sábado, 17 de junho de 2017

Situações



Se um dia te encontrares em situações tão difíceis que a vida te pareça um cárcere sem portas; 
sob o cerco de perseguidores aparentemente imbatíveis;
sofrendo a conspiração de intrigas domésticas; 
na trama de processos obsessivos; 
no campo de moléstias consideradas irreversíveis; 
no laço de paixões que te conturbem a mente; 
debaixo de provas que te induzam à desolação e ao desânimo; 
sob a pressão de hábitos infelizes; 
em extrema penúria, sem trabalho e sem meios de sobrevivência; 
de alma relegada a supremo abandono;
 na área de problemas criados pelos entes a que mais ames;
não desesperes.

Ora em Silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos.

É por isto que a tempestade pode rugir à noite, mas não existem forças na Terra que impeçam, cada dia a chegada de novo amanhecer.
*************
Meimei 
 Chico Xavier












sexta-feira, 16 de junho de 2017

Jesus e renúncia


Estudando a renúncia que o Evangelho nos traça por senda de ascensão, (Mt.) examinemos como se fazia a renúncia na conduta do Cristo para que a nossa exibição de virtude não se converta em falta de caridade.

  Porque as portas do vilarejo em que surgiu entre os homens se lhe fechassem à necessidade de socorro e refúgio, não se esquivou ao propósito de auxiliar as criaturas da Terra e valeu-se da estrebaria para começar o seu divino apostolado de redenção.

  Porque os doutores de Jerusalém lhe furtassem concurso intelectual na divulgação da Boa Nova, não abandonou a ideia de iluminar-lhes o passo com a luz da revelação sublime e aceitou a colaboração de pescadores singelos para ofertar-lhes o ensinamento.

  Porque sentisse Judas transtornado pela tentação de domínio, não desistiu de auxiliá-lo, até o instante em que o próprio discípulo desertasse da preciosa tarefa de que se achava investido.

  Porque Pedro o negasse na extrema hora, não lhe recusa mão firme no reajuste.

  E porque os homens o tivessem crucificado, impondo-lhe injúria e morte, em retribuição de sua ternura e devotamento, não se afasta da Terra em definitivo, a pretexto de glorificar-se no Céu, reaparecendo aos companheiros, plenamente redivivo, esquecendo as sombras e ofensas, a recompor os serviços da sua bandeira de aperfeiçoamento das almas, prometendo-lhes cooperação e amor até o fim dos séculos.

 Lembremo-nos de que Jesus renunciou sempre à felicidade de ser compreendido para melhor compreender e de ser amado para amar com mais amplos recursos de entendimento.

  Faze, assim, semelhante renúncia ao pé daqueles que a vida te confiou, permanecendo sempre em teu posto de sacrifício para melhor servi-los no campo da evolução e terás aprendido que renunciar com o Senhor é trocar o prazer efêmero da superfície para construir no imo da própria alma a soberana alegria da vida eterna.
*************************
Emmanuel 
Chico Xavier

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O GRANDE ALIADO


Quando atribuímos ao passado algo que não conhecemos ou conseguimos compreender sobre nossas reações e escolhas, estamos nos furtando da investigação nem sempre agradável que deveríamos proceder para encontrar as razões de tais sentimentos na vida presente. O que sentimos hoje, tenha raízes no pretérito distante ou não, é do hoje e deve ser tratado como algo que guarda uma matriz na vida presente, que precisa de reeducação e disciplina. 

Toda vivência interior ocorre porque o nosso momento de conhece-­lo é agora, do contrário não a experimentaríamos. Para isso não se torna necessário uma regressão às vidas anteriores na busca de recordações claras. Se pensarmos bem, vivemos imersos em constante “regressão natural” controlada pela Sábia Providência. Via de regra, estamos aprisionados ainda ao palco das lutas que criamos ou fruindo os benefícios das escassas qualidades que desenvolvemos. 

