segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Vasos de barro



Não te furtes a transmitir os dons do Evangelho.

Se caíste, levanta-te e estende as mãos, 
construindo o melhor.

Se estiveste em erro até ontem, reconsidera o gesto impensado e ajuda aos semelhantes.

Se doente, permanece na confiança, encorajando e esclarecendo a quem te ouve a palavra.

Se cansado, recompõe as próprias forças na fé e prossegue amparando sempre.

Caluniado, perdoa e esquece o golpe, procurando servir.

Menosprezado, não firas a ninguém e esforça-te por ser útil.

Perseguido, esquece o mal e faze o bem que possas.

Insultado, olvida toda ofensa e auxilia sem mágoa.

Em meio de todas as fraquezas e vicissitudes que nos rodeiam a alma, estejamos convictos, com o Apóstolo Paulo, de que possuímos o conhecimento da verdade 
e a flama do amor, como quem transporta um tesouro em vasos de barro para que a excelência da virtude resplandeça por 
luz de Deus e não nossa.
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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Palavras de vida eterna 




MENSAGEM DO ESE:

Limites da encarnação

Quais os limites da encarnação?
A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.
O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.
Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.
Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado.
– São Luís. (Paris, 1859.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 24.)



domingo, 8 de dezembro de 2019

O mau hábito de se sentir ofendido com tudo


Todos nós conhecemos alguém que costuma se sentir ofendido com tudo. É muito difícil lidar com esse tipo de pessoa, já que a qualquer momento elas podem ficar aborrecidas com algo que nunca passou pela nossa cabeça que poderia incomodá-las.

O complicado é que muitas vezes se sentem incomodadas ou desconfortáveis com fatos ou situações que realmente não valem a pena. Seja por uma piada insignificante, um pequeno esquecimento ou pelo uso de uma palavra que elas acham intolerável. Às vezes, o que existe é um estado de extrema suscetibilidade, ou então simplesmente assumiram o hábito de se sentirem ofendidas por tudo.


“Quem não conhece o riso é suscetível a conhecer a dor, e isso é ainda mais complexo”.
– Javier Marías –

Tanto para aqueles que se sentem assim, quanto para as pessoas que os rodeiam, tudo se torna muito difícil. Essa atitude acaba bloqueando o relacionamento com os outros, além de gerar muito sofrimento, quase sempre de forma desnecessária. Por que há pessoas que se ofendem com tudo? O que fazer nesses casos?
As razões para se sentir ofendido com tudo


Essa sensação de ofensa ocorre quando percebemos que os outros nos tratam com depreciação e inferioridade, quando não nos reconhecem ou não reconhecem o que fazemos. Certamente isso ofende, mas sejamos sinceros, acontece todos os dias.



No entanto, para algumas pessoas, esse tipo de situação é intolerável. Elas são radicais e sofrem com isso. O fato de alguém se sentir ofendido com tudo pode ter várias causas. Estas são algumas delas:
Sentimento de inferioridade. Quando a autoestima não é sólida e há um ego forte, é possível que a pessoa se sinta ofendida com tudo. Acredita que os outros gostariam de lembrá-la constantemente de que ela é inferior. No entanto, é o seu complexo que a faz se sentir assim.
Pensamento rígido. São pessoas que acreditam que as coisas devem ser ditas ou feitas de uma única maneira. Quando algo não atende a esses parâmetros, sentem que a ordem foi quebrada e se ofendem. Além disso, geralmente são muito suscetíveis a críticas contra as suas crenças.
Egocentrismo. Dar muita importância ao “eu sou” nos deixa um pouco paranoicos. Acabamos assumindo que tudo gira ao nosso redor e que os outros estão sempre comentando, olhando ou apontando a nossa maneira de ser ou agir.

É aconselhável ter cuidado ao lidar com questões como religião, sexualidade, ideologias políticas ou nacionalismos. São temas que despertam todo tipo de suscetibilidade, mais ainda para alguém que se sente ofendido com tudo.

As ofensas e sua verdadeira importância


Muitas pessoas dizem: “Ninguém o ofende. É você quem se ofende com tudo”. E isso realmente é verdade. Todos têm o direito de pensar, opinar e dizer o que desejam. Mas, é claro que existe um limite. A violência psicológica é inadmissível. Entre a violência psicológica e uma opinião ou atitude que não gostamos, há um longo caminho a percorrer. Ninguém pode viver de forma saudável e se sentir ofendido com tudo a todo momento.



