quarta-feira, 9 de março de 2016

Razão de ser




Tudo que existe tem razão de ser.

Parta deste princípio: Se Deus permite que tal coisa exista é porque há razão para isso.

Nunca se oponha a esta razão.

Procure compreendê-la e aceitá-la.

Até o que parece um mal pode ser um Bem.

Uma divina e profunda sabedoria dirige tudo.

Nada se dá ao acaso, mesmo as menores ocorrências.

Acredite firmemente nisso. 
Mais ainda: Veja nessa sabedoria um fim justo e bom.
Ela é amorosa. Quer única e exclusivamente o seu bem.

Ame-a, respeite-a. Só um amor maior entende e devassa a intimidade da vida.
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Gotas de esperança 



segunda-feira, 7 de março de 2016

Aprendendo a ser feliz


Você não é vítima da vida.
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Encontra-se unicamente em processo de reeducação, tendo oportunidade de acertar-se com a vida
que um dia desrespeitou em várias de suas facetas.
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Você que conhece Jesus, ou que um dia ouviu a cerca da lei de causa e efeito, deve raciocinar que o bem ou o mal na vida semeado, da vida será colhido, e o seu desconsolo ou seu desalento em nada colaborará para a resolução dos seus problemas.
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Você deverá, então, aprender a ajuizar melhores as situações pelas quais tenha que passar.
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Deverá aprender a perdoar, a compreender, a respeitar diferenças, a falar menos, a penetrar melhor as razões das coisas, a condenar menos, a ser mais indulgente.
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O tempo implacável não para.
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Assim, se o aproveitar para aprender a crescer e ser feliz, ele o abençoará com expressiva claridade.
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Caso o desperdice, recolhendo-se à maldição do desânimo ou à fuga,verdadeiramente terá lançado fora o mais expressivo tesouro que nos é oferecido pelo Criador, para que nos façamos ricos e felizes:
O TEMPO.
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Não se perca no valão do desestímulo.
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Confie sempre em Deus, que lhe dá sempre o melhor, dando-lhes chances de brilhar e ser feliz.
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Joanes, psicografia de Raul Teixeira





domingo, 6 de março de 2016

Cuide da Palavra


É da essência da palavra tornar-se realidade.

O palavrão e as palavras como "péssimo", "infeliz", "desgraçado", podem voltar-se contra você e infelicitar a sua vida.

Repetidas, mais fortes ainda tornam-se os seus efeitos.
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Tenha cuidado.
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Fale somente o que é bom.

Quando não puder falar o que é bom, cale-se.
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Ter a fala disciplinada é conquistar segurança e grandeza de espírito.
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Sementes de felicidade



sábado, 5 de março de 2016

A Influência Espiritual na Vida Conjugal


"Muitos casamentos fracassam devido a essas influências nocivas de espíritos de natureza má, que começam de forma sutil, sorrateira, evoluindo para verdadeiros processos obsessivos que comprometem irreversivelmente a união conjugal.

Tanto a vítima da obsessão quanto o cônjuge, na maioria das vezes, nada percebem, porquanto os obsessores não criam o mal na vítima; apenas identificam as tendências e as estimulam de forma intensa e persistente, procurando exacerbá-las. [...]

Os espíritos obsessores sondam os pensamentos mais íntimos do indivíduo visado procurando identificar a tendência para a infidelidade. Constatando-a, passam a alimentá-la, através de sugestão mental. Em seguida, pesquisam alguma pessoa, que por ele sente alguma atração e que igualmente apresente necessidades afetivas ou determinados desejos sensuais. Dando continuidade ao 'trabalho', passam a influenciar os dois, facilitando os encontros e procurando despertar a afetividade. Os obsessores não perdem a oportunidade de sugerir novos pensamentos, verdadeiras ideias fixas, que criam as condições para a união sexual infiel, que se consuma em clima de grande emotividade, pela carga adicional dos obsessores. Segue-se um período de grandes prazeres que, entretanto, não é longo. Passada a fase de júbilo, de grandes satisfações, os obsessores mudam de tática. O que lhes interessa é o sofrimento das vítimas e não a sua felicidade. Sem a ajuda deles, as grandes emoções se reduzem, restando à vítima apenas a desilusão, a consciência do grande engano cometido." (Umberto Ferreira, Vida conjugal, p. 113-115).