Viver o momento é viver a realidade. Por necessidades de controlar tudo, caminhamos para frente ou para traz em lamentável falta de confiança na vida e em seus “Sábios Regimentos”. A pensadora Louise L. Hay diz que o passado é passado e não pode ser modificado. Todavia, podemos alterar nossos pensamentos em relação ao passado. Essa a finalidade do esquecimento: alterar o que sentimos e pensamos, sob a imensa coação dos instintos e tendências que ainda nos inclinam a retroceder e parar no “tempo evolutivo”. 

“Matar o homem velho”, “extinguir sombras”, “vencer o passado” – expressões que comumente são usadas para o processo da mudança interior. Contudo, todos sabemos, à luz dos princípios universais das Leis Naturais, que não existe morte ou extinção, e sim transformação. Jamais matamos o “homem velho”, podemos sim conquistá­lo, renová­lo, educá­lo. Não eliminamos nada do que fomos um dia, transformamos para melhor. Ao invés de ser contra o que fomos, precisamos aprender uma relação pacífica de aceitação sem conformismo a fim de fazer do “homem velho” um grande aliado no aperfeiçoamento. 

O ensino do Evangelho, reconcilia­-te depressa com teu adversário enquanto estás a caminho com ele é um roteiro claro. Essa reconciliação depende da nossa disposição de encarar a realidade sobre nós próprios, olhar para o desconhecido mundo interior, vencer as “camadas de orgulho do ego”, superar as defesas que criamos para esconder as “sombras” e partir para uma decidida e gradativa investigação sobre o mundo das reações pessoais, através da autoanálise, sem medo do que encontraremos. Fazemos isso enquanto estamos no caminho carnal ou então as Leis Imutáveis da vida espiritual levar-­nos-­ão ao “espelho da verdade”, nos “camarins da morte”, no qual teremos que minar as imagens reais daquilo que somos, despidos das ilusões da matéria.
Postergar essa tarefa é desamor e invigilância. A desencarnação nos aguarda a todos na condição do mecanismo divina que nos devolve à realidade.
*********************************
(Obra: Reforma Íntima Sem Martírio - Médium Wanderley S. De Oliveira/Espírito Ermance Dufaux)









terça-feira, 13 de junho de 2017

DIZES-TE


Dizes-te pobre; entretanto, milionários de todas as procedências dar-te-iam larga fortuna por ínfima parte do tesouro da tua fé.

Dizes-te desorientado; contudo, legiões de companheiros, cujo passo a cegueira física entenebrece, comprar-te-iam por alta recompensa leve migalha da visão que te favorece, para contemplarem pequena faixa da Natureza.

Dizes-te impedido de praticar o bem; todavia, multidões de pessoas algemadas aos catres da enfermidade oferecer-te-iam bolsas repletas por insignificante recurso da locomoção com que te deslocas, de maneira a se exercitarem no auxílio aos outros.

Dizes-te desanimado, sem te recordares, porém, de que vastas fileiras de mutilados estariam dispostos a adquirir, com a mais elevada quota de ouro, a riqueza dos teus pés e a bênção de teus braços.

Dizes-te em provação, mas olvidas que, na triste enxovia dos manicômios inúmeros sofredores cederiam quanto possuem para que lhes desses um pouco de equilíbrio e de lucidez.

Dizes-te impossibilitado de ajudar com a luz da palavra; no entanto, mudos incontáveis fariam sacrifícios ingentes para deter algum recurso do verbo claro que te vibra na boca.

Dizes-te desamparado; entretanto, milhões de criaturas dariam tudo o que lhes define a posse na vida para usar um corpo harmônico qual o teu, a fim de socorrerem os filhos da expiação e do sofrimento.

Por quem és, não lavres certidão de incapacidade contra ti mesmo.

Lembra-te de que um sorriso de confiança, uma prece ternura, uma frase de bom ânimo, um gesto de solidariedade e um minuto de paz não tem preço na Terra.

