segunda-feira, 2 de março de 2026

Como viver com os outros


A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto, e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver. 

A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais. 

A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas. 

Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a natureza lhes negou. 

Vemos nisto a presença de Deus, levando-nos ao amor de uns para com os outros. 

E assim aprendemos a amar por Amor.

 A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência. 

A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano. No entanto, essa sociedade não pode existir sem o lar. Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia que pode ser desfrutada pelos homens, em todos os rumos dos seus objetivos.

 Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo. 

Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz. 

Quem somente impõe suas idéias, passa a ser joguete dos pensamentos dos outros, às vezes, sem perceber. 

Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida. 

Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado, as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar.

 Não gastes teu tempo em palavras que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam. 

Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma. 

Procura conversar com os outros na altura que eles já atingiram. Isso não é disfarce, é respeito às sensibilidades, é sentir-te irmão de todos em todas as faixas da vida. 

Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda?

 Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras. 

A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor.

 Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida.

 Fomos feitos para viver em sociedade. Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas que frutificam mais em conjunto; as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre andam em convivência.

 Tudo se une para a maior grandeza da criação. 

Essas lições não são somente para os encarnados. Os espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem a essa grande regra de viver bem. 

Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos, no entusiasmo do bem, que nos dá a vida. 

Aprendamos, pois, a conviver, a entender e respeitar os nossos irmãos que trabalham e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós, motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor. 

Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz. E para aprender a viver bem com os outros, necessário se faz que nos eduquemos em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes. Sem esse trabalho interior, será difícil alcançar a paz imperturbável no reino do coração.

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Miramez
João Nunes Maia
Obra: Cirurgia Moral
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02 de março

Muitas almas falam sobre a fé mas não conseguem viver por ela.

Falam sobre Me amar, mas nada sabem sobre o amor.

É uma perda de tempo falar sobre amar alguém que você nunca viu, quando não se consegue nem amar os que estão à sua volta e necessitam do seu amor, sabedoria e compreensão.

Aprenda primeiro a amar aquelas almas que Eu coloquei ao seu redor; só então você saberá o que significa Me amar verdadeiramente.

Por que tatear seu caminho através da vida se tudo que você tem a fazer é caminhar decididamente com fé e confiança, sabendo que EU ESTOU com você?

EU ESTOU aqui, oferecendo a você todos os Meus maravilhosos dons mas, se você não os aceitar, não poderá se beneficiar deles.

Eu os dou de coração, e, de coração, você deve aceitá-los e usá-los sabiamente para o benefício do todo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os inimigos desencarnados

Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.

Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder.

Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. É assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 5 e 6.)
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