sábado, 4 de junho de 2016

NÃO FUJAS




Quando as sombras da provação se te adensem, ao redor dos passos, permanece firme na confiança em Deus e em ti mesmo, seguindo adiante nas tarefas que abraçaste na seara do bem.

Não existem tribulações infindáveis.

Sobretudo, não te omitas.

Aceita os encargos que as circunstâncias te impõem, buscando cumpri-los com o melhor ao teu alcance.

Não te aflijam dificuldades.

Anota as bênçãos de que dispões.

Conserva-te fiel às próprias obrigações, na certeza de que a Divina Providência te oferecerá os recursos precisos para que qualquer desequilíbrio desapareça.

Desapegue-te de toda ideia do mal.

Abençoa a quanto não raciocinem por teus princípios.

Muitas vezes, os adversários de hoje, se soubermos respeitá-los com sinceridade, estarão possivelmente amanhã na fileira de nossos melhores benfeitores.

Não te lamentes.

O aguaceiro que te incomoda é apoio da natureza para que não te falte o pão indispensável à vida.

Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuem.

A árvore nascente aguarda-te a bondade e a tolerância para que te possa ofertar os próprios frutos em tempo certo.

Por mais áspero se te mostrem os obstáculos da estrada, segue adiante.

Se alguém te feriu, desculpa e prossegue à frente.

Não procures na morte provocada o esquecimento que a morte não te pode dar.

Não fujas dos problemas com que a vida te instrui.

A vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte.

Lembra-te sempre: cada dia nasce de novo amanhecer.
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 Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: Atenção 
 



sexta-feira, 3 de junho de 2016

OS TEUS



Confessas que não será difícil o relacionamento com os outros aqueles que formam a grande comunidade humana.

Mas com os teus...

Com aqueles que te constituem a equipe doméstica, afirmas encontrar obstáculos que se te afiguram quase imbatíveis para a convivência em paz e segurança.

Entretanto, considera; aqueles que se nos erigem por familiares são as criaturas com as quais nos interligamos, às vezes, nos mais intrincados compromissos.

Os teus são as ruas afeições, antagonismos, encargos e dívidas do caminho.

Quase sempre, remanescem de existências anteriores, solicitando-te amor e exemplo, apoio e cooperação.

Quando se te revelem por desafios e empeços, ama-os e auxilia-os quais se te apresentam.

Para isso, porém, é necessário abras o espírito à grande compreensão.

O pai que recebeste estimaria viver nas mais altas demonstrações de superioridade; a mulher que te acolheu nos braços desejaria catalogar-se na condição dos anjos; os irmãos que te carregam o nome quereriam ser modelos de perfeição aos teus olhos e os parentes em geral ficariam felizes desempenhando a função de teus benfeitores, no entanto, são todos eles seres humanos, falíveis quais nós mesmos.

Em dúvida, em algumas circunstâncias surgirão errados e talvez te decepcionem, tanto quanto nós somos passíveis de falhas, desiludindo a muitos.

Ama os que te partilham a experiência no cotidiano aprendendo entendimento e tolerância.

Se problemas de convívio aparecerem em tuas áreas de ação mais íntima, conserva paciência e bondade para com os que te cercam.

Em qualquer dificuldade, compadece-te dos teus para que os teus igualmente se compadeçam de ti.

* Não olvides que a presença de Deus vibra recôndita, em cada um de nós.
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Meimei
Chico Xavier 
Obra: Palavras do coração 





quinta-feira, 2 de junho de 2016

Entende e vive





Repara a Tolerância Celeste em derredor de teus passos...

Em todo o chão que pisas, há louvor à esperança.

Aqui, é a vergôntea frágil que se fará ramo forte, ali é o fruto verde buscando amadurecer.

Além, é a gleba seca aguardando o adubo em formação para cobrir-se de flores e, mais além, é o corpo triste do charco esperando a drenagem que dele fará terra útil.

Nem pressa, nem violência.

Em toda faixa de solo, é a paciência das horas com o auxílio incessante da natureza.

Vale-se, assim, da lição para entender e servir.

Não disputes a condição daquele que se esconde na carapaça do próprio orgulho para exclamar: - “eu perdoo”, exibindo virtudes imaginárias.

Acalma-te, cada dia, ao pé de cada ofensa e auxilia o melhor que possas.

Lembra-te de que tanto ocorrem mazelas na mente quanto chagas no corpo.

E pensa que, se há moléstias visíveis, medicáveis em tempo próprio, enfermidades ocultas podem surgir adentro do cosmo orgânico, flagelando sentimentos e aspirações, sem possibilidades de serem vistas para o socorro adequado.