O que podemos fazer? Essas recomendações podem ajudar alguém que se ofende tudo:
Ninguém o ofendeu, o outro simplesmente tem ideias diferentes das suas. Talvez você acredite que ele deva pensar ou agir de uma determinada maneira. O que está errado são as suas expectativas, não o que os outros fazem ou dizem.
Permitir que as pessoas sejam do jeito que são. Ninguém tem o direito de moldar o comportamento da outra pessoa. Entenda que devemos aceitar os outros como eles são, bem como exigir que eles nos aceitem como somos.
Nenhum comentário casual vai mudar a sua vida. As pessoas podem falar bem ou mal de você, mas nem um e nem outro vai mudar a sua vida. O que importa é como você se vê e como se sente em relação a si mesmo.
Aprenda a rir de si mesmo. Não se leve tão a sério. A única coisa que você consegue com isso é ficar “chateado” e extremamente suscetível a qualquer coisa que afete o seu ego. Agir dessa forma só prejudica você mesmo e afasta os outros.

É importante que aprendamos a ser cuidadosos em relação ​​aos comentários ou atitudes dos outros. Sentir-se ofendido com tudo só nos leva a estar em permanente conflito com os outros, na maioria das vezes por questões sem importância alguma.
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MENSAGEM DO ESE:

Pelas suas obras é que se reconhece o cristão

“Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Escutai essa palavra do Mestre, todos vós que repelis a Doutrina Espírita como obra do demônio. Abri os ouvidos, que é chegado o momento de ouvir.
Será bastante trazer a libré do Senhor, para ser-se fiel servidor seu? Bastará dizer: “Sou cristão”, para que alguém seja um seguidor do Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos bons.” — “Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo.” São do Mestre essas palavras. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Que frutos deve dar a árvore do Cristianismo, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com sua sombra uma parte do mundo, mas que ainda não abrigam todos os que se hão de grupar em torno dela? Os da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e de fé. O Cristianismo, qual o fizeram há muitos séculos, continua a pregar essas virtudes divinas; esforça-se por espalhar seus frutos, mas quão poucos os colhem! A árvore é boa sempre, porém maus são os jardineiros. Entenderam de moldá-la pelas suas idéias; de talhá-la de acordo com as suas necessidades; cortaram-na, diminuíram-na, mutilaram-na; tornados estéreis, seus ramos não dão maus frutos, porque nenhuns mais produzem. O viajor sedento, que se detém sob seus galhos à procura do fruto da esperança, capaz de lhe restabelecer a força e a coragem, somente vê uma ramaria árida, prenunciando tempestade. Em vão pede ele o fruto de vida à árvore da vida; caem-lhe secas as folhas; tanto as remexeu a mão do homem, que as crestou.
Abri, pois, os ouvidos e os corações, meus bem-amados! Cultivai essa árvore da vida, cujos frutos dão a vida eterna. Aquele que a plantou vos concita a tratá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância seus frutos divinos. Conservai-a tal como o Cristo vo-la entregou: não a mutileis; ela quer estender a sua sombra imensa sobre o Universo: não lhe corteis os galhos. Seus frutos benfazejos caem abundantes para alimentar o viajor faminto que deseja chegar ao termo da jornada; não amontoeis esses frutos, para os armazenar e deixar apodrecer, a fim de que a ninguém sirvam. “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” É que há açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não sejais do número deles; a árvore que dá bons frutos tem que os dar para todos. Ide, pois, procurar os que estão famintos; levai-os para debaixo da fronde da árvore e partilhai com eles do abrigo que ela oferece. — “Não se colhem uvas nos espinheiros.” Meus irmãos, afastai-vos dos que vos chamam para vos apresentar as sarças do caminho, segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.
O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; entrarão somente os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe; que o Deus de luz vos ilumine; que a árvore da vida vos ofereça abundantemente seus frutos! Crede e orai. — Simeão. (Bordéus, 1863.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, item 16.)



sábado, 7 de dezembro de 2019

A ARTE DA CONVIVÊNCIA CONJUGAL


É comum se pensar que os casamentos mais sólidos são aqueles que sobrevivem a grandes traumas. Digamos, uma infidelidade conjugal ou uma falência.

Contudo, a verdade é que a duração do matrimônio está na razão direta da arte da convivência conjugal.

Conviver todos os dias, aguentando as pequenas coisas um do outro, por exemplo. Suportar que ele aperte o tubo de pasta de dentes bem no meio, enquanto ela insiste que deva ser bem no finzinho, por uma questão de estética e de economia.

