quinta-feira, 14 de março de 2024

Além e acima


Para o homem, o segredo do autoconhecimento é sempre ousar um passo para além de si, permanecendo um passo aquém de seus semelhantes. Um passo além de seus limites e outro aquém de suas idiossincrasias.

Um passo além dos sonhos que se transformam em realidade e outro aquém das ilusões que se transmudam em pesadelos.

Um, além do ideal, e outro, aquém das paixões vertiginosas da carne.

Um passo que o faça descer e subir ao âmago de si mesmo. Retroceder e seguir adiante, expandindo-se ao infinito, sem, no entanto, ocupar o espaço que não lhe pertence.

Um passo que quase o nivele com o Criador e, em seguida, em que se sinta como um dos mais humildes seres da Criação.

Um passo além de tudo o que se sabe e outro aquém do que se ignora.

Além da luz e aquém das trevas.

Ao nível do Amor e acima da Verdade!

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Os 3 passos do autoconhecimento
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14 de março

Sua tarefa é criar um novo céu e uma nova terra.

Portanto, não se preocupe com problemas e tribulações, com doenças e sofrimentos, com guerras e conflitos do mundo.

Não se deixe envolver nesses aspectos negativos, ou você se tornará parte da doença e não da cura.

Elevando sua consciência, você se tornará imune aos problemas do mundo e poderá viver e trabalhar nele sem ser afetado de maneira alguma.

Médicos e enfermeiras têm que se imunizar para trabalhar no meio de doenças infecciosas sem temor.

Assim também não deve existir medo em você quando observa a situação do mundo piorar.

Nunca desanime.

Simplesmente agarre-se à sua fé, deixe sua mente permanecer em Mim, e tenha a certeza que tudo está caminhando muito bem.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Indissolubilidade do casamento

Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse: Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? — Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.

Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? — Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. — Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério.
(S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)

Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no inundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais. Assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.

Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser.

Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, freqüentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria se, ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: “Não sereis senão uma só carne”, e quando Jesus disse: “Não separeis o que Deus uniu”, essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.

Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso, é útil, necessária, mas variável. Deve ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como selvagem; nada, entretanto, nada absolutamente se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim, abrirá os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses materiais. Um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número de uniões irregulares.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXII, itens 1 a 4.)
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Disciplina a vontade


Disciplina a vontade, impedindo-te ser vítima da irresponsabilidade.

Começa tuas atividades de pequena monta, mantendo a ordem e a eficiência em cada realização.

Quando tiveres muitas tarefas a realizar, não percas tempo, escolhendo por qual iniciar.

Executa a que esteja mais próxima, passa à seguinte, e, sucessivamente, desincumbe-te de todas.

Enquanto não dês o primeiro passo, não chegarás ao fim do caminho.

A primeira palavra dá início ao discurso.

A disciplina é responsável pelo êxito das elevadas realizações.

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Joanna de Ângelis
Divaldo P. Franco
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quarta-feira, 13 de março de 2024

Auxílios sempre possíveis


Sem quaisquer recursos especiais, você dispõe do poder de renovar e reerguer a própria vida.

Você pode ainda e sempre:

avivar o clarão da alegria onde a provação esteja furtando a tranquilidade;

atear o calor do bom-ânimo onde a coragem desfaleça;

entretecer o ambiente preciso à resignação onde o sofrimento domina;

elevar a vibração do trabalho onde o desânimo apareça;

extrair o ouro da bênção entre pedras de condenação e censura;

colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação;

acender a luz do entendimento e da concórdia, onde surja a treva da ignorância;

descobrir fontes de generosidade sob as rochas da sovinice;

preparar o caminho para Jesus nos corações distantes da verdade.

Tudo isso você pode fazer, simplesmente pronunciando as boas palavras da esperança e do amor.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Sinal Verde
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13 de março

Transforme-se através da renovação de sua mente.

Uma cobra não pode crescer sem largar a sua pele velha.

Um pintinho não pode sair do ovo sem quebrar sua casca.

Um bebê não pode nascer sem deixar o útero de sua mãe.

Estes processos devem acontecer para trazer mudanças.

Eles acontecem passo a passo, inexoravelmente.

