sexta-feira, 2 de abril de 2021

CHICO XAVIER

 *Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 

+Uberaba, 30 de junho de 2002 

















 



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Mesmo sem quase nunca sair de Uberaba, o senhor vem acompanhando a situação do mundo atual e, particularmente, os muitos problemas brasileiros. 
Como analisaria tudo isso?

Chico Xavier:


- O mundo que hoje se nos apresenta parece totalmente desorientado. As pessoas perderam o interesse por tudo. Até pela própria existência!

Os jovens não sabem que caminho seguir. Além disso são perseguidos pelas drogas. Quanto ao Brasil, pode parecer estranho o que vou dizer, mas, à medida que nossa comunidade se enriqueceu materialmente, uma nuvem de incompreensão nos cobriu a todos. Quando o País era paupérrimo, principalmente na região que nasci, centro-sertão de Minas Gerais, nós éramos obrigados a trabalhar muito dos 10 anos em diante. A escola era algo de sacrifício, de privilégio. Estudávamos quando e se tivéssemos tempo, após colher feijão, socar arroz e milho, carpir a terra, alimentar os animais.

Dávamos um valor especial àquilo que conseguíamos através de nosso suor, de nosso esforço. A medida que fomos nos desenvolvendo, nos industrializando, e as coisas foram ficando mais fáceis, fomos também perdendo a noção do valor delas.

Nós enriquecemos materialmente e perdemos nossa riqueza espiritual. Mas acredito que isso seja uma coisa transitória, pois sei que ao final teremos todo o amparo da fé cristã que nos livrará das ameaças. Creio na vitória de Jesus Cristo.

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(Em entrevista publicada na revista Contigo/Superstar, São Paulo, SP, n. 443, 19/3/1984, transcrita no ANUÁRIO ESPÍRITA 1985)

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Já Publicadas: 
http://www.betemensagemdodia.blogspot.com.br/search/label/Chico%20Xavier

Chico Xavier

CORPO FÍSICO 



O corpo físico, sem dúvida, é uma bênção, mas o espírito terá que ensiná-lo a viver com menos ...

Hoje, infelizmente, impera a cultura do corpo - quase tudo que se faz tem o propósito de satisfazê-lo: vesti-lo, alimentá-lo, poupá-lo de certos esforços ...

O espírito nunca esteve tão submisso ao corpo quanto na atualidade.

Não se trata de ir ao extremo da maceração, qual procedem os ascetas.

Não!

O espírito necessita do corpo como instrumento de sua manifestação na Dimensão Material; sem ele, semelhante estágio de aprendizado lhe seria imposssível...

Portanto, o corpo carece de ser preservado, mas não cultuado.

Os excessos devem ser cortados ... O excesso de alimentação, por exemplo, reduz o tempo de vida na carne.

Os cuidados que extrapolam no campo da estética induzem à vaidade ...
Quanto mais se der ao corpo, menos se dará ao espírito. As muitas horas de sono resultam na indolência...

Até o prazer oriundo do sexo reclama por disciplina.

Enquanto o homem não entender que é um espírito habitando um corpo transitório, a matéria haverá de subjugá-lo, com o seu próprio consentimento.
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Chico Xavier

AMIGOS DA PRIMEIRA HORA



Tive companheiros extraordinários ...

Não posso me queixar.

Amigos que sempre souberam valorizar a obra dos Bons Espíritos por meu intermédio.

Eram professores, médicos, advogados, gente de admirável cultura acadêmica, em quase todos os setores da atividade humana.

Mas, quando precisava de forças para continuar, era nos exemplos dos irmãos mais simples que eu me inspirava.

Era pensando neles - irmãos e irmãs que mal sabiam escrever o nome - que eu encontrava conforto para o meu coração ...

Refletindo em seus anônimos testemunhos de fé, perante a família e a sociedade, que os ignorava, que eu pude me manter fiel, não traindo a confiança que em mim sempre depositaram.

Devo muito a eles, aos amigos e benfeitores da primeira hora, os quais, sem que soubessem, me ensinaram a perseverar e a não me afastar do caminho.

Ainda hoje, ao recordá-los, não há como evitar que a emoção me domine e que, espontaneamente, lágrimas me aflorem aos olhos.

Foram os protetores encarnados que Jesus colocou no meu caminho!

