Vivemos em uma época em que tudo parece fora de ordem. Notícias de guerras, crises, conflitos, injustiças e sofrimento se multiplicam diariamente, criando a sensação de que o mundo está desmoronando diante dos nossos olhos. Mas será que o caos está realmente no mundo… ou na forma como o percebemos?
A ideia de um mundo caótico não é nova. Desde a filosofia antiga, já se compreendia que a realidade visível é mutável, instável e, muitas vezes, difícil de entender. O que enxergamos é apenas uma parte da verdade — um reflexo imperfeito de algo maior e mais profundo.
O sentimento de caos também nasce da complexidade da vida. O mundo não é simples — ele é cheio de camadas, significados e relações que nem sempre conseguimos compreender. Quando tentamos reduzir essa complexidade a respostas rápidas ou superficiais, surge a confusão, a ansiedade e a sensação de perda de controle.
Além disso, vivemos em uma sociedade marcada pelo excesso: excesso de informação, de estímulos, de opiniões. Tudo acontece ao mesmo tempo. Isso nos impede de refletir com profundidade, gerando uma percepção de desordem constante. Muitas vezes, não é o mundo que está mais caótico — somos nós que estamos mais sobrecarregados.
Do ponto de vista espiritual e filosófico, o caos também pode ser entendido como parte do processo. Conflitos, dores e desafios não são necessariamente sinais de fracasso, mas oportunidades de crescimento, aprendizado e evolução. A vida, em sua essência, é movimento — e todo movimento envolve transformação, e toda transformação traz algum nível de desconforto.
Quando olhamos apenas para fora, vemos desordem. Mas quando olhamos para dentro, percebemos que a paz não depende do mundo estar perfeito, e sim da nossa capacidade de encontrar sentido em meio ao imperfeito.
Talvez o mundo não esteja mais caótico do que antes — talvez ele apenas esteja revelando, com mais intensidade, aquilo que sempre existiu: a luta entre ignorância e consciência, entre ego e amor, entre superficialidade e profundidade.
E nesse cenário, cada um de nós tem um papel essencial.
Porque, no fim, o verdadeiro oposto do caos não é o controle…
é a consciência.
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Baseado nos ensinamentos de Eckhart Tolle
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19 de abril
Quando a vida lhe pede para mudar, visualize claramente o que é necessário e mude sem resistir, na certeza de que toda mudança é para melhor.
Nem sempre é confortável, especialmente para pessoas com maneiras e ideias muito cristalizadas.
É preciso estar disposto a jogar fora gradualmente as ideias que parecem boas, confortáveis e seguras, até que se esteja completamente livre e aberto para receber ideias completamente novas e revolucionárias.
É aí que começam as difivuldades.
Muitas pessoas, tendo absorvido algo novo, se apegam demais e se recusam a mudar outra vez.
Por que não encarar uma mudança como somente um degrau para revelações ainda maiores e mais maravilhosas, que estão aguardando lugar em você para poderem se manifestar?
Você não pode encher um balde cheio; você tem primeiro que esvaziá-lo.
Você não pode avançar para o novo se ainda está obstruído pelo velho e se recusa a deixá-lo para trás.
Portanto, mude, e mude depressa, porque Eu preciso de você.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
A indulgência (II)
Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.
Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não pode tolerar o que é impuro.
Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão ofendido.”
Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.
Que é o que pedis ao Senhor, quando implorais para vós o seu perdão? Será unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele não puniria, é exato, mas tampouco recompensaria. A recompensa não pode constituir prêmio do bem que não foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido. Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes neles, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.
Quando perdoardes aos vossos irmãos, não vos contenteis com o estender o véu do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente é esse véu para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perdão, o amor; fazei por eles o que pediríeis fizesse o vosso Pai celestial por vós. Substitui a cólera que conspurca, pelo amor que purifica.
Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou; pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, visível aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou visível tão-somente aos olhos do Espírito. Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta. Como ele, carregai todos vós as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calvário, em cujo cimo está a glorificação.
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— João, bispo de Bordéus. (1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 17.)
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Ponto máximo
Este é o ponto máximo a que conseguiste conduzir-te, nas sendas da Evolução.
A experiência que vivencias é a resultante do esforço que, até aqui, deliberaste empreender.
Se não consideras muito o que, em ti mesmo, alcançaste, considera que o teu aproveitamento poderia ter sido pior.
Se tens diante de teus olhos as páginas singelas desta obra, pelo menos, doravante, já não seguirás sem rumo.
O teu encontro com a própria realidade, na Doutrina Espírita, ser-te-á, com certeza, um divisor de águas.
É possível que nunca soubeste tanto da vida quanto sabes agora.
Vale-te do ensejo e confere maior proveito à tua encarnação.
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Senhor e Mestre
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