Se o pintinho não tiver forças para romper a casca, ele morrerá.

Existe um momento certo para tudo.

Você pode tentar evitar mudanças porque se sente seguro onde está e prefere ficar confinado nas fronteiras do conhecido, ao invés de se arriscar e mergulhar no desconhecido, mas, confinado, você vai sufocar e morrer.

Tente compreender e aceitar a necessidade de mudanças em tudo que está acontecendo no mundo neste momento.

Eleve seu coração, dê graças por essas mudanças e torne-se parte integrante dela.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Advento do Espírito de Verdade (IV)

Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece continua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito.

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O Espírito de Verdade. (Havre, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item 8.)
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O calvário da indecisão


Fatores limitantes:

Sou incapaz de decidir entre duas opções. Acredito que perdi minha “bússola interna”, pois minhas opiniões são muito vacilantes. Não consigo ir para frente; estou petrificada no tempo. Pretendo fazer muitas coisas, mas não consigo; sinto-me envolvida por enorme insegurança. Toda vez que sou solicitada a tomar uma decisão, em casa ou no trabalho, sou acometida de inúmeras preocupações quanto a meu desempenho. Qual é a causa dessa falta de autoconfiança? Que devo fazer para encontrar meu “lugar no mundo”?

Expandindo nossos horizontes:

Se você fixa os olhos na perfeição, provavelmente nunca fará as coisas de maneira natural e tranquila. Somente aqueles que exploraram seu interior é que reconhecem a capacidade limitadora para decidir as coisas.

A realidade é semelhante ao trabalho de azulejar uma parede. Ela não fica pronta com a aplicação de um só lote de azulejos; cada caixa traz uma parte, e cada parte é assentada por vez. Peças distintas e de cores variadas são colocadas a cada novo dia até completarem a construção definitiva do painel decorativo.

Portanto, não seja temerosa e categórica em suas decisões. A resolução correta deve ser a experimental, não a definitiva. Isso não quer dizer que deva ser inconstante, mas maleável.

Em vista das diversas encarnações pelas quais passam todos os seres humanos, você há de convir que todas as coisas se transformam, e as criaturas também.

Sua vinda a este Planeta tem como objetivo um aprendizado constante. Você está se descobrindo por meio de inéditas experiências, e é natural sua vacilação e insegurança.

Através da análise de suas decisões erradas é que você ficará mais apta para agir acertadamente em suas próximas atitudes. Aprenda a correr riscos, assuma a condição de criatura humana e se desligue do fervor pela perfeição presunçosa.

Pessoas rígidas não conseguem conviver com a possibilidade de ter dúvidas. Precisam resolver tudo rapidamente. Por analogia, sua personalidade é uma lente desfocada da luz do equilíbrio; por isso se mantém num estado flutuante, dirigida inteiramente pela ambiguidade terrena, ou seja, vive sob a pressão da dualidade do certo e do errado.

Você encontrará na terapêutica espírita o autoconhecimento, a lucidez mental, a convicção e a estabilidade que tanto busca na vida. Esse encontro deve ser o primeiro passo;
a seguir, estabeleça uma escala de valores morais/espirituais e exercite a confiança em seus impulsos interiores.

Alinhe a mente ao físico a fim de encontrar seu ritmo interno. Quando surgirem novas evidências que complementam os fatos (base de suas decisões), ajuste as conclusões e retifique as interpretações anteriores.

Será que você quer resolver as coisas apressadamente por medo de explorar novas ideias e conclusões?
Sua visão interna deve estar receptiva para que veja em cada dia uma nova oportunidade para refazer atitudes e melhorar sua qualidade de vida.

A cultura religiosa ocidental é hoje predominantemente nutrida pela raiz do judaísmo. Não é, pois, de estranhar o fato de o homem contemporâneo estar convencido de que tudo que existiu antes do monoteísmo de Moisés não passava de paganismo, constituindo, portanto, um conjunto de ensinamentos heréticos que nada podem contribuir para sua busca de religiosidade.

Dificilmente se tem a ideia de procurar algo, em épocas e culturas mais antigas, que satisfaça às necessidades da alma humana ou amplie os horizontes de seu conhecimento espiritual.