Como esquecê-los?... Que a bênção de Deus os alcance, onde estiverem! 
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Chico Xavier

Animais



Um amigo perguntou ao Chico qual o animal mais evoluído espiritualmente e dele anotou a resposta:
– É o cão. O cão desperta muito amor e é modelo de fidelidade. As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, especialmente os cães, se observarem com atenção, verificarão que os vários espécimes são portadores de qualidades que consideramos quase humanas, raiando pela prudência, paciência, disciplina, obediência, sensibilidade, inteligência, improvisação, espírito de serviço, vigilância e sede de carinho, infundindo-nos a ideia de que, quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham, preparando-se para o estágio mais próximo da hierarquia espiritual.

Segundo o iluminado Espírito Emmanuel os animais são nossos parentes próximos, com sua linguagem, seus afetos e sua inteligência rudimentar.

Chico Xavier respondendo a uma pergunta sobre os animais, disse:

- Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente.

Se nós, seres humanos já alcançamos os domínios da inteligência desenvolvendo agora as potências intuitivas, eles, os animais, estão aperfeiçoando paulatinamente seus instintos na busca da inteligência da mesma maneira que nós humanos aspiramos alcançar algum dia a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso mestre o Senhor Jesus, eles, os animais aspiram ser num futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais.

Deus outorgou aos homens a condição e proteção de nossos irmãos mais novos, os animais.

E o que é que esta humanidade tem agido em relação aos animais nos inúmeros séculos de nossa história?

Porventura nós, os homens, não temos nos transformado em algozes dos animais ao invés de seus protetores fiéis? Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro? Quem duvida que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia? Não temos treinado determinadas raças de cães exaustivamente para o morticínio e os ataques? Que dizermos das caçadas impiedosas de aves e animais silvestres unicamente por prazer esportivo? Que dizermos das devastações inconseqüentes do meio ambiente?

Tudo isto se resume em graves responsabilidades para os seres humanos. A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhes alteram o equilíbrio natural de seus princípios espirituais.

A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso, seguindo a Verdade de Deus.
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Chico Xavier

  

NO MUNDO DOS LIVROS



É muito fácil enredar-se alguém no mundo dos livros ...

Sempre que eu me sentia como uma pessoa que tem por cela uma biblioteca - sempre que eu experimentava a sensação de muito contato com as ideias, pedia licença aos Espíritos Amigos, fazendo uma pausa na psicografia, e ia procurar a periferia da cidade.

Eu precisava de contato humano ...

Não queria me isolar, a ponto de me esquecer das carências imediatas das pessoas, que eram as minhas também.

Tomava, então, a iniciativa de visitar determinada família necessitada, nos bairros mais afastados ...

O médium que não respire no clima da caridade, perde o parâmetro aferidor da própria humanidade.

O trabalho com os Bons Espíritos me proporcionava muitas alegrias, mas Deus me livre de ficar apenas com elas...

É extremamente perigoso excursionar no mundo das ideias sem o concurso do coração.

A teoria sem a vivência nos dota de uma inteligência esquizofrênica.

Escalar alturas, através do pensamento, sem alicerce no chão, é preparar-se para cair espetacularmente.

Jesus fazia as duas coisas: ensinava o espírito e matava a fome do corpo !
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Chico Xavier

O QUE FALTA



Às vezes, o que falta para que os companheiros se entendam melhor é a iniciativa de algum deles, no sentido de promover maior aproximação.

É o orgulho que nos impede de caminhar na direção do outro.

Ficamos na expectativa de que o outro venha e não vamos. Assim, ninguém sai do lugar ...
O que nos custa dar um telefonema, escrever um bilhete, efetuar uma visita?

Um elogio sincero à obra do suposto concorrente quebra muitas resistências.

Precisamos esmerar-nos na arte de fazer amigos, colecionando boas vibrações.

Não se trata de não ser sincero ... Quem não possui um aspecto positivo a ser colocado em evidência?

Ninguém há destituído de valor. Se me dispuser a destacar o lado bom das pessoas, não estarei mentindo.

Por vezes, os nossos olhos são mais omissos que os nossos lábios ...

A palavra fraterna faz ruir qualquer fortaleza, que alguém tenha erguido em relação a nós - a palavra de simpatia.

Agora, não pode ser uma palavra dúbia e nem soar com falsidade.

Tem que partir do coração, endereçada ao coração do outro. Muitas inimizades são por falta de conversar...
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Chico Xavier

O CERTO E O ERRADO 



Com excessão dos insanos, ninguém pode alegar desconhecimento do que seja certo ou errado.

Quando alguém procura cometer uma ação ilícita, cobre o rosto com uma máscara, oculta a sua identidade, foge, após ter perpetrado a ação ...

Tudo isto nos mostra o grau de consciência com que agimos, isto é, erramos sabendo que estamos errando.

A culpabilidade é maior.

De Jesus Cristo para cá, o homem vem tomando, cada vez mais, consciência de si.