A infidelidade

"[...] Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, o adultério que, de futuro, será classificado na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado, e a prostituição que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga, estabelecendo mercados afetivos.

Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, o adultério e a prostituição ainda permanecem, na Terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na equação dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do progresso e da vida." (Emmanuel, Vida e sexo,15. ed., p. 94-95).

"Quando o homem e a mulher decidem casar-se, assumem o compromisso de cultivar a fidelidade por toda a vida, mas muitos não o cumprem. [...].

Em muitos casos, a infidelidade não traz maiores problemas, mas, em alguns, provoca situações verdadeiramente dramáticas, não só em relação à mulher, como também ao homem, com repercussões para o resto da vida.

A vítima da infidelidade, seja homem ou mulher, fica seriamente lesada em sua sensibilidade. Algumas se desestruturam totalmente, outras entram em depressão profunda ou se desequilibram completamente, necessitando de tempo mais ou menos longo para readquirir o equilíbrio. E o causador contrai um débito perante a justiça divina.

As consequências do ato infeliz, muitas vezes, se estendem às existências futuras, porquanto não se rompe impunemente um compromisso afetivo. [...].

O infiel lesa moralmente o cônjuge e a si próprio. Nesta época em que vivemos, não é somente por questões psicológicas, espirituais ou morais que se deve conservar a fidelidade, mas também por razões de saúde, porquanto há várias doenças transmitidas sexualmente que a comprometem." (Umberto Ferreira, Vida conjugal, p. 49-50).
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Umberto Ferreira 


 



sexta-feira, 4 de março de 2016

Prevenção ao Suicídio



“As penas são sempre proporcionadas à consciência que se tenha das faltas cometidas” (O Livro dos Espíritos, questão 952-A).


Iniciamos nossa abordagem com a informação contida na obra básica da doutrina espírita para esclarecer que a morte por suicídio, sempre um crime perante a lei divina, não acarreta ao espírito sofrimento de igual teor e modo, porque Deus é justo e bom, levando em consideração o nível de consciência do indivíduo na prática do ato. O fato de termos pontos comuns nas narrativas de espíritos suicidas apenas demonstra que no processo pós-morte existe uma regra geral que o comanda, mas que as particularidades variam ao infinito. É importante compreendermos isso para corrigir posturas sintetizadas em expressões como “coitado; vai sofrer muito; a morte por suicídio só acarreta sofrimentos inenarráveis”
É um engano essa generalização. Nem todos os suicidas vão passar pelo que passaram os espíritos identificados na obra “Memórias de um Suicida”, psicografado pela médium Yvonne Pereira.
Sem dúvida o suicídio, como um ato contrário à lei divina, acarreta sofrimentos, tanto perispirituais como, principalmente, morais, mas, cada espírito, por ser uma individualidade mergulhada no cosmo divino, com a sua carga pessoal evolutiva, sofrerá de acordo com a intenção, com o grau de sua consciência, tendo seus sofrimentos muitas vezes atenuados por méritos anteriormente conquistados e por intercessão daqueles que lhe concedem amor.
Não há como escapar dos efeitos desse ato contra a vida, mas eles serão proporcionais, pois a lei de Deus não é a de talião. Se a legislação humana já leva em conta, embora imperfeitamente, as circunstâncias, premeditação ou não, etc., do crime praticado para aplicação da pena, quanto mais Deus, que é a perfeição absoluta.

Causas do Suicídio

Segundo os Espíritos Superiores nas questões 943 a 957 de “O Livro dos Espíritos”, as principais causas do suicídio são:

1. Desgosto pela vida
Efeito da ociosidade, da falta de fé e da saciedade. São três aspectos que merecem análise, pois se a ociosidade, não ter o que fazer, leva ao suicídio, a falta de fé, em nada acreditando além do dia a dia, também remete o homem para essa fuga da vida. Do outro lado temos a saciedade, ter tudo e não se preocupar com o ganha-pão, que pode entediar o indivíduo e remetê-lo ao suicídio.