Na mitologia, o herói Perseu, graças à orientação dos deuses protetores, partiu para a grande missão de sua vida. O filho de Júpiter seguiu para uma região sombria, onde o sol jamais penetrara; era ali a morada de Medusa, uma das Górgonas (monstros terríveis), que tinha sobre a cabeça, à feição de cabelos, um emaranhado de serpentes.

Sabendo que mortal algum poderia olhar diretamente para ela sem transformar-se em pedra (entre outros, tinha o poder de petrificar as criaturas), o herói levou consigo um escudo polido que lhe serviria de espelho no ataque contra a horripilante inimiga.

Perseu entrou na caverna guiando-se pela superfície espelhada do escudo.

Quando a avistou, percebeu que dormia profundamente; aproximou-se pouco a pouco. Ao notar que Medusa havia acordado e ao ver seu pescoço refletir-se no metal do escudo, deu um só golpe certeiro, decepando a cabeça da mulher-monstro.

“Medusa” é a personificação do pensamento paralisado dentro da psique humana. Simboliza tendências das pessoas que jamais admitem uma falha e que, por ser inflexíveis, estão sempre indecisas e/ou desorientadas. Como têm medo de errar, petrificam a mente e não conseguem ir adiante. Bloqueiam a
capacidade de realização e, como resultado, cerceiam seu desenvolvimento pessoal.

O jovem e corajoso “Perseu” significa a ação, a determinação e a valentia daqueles que têm a audácia de correr riscos para realizar sua missão terrena. É o ser consciente que admite ensaios e erros e sabe que é assim que se alcança o desenvolvimento espiritual.

Aprende tanto com os erros quanto com os acertos. Essa verdade irá introduzi-la nos reinos da segurança e do bem-estar interior.

Do mito de Perseu e Medusa se pode deduzir que certos estados mentais destrutivos, cultivados durante muito tempo, acabam por dificultar a habilidade de ver com clareza, dissociando a mente e impedindo as pessoas de solucionar os problemas da jornada terrena.

Não seja uma prisioneira da infalibilidade, das experiências que não deram certo, das vivências difíceis do passado. Não continue remoendo todos esses acontecimentos; isso só dificultará um desfecho feliz e decisivo para seus desafios existenciais.

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Lourdes Catherine
Francisco do Espírito Santo Netto
Obra: Conviver e melhorar
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terça-feira, 12 de março de 2024

Infortúnio Oculto


Olhemos uns pelos outros com olhos de ver. 

Muita vez onde supomos existir um doente pertinaz em busca de realce, encontra‐se um coração ferido e cansado, confuso e amedrontado mendigando amizade autêntica e compreensão. 

Possivelmente quando sentir a força do amor que lhes votamos será tocado. 

Sentindo‐se amado, pouco a pouco, terá motivos para abandonar as expressões de inferioridade que lhe tortura.

 Por fim, descobrirá o quanto somos amados, incondicionalmente, pelo Criador que, em Sua Generosidade Excelsa, nos aguarda no espírito glorioso de Filhos de Sua Obra. 

 Oremos juntos por esse instante de luz:

Senhor, Tem piedade das nossas necessidades!

Auxilia­nos a sustentar o perdão com as imperfeições que ainda carregamos na intimidade. Ensina­nos a nos amar, Senhor! A aceitar­nos como somos e a buscar a melhora gradativa. Fortalece nossa capacidade de amar a fim de estendermos a luz da compaixão em relação às falhas que cometemos. 

Estende­-nos Tuas mãos compassivas! Unge­nos com misericórdia as dores da angústia de viver trazendo por dentro as sombras do passado!

Ampara­-nos, Divino Pastor; para jamais esquecermos as vitórias já alcançadas. Que elas nos sirvam de estímulo!

Ante as lutas e conflitos da alma, abençoe­nos sempre, Senhor, para que nunca desistamos de combater-­nos. Obrigada, Jesus, por nos incluir em Teu amor infinito, sem a qual não teríamos forças para nos suportar. Obrigada, Senhor! Hoje e sempre, obrigada!