Antes de censurar o irmão que traz consigo a prova esfogueante das grandes propriedades, sai de ti mesmo e auxiliar o próximo que, muita vez, espera simplesmente uma palavra de entendimento e de reconforto, para transferir-se da treva à luz.

E, então, perceberás que a beneficência é o cofre que devolve patrimônios temporariamente guardados a distância das necessidades alheias, e que a caridade, lídima e pura, é amor sempre vivo, a fluir, incessante, do amor de Deus.
********************************
De “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel



 ********************************************

NAMORO, CASAMENTO E FILHOS

EM FAMÍLIA

Há casais em rixas graves,
Entretanto, a maioria
Resolve qualquer problema
Na paz de grande alegria.


Num casal desajustado
O namoro era um jardim
De festa, flores e abraços
Sob a ternura sem fim.

Decorridos longos meses
Eis a rotina em ação,
Enfararam-se um do outro
Ao primeiro palavrão.

Fosse em diálogos simples
Ou em noticia que agite
A conversa disparava
Para aplausos ao desquite.

Despenderam tantas horas
No insulto amargo e infeliz,
Que por fim deliberaram
Levar o caso a um juiz.

O juiz ouviu-lhes, calmo,
Com bondade e compreensão
E pediu aos dois amigos
Não buscar separação.

Ouvindo tantos conselhos
Repletos de sensatez,
A esposa reconfortada
Entrou para a gravidez.

Em seguida aos noves meses,
Do casal nasceu Julinho,
Um meninão bochechudo
Uma glória de carinho.

Não se falou mais ali
De desquite e irritação,
Era só – Julinho, meu filho!
Venha cá, meu coração!...

A jovem mãe encontrara
O amparo que sempre quis,
O pai agora mudado
Sentia-se forte e feliz.

E entendi que em todo lar,
Seja de crentes ou ateus,
Toda criança que nasce
É uma esperança de Deus.
***********************************************
Cornélio Pires
Livro: Ação, Vida e Luz
Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos
CEU – Cultura Espírita União

domingo, 11 de junho de 2017

MEUS FILHOS



Existem duas forças em luta na Terra, onde Jesus está construindo o Reino de Deus.
Essas forças são a do bem e a do mal que se manifestam por nossas mãos.
Temos, assim, por onde passamos no mundo, as mãos iluminadas que estendem o amor e a paz, o trabalho e a alegria...
E conhecemos as mãos espinhosas que fazem o ódio e o desespero, a preguiça e o sofrimento.
Há mãos que sustentam a lavoura e o jardim, produzindo pão e felicidade.
E vemos aquelas que se entregam à miséria e ao vício.
Mãos que honram a indústria e o progresso.
Mãos que arrancam lágrimas e multiplicam o infortúnio.
Vemos braços que acariciam... Braços de mãezinhas abençoadas, de pais amigos, de obreiros da paz e da evolução, de enfermeiras abnegadas e de crianças generosas que asseguram na Terra o Serviço da Luz.
E encontramos braços que ferem e amaldiçoam, que se entregam ao crime, que humilham os pobres e os pequeninos, que exercem a crueldade, e que violentam a Natureza, aniquilando as plantas e os animais prestimosos.
Reparamos mãos preciosas que usam a enxada e a pena, auxiliando o celeiro e a educação.
E surpreendemos mãos infelizes que roubam e matam, estendendo a perturbação e a morte.
Mãos que levantam templos e lavres, escolas e hospitais.
Mãos que destroem e dilaceram, enganam e apedrejam.
Jesus veio ao mundo para que nossas mãos aprendam a servir à Luz do Bem, edificando a nossa própria felicidade.
Com as d’Ele, curou os doentes, socorreu os fracos, amparou os tristes, limpou os leprosos, restituiu a visão aos cegos...
Levantou os paralíticos, afagou os velhos e os deserdados, e abençoou as criancinhas...
Filhos meus, não permitam que as garras da sombra lhes dominem as mãos na vida...
Sigamos pelos caminhos da Luz, procurando a intimidade com os servidores do bem!
Observem o brilhante lapidado e o diamante bruto. Ambos são filhos da terra. Um deles, porém, refulge, divino, retratando a beleza do céu, mas o outro jaz encarcerado nas trevas do cascalho contundente.
Jesus é o lapidário do céu, a quem Deus, Nosso Pai, nos confiou os corações.
Obedeçamos a Ele, nosso Divino Mestre, buscando-lhe as lições e seguindo-lhe os exemplos, e o Cristo nos farão construtores do Reino de Deus no mundo, conduzindo-nos para a Glória Celestial.
*****************
(Obra: Cartilha do Bem - Chico Xavier / Meimei)  



