quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Jovem suicida



 Querida mamãe, estou pedindo o seu perdão e a sua bênção.

 Mais de um ano passou, mas a minha saudade e o meu sofrimento ainda não passaram.

 Não chore mais, mãezinha. Sei que a minha ingratidão foi grande demais. Compreendi tudo, mas era tarde.

Creia que amanheci naquela terça-feira, quatro de maio, pensando em descobrir como iria encontrar um presente para o seu carinho no Dia das Mães.

Pensava nas aulas, em minha professora Juvercídia e procurava concentrar-me nos livros para estudar; entretanto, quando vi o veneno, uma força estranha me tomou o pensamento.

 Avancei para o suicídio quase sem conhecimento, embora muitas vezes não ocultasse o desejo de morrer. Tudo sem motivo, sem base.

 A senhora me deu tudo — amor, segurança, tranquilidade, proteção. Não julgue que me faltasse isso ou aquilo.

 O que eu sentia era uma tristeza que só aqui, no Plano Espiritual, vim a entender… O assunto é tão longo e o tempo é tão curto.

Se pudesse, desejava formar as minhas letras com lágrimas para que a senhora me perdoasse pelo arrependimento que trago.

Não sei, mamãe, não sei ainda. A princípio, me vi numa nuvem com a garganta em fogo e uma dor que não parecia ter fim.

 Talvez exagerasse as cousas que eu sentia, talvez guardasse impressões da vida que eu não devia guardar.

 O que é mais doloroso é que provoquei a morte do corpo, sem razão.

 Sofrimentos no mundo são problemas de todos. E por isso quando me vi na sombra que me envolvia toda, vozes me perguntavam porque, porque fizera aquilo se eu estava consciente de que a morte não mata ninguém…

Chorei muito, mais do que choro hoje, até que me vi no regaço de uma senhora que me disse ser a vovó Ana. Ela me ensinou a orar de novo, porque a dor não me deixava trabalhar com a memória. Amparou-me e como que me limpou os olhos para que eu enxergasse a luz do dia. Então reconheci que as trevas estavam em mim e não fora de mim.

 Fui internada numa escola-hospital, onde muitas crianças estão sob a vigilância daquele amigo que nos deu nome à casa de ensino Jerônimo Carlos Prado, — e com a bênção dos muitos amigos que encontrei aqui, vou melhorando.

 Faltava-me vir até o seu coração e rogar a sua tolerância de mãe. Venho pedir-lhe para que não deseje morrer. Viva, mamãe, e viva tranquila.

 As lutas da vida são lições. Creio saber que a senhora já sofreu muito. Sofra agora com a sua filha a pena de não ter sabido esperar.

 Para mim, a sua paz será a minha paz. Nós duas éramos as companheiras uma da outra.

 Sei que Teodoro, Divino, Adelícia e os outros corações queridos são todos seus filhos abençoados, mas eu, mamãe, não sei porque, fiquei aflita para que o tempo passasse e caí pela rebeldia.

Não soube guardar a fé, mas a sua bondade fará o que não fiz. Terá a senhora paciência bastante para tudo tolerar e compreender.

 Agradeço as suas preces e as orações das amiguinhas que não me esqueceram. Agradeça por mim a Santa Terezinha e a todas as irmãs o amparo que me enviaram e ainda me enviam.

 Por enquanto, trago comigo a faculdade de ouvir todas as repreensões e queixas, perguntas e comentários em torno de mim.

 E, particularmente, ouço a senhora constantemente a falar que perdeu o gosto de continuar a viver. Ajude-me. Não pense assim. Dê-me os seus pensamentos de paz e de alegria.

 Preciso de você, mamãe, como a senhora não pode imaginar.

Aqui é um lugar que pode ser distante, mas há um processo de intercâmbio, pelo qual ainda estamos juntas. Ampare-me, amparando a senhora mesma.

Os Benfeitores daqui me aliviam e me abençoam, mas estou nas dificuldades que criei. Deus, porém, nos sustentará para que, um dia, eu possa ser útil ao seu carinho.

Mamãe, receba o meu coração de filha faltosa e abençoe-me. Sua paciência e seu amor são bênçãos que chegam até aqui.