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CAPÍTULO 4
Infortúnio Oculto nos Grupos Doutrinários
Ermance Dufaux
Wanderley Oliveira
Obra: Escutando sentimentos
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2 de março

Saiba, sem sombra de dúvida, que você é perfeito, assim como Eu sou perfeito, e não existem defeitos em você.

Comece agora a perceber o que possui de melhor e traga para fora o que está escondido em seu interior que é difícil de se perceber.

Quando você der um tempo para se conscientizar que você é um, você descobrirá o que possui de melhor, não mais se depreciará e eliminará todas as falsas emoções sobre seu verdadeiro ego.

Repita sempre para você mesmo: "Eu e meu Bem-Amado somos UM", até que esta ideia signifique algo para você.

Quando você estiver meio deprimido, repita silenciosamente e sinta-se gradualmente saindo do poço do desespero e da autopiedade.

Repita as palavras até que você compreenda a realidade delas, comece a sentir sua unidade com a vida e saiba que você é parte dessa vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?

Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.
Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação.

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– Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)
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Bases para nossa Reforma Íntima


A maior dificuldade para se fazer a tão falada Reforma Íntima é justamente saber o que devemos nos reformar – o que está de errado em nós? A partir daí então, devemos passar para outra grande dificuldade que é praticar a Reforma em nossa personalidade, em nosso modo de agir e até mesmo no pensar.

Porém essa semana em uma vídeo-palestra de Raul Teixeira pela Federação Espírita do Paraná consegui um roteiro para nossa reforma íntima:

1) Falar sempre de forma INATACÁVEL;

2) Não tomar nada como pessoal;

3) Não fazer suposições ;

4) Fazer o melhor que pudermos com o máximo de nós.


Parece simples, mas não é:

Quantas vezes não comentamos sobre alguém, atacando aquela pessoa com suas más características, más tendências ou condutas; quantas vezes não agredimos diretamente o próximo, geralmente um familiar ou companheiro?

Quantas vezes recebemos críticas que poderiam ser usadas para o nosso melhoramento e levamos para o lado pessoal ficando ainda magoado com aquela pessoa.

Quantas vezes criamos suposições a respeito das pessoas e quando verificamos é algo totalmente diferente.

Quantas vezes deixamos a preguiça adiar projetos, ou entramos em atividades sem a dedicação merecida resultando fracassos profissionais e pessoais!

Independente de crença somos convidados para nossa evolução diariamente em nossas relações na família e no trabalho. Exerçamos nossas vivências diárias para benefício próprio, não atacando ninguém de forma verbal, não tomando nada como pessoal, sem fazer suposições, fazendo sempre o melhor que pudermos sem ultrapassar nossos limites.

“Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.” (Emmanuel. Livro Encontro Marcado.)

LINKS:

Apontamentos:

Reforma Íntima – Ato de busca da elevação moral do indivíduo promovido pelo próprio ser.
Orgulho – Defeito muito grave de difícil auto-detecção. Geralmente ocorre quando somos intolerantes e não aceitamos nenhuma crítica ou quando revidamos uma agressão para não ouvir comentário do tipo “o que os outros irão pensar se eu não revidar”, por exemplo.
Egoísmo – O Maior dos defeitos. Deriva-se dele a maioria dos outros defeitos da humanidade. Dificulta muito a nossa posição mental de estarmos “no lugar do próximo” para diante de nossas ações verificar se agimos corretamente, dentre outras.
Religiões – A maior virtude de uma Religião seria promover o melhoramento individual de cada seguidor, fazendo cada um levantar a sua espada contra seus próprios defeitos.


Reforma íntima

R iqueza de atitudes boas.
E studo sobre si e o próprio caráter.
F erramentas de luz e amor em cada gesto.
O ração e vigilância constantes.
R esistência ás tentações.
M entalização do belo e do que é bom e positivo.
A mor a si mesmo.

I ntimidade em resguardo das sombras.
N ecessária compreensão do que significa o próximo.
T rabalho de renovação de valores.
I nteriorização do bem em substituição ao mal.
M ovimento seguro na direção da luz.
A mor, agora, ao próximo.

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Ademário da Silva
joanadarc.wordpress.com
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segunda-feira, 11 de março de 2024

Como se educa um filho?