Não há, sobre a Terra, quem possa alegar, em seu favor, completa ignorância ou desconhecimento da Lei.

O mal é mal, porque gera consequências que pedem reparação.

O Bem não pune: o Bem recompensa ...

Quem pratica uma ação positiva não se esconde - aliás, costuma ser o contrário.

Foi preciso que Jesus nos recomendasse:

"Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita ... "

O mal se oculta nas sombras; o Bem se revela à luz do dia... Agora, ninguém ludibria a consciência.

O processo pode ficar arquivado por muito tempo, mas virá o julgamento, com a respectiva sentença.
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Chico Xavier



O DIÁLOGO EM CASA





É por falta de diálogo que as famílias se desestruturam, quando os cônjuges perdem o gosto de conversar entre si.

O diálogo amistoso dentro de casa é de vital importância, evitando-se possíveis desgastes no relacionamento.

Não se pode permitir, por exemplo, que a televisão e a Internet tomem o tempo que as pessoas sob o mesmo teto têm para conversar...

Não basta dizer "amo você" e ficar só nisto.

Não estou me referindo à vida sexual ativa, que é apenas complemento do amor.

Há necessidade de que o casal, o marido e a mulher sejam companheiros - não apenas irmãos, mas amigos que confiem um no outro e não somente parceiros no tálamo conjugal.

O ambiente de companheirismo entre os pais repercute na formação do caráter dos filhos.

É preciso que o casal tenha vontade de ficar em casa, rodeado pelos filhos, permutando atenção e carinho.

Não adianta um ficar trancado num cômodo e o outro noutro ...

Há gente dentro da própria casa se comunicando por celular!

A solidão excessiva enseja espaço ao surgimento de ideias que, aos poucos, podem ir crescendo ...

O diálogo e a alegria sadia são aliados seguros da união familiar.
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Chico Xavier

ORIENTAÇÕES BÁSICAS




As orientações básicas de que necessitamos estão, todas, consubstanciadas no Evangelho.

O que nos falta é segui-las !

Há quase 2.000 anos, esperamos por novidades... Que novidades queremos? Que novas revelações?

O que os Espíritos poderão nos dizer, além do que já nos disseram? O essencial está aí: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei"!

O resto são detalhes e mera informação. Há muitos com mais curiosidade do que real interesse pelo conhecimento da verdade.

Temos um mundo de informações à nossa disposição, acerca do Mundo Espiritual esperando por tradução no cotidiano ...

O que temos é mais do que suficiente para que não erremos o caminho!

O Evangelho, já vertido para quase todos os idiomas, espera agora ser traduzido pela nossa vivência - esta, sem dúvida, será a sua mais preciosa versão.

Os Espíritos Superiores estão cientes de que os homens não estão preparados para saber mais, antes que aprendam a amar mais.

Tudo a seu tempo. Não se constrói uma casa sobre a areia...

O acesso a determinados conhecimentos não é de ordem geral. Existem passos individuais e coletivos.

Quem pretende avançar não pode esperar por quem se acomoda na retaguarda.
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Chico Xavier

HOJE E AGORA



Há quem permaneça na expectativa da Vida Espiritual para promover, em si, as mudanças de que necessita.

Por que será que não mudamos, assim que tomamos consciência disto?

Não será a Terra uma dimensão espiritual como as demais?

As oportunidades de que a criatura precisa a fim de se melhorar estão disponíveis onde ela mesma se encontra.

Aliás, os homens vivem a ignorá-las ...

Não temos que esperar um tempo mais favorável para darmos início à nossa renovação Íntima.

Quando reencarnamos, nós o fazemos, imbuídos das melhores esperanças; chegando ao corpo, porém, quando os compromissos aparecem, queremos transferi-los para outra ocasião ...

Assim, para servir-me de expressão popular, vamos "empurrando a dívida", acrescentando a ela, como é natural, os juros de mora.

Há muita gente que, quando pode, não quer e, quando quer, não pode.

As circunstâncias modificam-se, as oportunidades passam - passam e, não raro, demoram a voltar.

Há gente que está suspirando pela chance que desperdiçou há 250, 300 anos atrás! ...

Hoje é dia de procurarmos fazer o melhor.

E o momento é agora!
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Chico Xavier

A CONSCIÊNCIA



A consciência é o que há de restar de tudo o que somos.

Em sua longa trajetória, o espírito busca a sua integração com ela, que, em suma, é a integração plena da criatura com o Criador.

A consciência há de livrar-se dos últimos resquícios do ego ...

A rigor, todos os corpos que nos envolvem são instrumentos de perfeição - teremos que nos despojar de todos eles.