 Ore por sua filha e compadeça-se. Amanhã, serei melhor. Até lá, preciso de você e de seu amparo, como o faminto sente necessidade de pão.

 Não posso escrever mais. Os amigos que me socorrem e guiam me dizem que é preciso terminar.

 Mãezinha, ame-me ainda. Sou mais necessitada agora do que antes. E guarde o coração de sua filha faltosa e reconhecida,

Lúcia

(Uberaba, 12 de junho de 1972)

Lúcia Ferreira, batizada com o nome de Leida Lúcia, segundo sua genitora, D. Adelaide Gervásio dos Reis, presente à reunião da noite de 12-6-1972, nasceu em Monte Alegre de Minas, a 23 de maio de 1955 e desencarnou no dia 4 de maio de 1971, em Vicentinópolis, ex-Paletó, Estado de Goiás, pequena vila, município de Pontalina.

Conta-nos D. Adelaide que criou os filhos Teodoro, Elviro (doente mental, desencarnado em Uberaba, em 1955, após internamento em hospital psiquiátrico), Maria, Adelícia, Emília, Eurípedes e Lúcia “agarrada ao cabo de uma enxada”; que Lúcia sofria alucinações visuais e auditivas e, com nove anos de idade, “foi incorporada pelo espírito do irmão Elviro (sic)”, sendo sempre nervosa, mas muito estimada; que cursava o terceiro ano primário e havia sido convidada para ser novenária no dia 8 das festas que se realizaram de 30 de abril a 9 de maio de 1971, em Vicentinópolis, festas de São Sebastião e São Vicente; que ia comprar o vestido para as festividades, mas resolveu comprar o tóxico que a levou do corpo, um inseticida de largo uso nos meios agropecuários, nada deixando escrito.

D. Adelaide, dentro de sua humildade, não havia revelado o fato a ninguém e, durante todo o tempo da sessão habitual da Comunhão Espírita Cristã, limitou-se a ouvir e a ouvir e, num mutismo completo, que só rompeu em pranto, quando ouviu as palavras iniciais da mensagem: “Querida mamãe, estou aqui pedindo o seu perdão e a sua bênção”, palavras que só poderiam ser de sua filha, já que em pensamento pedira a Deus que lhe trouxesse a prova de que Deus existe e a sua filha também, mesmo depois de ingerir dose mortal de veneno.

Com lágrimas nos olhos, servindo-se de sua linguagem característica, D. Adelaide não se cansava de repetir:

— “Que Deus abençoe a mediunidade de Chico Xavier! Que Deus abençoe Allan Kardec e Chico Xavier!”

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Elias Barbosa
Chico Xavier
Obra: Entre duas vidas
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26 de outubro

Não existe uma maneira que seja a certa e todas as outras erradas. 

Alpinistas têm que escolher entre galgar direto para o pico pela trilha mais reta ou procurar uma trilha mais fácil para seguir.

 A decisão é deles. 

Você é quem tem que decidir qual é o melhor caminho espiritual para você mesmo e então seguí-lo com convicção. 

Existem almas que estão procurando e ainda não encontraram seu próprio caminho na vida.

 Elas tentam um caminho espiritual após o outro, seguem só até um certo ponto descobrem que não é o indicado e então começam outro. 

Elas continuarão fazendo isso até encontrar o caminho certo. 

E o encontrarão se procurarem com afinco e não desistirem da procura. 

Se você já encontrou o seu caminho, siga sempre em frente e não perca tempo olhando para trás ou criticando aqueles que ainda não encontraram o caminho deles.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Beneficência exclusiva

É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?

Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua 

opinião, seja sobre o que for. Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse.

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— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 20.)
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Efetivamente


Vigiar não é desconfiar. É acender a própria luz, ajudando os que se encontram nas sombras.

Defender não é gritar. É prestar mais intenso serviço às causas e às pessoas.

Ajudar não é impor. É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesma.

Ensinar não é ferir. É orientar o próximo, amorosamente, para o reino da compreensão e da paz.

Renovar não é destruir. É respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral.

Esclarecer não é discutir. É auxiliar, através do espírito de serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora.

Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.

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Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Obra: Agenda cristã
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Oração da Cura


Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu ser.

Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.

Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura.

Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total.

Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.

Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo.

Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.

Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.

Agradeço-te, oh Pai, porque Tu ouvistes a minha oração.

Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque Tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será.

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Dr. Manoel Dantas
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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Redenção


1. — Quando redimirás espiritualmente a ti mesmo?

Redimirás a ti mesmos, quando compreenderes, conscientemente, ao preço do próprio raciocínio, que todos os sofrimentos decorrem das leis de amor que governam a vida. Para isso, é indispensável compreendas que todos estamos subordinados ao princípio inelutável da reencarnação e que nos reencarnaremos, na Terra ou em outros mundos, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, para que se nos edifique o aperfeiçoamento espiritual, seja diante dos imperativos da evolução, que nos traçam inevitáveis labores educativos ou à frente dos encargos expiatórios que nos apontam graves tarefas de recapitulação e corrigenda, para o expurgo da consciência culpada.


2. — Bastará apenas sofrer para que consigas resgatar os compromissos adquiridos nas existências passadas?

Tens o coração aberto em feridas profundas, mas isso não basta; é preciso transubstanciar as próprias dores em esperanças e ensinamentos.


3. — Apenas chorar para que se realize o expurgo do coração? 

Trazes o semblante lavado de lágrimas, no entanto, o desespero e a inconformação desmancham-se igualmente em pranto amargo; para expurgar o mundo íntimo é mister valer-se da provação como recurso de trabalho, para converter a tribulação em alegria e a dificuldade em lição.


4. — Apenas bendizer as mãos que te ferem?

Golpeiam-te a alma e bendizes as mãos que te ferem. Imperioso, porém, te dediques a fazer algo a fim de que se renovem para o entendimento e a prática do bem, sob a inspiração de teus bons exemplos.


5. — Apenas acreditar na verdade, sofrendo o escárnio dos que a recusam?

Dizes a verdade e riem de ti; muitas vezes, só porque isso aconteça, julgas-te dispensado de trabalhar pela expansão de novas luzes, quando a verdade reclama continuísmo de abnegação para que triunfe a benefício de todos.


6. — Ou apenas recolher pedras de ingratidão?

Recolheste pedras de ingratidão por pétalas de carinho e isso acontece a muitos. Multidões respiram nesse câmbio estranho de padecimentos morais, preferindo acomodar-se à hipnose da queixa. A ingratidão é sempre resultado da ignorância e para que a ingratidão alheia produza bênçãos redentoras, em nós, é necessário prosseguir plantando entendimento e fraternidade na terra seca da incompreensão, de que muitos outros já desertaram.


7. — Para que te purifiques, será suficiente acomodares-te à tristeza e à soledade, por que te reclamem serviço demasiado à felicidade dos outros?

Exigem-te o máximo na construção da felicidade dos outros, sem que te seja concedido o mínimo na preservação da própria segurança. Não alegues fraqueza em tais circunstâncias, porque, em apoio de nosso burilamento, urge sustentar atividades e encargos de sacrifício.


8. — Ainda para isso será suficiente que padeças o assédio da injúria?

Caluniaram-te, no entanto, só pelo fato de seres apontado pelo dedo da injúria, isso não adianta ao aperfeiçoamento espiritual. Impreterível usar compaixão e bondade, à frente daqueles que nos perseguem.


9. — Para que obtenhas quitação, ante o pretérito culposo, bastará experimentares agruras e provações, no reduto doméstico, de ânimo sistematicamente recolhido à rixa e ao mau humor?

Toleras no lar o cárcere dos próprios sonhos, entretanto, é útil recordar que vastas fileiras de criaturas se encontram na mesma situação, agravando padecimentos e lutas pelo abandono das responsabilidades que lhes competem. A regeneração pela qual ansiamos espera por nossa fidelidade aos compromissos assumidos, com a nossa disposição de arquivar planos de ventura para quando a sabedoria nos proclame a libertação.


10. — A fim de que te aperfeiçoes, chegará [bastará] viver sempre sob inquietações aflitivas?

Vergas-te sob o fardo de inquietações opressivas, contudo, para que essas inquietações nos sirvam ao reajuste da alma, cabe-nos a obrigação de transformá-las em testemunhos de fé e serviço ao próximo.


11. — Em favor do aprimoramento próprio, será suficiente arrependeres-te dos erros e faltas cometidos?