Não há pai ou mãe, preocupado com a educação de seu filho, que não pare para refletir quais os melhores caminhos a seguir ou como agir corretamente na educação.

Educar sempre gera insegurança, pois amiúde estaremos questionando se nossas ações são as melhores e as mais efetivas.

Houve épocas, ainda nos lembramos, onde criança educada era criança que obedecia ordens, que não questionava, que não se envolvia em assuntos de adulto, que ficava calada.

Nessa época, educar era o esforço em se fazer cumprir as ordens sociais, em agir conforme os valores vigentes, sempre rígidos, em cumprir as regras.

O excesso de rigidez, de inflexibilidade, somado às grandes transformações da sociedade, colocaram esse modelo em cheque, quando não, em profundo desuso.

Com medo de serem repressores, antiquados e ultrapassados, pais e mães passaram a evitar esse comportamento. E, para terem certeza que não estavam resvalando no antigo, passaram a agir no sentido oposto.

A partir disso, reprimir, definir regras, impor limites, foram ferramentas abandonadas, desnecessárias para se educar.

Porém, entre esses dois modelos extremos, há uma multidão de educadores, pais, mães, a se perguntar: Com que ferramentas se educa um filho? Quais os parâmetros para se educar?

Se lembrarmos que educar é formar o caráter de alguém, é infundir-lhe conceitos, provocar-lhe o hábito, para nascer daí seus valores, vemos que a tarefa é complexa e longa.

Assim, comecemos com os conceitos. Devemos eleger quais valores consideramos importantes para nosso filho. É necessário tê-los claros e conversar sobre eles com nosso filho. Discutir, refletir, buscar exemplos na sociedade, na televisão, nos noticiários.

Em seguida, vivenciarmos com ele tais valores. Fazer de nós mesmos o exemplo, mostrando-lhe que também estamos em um processo de educação, nessa grande escola chamada Terra.

Depois, dar-lhe a oportunidade de decidir e tomar algumas iniciativas, para logo mais refletir com ele a respeito das ações que ele vem tomando, e das consequências dessas ações.

Fazer com que ele perceba que se sofre as consequências das boas e más ações, conforme as atitudes e decisões.

A partir daí, será da insistência, do repetir das ações e da vivência, que se irão inserindo os valores no coração de nossos rebentos.

Apenas através de hábitos novos é que se conseguirá modificar valores antigos, ou criar novos valores.

E novos hábitos serão construídos a partir de bons conceitos que se tiver em mente.

Desta forma, não se deixe levar apenas por modismos, e nem se preocupe em ser moderno e atual.

Para educar, o coração será sempre um bom guia onde, pautados por valores nobres, seguiremos em direção segura.

E ainda, se estivermos atentos, com olhos de cuidado e desvelo sobre aqueles a quem temos a responsabilidade de educar para a vida, teremos boas chances de ter sucesso nesse grande desafio que se chama educação.

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Redação do Momento Espírita. 
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11 de março

Trabalhe com as Minhas leis, não contra elas.

Trabalhar contra elas é como lutar numa batalha perdida, não vai dar em nada.

Quando houver uma tensão interior, recolha-se e descubra contra o que você está lutando e o que está causando essa tensão.

Pode estar certo que há alguma coisa atrasando seu progresso e evitando que você alcance seu bem maior.

Que seu único desejo seja o de cumprir a Minha vontade e caminhar pelos Meus caminhos, não permitindo que nada o impeça de chegar ao seu destino.

Quando você se recolher e se questionar, você saberá qual é a Minha meta para você, e então dependerá de você Me obedecer sem hesitação.

Vivendo e trabalhando em harmonia você entenderá o significado da verdadeira liberdade, da liberdade de coração, mente e Espírito.

Você emanará sabedoria e compreensão.

E, neste estado de consciência.

