terça-feira, 20 de junho de 2023

Conta pessoal


“Assim pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” — PAULO (Romanos, 14.12)

Se te propões à renovação com o Cristo, é imperioso suportes, pacientemente, as opiniões contraditórias em torno da diretriz diferente a que te afeiçoes.

 Se algum erro te assinala o passado, muitos te acreditarão de pés chumbados à sombra que, há muito, já desterraste do espírito; 

 se expressas algum voto de melhoria íntima, não obstante as deficiências naturais que ainda te marquem o início no aprendizado evangélico, há quem te exija espetáculos de grandeza, de um instante para outro; 

se te dispões a trabalhar no auxílio aos semelhantes, de modo mais intenso, há quem veja desperdício em teus gestos de generosidade e beneficência; 

 se nada mais podes dar ao necessitado além da migalha de tuas escassas reservas materiais, aparece quem te acuse de sovinice; 

se te corriges decididamente perante a verdade com o propósito de servi-la, há quem te interprete a espontaneidade por fanatismo; 

se te recolhes gentileza e à serenidade, na execução da tarefa que o serviço do Senhor te atribui, surge quem te aponte por exemplar de pieguice ou indolência…

 Apesar de todos os palpites antagônicos, acerca de teu esforço e conduta, entra no imo da própria alma, observa se a sinceridade te preside as resoluções e os atos, no foro da consciência e, se te reconheces, diante, do Senhor, fazendo o melhor que podes, guarda o coração tranquilo e prossegue, de esforço limpo e atitude reta, caminho adiante, na convicção de que “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Palavras de vida eterna
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20 de junho

Como é importante adotar a atitude certa na hora de doar.

Doe sem alarde, com segurança e, acima de tudo, com amor e alegria.

Tudo que é dado de má vontade carrega más vibrações e não resulta em nada de bom.

Certifique-se que tudo que você faz seja feito com amor, mesmo que você não entenda bem porque está fazendo.

A tarefa mais simples pode redundar em resultados surpreendentes e maravilhosos se for feita com amor.

Portanto, deixe o amor fluir livremente em tudo que faz.

Perceba que o que você está fazendo é necessário e que nenhum serviço é pequeno ou insignificante.

Quando todas as almas doam o melhor de si, o peso das responsabilidades não é assumido só por uns poucos.

A carga compartilhada se torna mais leve para todos, ao ponto de se transformar em verdadeira alegria e prazer.

Policie suas atitudes e contribua para a alegria e o bem estar do todo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

A afabilidade e a doçura

A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que são brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás.

A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir. Envaidecem-se de poderem dizer: “Aqui mando e sou obedecido”, sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar: “E sou detestado.”

Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana.

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— Lázaro. (Paris, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 6.)
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NO COMPORTAMENTO


Faça dos seus pensamentos uma Farmácia moral, que lhe permita formular remédios para males de qualquer natureza.

Pense sem falar, mas nunca fale sem pensar.

Seja mais sábio na ação do que na palavra.

Não se esqueça de que a humildade expressa a mais elevada qualidade de sabedoria.

As dores que o afligem nascem, na maioria das vezes, nos prazeres que você desfruta.

A mais eficiente corrigenda que se pode aplicar é a que decorre da moderação com que se repreende aquele que erra.

Fique à distância de qualquer distúrbio originado no verbo apaixonado ou na atitude lamentável, porquanto a aflição destrói e a ansiedade conduz à delinquência.

Produza algo superior, para que, em não fazendo nada, não aprenda a fazer o mal.

Conserve a simpatia para ser sempre jovem, mantendo palavra calma, gestos moderados e silêncios oportunos. Recorde que todos gostam de ser ouvidos.

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Marco Prisco
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Dupla da paz


Súplicas de socorro explodem nos lugares mais recônditos do mundo.

As respostas, no entanto, surgem da própria vida.

Provações violentas enxameiam-te no caminho…

Coragem e paciência.

Incompreensões te envolvem a estrada, dificultando-te os passos…

Paciência e coragem.

Desgostos francamente inesperados aparecem-te, de súbito…

Coragem e paciência.

Notícias fulminantes esfogueiam-te os ouvidos…

Paciência e coragem.

Enfermidades sitiam-te a casa, conturbando-te a vida…

Coragem e paciência.

Surpresas amargas te procuram, às vezes, por dentro do próprio lar…

Paciência e coragem.

Entes queridos se te transformam em aflitivos problemas.

Paciência e coragem.

Conflitos e tentações assomam-te ao pensamento, ameaçando-te a consciência tranquila…

Coragem e paciência.