Acresce notar que o reconhecimento dos próprios erros, perpetrados nesse ou naquele setor da existência, é o primeiro passo da reabilitação, mas esse começo é empreendimento nulo, se não resolvemos corrigir-nos com humildade e paciência, na execução dos deveres que a vida nos recomenda.


12. — É lícito contares com o auxílio dos Espíritos superiores, — grandes missionários da evolução moral na Terra, — para que te apoies no trabalho da própria regeneração?

Sim, vezes inúmeras, costumas refletir nas grandes façanhas dos Espíritos valorosos que transformaram a Terra… Acolheram-se à filosofia e criaram novas formas de pensamento; abraçaram a ciência e exalçaram o progresso; elevaram-se na cultura e engrandeceram a arte; agigantaram-se no trabalho e aperfeiçoaram a vida; entretanto, reencarnaram-se entre os homens, lavrando o solo, mecanizando atividades, burilando palavras, renovando costumes, aprimorando leis, desbravando caminhos… Todos eles, cada qual a seu modo, entregaram-te as chaves da evolução, melhorando a vida por fora. No íntimo, porém, seja nas horas tranquilas da existência ou nas crises de aflição que nos supliciam a alma, é forçoso te lembres que a redenção verdadeira nasce dentro de ti.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Leis de amor
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25 de outubro

Quanto mais altos os seus alvos, melhor. 

Não se limite de maneira alguma.

 Acredite que você terá sucesso em tudo que resolver fazer se você se abastecer de ajuda e força em Mim, não haverá derrota ou fracasso.

 Tudo que tem a Minha marca está destinado ao sucesso e só os melhores resultados irão acontecer.

 Portanto, mantenha sua consciência elevada, harmonize-se com a vida e veja os mais fantásticos resultados.

 Você só pode esperar por estes resultados se estiver sintonizado com o melhor que existe dentro de você e puder fluir livremente com o que está acontecendo à sua volta, superando obstáculos. 

Muitas coisas poderiam bloquear seu caminho em direção à sua meta.

 Afaste-as e recuse-se a considerar o fracasso. 

Simplesmente acredite que você pode e vai ter sucesso em tudo que se decidir a fazer.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O que se deve entender por pobres de espírito

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)
A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.
Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.

Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Daí o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.

Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. É lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.

Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 1 e 2.)
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Insatisfações


"Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente." Confúcio (Kung-Fu-Tse)
122 pares de sapatos e ela não encontrava um que servisse para aquela festa.

20 ternos e ele estava achando todos um lixo.

Geladeira cheia e o menino batia a porta por não encontrar uma coisa gostosa.

Calmante forte, com tarja preta e receita, mas eles não conseguiam dormir.

Carro do ano na garagem, mas não sabiam para onde ir.

Casa de luxo na praia, mas estava fechada há mais de meses...

Celular último tipo.........

DVD, Karaokê, Notebook, Câmera digital, Vídeo Game In Box, jogos de última geração, e muita, muita insatisfação.

Estamos nos armando de tudo o que é tipo de tranqueira material para suprir o vazio que nada preenche.

Vamos ao supermercado esperando encontrar felicidade nas prateleiras, mas voltamos frustrados, com o carro cheio e a alma vazia.

Nunca o homem teve tanto acesso a Deus e nunca ficou tão distante como agora, tantos templos, tantas religiões, tantas definições e ideologias, e mesmo assim, o homem se afasta cada vez mais do seu Criador.

Por isso a carência afetiva, as doenças nervosas, a violência que se espalha, o consumismo que gera as diferenças sociais tão brutais.

E nada sacia o homem, quanto mais ele acumula, quanto mais possui, mais vazio vai se tornando.

Aproveite seu dia, busque encontrar Deus pelo caminho, na pessoa que sentou-se ao seu lado no ônibus, no vizinho que você não cumprimenta já faz tempo, no animal abandonado e que você quase atropela, na árvore que seca bem em frente à sua casa, no cidadão deitado no banco da praça , no filho que se embriaga e você nem vê, na filha que sofre a desilusão do primeiro amor e você não sabe.