Quando a vontade do Pai for a nossa, alcançaremos a Luz!

As nossas mazelas e imperfeições são excrescências, "corpos estranhos" em nós mesmos.

A consciência não nos cobra aquilo que não lhe devemos ...

Quanto mais o homem se omite espiritualmente mais difícil vai lhe ficando ouvir as advertências e apelos dessa "voz" interior, que nunca se engana em seus alvitres.

Toda orientação de que necessitamos para acertar sempre jaz em nosso mundo íntimo.

Ninguém pode alegar desconhecimento ...
Por conflitarem-se com a consciência é que muitos caem na insanidade - fazem tanto "barulho" para abafar-lhe a voz, que se desnorteiam, adoecem ...

A loucura é fruto de nossa oposição sistemática a ela!

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Chico Xavier

AMOR E INTELIGÊNCIA




Todos aqueles que realizaram prodígios espirituais sobre a Terra, os realizaram pela sua capacidade de amar e não de simplesmente conhecer.

Em face do Amor, todo conhecimento é limitado.

É através do coração que o homem pode alçar-se às estrelas; pelo conhecimento, ele ainda não conseguiu sair do chão ...

Envia naves espaciais para outros orbes, em experiências científicas sem precedentes, mas, convenhamos, ainda muito limitadas; no máximo, o que conseguiu, foi ensaiar alguns passos sobre a superfície da Lua ...

O Amor transcende todos os poderes da inteligência.

Os grandes luminares da Humanidade fizeram-se através do coração.

Não estamos nos posicionando contra o intelecto - absolutamente, mas a inteligência, até agora, não conseguiu anular a periculosidade humana.

As nações estão armadas até aos dentes, umas contra as outras ...

As menores leis são corrompidas.

A injustiça social pouco se alterou na marcha dos séculos.

Somente pela sua infinita capacidade de amar, o homem conseguirá transcender, sem, do ponto de vista físico, necessitar sair do lugar.

Jesus, aparentemente imobilizado na Cruz, triunfou sobre todas as forças da inteligência perversa que conspiraram contra Ele!
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Chico Xavier


DINHEIRO EM EXCESSO



Sei que, vivendo na Terra, principalmente quando temos pessoas que dependam de nós, família e amigos, não é fácil exercitar o desapego, mas, tanto quanto possível, precisamos ir desprendendo-nos do supérfluo, Também não é fácil a identificação do supérfluo em nossa vida...

Feliz daquele que já sabe viver com o necessário, não almejando mais do que lhe seja indispensável à subsistência, de modo que não venha, voluntariamente, devido à indolência, por exemplo, ser um peso para as pessoas de seu relacionamento.

É claro que, quando estamos doentes, às vezes, precisamos, é natural.

Urge exercitar-nos na solidariedade. Se necessitamos da mão que se estende, igualmente necessitamos de alguém em cuja direção ela seja estendida.

A mão da caridade não se estende no vácuo ...

Mas saber identificar o supérfluo, dentro dos recursos que provisoriamente detenha, é alijar-se de um peso desnecessário.

As posses materiais além da conta, que seja a mínima sobra, podem criar inúmeros embaraços ao espírito na administração de si mesmo.

O dinheiro em excesso é obstáculo quase inamovível no caminho de quem procura ascender !
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Chico Xavier


É DIFERENTE





Não seria correto fazer apologia do sofrimento, embora o Evangelho nos diga que "A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos".

É claro que o sofrimento precisa ser evitado - não estamos numa Doutrina que nos induza ao masoquismo.

Ninguém gosta e nem deve gostar de sofrer.

Precisamos entender, contudo, que a nossa precariedade espiritual nos acarreta inevitáveis provações.
Não me refiro apenas às consequências de atitudes relacionadas com o passado ...

As nossas arestas espirituais reclamam a ação do cinzel. É natural.

O barro, a fim de fixar a forma em que é modelado, é cozido em fornos de alta temperatura ...

Sem o concurso da disciplina e do obstáculo a vencer, o espírito se amolentaria indefinidamente.

Ninguém se supera, sem algum tipo de esforço. A evolução exige a paga de tributo ...

Mas, o sofrimento voluntário é contra ela! O sofrimento voluntário é antinatural.

Impor-se, egoisticamente, privações, em nada resulta.

A maceração deliberada do corpo é carma para o futuro.

O Espiritismo nos conclama à aceitação e ao aproveitamento da prova.