Sejam quais forem os obstáculos que te desafiem, aciona essas duas alavancas da paz, porque a coragem te manterá o coração ligado à fé no Divino Poder que nos rege os dias e a paciência é a luz da esperança que nasce de nós, assegurando-nos a vitória sobre nós mesmos nas lutas edificantes do dia a dia.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Endereços da paz
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segunda-feira, 19 de junho de 2023

Pagamento

 

Ante a exaltação jubilosa da vida no Plano Superior, quando nos distanciamos do corpo físico, surge no espelho de nossa alma a triste recordação do mal a que demos guarida…

 Em torno, horizontes novos nos conclamam à contemplação da Beleza Eterna, enquanto que, amigos abnegados, se congregam no abraço de boas vindas.

Do coração vertem lágrimas de alegria, do cérebro renovado partem súplicas de esperança…

 Da consciência, porém, destacam-se velhas contas…
São deveres menosprezados, elos queridos que relegamos ao abandono, afeições que traímos e virtudes nascentes que aniquilamos nos outros a preço de ingratidão e de crueldade.

É então que experimentamos a própria frustração ante os apelos do Céu e voltamo-nos para a Terra, sequiosos de recomeço…

 O grilhão do trabalho e o socorro do esquecimento, nas reencarnações dolorosas, aparecem por chaves de preciosa libertação ao nosso Espírito enredado nos próprios compromissos e tornamos ao recinto familiar para o resgate de nossas dívidas.

Recolhemos, desse modo, nas teias consanguíneas, metamorfoseado em companheiro e parente, o credor de nosso destino a exigir-nos tolerância e bondade, paciência e carinho, renteando conosco várias vezes por dia, a fim de que saibamos fundir a sombra da aversão e do ódio em luz de compreensão e fraternidade.

Se te encontras agora, no templo doméstico, diante de alguém que te injuria as aspirações envenenando-te as horas, recorre ao silêncio da prece e roga ao Senhor te arme o coração de humildade, porque no desafeto que a natureza te impõe, na forma de um ser querido, volta o ponto difícil de nosso próprio passado, requisitando a nossa renunciação no presente, a fim de que se transforme em bênção de amor, adornando-nos de paz a rota para o futuro.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Refúgio
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19 de junho

O que a idade significa para você?

Você tem medo de envelhecer?

Ou você é daqueles que encara tudo positivamente e entende que a fonte da juventude é a sua consciência?

Mantendo sua mente jovem, fresca e alerta, você não envelhecerá.

Se você tem muitos interesses e aproveita plenamente a vida, como poderá envelhecer?

Os seres humanos se limitam ao pensar que os 70 anos sejam o auge da vida.

Pode ser apenas o começo para muitas almas que acordam para as maravilhas da vida, e, acordando, começam a aproveitá-la.

Elimine todos os pensamentos de velhice.

A velhice é somente uma forma de pensamento universal que se solidificou como a casca de uma noz, e é dura de quebrar.

Comece já a reformular seus pensamentos a respeito de idade.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Não julgueis, para não serdes julgados. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; — porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)
Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, — disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; — ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” — Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. — Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. — Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” — Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)

“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.
O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.

Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 11 a 13.)
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Fascinação


Se te consideras um espírito em situação de privilégio sobre os demais…

Se te acreditas portador de novas revelações para os homens…

Se escreves ou falas, como se a razão estivesse sempre do teu lado…

Se te orgulhas de possuir suposta ilibada condição moral que raia à intolerância…

Se tens dificuldade em aceitar a possibilidade de uma influência espiritual perniciosa contigo…

Se os alvitres e advertências do Mundo Espiritual nunca são para ti…

Embora a contragosto, convém que comeces a admitir a provável hipótese de que te encontras sob o império da fascinação.

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Senhor e Mestre”)
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PRIMEIROS INSTANTES DE UM MORTO


No horário reservado à instrução, na noite de 14 de julho de 1955, nosso conjunto recolheu expressiva mensagem do irmão G., inserta neste capítulo, em que nos informa quanto aos seus primeiros instantes na Vida Espiritual.

Cabe-nos esclarecer que o comunicante, político e administrador de méritos indiscutíveis, recentemente desencarnado, esteve antes em nossa casa de preces, sob a custódia dos amigos espirituais que lhe amparavam a recuperação necessária e justa.

Mostrava-se, então, enfermiço e indisposto, mas a breve tempo, retemperado e fortalecido, retomou ao nosso templo, onde nos forneceu as valiosas impressões que passamos a transcrever.

Meus amigos:

Recordando aquele rico da parábola evangélica que não obteve permissão para tornar ao círculo doméstico, depois da morte, compreendo hoje perfeitamente a justeza da proibição que lhe frustrou o propósito, porque, sem sombra de dúvida, ninguém no mundo lhe daria crédito à palavra.

A experiência social na Terra vive tão distraída nos jogos de máscara, que a visita da verdade sem mescla, a qualquer agrupamento humano, por muito tempo ainda será francamente inoportuna.