sábado, 10 de junho de 2017

Acalma-te


“...a Deus tudo é possível...” Jesus (MATEUS 19:26)

Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.
Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.
A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranquilas.
O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.
Cada dia que se levanta é convite de Deus para que lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor.
Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.
Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.
Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.
Decerto, encontrarás ainda hoje, corações envenenados que destilam irritação e desgosto, medo e fel.
Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.
Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão...
É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído, sem violência.
Recorda-te que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra-se e passa...
Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera...
Não olvides a palavra do Mestre quando nos afirmou que a Deus tudo é possível, e, garantindo o teu próprio descanso, refugia-te em Deus.
*********************************
(Obra: Palavras De Vida Eterna - Chico Xavier/Emmanuel) 


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Cuidado!


"... mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças..."
- Marcos, cap. 4 - v. 32


Cuidado com o que semeamos!

Toda semente lançada à terra germinará, inevitavelmente.

As nossas palavras, uma vez pronunciadas, seguirão o seu curso, provocando reações segundo a natureza delas - não nos será possível recolhê-las dos ouvidos que as acolheram!

As decisões que tomarmos farão com que arquemos com as consequências correspondentes, inclusive assumindo parcela de responsabilidade pelas atitudes alheias que se inspirarem em nossas atitudes.

Antes de qualquer manifestação verbal ou prática, na vida cotidiana, as pessoas carecem de pensar e repensar inúmeras vezes.

Uma palavra ofensiva ou leviana pode desencadear um crime.

Um gesto intempestivo pode ter sérias repercussões.

A perturbação mental, quando aparece, quase sempre é o término de longo processo que se elaborou no tempo, sem que se procurasse reverter.

Aquilo a que alguém costuma não ligar importância, no que diz ou no que faz, é que lhe complica o destino.

Evitemos, inclusive, brincadeiras de mau gosto.

Uma piada com um subalterno talvez lhe seja causa de humilhação.

Um apelido depreciativo também é faltar com o respeito ao próximo.

A paz é uma conquista que é preciso trabalhar muito para se obter e, depois de obtida, é imprescindível trabalhar muito mais para conservá-la.
*************************
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)


quinta-feira, 8 de junho de 2017

O AUTO CASTIGO

Deus não castiga o suicida, pois é o próprio suicida quem se castiga. A noção do castigo divino é profundamente modificada pelo ensino espírita. Considerando-se que o Universo é uma estrutura de leis, uma dinâmica de ações e reações em cadeia, não podemos pensar em punições de tipo mitológico após a morte. Mergulhado nessa rede de causas e efeitos, mas dotado do livre arbítrio que a razão lhe confere, o homem é semelhante ao nadador que enfrenta o fatalismo das correntes de água, dispondo de meios para dominá-las.

Ninguém é levado na corrente da vida pela força exclusiva das circunstâncias. A consciência humana é soberana e dispõe da razão e da vontade para controlar-se e dirigir-se. Além disso, o homem está sempre amparado pelas forças espirituais que governam o fluxo das coisas. Daí a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai”. A oração é o pensamento elevado aos planos superiores – a ligação do escafandrista da carne com os seus companheiros da superfície – e a vigilância é o controle das circunstâncias que ele deve exercer no mergulho material da existência.