É diferente.
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Chico Xavier





























 

MENSAGEM DO ESE:
O de que precisa o Espírito para ser salvo. Parábola do bom samaritano.
Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; — reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, — e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; — porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; — estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.
Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? — Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? — E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? — O Rei lhes responderá:
Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.
Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; — porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.
Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? — Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas a vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo. E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 31 a 46.)
Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? — Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela? — Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. — Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás. Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo?
Jesus, tomando a palavra, lhe diz: Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. — Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. — Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. — Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. — Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. — No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar.
Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? — O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. — Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (S. LUCAS, cap. X, vv. 25 a 37.)
Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade:
Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.
No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade reservada ao justo e da infelicidade que espera o mau.
Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o libelo? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia assim: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas como a condição única. Se outras houvesse a serem preenchidas, ele as teria declinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.
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 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, itens 1 a 3.)  



quinta-feira, 1 de abril de 2021

Pai Nosso


Pai Nosso, que estás nos Céus,

Na luz dos sóis infinitos,

Pai de todos os aflitos

Neste mundo de escarcéus.


Santificado, Senhor,

Seja o Teu nome sublime,

Que em todo o Universo exprime

Ternura, concórdia e amor.


Venha ao nosso coração

O Teu Reino de bondade,

De paz e de claridade

Na estrada da redenção.


Cumpra-se o Teu mandamento

Que não vacila, [e] nem erra,

Nos Céus, como em toda a Terra

De luta e de sofrimento.


Evita-nos todo o mal,

Dá-nos o pão no caminho,

Feito na Luz, no carinho

Do Pão Espiritual.


Perdoa-nos, [meu] Senhor,

Os débitos tenebrosos,

De passados escabrosos,

De iniquidade e de dor.


Auxilia-nos, também,

Nos sentimentos cristãos,

A amar aos nossos irmãos

Que vivem distantes do Bem.


Com a proteção de Jesus,

Livra a noss’alma do erro,

Neste mundo de desterro,

Distante da Tua luz.


Que a nossa ideal igreja

Seja o altar da caridade,

Onde se faça a Vontade

Do Teu amor… Assim seja.

🙏🌺🙏
Ditado por Monsenhor Horta 
a Chico Xavier, em 9 de março de 1953.
🙏🌺🙏






🙏🌺🙏

MENSAGEM DO ESE:

A virtude

A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, são qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, quase sempre as acompanham pequenas enfermidades morais que as desornam e atenuam. Não é virtuoso aquele que faz ostentação da sua virtude, pois que lhe falta a qualidade principal: a modéstia, e tem o vício que mais se lhe opõe: o orgulho.


A virtude, verdadeiramente digna desse nome, não gosta de estadear-se. Adivinham-na; ela, porém, se oculta na obscuridade e foge à admiração das massas. S. Vicente de Paulo era virtuoso; eram virtuosos o digno cura d'Ars e muitos outros quase desconhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que fossem virtuosos; deixavam-se ir ao sabor de suas santas inspirações e praticavam o bem com desinteresse completo e inteiro esquecimento de si mesmos.


À virtude assim compreendida e praticada é que vos convido, meus filhos; a essa virtude verdadeiramente cristã e verdadeiramente espírita é que vos concito a consagrar-vos. Afastai, porém, de vossos corações tudo o que seja orgulho, vaidade, amor-próprio, que sempre desadornam as mais belas qualidades. Não imiteis o homem que se apresenta como modelo e trombeteia, ele próprio, suas qualidades a todos os ouvidos complacentes. A virtude que assim se ostenta esconde muitas vezes uma imensidade de pequenas torpezas e de odiosas covardias.


Em princípio, o homem que se exalça, que ergue uma estátua à sua própria virtude, anula, por esse simples fato, todo mérito real que possa ter. Entretanto, que direi daquele cujo único valor consiste em parecer o que não é? Admito de boamente que o homem que pratica o bem experimenta uma satisfação íntima em seu coração; mas, desde que tal satisfação se exteriorize, para colher elogios, degenera em amor-próprio.


Ó vós todos a quem a fé espírita aqueceu com seus raios, e que sabeis quão longe da perfeição está o homem, jamais esbarreis em semelhante escolho. A virtude é uma graça que desejo a todos os espíritas sinceros. Contudo, dir-lhes-ei: Mais vale pouca virtude com modéstia, do que muita com orgulho. Pelo orgulho é que as humanidades sucessivamente se hão perdido; pela humildade é que um dia elas se hão de redimir.

- François-Nicolas-Madeleine. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 8.)

🙏🌺🙏

Tua xícara de café



Tu vais andando com a tua xícara de café... E de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado.


Por que tu derramaste o café?


Porque alguém me empurrou!


✔ Resposta errada!


Derramaste o café porque tu tinhas café na caneca.


Se tu tivesse chá... Tu terias derramado chá.