Quantos gritam onde está Deus?, cegos pelo orgulho que não permite ver que Ele nunca se ausentou, sempre esteve na sua vida, no seu dia, na sua família, mas nunca foi chamado, a não ser nas desgraças e nos momentos de dor e sofrimento.

Você convidou Jesus para almoçar com você hoje?

No dia do seu casamento você mandou o primeiro convite para Ele?

Na sua formatura Ele estava presente?

Hoje ao levantar-se você falou com Ele?

Você contou do seu amor, da sua alegria no trabalho?

Você quer saber onde está Deus?

Olhe para a sua vida, como você trata os seus, olhe para a sua casa, reveja suas atitudes diárias. Os atos falam mais do que as palavras e tudo o que fazemos, são às verdadeiras orações que levamos até Ele.

Por isso, antes de fazer sua oração repetida, velha e cansada da mesma ladainha, coloque um "fogo novo" na sua vida: convide Jesus para participar de todos os seus momentos, e assim, você será preenchido, saciado, envolvido pelo amor que nunca acaba, pela água que sacia a tua sede, e então, mesmo com muito pouco, serás plenamente feliz, porque Ele veio para que todos tenham vida, e tenham vida com abundância.
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Paulo Roberto Gaefke
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ÉS ÚNICO


Em meio a milhões e milhões de criaturas, não existe nenhuma que seja absolutamente igual a ti.

De certa forma, és único na Criação Universal.

Tudo foi criado em função de tua existência.

Deus se devota a ti com especial ternura.

Se não existisses ou deixasses de existir, algo ficaria faltando dentro do contexto natural da Vida.

O teu destino é grandioso e incomparável.

Aos olhos do Pai, sempre haverá alguma característica que te distinguirá de teus irmãos.

Onde te situares, serás tomado como ponto de referência do Amor e da Luz.

Por mais insignificante e sem importância te sintas, nada e ninguém te supera em importância e significado.

O menor de teus gestos tem extrema repercussão nas Leis que regem os princípios da Criação Divina.

És causa determinante... e não efeito.

Acima de ti, apenas a Causa Primeira, que, sem ti, careceria de fundamento.

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Irmão José 
(psic. Carlos Baccelli)
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A ARTE DOS PEQUENOS PASSOS

Não peço por milagres, Senhor, peço por força para a vida diária.
Ensina-me a arte dos pequenos passos.
Torne-me seguro na correta distribuição do tempo.
Presenteie-me com a sensibilidade, para distinguir o que é primário do que é secundário.
Lembre-me que o coração discute frequentemente com a razão.
Envia-me, no momento certo, alguém que tenha o valor de me dizer a verdade, com amor.
Sei que muitos problemas se solucionam sozinhos.
Por favor, ensina-me a ser paciente
Guarda-me da ingênua crença de que na vida tudo deve sair bem.
Presenteie-me com o sensato reconhecimento de que dificuldades e derrotas são acréscimos para a vida, os quais nos fazem crescer e madurar.
Sabes o quanto que necessitamos de amizade. Faça-me digno deste mais valioso e frágil tesouro.
Me dê uma imaginação rica e sabedoria para que eu possa dividir com as pessoas um pouco de calor no lugar certo e no momento adequado,com palavras ou silêncio.
Dá-me o pão de cada dia, para corpo e alma, um gesto de teu amor, um eco gentil e, volta e meia, a emoção de que eu sou necessário.
Preserva-me do receio, Senhor, de que poderia deixar de viver.
Não me dê o que eu peço, mas o que eu necessito.
Ensina-me a arte dos pequenos passos.

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Texto adaptado de Antoine de Saint-Exupery
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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Experiências



 Por vezes, apresentas-te como sendo um feixe de aflições e cansaços e, por isso, declaras-te incapaz de apoiar os irmãos que sofrem;  dizes-te carregando fardos pesados de imperfeições e, por esse motivo, não te encorajas a edificar o espírito alheio nas lições da fé;  acreditas-te em erro e, nessa suposição, afirmas-te sem recursos para tratar dos assuntos da alma; caíste em acessos de intemperança mental, desvairando-te na irritação e, à face disso, não te crês na altura de orientar os passos alheios…

 Muitos companheiros se estribam em semelhantes enunciados para desertarem do serviço a fazer.