Eu posso usar você para Me ajudar a trazer o novo céu e a nova terra.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Jesus em casa de Zaqueu

Tendo Jesus entrado em Jericó, passava pela cidade — e havia ali um homem chamado Zaqueu, chefe dos publicanos e muito rico, — o qual, desejoso de ver a Jesus, para conhecê-lo, não o conseguia devido à multidão, por ser ele de estatura muito baixa. — Por isso, correu à frente da turba e subiu a um sicômoro, para o ver, porquanto ele tinha de passar por ali. — Chegando a esse lugar, Jesus dirigiu para o alto o olhar e, vendo-o, disse-lhe: Zaqueu, dá-te pressa em descer, porquanto preciso que me hospedes hoje em tua casa. — Zaqueu desceu imediatamente e o recebeu jubiloso. Vendo isso, todos murmuravam, a dizer: Ele foi hospedar-se em casa de um homem de má vida.

Entretanto, Zaqueu, pondo-se diante do Senhor, lhe disse: Senhor, dou a metade dos meus bens aos pobres e, se causei dano a alguém, seja no que for, indenizo-o com quatro tantos. Ao que Jesus lhe disse: Esta casa recebeu hoje a salvação, porque também este é filho de Abraão; visto que o Filho do Homem veio para procurar e salvar o que estava perdido.

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(S. LUCAS, cap. XIX, vv. 1 a 10.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 4.)
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Há Muitas Moradas na Casa do Pai


Para ler o texto completo:
(...)http://www.ceismael.com.br/artigo/ha-muitas-moradas.htm

(...) 5. O TEXTO EVANGÉLICO

"Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fora, eu vô-lo teria dito; pois vou aparelhar-vos o lugar. E depois de ir e vos aparelhar o lugar, virei outra vez e tornar-vos-ei para mim, para que onde eu esteja, estejais vós também". (João, cap. XIV, v. 1 a 3).

6. A CASA DO PAI

De Acordo com Allan Kardec, A Casa do Pai é o Universo, e as muitas moradas são os mundos que circulam no espaço infinito. Os diversos mundos estão em condições diferentes uns dos outros, como ensinam os Espíritos. Esses mundos são, foram ou serão habitados, e as humanidades que os habitam podem ser do mesmo grau que a terrestre, como também física e moralmente inferiores aos terráqueos ou mesmo superiores aos Espíritos que povoam a Terra. No Universo, a Terra é apenas um pequeno mundo, como tantos outros. (Kardec, 1984, cap. III)

7. CLASSIFICAÇÃO OU CATEGORIAS DOS MUNDOS

Embora a classificação que se queira fazer dos mundos seja relativa, havendo inúmeras graduações, Allan Kardec, com base nos Espíritos Superiores, mostra-nos a seguinte classificação geral dos mundos:

MUNDOS PRIMITIVOS — quando encarnaram as primeiras almas humanas (depois que o animal atingiu o estádio que lhe fosse permitido receber a denominação de Espírito, por obra da Natureza Divina, por força do Criador)

MUNDOS DE EXPIAÇÃO E PROVAS — onde ainda existe o predomínio do mal; são lugares de exílio dos Espíritos rebeldes à lei de Deus. (Um exemplo de tais mundos é a Terra, planeta de provas e expiações. Escola para a evolução).

MUNDOS REGENERADORES — quando não mais existem expiações, mas ainda há provas. (São mundos de transição para os Espíritos, dos de expiação para os mundos felizes).

MUNDOS FELIZES — em que há o predomínio do bem sobre o mal. (Nestes, não há mais provas, nem expiações).

MUNDOS CELESTES OU DIVINOS — morada dos Espíritos purificados. (Só existe o bem).

8. PROGRESSO DOS MUNDOS

Segundo Santo Agostinho, "A Terra está classificada no mundo de provas e expiações. Esteve material e moralmente num estado inferior ao que está hoje, e atingirá sob esse duplo aspecto, um grau mais avançado. Ela atingiu um dos seus períodos de transformação, em que, de mundo expiatório, tornar-se-á mundo regenerador; então os homens serão felizes, porque a lei de Deus nela reinará". (Kardec, 1984, p. 57)

9. CONCLUSÃO

O mal ainda predomina sobre o planeta Terra porque o bem está retraído. Quando todos os homens de bem resolverem colocar em prática as suas virtudes, e quando isso for um apanágio da maioria, o mal se esconderá com medo de ser visto.