Ou ainda, ele não auxiliar nas tarefas domésticas. Ela ser sensível demais.

Ele ser muito mole com as crianças, permitir tudo. Ela desejar manter a linha dura, investindo na disciplina e na educação dos filhos.

Conviver com as diferenças exige boa vontade diária. Um casal, que convive há catorze anos, confessou que tem diferenças enormes quanto a esporte.

Ela adora ver futebol em casa. Ele adora aventuras. Com uma filha de dez anos, aprenderam a conviver, apoiando um o prazer do outro.

Assim, quando o marido decidiu dar a volta ao mundo velejando, ela o acompanhou pela imaginação, sem sair de casa. Mas não criou obstáculos para ele, nem fez papel de vítima.

Saber aceitar comentários feitos em momentos de pequenas rusgas também contribui para a manutenção da estabilidade conjugal.

Certo marido presenteou a esposa com dez roseiras, que ela teve de plantar sozinha. Durante uma discussão, ela acabou por dizer a ele que odiava aquelas rosas que ele havia comprado. Afinal, elas só serviam para dar trabalho.

Ele não se perturbou. No Natal daquele mesmo ano ele lhe deu mais uma roseira. Ela achou graça, comentando com as amigas:

Quando a gente pensa que eles entenderam o que se falou, descobre-se que nem ouviram.

E continuam a viver juntos, colhendo rosas no seu jardim.

Mas, possivelmente, o mais importante seja recordar os bons momentos. Olhar para o passado, reavivar as chamas dos sentimentos positivos tem a capacidade de reacender o amor.

Um americano conta que ele e a esposa adoram recordar a forma como se conheceram. Ela foi a um restaurante onde ele estava cantando. Ela gostou muito da canção e aplaudiu entusiasmada.

Ele a notou e perguntou: Você é casada?

Não, respondeu. Você cantaria no meu casamento?

A resposta dele foi rápida e sorridente: Eu vou cantar no nosso casamento.

Sete meses depois estavam casados. Estão casados até hoje, passados anos. Continuam felizes.

Entre muitos casais, na Terra, o tédio aparece depois que arrefece a paixão e o cotidiano toma conta dos atos.

O tédio azeda a vida em comum. A rotina a destrói.

Tão logo surja na relação conjugal a indiferença, a secura ou o relaxamento, é hora de reagir, antes que o casamento acabe por tolices.

Casamento, ou seja, a união permanente de dois seres, pode ser entendida como uma ligação afetiva que lembra o cérebro e o coração. Para que a vida prossiga, é necessário que haja sintonia entre ambos.
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por Redação do Momento Espírita, com base no artigo Novas regras para um casamento feliz, de Seleções Reader’s Digest, de janeiro de 2000 e no cap. 13 do livro Vida e sexo, pelo Espírito Emmanuel, ed. FEB.  





MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral

“Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.” Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.

Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.

Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...

Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!

Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.

A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de ou trem é caridade moral.

Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante. Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxilio.

Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai.

 – Irmã Rosália. (Paris, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 9.)


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Respostas do Alto



Reconhecida a verdade de que Nosso Pai Celestial responde aos bons corações, através dos corações que se fazem melhores, não olvidemos a nossa possibilidade de servir na condição de valiosos instrumentos da Divina Bondade.
***
Nós que sempre somos tão apressados e tão pródigos no "pedir", lembremo-nos de que podemos também dar.
***
Auxiliemos a Divina Providência no abençoado serviço do intercâmbio.
***
Ninguém pode contar com uma fortuna, em valores amoedados, para encontrar a felicidade perfeita, mas toda vez que derramarmos o coração, em favor dos nossos semelhantes, semearemos a verdadeira alegria.
***
Todos podemos, em nome do Senhor, responder às rogativas dos que lutam e sofrem mais que nós mesmos.
***
Uma visita ao doente é sagrado recurso da fraternidade ao que suplica a assistência do Céu, em desespero.
***
A desculpa sincera é uma benção de alívio para quem sofre sob o peso da culpa.
***
Um gesto de carinho é uma plantação de simpatia na terra escura da alma que se arrojou aos precipícios da revolta ou da incompreensão.
***
Um sorriso amigo é uma resposta do bom ânimo e da amizade, refundindo as forças
daquele que está prestes a cair.
***
Recorda que o Senhor espera por tua boa vontade e por teus braços, para responder com
a paz e com a esperança aos que te cercam.
***
Ainda que tudo seja secura e aspereza em torno de teus pés, ama sempre.
***
Através da corrente viva do amor em teu coração, interpretarás a cooperação do Céu aos
que te acompanham e receberás, constantemente, as respostas do Alto às tuas aflições e
aos teus problemas.
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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Mãos marcadas







MENSAGEM DO ESE:

Mundos de expiações e provas


Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. 
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– Santo Agostinho. (Paris, 1862.)