 Todavia, reflitamos, de algum modo, nessas enganosas alegações.

Se não conhecesses inquietude e fadiga, provavelmente não conseguirias ajudar aos que jazem de ombros escalavrados, sob o lenho da exaustão;

se não assinalasses os próprios defeitos, muito dificilmente registrarias o dever de amparar aos que se debatem nas sombras;

se vives absolutamente acima de quaisquer tentações, talvez não possas compreender o suplício de quantos se mergulham na dor do arrependimento;

se ainda não padeceste os constrangimentos de alguma falta cometida, é possível não saibas agir com segurança no socorro espiritual aos que carregam feridas na consciência…

 Decerto que as Leis Divinas não estabelecem o erro como sendo condição para o acerto, entretanto, são tão raros, — mas efetivamente tão raros, — os Espíritos que já sabem, na Terra, conservar a virtude sem orgulho, que o Senhor nos permite a liberdade de palmilhar caminhos de sombra e luz, a fim de que através das experiências felizes e menos felizes, venhamos a adquirir mais alto nível de compreensão, de uns para com os outros.

 E isso acontece, jamais para que nos afastemos da seara do bem e sim para que nos empenhemos a servir, a benefício do próximo, mais e mais, abrindo incessantemente novas fontes de misericórdia e novos refúgios de entendimento no coração.

🍄🌱🍄
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paz e renovação
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24 de outubro

O que foi bom e apropriado ontem, não o é necessariamente hoje.

 É por isso que se deve viver um dia por vez, e viver plenamente o glorioso agora. 

Conseguindo isso, sem reservas ou preconceitos, você será capaz de aceitar as mudanças sem resistência e a vida fluirá suavemente. Isto é mais fácil falar do que fazer, especialmente se você já estava bem enraizado e seguro na maneira como as coisas estavam fluindo. 

Coloque sua segurança em Mim e nunca numa situação, num plano ou numa pessoa, pois o que está aqui hoje pode não estar mais amanhã. 

Mas EU ESTOU sempre aqui, por toda a eternidade. 

Portanto, procure por Mim e Me encontre, e nada tema. 

Permita que as mudanças ocorram e saiba simplesmente que cada mudança será para melhor e necessária para o crescimento e a expansão do todo.

🍄🌱🍄
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🍄🌱🍄



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MENSAGEM DO ESE:

Necessidade da encarnação

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo.

 — São Luís. (Paris, 1859.)

NOTA. — Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.

Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. 

Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.

Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade. 

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– Allan Kardec.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 25 e 26.)
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Não tenhais Medo


Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho; não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence.

Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em qualquer circunstância.

Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.

Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do bom grão.

Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando as vossas mais veladas atitudes.

Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos.

Amai sem esperar serdes amados.

Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...

Não leveis a vida de forma leviana e inconsequente, sem atinar que as sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos.

A dor que nos tira a tranquilidade é a mesma que nos possibilita tomar consciência de nossas fragilidades.

Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida.

Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na satisfação dos próprios desejos.

Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro e indevassável abismo de dor.

Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis a manifestação da Sábia Providência.

Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará, mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à realidade.

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Bezerra de Menezes
Carlos A. Bacelli
Obra: A coragem da fé
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Sinais de sabedoria


Aprende a viver sem excessos.

Desapega-te, quanto possível, dos bens materiais.

Não guardes ressentimentos.

Perdoa sem impor condições.

Acautela-te, para que não magoes ninguém.

Não crie qualquer espécie de vínculo com o mal.

Estuda sempre, sem te arraigares aos teus pontos de vista.

Conserva a mente aberta para a Verdade.

Alimenta-te de maneira frugal.

Não te exasperes.

Não percas tempo com futilidades.

Procura não fomentar discussões estéreis.

Preserva a saúde do corpo e a integridade do espírito.

Não sejas moralista.

Cultiva o hábito da alegria.

Seleciona os temas de tua conversação.

Apoia as iniciativas nobres.

Ora, age e sê paciente, convicto de que cada coisa acontece a seu tempo.

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Irmão José
Carlos Baccelli
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domingo, 23 de outubro de 2022

Aflições



 Os aflitos classificam-se em variadas expressões.

 Temos aqueles que choram por se sentirem inibidos para a extensão do mal…

Há quem se torture por não conseguir vingar-se.