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Sérgio Biagi Gregório
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domingo, 10 de março de 2024

A sogra do filho - Oportunidade de reparação


Achamo-nos sob o império de inúmeras leis da natureza. Não temos como nos neutralizar às suas inexoráveis influências, bem como aos seus naturais efeitos.

Dentre essas leis, destacamos aqui as leis de encarnação e de ação e reação, que sempre andam irmanadas. Realizam-se simultaneamente, cumprindo-se a segunda através da primeira. Ou seja, a lei de causa e de efeito se cumpre através da realização da lei das vidas sucessivas.

É o que retrata o fato em frente, ocorrido em Uberaba, cujo principal protagonista foi Chico Xavier.

O fato chegou ao nosso conhecimento por gentileza de nossa irmã Valneir Severino Aparecida, de Jataí, que temos como fonte fidedigna. Ei-lo:

Como sempre ocorre em Uberaba, nos primeiros tempos na Comunhão Espírita Cristã e, ultimamente, no Grupo Espírita da Prece, naquele dia era grande a fila dos que pretendiam uma palavra que fosse do famoso médium e irmão Chico Xavier.

De repente, chegou a vez daquela senhora, que se dizia com um problema muito sério e que dependia da orientação do operoso e amorável discípulo da caridade.

Relatou ela que tinha uma filha, moça bonita e prendada, um primor de criatura, ainda muito jovem. No entanto, sua filha, apesar de todos esses atributos, enamorou-se de um moço de péssima formação moral e familiar. Possuía ele todos os defeitos possíveis. Era muito mau caráter. Além de inúmeros vícios, tinha várias passagens pela polícia.

Tornaram-se inseparáveis os dois. E ela, mãe e suplicante, dizia também ao Chico que não suportava a presença do rapaz. Tinha vontade que um raio partisse a cabeça dele. Quando ele chegava pela porta da sala, ela saía pela porta da cozinha.

Dizia, por fim, ao Chico, que precisava de uma palavra dele. O que fazer? Como proceder?

Chico ouviu-a atentamente. E depois, quando ela fez silêncio, informou que numa encarnação anterior ela o concebera, mas antes que ele viesse à luz, abortou-o.

Depois, numa encarnação posterior, permitiu que ele nascesse, para abandoná-lo em seguida.

Abandonado por ela, vivendo no mundo ao léu, daqui para ali, em ambientes hostis, adquiriu ele toda espécie possível de maus hábitos e vícios que agora apresentava.

E Chico terminou dizendo àquela mulher que a bondade do Pai estava lhe concedendo, na atual condição de sogra, mais uma oportunidade de reparar os erros do passado.

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Weimar Muniz de Oliveira
Obra: Chico Xavier, Casos Inéditos
FEEGO – Federação Espírita do Estado de Goiás
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10 de março

Por que não se utilizar do que é seu por direito?

Qual é a vantagem de ter uma lâmpada no seu quarto se você não a acender e inundar o quarto com luz?

Por que não procurar sempre pela Minha ajuda e força e usufruir de todas as maravilhas que Eu tenho para lhe dar?

Pare de lutar por conta própria, pois quando você Me reconhecer e Me amar, você vai desejar estar em constante contato coMigo e com a Minha divina presença.

Você irá querer caminhar na luz, porque onde há luz, a escuridão deixa de existir.

Você gera luz através de sua maneira de viver positiva, construtiva e amorosa, portanto, não deixe nada negativo obscurecer essa luz.

Você terá que fazer isso conscientemente até que toda negatividade se afaste e você aprenda a viver positivamente o tempo todo.

Talvez seja um grande esforço no começo, mas gradualmente se tornará tão natural quanto respirar.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Reuniões espíritas

Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei.
(S. MATEUS, cap. XVIII, v. 20.)

Estarem reunidas, em nome de Jesus, duas, três ou mais pessoas, não quer dizer que basta se achem materialmente juntas. É preciso que o estejam espiritualmente, em comunhão de intentos e de idéias, para o bem. Jesus, então, ou os Espíritos puros, que o representam, se encontrarão na assembléia. O Espiritismo nos faz compreender como podem os Espíritos achar-se entre nós. Comparecem com seu corpo fluídico ou espiritual e sob a aparência que nos levaria a reconhecê-los, se se tornassem visíveis. Quanto mais elevados são na hierarquia espiritual, tanto maior é neles o poder de irradiação. É assim que possuem o dom da ubiqüidade e que podem estar simultaneamente em muitos lugares, bastando para isso que enviem a cada um desses lugares um raio de suas mentes.