(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 13 a 15.)




quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

É dando que se recebe




A visão filosófica de Francisco de Assis é profundamente importante, permitindo-nos a compreensão maior do modo como ele viveu pelos caminhos do mundo.

O missionário incomparável lançou mão de instrumentos de vida muito especiais, como as coisas simples de seu tempo.

A percepção íntima de que, em última análise, ninguém é possuidor de coisa alguma no mundo das formas físicas, levou-o a continuadas renúncias e a uma viagem fundamental para dentro de si.

No íntimo de seu ser, encontrava a orientação segura de Jesus a propor que procurasse conquistar a si mesmo, pois aí estaria a riqueza verdadeira, a que não pode ser usurpada por nenhum gatuno, que nenhuma traça pode corroer e que não é consumida pela oxidação.

Entendia isso e percebia como são fugazes os haveres materiais. Como são perecíveis. Como são temporais. Tudo é extremamente vulnerável à ação indomável do tempo.

O pobrezinho de Assis nos clareia os caminhos, mostrando que devemos buscar sempre, em primeiro lugar, valores que pulsem no meio dessa atemporalidade.

O que pertence à alma é aquilo que essa alma pode conduzir consigo, onde quer que vá, onde quer que esteja.

Os únicos valores passíveis de impregnar a alma, tornando-se sua parte constitutiva, como brilho, cor, realidade, decorrem da frequência intensa, desenvolvida através do comportamento individual.

Na conclusão filosófica do jovem de Assis, é dando que se recebe, não registramos nenhuma referência a qualquer coisa material, mas às doações da alma.

É assim que, pelas leis da sintonia, da reciprocidade, ou de causa e efeito, concluiu que o que parte de nós é, de fato, o que a nós retorna.

A sementeira é sempre livre, mas a colheita é obrigatória.

Na figura apresentada por Jesus, o que se oferece ao solo, o solo devolve, ampliado, renovado, sejam aromas de flores, sejam espinhos.
* * *
Semeemos simpatia, e a teremos de volta. Espalhemos farpas e as veremos de retorno.

Distribuamos esperança e nós veremos esperançados. Semeemos agonia, e poderemos contar com a ação do desespero, logo mais.

Ofertemos nosso tempo precioso para atender ao próximo, e veremos que as preocupações do nosso próprio coração também estarão sendo atendidas.

Doemos nosso sorriso ao mundo e o mundo, dentro de nós, sorrirá satisfeito.

Perdoemos aquele familiar que falhou conosco mais uma vez, e perceberemos que, quando nós errarmos, encontraremos mais facilmente o auto perdão.

Semeemos a paz, o otimismo, em meio ao negativismo viciante dos dias atuais, e colheremos tranquilidade em meio ao caos, silêncio em meio à balbúrdia ensurdecedora.

É dando que se recebe. É dando-nos, doando-nos que receberemos a recompensa da consciência pacificada, cumpridora de todos os deveres para com Deus, o próximo e a nós mesmos.

Amemos e nós estaremos amando. Perdoemos e estaremos nos perdoando. Doemos e já estaremos recebendo.

Experimentemos a doce exortação de Francisco de Assis e nos sintamos em paz, desde agora.
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Redação do Momento Espírita, com base no cap.20
do livro A carta magna da paz, pelo Espírito Camilo,
psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.-
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Pesquisa e formatação : MILTER- 01-12-2019




MENSAGEM DO ESE:

Eficácia da prece

Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (S. MARCOS, cap. XI, v. 24.)

Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas. E acrescentam os que assim pensam que, achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas, não podem as nossas súplicas mudar os decretos de Deus.