Dessa forma, diante da falência ou da deserção, do golpe ou da crueldade, silencia e socorre sempre, para que mais tarde, nos óbices do caminho, não te faltem luz e visão ante a probabilidade da queda nos mesmos erros.

Só o amor consegue cobrir a multidão de nossas deficiências.

Sobretudo, recorda que, se te não é possível improvisar o heroísmo ou a santidade em ti mesmo, podes compreender e servir, para que, por tua boa vontade e entendimento de hoje, se faça a vida amanhã mais elevada e melhor.
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Emmanuel  
Chico Xavier 
Obra: Semeador em tempos novos 




quarta-feira, 1 de junho de 2016

Felicidade em tudo que se faça


















terça-feira, 31 de maio de 2016

Dentro do Lar




Famílias-problemas!…

Irmãos que se antagonizam…

Cônjuges em lamentáveis litígios…

Animosidades entre filho e pai, farpas de ódios entre filha e mãe…

Afetos conjugais que se desmantelam em caudais de torvas acrimônias…

Sorrisos filiais que se transfiguram em rictos de idiossincrasias e vinditas…

Tempestades verbais em discussões extemporâneas…

Agressões infelizes de conseqüências fatais…

Tragédias nas paredes estreitas da família…

Enfermidades rigorosas sob látegos de impiedosa maldade…

Mãos encanecidas sob tormentos de filhos dominados por ódios inomináveis.

Pais enfermos açoitados por filhas obsidiadas, em conúbios satânicos de reações violentas em cadeia de ira…

Irmãos dependentes sofrendo agressões e recebendo amargos pães, fabricados com vinagre e fel de queixas e recriminações…

Famílias em guerras tiranizantes, famílias-problemas!…

*-*-*

É da Lei Divina que o infrator renasça ligado à infração que o caracteriza.

A justiça celeste estabeleceu que a sementeira tem caráter espontânea, mas a colheita tem impositivo de obrigatoriedade.

O esposo negligente de ontem hoje recebe no lar a antiga companheira nas vestes de filha ingrata e maldizente.

A nubente atormentada, que no passado desrespeitou o lar, acolhe nos braços, no presente, o esposo traído vestindo as roupas de filho insidioso e cruel.

O companheiro do pretérito culposo se reivincula pela consanguinidade à vítima, desesperada, reencontrando-a em casa como irmão impenitente e odioso.

O braço açoitador se imobiliza sob vergastadas da loucura encarcerada nos trajos da família.

Desconsideração doutrora, desrespeito da atualidade.

Insânia gerando sandice e criminalidade alimentando aversões.

Chacais produzindo chacais.

Lobos tombando em armadilhas para lobos.

Cobradores reencarnados junto às dívidas, na província do instituto da família, dentro do lar.

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Acende a claridade do Evangelho no lar e ama a tua família-problema, exercitando humildade e resignação.

Preserva a paciência, elaborando o curso de amor nos exercícios diários do silêncio entre os panos da piedade para os que te compartem o ninho doméstico, revivendo os dias idos com execrandas carantonhas, sorvendo azedume e miasmas.

Não renasceste ali por circunstância anacrônica ou casual.

Não resides com uma família-problema por fator fortuito nem por engano dos Espíritos Egrégios.

Escolheste, antes do retorno ao veículo físico, àqueles que dividiriam contigo as aflições superlativas e os próprios desenganos.

Solicitaste a bênção da presença dos que te cercam em casa, para librares com segurança nos cimos para onde rumas.

Sem eles faltariam bases para os teus pés jornaleiros.

Sem a exigência deles, não serias digno de compartilhar a vilegiatura espiritual com os Amorosos Guias que te esperam.

São eles, os parentes severos nos trajos de verdugos inclementes, a lição de paciência que necessitas viver, aprendendo a amar os difíceis de amor para que te candidatares ao Amor que a todos ama.

A mensagem espírita, que agora rutila no teu espírito transformado em farol de vivo amor e sabedoria, é o remédio-consolo para tuas dores no lar, o antídoto e o tratado de armistício para o campo de batalha onde esgrimas com as armas da fé e da bondade, apaziguando, compreendendo, desculpando, confiando em horas e dias melhores para o futuro…

Apoia-te ao bastão da certeza reencarnacionista, aproveita o padecimento ultriz, ajuda os verdugos da tua harmonia, mas dá-lhes a luz do conhecimento espírita para que, também eles, os problemas em si mesmos, elucidem os próprios enigmas e dramas, rumando para experiências novas com o coração afervorado e o espírito tranquilo.
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Espírito: Joanna de Ângelis
Psicografia : Divaldo Pereira Franco
Livro: Dimensões da Verdade – Pág. 164