica em teu lugar.
Evita discussões.
Verifica o que fazes.
Consagra-te ao Bem.
Caminha com cautela.
Não avances demais.
Aceita-te como és.
Faze o melhor de ti.
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Emmanuel 
Chico Xavier