Dizendo as palavras acima transcritas, quis Jesus revelar o efeito da união e da fraternidade. O que o atrai não é o maior ou menor número de pessoas que se reúnam, pois, em vez de duas ou três, houvera ele podido dizer dez ou vinte, mas o sentimento de caridade que reciprocamente as anime.

Ora, para isso, basta que elas sejam duas. Contudo, se essas duas pessoas oram cada uma por seu lado, embora dirigindo-se ambas a Jesus, não há entre elas comunhão de pensamentos, sobretudo se ali não estão sob o influxo de um sentimento de mútua benevolência. Se se olham com prevenção, com ódio, inveja ou ciúme, as correntes fluídicas de seus pensamentos, longe de se conjugarem por um comum impulso de simpatia, repelem-se. Nesse caso, não estarão reunidas em nome de Jesus, que, então, não passa de pretexto para a reunião, não o tendo esta por verdadeiro motivo.
(Cap. XXVII, nº 9.)

Isso não significa que ele se mostre surdo ao que lhe diga uma única pessoa; e se ele não disse: “Atenderei a todo aquele que me chamar”, é que, antes de tudo, exige o amor do próximo; e desse amor mais provas podem dar-se quando são muitos os que exoram, com exclusão de todo sentimento pessoal, e não um apenas. Segue-se que, se, numa assembléia numerosa, somente duas ou três pessoas se unem de coração, pelo sentimento de verdadeira caridade, enquanto as outras se isolam e se concentram em pensamentos egoísticos ou mundanos, ele estará com as primeiras e não com as outras. Não é, pois, a simultaneidade das palavras, dos cânticos ou dos atos exteriores que constitui a reunião em nome de Jesus, mas a comunhão de pensamentos, em concordância com o espírito de caridade que ele personifica. (Capítulo X, nº 7 e nº 8; cap. XXVII, nº 2 a nº 4.)

Tal o caráter de que devem revestir-se as reuniões espíritas sérias, aquelas em que sinceramente se deseja o concurso dos bons Espíritos.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, itens 4 e 5.)
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CRUZ E DISCIPLINA


“E constrangeram um certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. – (Marcos, 15:21.)

Muitos estudiosos do Cristianismo combatem as recordações da cruz, alegando que as reminiscências do Calvário constituem indébita cultura de sofrimento.

Asseveram negativa a lembrança do Mestre, nas horas da crucificação, entre malfeitores vulgares.

Somos, porém, daqueles que preferem encarar todos os dias do Cristo por gloriosas jornadas e todos os seus minutos por divinas parcelas de seu ministério sagrado, ante as necessidades da alma humana.

Cada hora da presença dele, entre as criaturas, reveste-se de beleza particular e o instante do madeiro afrontoso está repleto de majestade simbólica.

Vários discípulos tecem comentários extensos, em derredor da cruz do Senhor, e costumam examinar com particularidades teóricas os madeiros imaginários que trazem consigo.

Entretanto, somente haverá tomado a cruz de redenção que lhe compete aquele que já alcançou o poder de negar a si mesmo, de modo a seguir nos passos do Divino Mestre.

Muita gente confunde disciplina com iluminação espiritual. Apenas depois de havermos concordado com o jugo suave de Jesus-Cristo, podemos alçar aos ombros a cruz que nos dotará de asas espirituais para a vida eterna.

Contra os argumentos, quase sempre ociosos, dos que ainda não compreenderam a sublimidade da cruz, vejamos o exemplo do Cireneu, nos momentos culminantes do Salvador. A cruz do Cristo foi a mais bela do mundo, no entanto, o homem que o ajuda não o faz por vontade própria e, sim, atendendo a requisição irresistível. E, ainda hoje, a maioria dos homens aceita as obrigações inerentes ao próprio dever, porque a isso é constrangida.

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EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: Pão nosso
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