Existem os que se declaram infelizes com a prosperidade do próximo e se enfurecem com a impossibilidade de lhes ultrapassar o progresso econômico ou espiritual.

 Aparecem aqueles que se afirmam desditosos por não poderem competir com o luxo de quem se confia à extravagância e à loucura.

Surgem muitos em lágrimas de inveja e despeito, à frente dos vizinhos, interessados na educação e na melhoria da vida.

Há quem se revolte contra as bênçãos do trabalho e vocifera em desfavor da ordem que lhe assegura as vantagens da disciplina.

 Muitos exibem chagas de inconformação, ante o sofrimento que eles próprios improvisaram.

Há infinitos gêneros de aflição no vasto caminho da vida. E, por isso, nem todos os aflitos podem ser aquinhoados com a glória da bem-aventurança.

 A palavra do Cristo se dirige àqueles que fizeram da dor um instrumento para a elevação de si mesmos, assim como o artista se vale da pedra, a fim de burilar a obra prima de estatuária.

 Acautela-te, se conservas alguma aflição particular. A angústia, muitas vezes, pode ser antecâmara do desequilíbrio.

 Converte o teu problema ou a tua mágoa em motivo de superação das próprias fraquezas, à maneira do lidador que aproveita o obstáculo para atingir os seus mais altos objetivos, e então terás convertido as inquietações do mundo em bem-aventuranças para a felicidade sem fim.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Instrumentos do tempo
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23 de outubro

Se você se deparar com uma situação difícil de aceitar e amar, você sempre poderá encontrar uma maneira de contorná-la; recolha-se à quietude e chame por Mim e Eu lançarei sobre você a luz da verdade. 

Eu lhe revelarei porque você está aqui, fazendo o que está fazendo. 

Tenha certeza que há uma boa razão para o que está acontecendo e lições importantes a serem aprendidas.

 Enquanto você não mudar sua atitude e aprender a amar o lugar onde você está, quem você é e o que você está fazendo, você terá que permanecer na mesma situação. 

Mas, assim que as lições forem aprendidas e você realmente amar o seu trabalho e cumprir suas tarefas por Mim e pelo Meu bem, você começará a se mover para algo novo. 

Observe o amor abrir todas as portas para você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os Bons Espíritas

4 – O Espiritismo bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

Muitos, porém, dos que crêem na realidade das manifestações, não compreendem as suas conseqüências nem o seu alcance moral, ou, se os compreendem, não os aplicam a si mesmos. Por que acontece isso? Será por uma falta de precisão da doutrina? Não, porque ela não contém alegorias, nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é a sua própria essência, e é isso que lhe dá força, para que atinja, diretamente a inteligência. Nada tem de mistérios, e seus iniciados não possuem nenhum segredo que seja oculto ao povo.

Seria necessária, então, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, pois vêem-se homens de notória capacidade, que não a compreendem, enquanto inteligências vulgares, até mesmo de jovens que mal saíram da adolescência, apreendem com admirável justeza as suas mais delicadas nuanças. Isso acontece porque a parte, de qualquer maneira, material da ciência, não requer mais do que os olhos para ser observada, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, que podemos chamar de maturidade do senso moral, maturidade essa independente da idade e o grau de instrução, porque é inerente ao desenvolvimento, num sentido especial, do espírito encarnado.

Em algumas pessoas, os laços materiais são ainda muito fortes, para que o espírito se desprenda das coisas terrenas. O nevoeiro que as envolve impede-lhes a visão do infinito. Eis por que não conseguem romper facilmente com os seus gostos e os seus hábitos, não compreendendo que possa haver nada melhor do que aquilo que possuem. A crença nos Espíritos é para elas um simples fato, que não modifica pouco ou nada as suas tendências instintivas. Numa palavra, não vêem mais do que um raio de luz, insuficiente para orientá-las e dar-lhes uma aspiração profunda, capaz de modificar-lhes as tendências. Apegam-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes parece banal e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente as iniciem em novos mistérios, sem indagarem se tornaram dignas de penetrar os segredos do Criador. São, afinal, os espíritas imperfeitos, alguns dos quais estacionam no caminho ou se distanciam dos seus irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou porque preferem a companhia dos que participam das suas fraquezas ou das suas prevenções. Não obstante, a simples aceitação da doutrina em princípio é um primeiro passo, que lhes facilitará o segundo, numa outra existência.