O que tu tiveres na xícara é o que vai se derramar.


Portanto... Quando a vida te sacode o que tiveres dentro de ti... Tu vais derramar.


Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior.


Sempre sai a verdade à luz.


Então, terás que perguntar a si mesmo. O que há na minha caneca?


Quando a vida ficar difícil... O que eu vou derramar?


Alegria... Agradecimento... Paz... Bondade... Humildade?


Ou raiva... Amargura... Palavras ou reações duras?


Tu escolhes!


Agora... Trabalha em encher a tua caneca com gratidão... Perdão... Alegria... Palavras positivas e amáveis... Generosidade... E amor para os outros.


O que estiver na tua caneca, tu és o responsável.
E olha que a vida sacode.
Às vezes sacode forte.
Sacode mais vezes do que podemos imaginar...
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Autoria desconhecida

quarta-feira, 31 de março de 2021

O Alvo da Vida


Nossos destinos são idênticos.

Não há privilegiados nem deserdados.

Todos percorrem a mesma vasta carreira e, através de mil obstáculos, todos são chamados a realizar os mesmos fins.

Somos livres, é verdade, livres para acelerar ou para afrouxar a nossa marcha, livres para mergulhar em gozos grosseiros, para nos retardarmos durante vidas inteiras nas regiões inferiores; mas, cedo ou tarde, acorda o sentimento do dever, vem a dor sacudir-nos a apatia, e , forçosamente, prosseguiremos a jornada.

Entre as almas só há diferenças de graus, diferenças que lhes é lícito transpor no futuro. Usando do livre-arbítrio, nem todos havemos caminhado com o mesmo passo, e isso explica a desigualdade intelectual e moral dos homens; mas todos, filhos do mesmo Pai, nos devemos aproximar dEle na sucessão das existências, para formar com os nossos semelhantes uma só família, a grande família dos bons Espíritos que povoam o Universo.

(...)

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Leon Denis
Livro: Depois da Morte
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MESSAGEM DO ESE:

Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará (II)

Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.

Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nº 291 e seguintes.)

Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho. Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, itens 3 a 5.)

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A crise acontece


É um momento infalível na existência de cada um.

A pessoa, bastas vezes, se acredita realizada, por haver concretizado aspirações que lhe pareciam demasiado altas, entretanto, o teste espiritual de confiança aparece de improviso.

É o parente que fraquejou em obrigações assumidas, comprometendo a tranqüilidade de todo o grupo familiar; a moléstia com gravidade imprevista; o afastamento de afeições das mais queridas ou a desencarnação de um ente amado...

Nessas ocorrências, surge o momento de exame em que as nossas aquisições da vida íntima se fazem avaliadas.

Diante desses testemunhos, alguns companheiros se desmandam na revolta ou se acomodam com a rebeldia, fugindo habitualmente para aventuras infelizes, adquirindo débitos de resgate difícil.

Outros, porém, usam a coragem e a serenidade e aceitam as tribulações que os procuram, nelas reconhecendo valiosos fatores que os impelem à própria renovação.

* Quando te encontrares assim, numa hora grave e áspera, em que todas as vantagens que adquiriste no tempo te parecerem arrastar para o sofrimento, não desesperes, nem desanimes. Confia em Deus e segue para diante.

* Se reconheces a força do amparo mútuo, auxilia aos companheiros em provação, tanto quanto puderes, a fim de que o apoio alheio não te esqueça no dia de tuas próprias dificuldades. Ainda que os amigos de outro tempo não te reconheçam em teus dias de inquietação, Deus te vê, provendo-te de recursos, segundo as tuas necessidades.

* Na atualidade terrestre, o homem se previne contra a carência de valores alimentícios, estocando gêneros de primeira utilidade; defende as estradas, afastando o risco de acidentes ou promove a vacinação, frustrando o surto de epidemias. Pensando nisso, entendamos o imperativo de exercitarmos fortaleza e compreensão, paciência e solidariedade, porque, de modo geral, em todas as existências do mundo, surge o dia em que a crise acontece.

* Usa a paciência e a tolerância. Vive a própria vida e deixa que os outros vivam a existência que o Céu lhes concedeu.
🌿🌵🌿
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paciência

terça-feira, 30 de março de 2021

Em Família Espiritual


Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.

Daí a necessidade da convivência, em que
nos espelhamos uns aos outros, não para
criticar-nos, mas para entender-nos, através
de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no
clima da evolução terrestre.

