segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O Bem maior



Não subestimes o Bem que podes fazer.

É verdade que o mundo convulsiona sob o peso de mil dores.

Entretanto, ninguém te pede o impossível.

Por certo, não poderás aquietar o estômago de todos que passam fome.

Todavia, podes compartilhar com os irmãos desventurados o pão que tem sobre a mesa.

Evidentemente, não conseguirás devolver a saúde a todos os enfermos da Terra.

Contudo, pode ser a presença amiga ao lado do leito de dores.

Lembra que a Providência Divina socorre o homem por meio do próprio homem.

Assim, não te furtes à prática do Bem que possas fazer porque, perante Deus, o maior Bem é aquele que nasce do verdadeiro amor e da caridade irrestrita.
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Irmã Scheilla

domingo, 30 de agosto de 2015

A escora infalível



Quando estiveres sob o eclipse total da esperança, não te deixes vencer pela sombra. 

Segue adiante, fazendo o bem que possas.
 
É possível que pedras e espinhos te firam na estrada, quando estejas tateando na escuridão. 

Conserva, porém, a serenidade e a coragem, porque os agentes contrários à tua marcha são elementos que analisam as conquistas de humildade e paciência.

Sofre, mas serve e segue. 

Se te falharam todos os recursos de proteção do mundo, não te esqueças de que tens contigo a escora infalível de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Recados do além 





sábado, 29 de agosto de 2015

Vontade



A vontade é a maior de todas as potencialidades da alma.
Sua ação é comparável a de um ímã.
A vontade de viver desenvolve em nós a vida.
Atrai-nos novos recursos vitais.
A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso.
O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obstáculos.
É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados.
Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar.
Essa mobilidade constante impossibilita a ação eficaz da vontade.
É necessário saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações.
A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vigília.
Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcançar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida.
Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos que se apresentem.
Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado.
Não mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco.
Compreenderia sua força e acreditaria na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro.
O poder da vontade é ilimitado.
O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas forças na razão de seus esforços.
Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se.
É consolador e belo poder dizer:
 "Sou uma inteligência e uma vontade livres.
Edifico lentamente minha individualidade e minha
liberdade.
Conheço a grandeza e a força que existem em mim.
Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades.
Vencerei até mesmo o mal que existe em mim.
Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta às coisas grosseiras e levantar voo para realidades mais felizes.
Para frente, sempre para frente.
Tenho um guia seguro que é a compreensão das leis da vida.
Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus.
Hei de me conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-me e elevar-me.
Atrairei, com o auxílio de minha inteligência, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor."

É chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve.
É necessário rasgar o véu da ignorância que nos prejudica o entendimento.
Cabe-nos aprender a conhecer a nós próprios e as nossas potencialidades.
Compete-nos utilizá-las.
Não nos entreguemos ao desespero.
Não nos julguemos fracos.
Basta-nos querer para sentirmos o despertar de forças até então desconhecidas.
Creiamos em nossos destinos imortais.
Creiamos em Deus.
Lembremo-nos: podemos ser o que efetivamente quisermos.
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Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na terceira parte, item XX, do livro “O problema do ser, do destino e da dor”, de Léon Denis.
 

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

PRESERVAÇÃO


Na preservação da segurança comunitária, contra a violência, atendamos à caridade que lhe evite a eclosão.

Onde te requisitem a opinião, sobre determinado assunto, fala para o bem, esquecendo o mal.

Aceita-te como és, com o que sabes e com o que tens, caminhando segundo o limite dos teus próprios passos.

Não clames por recursos maiores, antes que o tempo te amadureça o raciocínio, a fim de que saibas repartir com os outros as facilidades de tuas próprias aquisições.

Guarda a vida simples, de modo a não provocares a inveja destrutiva em determinados companheiros que ainda não possuem suficiente compreensão para te aplaudirem os destaques.

É justo sonhes com mais progresso e conforto, no entanto não procures vantagens, aos saltos, e nem te acomodes com a clandestinidade, capaz de complicar-te os caminhos.