Sem dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um; mas, daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim fosse, nada mais seria o homem do que instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe caberia curvar a cabeça ao jugo dos acontecimentos, sem cogitar de evitá-los; não devera ter procurado desviar o raio. Deus não lhe outorgou a razão e a inteligência, para que ele as deixasse sem serventia; a vontade, para não querer; a atividade, para ficar inativo. Sendo livre o homem de agir num sentido ou noutro, seus atos lhe acarretam, e aos demais, conseqüências subordinadas ao que ele faz ou não. Há, pois, devidos à sua iniciativa, sucessos que forçosamente escapam à fatalidade e que não quebram a harmonia das leis universais, do mesmo modo que o avanço ou o atraso do ponteiro de um relógio não anula a lei do movimento sobre a qual se funda o mecanismo. Possível é, portanto, que Deus aceda a certos pedidos, sem perturbar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, subordinada sempre essa anuência à sua vontade.

Desta máxima: “Concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece”, fora ilógico deduzir que basta pedir para obter e fora injusto acusar a Providência se não acede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para nosso bem. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem apenas vê o presente; ora, se o sofrimento é de utilidade para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 5 a 7.)



quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

SINAIS DE AVISO QUE O UNIVERSO ENVIA QUANDO VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO ERRADO



Muitas pessoas acreditam que as coisas “simplesmente acontecem” com elas, mas à medida que nos conectamos à nossa intuição, compreendemos que tudo o que nos acontece é fruto de nossa própria criação.

Podemos não estar plenamente conscientes do que estamos criando a cada instante, mas felizmente, o universo nos fornece muitos sinais para nos informar quando estamos no caminho certo e (mais importante) quando estamos no caminho errado. Este artigo incidirá sobre os sinais de aviso do universo.

É necessário destacar que embora existam muitos estudos acerca das vibrações e energias que perpetuam neste universo, não há base científica para as especulações aqui apresentadas. Sendo assim, indivíduos 100% céticos acerca do mundo imaterial podem considerar determinadas circunstâncias como mera obra do acaso, e talvez o sejam de fato. Porém quando eventos negativos ocorrem sucessivamente, devemos no mínimo atentar aos passos que estamos tomando, e quando possível reverte-los independentemente de crenças.

Em geral, os sinais de alerta do universo ocorrem sob a forma de circunstâncias e eventos indesejados.

Estes sinais são uma indicação de que sua energia está sendo direcionada (ou presa) em uma freqüência vibracional baixa. Seus pensamentos, sentimentos e ações são focados negativamente, e isso está criando circunstâncias indesejadas.

Por outro lado, quando seus pensamentos, sentimentos e ações estão se movendo em uma freqüência vibracional alta, a vida alinha perfeitamente. Nesse caso a tendência é que você passará um tempo excelente e terá boa sorte durante o dia. É por isso que é tão importante elevar sua vibração conscientemente escolhendo pensamentos positivos.

Embora tenhamos a capacidade de ressoar em uma alta freqüência vibracional, é um desafio para nós permanecermos elevados o tempo todo.

Isso ocorre porque nossas almas estão presas aqui na Terra em uma dimensão física que é muito mais densa e lenta do que as dimensões mais altas e etéreas. A simples composição de nosso planeta e de nossos corpos é composta de energia vibratória muito menor do que a de nossas almas.

Como resultado, nós provavelmente iremos bater de frente contra circunstâncias indesejadas de vez em quando, não há nada de errado com isso. Porém se nós não percebemos estes sinais de aviso (sem permitir que nossos egos nos fixe a eles) Nós podemos nos recompor rapidamente.

À medida que você vive, é uma boa ideia tomar nota dos sinais de alerta do universo. Aqui estão alguns exemplos de sinais a serem considerados:

SINAIS DE ADVERTÊNCIA DO UNIVERSO

- Bater-se ou se machucar sozinho ex: bater o dedo no canto da mesa, ou se cortar cozinhando.
- Receber olhares ou comentários maldosos de outros
- Despesas ou contas inesperadas no correio
- Sensação de intestino inquieto
- Discussões frequentes com seus entes queridos
- Adoecer frequentemente
- Dores de cabeça
- Perder ou quebrar suas coisas
- Sentir odores, sons ou gostos desagradáveis sem explicação aparente

Cada um destes sinais é uma indicação de que você precisa se centrar e ajustar sua freqüência. Quando encontrar um destes sinais de aviso, pare por favor! Não continue trabalhando nessa tarefa, ou tendo essa conversa, ou obcecado com o pensamento que você estava tendo porque não está levando você onde você quer chegar.

Em vez disso, respire profundamente, passe longe da situação, ou mesmo tome um minuto para meditar, se você for capaz. Se você captar esses sinais de alerta rapidamente e responder imediatamente, o simples ato de centralizar-se irá parar o impulso negativo.