Assim é que, no educandário da existência,
aquele companheiro: 

que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;

 que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto; 

que apenas se lembra dos adversários
com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhe as dificuldades e os sofrimentos;

que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhes;

que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;

que se considera invulnerável nas opiniões
que emita ou na conduta que espose;

que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;

que não se dispões a pronunciar uma só
frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral; 

que se utiliza da verdade exclusivamente
para ameaçar ou ferir...

Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.
🌱🌻🌱
Emmanuel
Chico Xavier
Livro: Ceifa de Luz
🌱🌻🌱





🌱🌻🌱 

MENSAGEM DO ESE:

Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?

Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos?

— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 20.)

🌱🌻🌱 

EUTANÁSIA - história contada por Chico Xavier


Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.


O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:


- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?


Chico respondeu:


- Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo agüentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.


- E como resgatará ele seus crimes? – Perguntou o médico.


- O irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência. - respondeu Chico Xavier
Diante da dor e do sofrimento, ouvimos pessoas dizendo: “Eu não acho justo tanto sofrimento!” Quem afirma isto, está achando indiretamente, que Deus é injusto.


São Luiz, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 28 diz: “Quem nos dá o direito de prejudicar os planos de Deus? (Se aquela pessoa sofre, é porque está ressarcindo no corpo, os débitos e liberta-se dos erros do passado). Será que Deus não pode deixar uma pessoa chegar à beira da morte, para depois curá-la, com a finalidade de fazer com que aquela pessoa examine a si mesmo lhe dando a chance de modificar seu modo de pensar e agir? Ninguém pode dizer que uma pessoa moribunda está perto do fim, porque a ciência, comete erros nas suas previsões. Sabemos que há casos que podemos considerar, desesperador. Mas se não há nenhuma esperança possível, lembremos que há doente que se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. Essa hora é concedida por Deus, e pode ser de grande importância, porque o Espírito pode ter um súbito clarão de arrependimento que poupam muitos tormentos. Um minuto apenas pode poupar muitas lágrimas no futuro.”


Portanto: Matar nunca!
Nossa encarnação é planejada minuciosamente.
Nós formamos corpos físicos, quem dá vida ao corpo físico é Deus. Por isso, não temos o direito de destruí-la. Seja através do aborto, do suicídio, da pena de morte, eutanásia . . .
"Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranqüilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares." 
🌱🌻🌱
Raul Teixeira
COMPILAÇÃO DE RUDYMARA
Médium
Chico Xavier

segunda-feira, 29 de março de 2021

ESPÍRITOS DOENTES


Na tua lida com as pessoas, não te esqueças que, na maioria das vezes, estarás lidando com espíritos doentes.

Espíritos limitados na compreensão, com extrema dificuldade para assimilar o óbvio.

Familiares que não te atendem os conselhos.

Amigos que concordam contigo, mas agem de maneira contraditória.

Subalternos relapsos.

Chefes opressores.

A imperfeição espiritual, sem dúvida, é doença da alma.

Até que nos equilibremos interiormente, viveremos de recaídas.

O que, não raro, interpretamos por má vontade, preguiça, rebeldia e indiferença nos outros, não passa de quadros patológicos que exigem tratamento.

E, com espíritos doentes, ninguém pode lidar estranhando reações ou ignorando feridas.
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Livro: Vigiai e Orai
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José
Casa Editora Espírita Pierre-Paul Didier
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MENSAGEM DO ESE:

Fazer o bem sem ostentação

Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. — Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. — Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; — a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)

Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. — Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. — Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.

Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.

E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho.

As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 1 a 3.)

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Não vale a pena



Não vale a pena

Socorre e serás socorrido.

Perdoa e a misericórdia Divina se compadecerá de ti.

Não guardes mágoa no coração.

Não vale a pena viver em função do revide.

Somente a força do bem consegue se opor com êxito à força do mal.

Esquece a maledicência.

Quem te critica não é melhor.

Toda semente produz conforme a espécie.

As opiniões se modificam com o tempo.

Persevera no cumprimento do dever.

Na experiência da Terra ninguém se exime da prova.

Todos aprenderão com o sofrimento.

Ama e não te arrependerás.
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Bibliografia:
Do livro Vigiai e Orai
psicografia de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José

domingo, 28 de março de 2021

Irmãos necessitados



É preciso compreender — mas compreender substancialmente — que nem todo mendigo é aquele que te requisita socorro material. Muito mais que os irmãos em penúria do corpo, solicitam-te amparo aqueles outros companheiros em aflição ou desvalimento, na vida íntima, a te pedirem apoio e consolação.

 Muita vez, alcançam-te a esfera pessoal expectantes ou irritadiços, ansiosos ou, qual se de coisa alguma necessitassem.

Entretanto, é preciso estender-lhes o verbo amigo para que se habilitem à paz e ao refazimento.