2. Erro no exercício das faculdades
As faculdades intelectuais e morais devem ser exercitadas com um fim útil e segundo as aptidões naturais de cada ser. Aqui temos uma advertência aos pais e responsáveis, que muitas vezes forçam os filhos a seguir esta ou aquela profissão, violentando suas tendências. E também uma advertência para o bom uso das nossas faculdades, pois o uso irresponsável acarreta efeitos nocivos que podem levar o homem a tentar fugir aos problemas acarretados por ele mesmo.

3. Falsa visão sobre a vida
Devemos viver com um fim superior, somente assim suportaremos as vicissitudes da vida com paciência e resignação. O homem deve agir tendo em vista a felicidade. E ele só conseguirá isso se o processo da sua educação, responsabilidade dos pais e professores, der a ele condições de sentir-se espírito imortal, de compreender que a vida é muito mais do que nascer, viver e morrer.

4. Orgulho
Vergonha de trabalhar com as próprias mãos e assim descer na escala social. Muitos de nós ainda temos vergonha de executar tarefas ditas menores, ou, por circunstâncias da vida, perdendo a boa posição social, nos recusamos a iniciar esforços no trabalho humilde. É o orgulho perpetrando milhares de suicídios. Somente a compreensão e vivência da solidariedade, da cooperação e do trabalho desde pequeno podem evitar esse quadro.

Atitudes Preventivas

A doutrina espírita não fica apenas nas explicações sobre causas e consequências, mostra igualmente as ações que podemos ter para auxiliar as pessoas com tendência ao suicídio. São ações preventivas muito importantes e que podemos resumir nos seguintes itens:

1. Colocar-se mais próximo da pessoa, como verdadeiro amigo.
2. Fazê-la sentir-se amada.
3. Levantar sua autoestima através do elogio sincero às suas capacidades.
4. Dar a ela objetivos na vida.
5. Conscientizar a pessoa a respeito das consequências do ato, no além-túmulo, e das dores que afligem os familiares.
6. Dialogar com bondade e paciência.
7. Sugerir-lhe dar-se um pouco mais de tempo para resolver seus problemas.
8. Evitar oferecer bases ilusórias para esperanças que o tempo desmancha.
9. Estimular a valorização pessoal.
10. Acender uma luz no túnel do seu desespero.
11. Exercer a oração.
12. Indicar leituras otimistas e espirituais.
13. Incentivar a frequência ao centro espírita com a terapêutica do passe e da água fluidificada.
14. Mostrar que devemos aceitar as pessoas como elas são, sabendo conviver com as diferenças.
15. Fazer com que a pessoa compreenda que devemos aceitar a vida como ela se nos apresenta, fazendo tudo por melhorá-la incessantemente.


Conclusão

Temos na doutrina espírita as explicações sobre o suicídio e que podem debelá-lo da face da Terra, e nisso devemos colocar todas as forças, pois o Espiritismo revive o Evangelho à luz da vida imortal, dando ao homem novas diretrizes de vida.
E com a palavra de Allan Kardec, no comentário à questão 957 de “O Livro dos Espíritos”, encerramos nossas argumentações: 
 
“A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário à lei natural. Todas nos dizem, em princípio, que não se tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Mas por que não se terá esse direito? Por que não se é livre de por um termo aos próprios sofrimentos? Estava reservado ao Espiritismo demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é apenas uma falta como infração a uma moral, consideração que pouco importa para certos indivíduos, mas um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica e até pelo contrário. Não é pela teoria que ele nos ensina isso, mas pelos próprios fatos que coloca sob os nossos olhos”.

Marcus Alberto de Mário

Bibliografia
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEESP.
O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE.
O Martírio dos Suicidas – Almerindo Martins de Castro – FEB.
Memórias de Um Suicida – Camilo/Yvonne Pereira – FEB.
Temas da Vida e da Morte – Manoel P. de Miranda/Divaldo Franco – FEB.
Suicídio e suas Conseqüências – Gerson Simões Monteiro – Mauad.

O autor é diretor do IBEM – Instituto Brasileiro de Educação Moral, escritor com vários livros publicados e consultor empresarial.
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