Como uma nota final, por favor, não fique obcecado com um sinal de alerta. Falar sobre isso, pensar sobre isso e repassá-lo à sua mente é uma maneira infalível de diminuir sua freqüência vibracional. Veja este como o que é: um sinal simples, e mova-se adiante dele. Por favor, cuide da sua vibração: apenas dê atenção aos pensamentos, sentimentos e ações que ressoam com a freqüência natural de sua alma. 
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Autor desconhecido 




MENSAGEM DO ESE:

Causas atuais das aflições (I)

De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma! Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero! Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.

Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 4.)



terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Ítens de Auxílio


Respeite os problemas alheios, sem interferir neles, a menos que a sua cooperação seja solicitada.

Não pronuncie palavras que ofendam e depreciem.

Quando possível, dê sempre alguma frase de consolo e esperança a quem sofre.

Não se faça estação de pessimismo ou desânimo.

Esqueça o mal que receba e nunca faça a cobrança do bem que tenha podido distribuir.

Não impulsione para a frente qualquer questão desagradável.

O trabalho no desempenho do seu dever é o capital que lhe valoriza as orações.

Lembre-se da parcela de socorro que sempre devemos aos companheiros mais necessitados que nós mesmos.

Quanto possível faça algo ou algo aprenda de útil para que seu dia de hoje seja melhor que o de ontem.

Nunca se esqueça de que todas as vantagens ou benefícios que desfrutemos da vida são empréstimos de Deus.

Procure compreender as dificuldades do próximo.

Não conserve ressentimentos.

Desculpe ofensas, sejam quais sejam, colocando os assuntos desagradáveis no esquecimento.

Trabalhe quanto puder, tornando-se útil quanto possível.

Mobilize o tempo de que disponha no serviço aos Semelhantes.

Adote a simplicidade por clima de Paz.

Continue aprendendo sempre.

Esqueça você mesmo, criando alegria para os outros.

Viva em Paz com a própria consciência e deixe que os Companheiros vivam a existência deles próprios.

Cultive a paciência sem ansiedade e, procedendo com os Semelhantes, como estima que com você procedam, estará sempre no caminho da verdadeira Felicidade.

A prece, qualquer que ela seja, é ação provocando a reação que lhe corresponde . Conforme a sua natureza , paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo as finalidades a que se destina. ( …)

A Arte deve ser o belo criando o bom. O trabalho artístico que trai a natureza nega a si próprio. A Arte enobrecida estende o poder do amor.

A vida é aquilo que você deseja diariamente

Não raro, os que se encontram nas sombras da provação não mais precisam de nossas dádivas, nem de nossas meras palavras; esperam tão somente por nosso coração com a ansiedade e o enternecimento de quem aguarda uma luz.
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André Luiz 
Chico Xavier
Obra: Momentos de ouro





MENSAGEM D ESE:

O suicídio e a loucura (III)

O Espiritismo ainda produz, sob esse aspecto, outro resultado igualmente positivo e talvez mais decisivo. Apresenta-nos os próprios suicidas a informar-nos da situação desgraçada em que se encontram e a provar que ninguém viola impunemente a lei de Deus, que proíbe ao homem encurtar a sua vida. Entre os suicidas, alguns há cujos sofrimentos, nem por serem temporários e não eternos, não são menos terríveis e de natureza a fazer refletir os que porventura pensam em daqui sair, antes que Deus o haja ordenado. O espírita tem, assim, vários motivos a contrapor à idéia do suicídio: a certeza de uma vida futura, em que, sabe-o ele, será tanto mais ditoso, quanto mais inditoso e resignado haja sido na Terra: a certeza de que, abreviando seus dias, chega, precisamente, a resultado oposto ao que esperava; que se liberta de um mal, para incorrer num mal pior, mais longo e mais terrível; que se engana, imaginando que, com o matar-se, vai mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo a que no outro mundo ele se reúna aos que foram objeto de suas afeições e aos quais esperava encontrar; donde a conseqüência de que o suicídio, só lhe trazendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses. Por isso mesmo, considerável já é o número dos que têm sido, pelo Espiritismo, obstados de suicidar-se, podendo daí concluir-se que, quando todos os homens forem espiritas, deixará de haver suicídios conscientes. Comparando-se, então, os resultados que as doutrinas materialistas produzem com os que decorrem da Doutrina Espírita, somente do ponto de vista do suicídio, forçoso será reconhecer que, enquanto a lógica das primeiras a ele conduz, a da outra o evita, fato que a experiência confirma.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 17.)