Acolhe-os, pois, no clima da própria alma e dá-lhes do que puderes em fraternidade e ternura para que se restaurem.

 Justo entender que, de maneira geral, quantos nos rogam orientação e conselho, no imo de si mesmos já sabem, à saciedade, o que lhes compete fazer.

 Se cansados, não desconhecem que a fadiga não se lhes extinguirá num toque de mágica; se enfermos, estão cientes de que precisarão de remédio; se desiludidos, conhecem as farpas de angústia que lhes atormentam o coração, farpas essas que é imperioso retirar e esquecer; se carregam remorso, não ignoram que a dor da culpa não se lhes desaparecerá da consciência lesada, assim como por encanto.

O que semelhantes irmãos necessitados esperam de nós, quase sempre, é um tanto mais de força, a fim de que possam seguir adiante.

 Compadece-te de quantos te procuram, mergulhados em dúvida ou desespero.

Eles não aguardam de nós um milagre, cuja existência não admitem. Procuram simplesmente a caridade de uma palavra compreensiva ou um gesto de paz que lhes propiciem renovação e bom ânimo.

Em suma, aspiram tão somente a saber que não se encontram sozinhos e de que Deus, por intermédio de alguém, não lhes terá esquecido as necessidades do coração.
🌻🌱🌻
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Rumo Certo
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MENSAGEM DO ESE:

Perdoai, para que Deus vos perdoe

Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)
Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; — mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)


Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. — Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?” — Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22).


A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.


Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.


Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza dalma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 1 a 4.)

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Diferentes formas de amar



O maior mandamento que Jesus nos deixou foi Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Esta é a Lei que resume todas as outras.


Demonstramos o nosso amor a Deus em especial através da gratidão que carregamos em nossos corações, pela oportunidade que temos hoje de estar vivos.


Reconhecemos a misericórdia divina que nos permite uma nova experiência no corpo físico, na qual lapidamos o nosso Espírito.


Trabalhamos a cada dia para atingir o nobre objetivo de nos tornarmos melhores hoje do que fomos ontem.


O amor aos pais demonstramos através do reconhecimento da disposição deles em gerarem um novo ser.


Um ser pelo qual irão zelar, educar e transformar em pessoa de bem, às custas de renúncia e amor incondicional. Percebemos o apoio irrestrito de nossos pais nas diversas etapas da vida. Guardamos a certeza de que sempre estarão nos esperando, mesmo quando nos veem transpondo montanhas e indo em busca dos próprios caminhos.


O amor aos filhos aparece quando nos vemos tomados por um sentimento de tamanha grandeza, que não encontramos palavras para descrever. É o amor sem limites.


Observá-los dormindo, enquanto crianças, é ter a certeza que estamos à frente de anjos do Senhor.


O amor entre casais acontece sem pedir licença, toca a alma de tal forma que somos capazes de desejar que o mundo pare para preservar aquele instante mágico.


De forma diferente, também é o amor que cresce devagar entre os casais. Aparece de forma sutil, começa com grande admiração e aos poucos vai se transformando. De uma grande amizade nasce um amor sólido, verdadeiro e eterno.


Alegria imensa nos invade quando ouvimos da pessoa amada que ela seria capaz de fazer qualquer coisa só para ver brilhar o sorriso em nosso rosto.


É uma dádiva ter alguém que nos compreenda apenas com o olhar e que perceba, mesmo no silêncio, as nossas angústias.


Amor de amigo é ser companheiro em todos os momentos.


Amor à natureza nos estimula a adotar atitudes que ajudem na preservação do planeta em que vivemos.


O amor aos animais nos faz respeitá-los. Traz-nos o entendimento de que Deus os colocou ao nosso lado para nos auxiliar na caminhada evolutiva.


O amor aos enfermos e aos menos favorecidos é aquele que desperta em nós a caridade e coloca o amor em ação.


Podemos doar bens materiais. Por vezes, a necessidade é urgente, mas doemos também tempo, ternura, atenção, afeto e a palavra de esperança e de conforto.


A expressão mais completa da caridade é fazer aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Esta atitude resume todos os deveres do homem para com o próximo.


O amor a quem nos ofende pode ser demonstrado através do silêncio, diante das ofensas, não revidando. Perdoando, estaremos dando um grande passo para exercitar esse amor.


* * *


O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.


O gérmen vivaz que Deus depositou em nossos corações, se desenvolve e cresce, torna-se fonte das doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis e ajudam a criatura a transpor o caminho árido da existência humana.
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Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do item 9,
cap. XI, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de
Allan Kardec, ed. FEB.
Em 24.3.2020.