O suicida é o nadador apavorado que se atira contra o rochedo ou se abandona à voragem das águas, renunciando ao seu dever de vencê-las pela força dos seus braços e o poder da sua coragem, sob a proteção espiritual de que todos dispomos. A vida material é um exercício para o desenvolvimento dos poderes do Espírito. Quem abandona o exercício por vontade própria está renunciando ao seu desenvolvimento e sofre as consequências naturais dessa opção negativa. Nova oportunidade lhe será concedida, mas já então ao peso do fracasso anterior.

Cornélio Pires, o poeta caipira de Tietê, responde à pergunta do amigo através de exemplos concretos que falam mais do que os argumentos. Cada uma de nossas ações provoca uma reação da vida. A arte de viver consiste no controle das nossas ações (mentais, emocionais ou físicas) de maneira que nós mesmos nos castigamos ou nos premiamos. Mas mesmo no auto castigo não somos abandonados por Deus, que vela por nós em nossa consciência.
*******************************
(Obra: Astronautas do Além - Chico Xavier/Herculano Pires) 







quarta-feira, 7 de junho de 2017

EM SEUS FILHOS E NETOS



"Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido senão
para ser revelado." - Marcos, cap. 4 - v. 22


São muitas as pessoas que se especializam em vasculhar a vida alheia.

No intuito de ocultar as suas, querem expor, de público, as feridas morais que dizem respeito às outras.

Não nos iludamos, porém. Um dia, tudo o que pretendemos esconder em nós, há, espontaneamente, de se revelar. E, então, clamaremos por complacência no julgamento de que formos alvo.

Jesus, no texto em análise, não se referia apenas à revelação da Verdade pela Ciência, que, gradativamente, solucionará os enigmas da vida no Universo.

O sentindo profundo de suas palavras encontra aplicação em nosso mundo moral.

Sendo assim, não nos façamos agentes da desventura do próximo, espalhando conversas sobre assuntos que, mesmo correspondendo à realidade, não nos cabe divulgar com o propósito de desmerecê-lo.

Sejamos benevolentes para com as fraquezas de nossos semelhantes, recordando que, não raro, o que censuramos em outros é passível de censura muito maior em nós mesmos.

Os que se empenham em destruir a vida de quem seja não sabem que trabalham na destruição da sua.

Tudo, de bem ou de mal, que fazemos ao próximo, fazemos a nós, como, possivelmente, também àqueles que mais amamos. Sim, porque o pensamento é irresistível força, atraindo para o campo de nossa vida todos os acontecimentos, positivos ou negativos, que desejamos aos outros.
 Quando não em si, muitos recebem de volta, em seus filhos e netos, a alegria ou a tristeza, a vitória ou a derrota que fizeram questão de exaltar em alguém.
***********************
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

terça-feira, 6 de junho de 2017

LIVRE-ARBÍTRIO E CARIDADE




Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.

A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia, penetrando as vidas e renovando-as.

Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de DEUS que alcança
as almas, socorrendo-as.

Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será secundária aquela de natureza
moral, porquanto vital o ar, penetra e sustenta a vida.

São caridades morais:
O Sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança;
A palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados;
O gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz;
A compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade;
A oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento;
O apoio emocional no momento áspero da desgraça.
O perdão da ofensa e a dedicação ao tombado;
A gentileza de um socorro espiritual...

Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?

A caridade é luz que deve ser considerada como benção de DEUS nas estradas do mundo.

Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze; quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.

O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta
final, que é a felicidade.

JESUS, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então, jamais perderam a diretriz.

Caridade, portanto, hoje e sempre.
***************************
(Obra: No Rumo da Felicidade - Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A OUTRA VIDA

 A vida no Além é também atividade, trabalho, luta, movimento. 