Nas vias públicas, abstém-te de correr no encalço dos primeiros lugares que talvez te comprometam a própria existência.

Responde com serenidade aos que te interpelem sobre qualquer assunto, mantendo, tanto quanto possível, a disponibilidade de quem deseja ser útil.

O mundo vem sofrendo repetidas crises de violência. Sê a paz, onde estejas e por mais desafios recebas à rixas e problemas estéreis, dialoga com respeito e bondade, seguindo adiante, em teu próprio caminho, sustentando, acima de tudo, a consciência tranqüila com a bênção de Deus.
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Emmanuel 
Chico Xavier
 


 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Jesus à Frente



Diante de quaisquer desafios da perseguição façamos um sorriso bom e otimista para a caravana das trevas... e sigamos avante. Disse-nos Jesus:

- Eis que vou, adiante de vós...

O Eterno Amigo vai à nossa frente e aplainará, para nós, como sempre, todos os caminhos.

Basta nos disponhamos a segui-lo, trabalhando...

Não percas tempo em procurar o mal; contudo, emprega atenção em socorrer-lhe as vítimas.

Diante desse ou daquele sucesso amargo, sempre mais do que nós, Jesus sabe...

Conhece o Divino Amigo onde se esconde o verme do vício, como também onde se oculta a farpa da crueldade.

Em razão disso, não te buscaria para relacionar as úlceras alheias nem para conferir os espinhos da estrada.

Se alguém prefere mergulhar na sombra, dize contigo:
 - Jesus sabe.
 
 Se alguém te não escuta a palavra de amor, nota em silêncio: 
-Jesus sabe.

Se alguém surge enganando aos teus olhos, pensa convicto:
- Jesus sabe.

Se alguém foge de cumprir o dever, observa de novo:
 - Jesus sabe.

Faze o bem que puderes e, entregando a justiça à harmonia da Lei, entenderás, por fim, que Jesus nos chamou para fazer luzir a estrela da caridade onde a vida padeça o insulto da escuridão.
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 Meimei 
Chico Xavier  




terça-feira, 25 de agosto de 2015

Consciência e conveniência



As boas soluções nem sempre são as mais fáceis e as manifestações corretas nem sempre as mais agradáveis.

 A trilha do acerto exige muito mais as normas do esforço maior que as saídas circunstanciais ou os atalhos do oportunismo.

 Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque primeiro a substância “post-mortem” de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame será superficial e sem consequências produtivas para o seu Espírito.

Hoje como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão só quando lhe falta alimento espiritual aos hábitos.

Alegria que dependa das ocorrências do terra-a-terra não tem duração. Alegria real dimana da intimidade do ser.

 Não há espetáculo externo de floração sem base na seiva oculta.

Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem adubo precioso nas raízes da vida.

 Ninguém respira sem os recursos da alma. Todos carecemos de espiritualidade para transitar no cotidiano, ainda que a espiritualidade surja para muitos, sob outros nomes, nas ciências psicológicas de hoje que se colocam fora dos conceitos religiosos para a construção de edifícios morais.
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À vista disso, criar costumes de melhoria interior significa segurança, equilíbrio, saúde e estabilidade à própria existência.
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Debaixo de semelhante orientação, realmente não mais nos será possível manter ambiguidade nas atitudes.
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  Em cada ambiente, a cada hora, para cada um de nós, existe a conduta reta, a visão mais alta, o esforço mais expressivo, a porta mais adequada.
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  Atingido esse nível de entendimento, não mais é lícita para nós a menor iniciativa que imponha distinção indevida ou segregação lamentável, porque a noção de justiça nos regerá o comportamento, apontando-nos o dever para com todos na edificação da harmonia comum.
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  Estabelecidos por nós, em nós mesmos, os limites de consciência e conveniência, aprendemos que felicidade, para ser verdadeira, há de guardar essência eterna.
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  Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do Plano físico, de que nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão?
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  De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a desencarnação não poupa a ninguém?
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  Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de retorno, na aduana da morte, todo o material que despachamos com destino aos outros, durante a jornada terrestre.
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  Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também regozijo depois.
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André Luiz
  Waldo Vieira