Aquele que podemos,com razão, qualificar de verdadeiro e sincero espírita, encontra-se num grau superior de adiantamento moral. O Espírito já domina mais completamente a matéria e lhe dá uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina fazem vibrar-lhe as fibras, que nos outros permanecem mudas; numa palavra: foi tocado no coração, e por isso a sua fé é inabalável. Um é como o músico que se comove com os acordes; o outro, apenas ouve os sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. Enquanto um se compraz no seu horizonte limitado, o outro, que compreende a existência de alguma coisa melhor, esforça-se para se libertar, e sempre o consegue, quando dispõe de uma vontade firme.

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EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Uma hora virá


Uma hora virá em que a senda terrestre se te revelará sob nova expressão.

Hora em que te despedirás de todos os patrimônios que desfrutaste no mundo...

Em que compreenderás na Terra a escola que te serviu generosamente...

Em que verás no corpo a armadura bendita a garantir-te o aprendizado...

Em que reconhecerás no ouro e na posse valiosos empréstimos do Divino Poder que detiveste a título precário...

Hora em que desejarias ter sido a melhor das criaturas para que a simpatia dos outros te acalente a alma inquieta...

Em que todos os nobres ideais não cumpridos surgirão a teus olhos, perguntando: -"por que nos esqueceste?..."

Em que a luz da memória te fará lembrar dia por dia, devolvendo-te a plantação do caminho percorrido em forma de colheita...

Hora em que o pensamento, por mais célere, não recuperará os minutos perdidos, em que as mãos, por mais diligentes, não conseguirão retroceder para realizar a tarefa menosprezada e em que a língua, por mais culta, não conseguirá recuar para refazer as palavras irrefletidas...

O aprendiz chega ao dia da aferição de aproveitamento, o operário atinge a ocasião em que será julgado pela obra feita...

Alcançarás, igualmente, a hora inevitável em que cessará tua presença visível entre os homens para que a Terra te julgue.

Vive, assim, de acordo com a simplicidade do amor e com os ditames da verdade, plasmando o bem por onde transites, sem olvidar os tesouros do tempo, de vez que o mal em nosso espírito, ainda mesmo quando estejamos libertos da algema física pela graça da morte, será sempre o inferno que não nos permitirá viver o Céu nos Céus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos
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ESPÍRITA DE FATO


"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações." - "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XVII, item 4.

O espírita consciente de sua responsabilidade é aquele que, mesmo ainda não sendo o que precisa, esforça-se para ser, a cada dia, melhor do que na véspera...

É aquele que estuda a Doutrina, empenhando-se na sua divulgação, a partir do próprio exemplo na vivência dos seus postulados libertadores...

É aquele que, compreensivelmente, embora vacile em seus propósitos de renovação, não desiste de servir, combatendo sem tréguas as suas inclinações de ordem inferior...

É aquele que não se coloca apenas na condição de beneficiário dos princípios que abraça, mas esmera-se, dentro de suas limitações, no sentido de ser útil aos semelhantes...

Espírita de fato é aquele que, assimilando o espírito da Doutrina, jamais se afasta da simplicidade com que ela pretende reviver o Evangelho para o mundo...

É aquele que foge ao personalismo, à crítica sistemática, ao preconceito de qualquer espécie, ao melindre e a polêmicas infindáveis...

É aquele que compreende a finalidade da existência terrestre e não menospreza o valor dos minutos, adiando os seus anseios de redenção...

É aquele que coopera nas tarefas da casa espírita, sem nenhum desejo de promoção pessoal, pugnando pela união e pela fraternidade entre os companheiros de Ideal...

É aquele que confia na intervenção da Espiritualidade Superior, mas não se omite no suor que carece verter na edificação do Mundo Melhor...

Espírita verdadeiro é, enfim, aquele que dá início ao seu processo de renovação íntima, sem desanimar de si mesmo e sem exigir dos outros a conduta irrepreensível que ele ainda não possui!..."

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Irmão José
Carlos Baccelli 
Obra: Pedi e Obtereis 
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