Se as almas estão menos submetidas ao cansaço, não combatem menos pelo seu aperfeiçoamento. 

A lei das afinidades a tudo preside, entre os seres despidos dos indumentos carnais, e, liberto o Espírito dos laços que o agrilhoavam à matéria, recebe o apelo de quantos se afinam pelas suas
preferências e inclinações.

Bem-aventurados todos aqueles que, ao palmilharem seus derradeiros caminhos, encontram a alvorada da paz, luminosa e promissora; nos celeiros da luz, recolhem o pão da verdade e da sabedoria, porque bem souberam cumprir suas obrigações morais. 

A sombra das árvores magnânimas que plantaram com os seus atos de caridade, de fé e de esperança, repousam a cabeça dilacerada nos amargores da Terra; divinas inspirações descem das Alturas sobre as suas mentes, que iluminam como tabernáculos sagrados e, interpretando fielmente as disposições da vontade diretora do Universo, transformam-se em mensageiros do Altíssimo.
***************************
(Obra: Emmanuel - Chico Xavier/Emmanuel)

domingo, 4 de junho de 2017

JAMAIS ESMOREÇAMOS



A dor é nossa companheira - lanterna acesa em escura noite - guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial. 

E, além da dor, só o trabalho no dever bem cumprido, na caridade e no estudo, é bastante forte para auxiliar-nos a subir. 

Trabalhemos e reajustar-nos-emos. 

Observemos a grandeza das bênção que nos cercam e esforcemo-nos por merecer a chave dos conhecimentos sublimes. 

O corpo de carne é uma sombra de que nos valemos para encontrar a verdadeira luz.
A bondade que se desdobra na cooperação fraternal e ajuda sempre é o clima abençoado em que nossas imperfeições se desfazem. 

A romagem na Terra é simples estação de luta curativa para nossa alma.
Tudo prossegue e tudo se aprimora. 

Quem se desvela no serviço do bem, quem se faz grande buscando ser pequenino entre os homens, descobre novos roteiros de ascensão. 

Jamais esmoreçamos. 

Trabalhemos com renovado fervor. 

A morte não é o fim, mas apenas breve intervalo. 
************************
 (Obra: Cartas do Coração - Chico Xavier/Raymundinho) 



sábado, 3 de junho de 2017

FAMÍLIA



Há, pois, duas espécies de família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. 
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Allan Kardec – Cap. XIV, Item 8

De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. 
De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. 
Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. 
Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. 
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.
 Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. 
Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo.
 De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
 A parentela no Planeta faz-­se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. 
Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos.
 Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. 
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma. 
Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.
**************************************
(Obra: Vida e Sexo - Chico Xavier/Emmanuel)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Aliviar


É apenas uma frase que o nosso Emmanuel, presente, nos recomenda à atenção, quando Jesus disse:
 - "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, eu vos aliviarei..."
 É uma promessa que não envolve nenhum sentimento de prodígio ou de suposto milagre. 
"Vinde a mim" - Ele não cogitou da procedência dos viajores; se eram bons, se eram maus querendo ficar bons, se eram meio bons... 
A marcha não ia parar... 

"Vinde a mim" - nada de colocar um ponto final em sua marcha própria... 

Não prometeu também retirar a carga de ninguém, não prometeu nada, apenas alívio para continuarmos a marcha.
 Aliviar para quê? 
Para continuar o serviço, para continuar a tarefa...
**********************
 (Obra: O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A.Baccelli)


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Guardemos o ensino



“Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos.” – Jesus. (LUCAS, 9:44.)

Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.

Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.

Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.

Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo.

Dobram joelhos, repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em esfera distante do serviço justo.

A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.

São alunos que procuram subverter a ordem escolar.

Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não podem cumprir.

Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.

E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.

Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.

Não poucos se revoltam, desencantados …

Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.

“Ponde minhas palavras em vossos ouvidos”, disse Jesus.

O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido alguma lição, ao acaso?
*************************
Emmanuel 
Chico Xavier