Falando assim ao vosso mundo afetivo, não nutro o menor interesse em quebrar a cadeia de enganos a que se aprisionam meus antigos laços do coração.

Profundamente transformado, depois da grande travessia, em que o túmulo é o marco de nosso retorno à realidade, dirijo-me particularmente a vos outros, navegantes da fé no oceano da vida, para destacar a necessidade de valorização do tempo nos curtos dias de nossa permanência no corpo.

Para exemplo, recorro ao meu caso, já que, pelo concurso fraterno, ligastes-vos ao processo de minha renovação.

Como sabeis, qual ocorre à árvore doente, que tomba aos primeiros toques do lenhador, caí também, de imprevisto, ao primeiro golpe da Morte.

Industrial, administrador e homem público, em atividade intensa e incessante, não admitia que o sepulcro me requisitasse tão apressadamente à meditação.

A angina, porém, espreitava-me, vigilante, e fulminou-me sem que eu pudesse lutar.

Recordo-me de haver sido arremessado a uma espécie de sono que me não furtava a consciência e a lucidez, embora me aniquilasse os movimentos.

Incapaz de falar, ouvi os gritos dos meus e senti que mãos amigas me tateavam o peito, tentando debalde restituir-me a respiração.

Não posso precisar quantos minutos gastei na vertigem que me tomara de assalto, até que, em minha aflição por despertar, notei que a forma inerte me retomava a si, que minhalma entontecida regressava ao corpo pesado; no entanto, espessa cortina de sombra parecia interpor-se agora, entre os meus afeiçoados e a minha palavra ressoante, que ninguém atendia...

Inexplicavelmente assombrado, em vão pedia socorro, mas acabei por resignar-me à ideia de que estava sendo vítima de estranho pesadelo, prestes a terminar.

Ainda assim, amedrontava-me a ausência de vitalidade e calor a que me via sentenciado.

Após alguns minutos de pavoroso conflito, que a palavra terrestre não consegue determinar, tive a impressão de que me aplicavam sacos de gelo aos pés.

Por mais verberasse contra semelhante medicação, o frio alcançava-me todo o corpo, até que não pude mais...

Aquilo valia por expulsão em regra.

Procurei libertar-me e vi-me fora do leito, leve e ágil, pensando, ouvindo e vendo...

Contudo, buscando afastar-me, reparei que um fio tênue de névoa branquicenta ligava minha cabeça móvel à minha cabeça inerte.

Indiscutivelmente delirava — dizia de mim para comigo —, no entanto aquele sonho me dividia em duas personalidades distintas, não obstante guardar a noção perfeita de minha identidade.

Apavorado, não conseguia maior afastamento da câmara íntima, reconhecendo, inquieto, que me vestiam caprichosamente a estátua de carne, a enregelar-se.

Dominava-me indizível receio.

Sensações de terror neutralizavam-me o raciocínio.

Mesmo assim, concentrei minhas forças na resistência.

Retomaria o corpo.

Lutaria por reaver-me.

O delíquio inesperado teria fim.

Contudo, escoavam-se as horas e, não obstante contrariado, vi-me exposto à visitação pública.

Mas oh! irrisão de meu novo caminho!...

Eu, que me sentia singularmente repartido, observei que todas as pessoas com acesso ao recinto, diante de mim, revelavam-se divididas em identidade de circunstâncias, porque, sem poder explicar o fenômeno, lhes escutava as palavras faladas e as palavras imaginadas.

Muitas diziam aos meus familiares em pranto:

— Meus pêsames! perdemos um grande amigo...

E o pensamento se lhes esguichava da cabeça, atingindo-me como inexprimível jato de força elétrica, acentuando: “Não tenho pesar algum, este homem deveria realmente morrer...”

Outras se enlaçavam aos amigos, e diziam com a boca:

— Meus sentimentos! O doutor G. morreu moço, muito moço.

E acrescentavam, refletindo: “Morreu tarde... Velhaco! deixou uma fortuna considerável... Deve ter roubado excessivamente...”

Outras, ainda, comentavam junto à carcaça morta:

— Homem probo, homem justo!...

E falavam de si para consigo: “Político ladrão e sem palavra! Que a terra lhe seja leve e que o inferno o proteja!...”

Via-me salteado por interminável projeção de espinhos invisíveis a me espicaçarem o coração.

Torturado de vergonha, não sabia onde esconder-me.

Ainda assim, quisera protestar quanto às reprovações que me pareceram descabidas.

Realmente não fora o homem que devia ter sido, no entanto, até ali, vivera como o trabalhador interessado em quitar-se com os seus compromissos.

Não seria falta de caridade atacarem-me, assim, quando plenamente inabilitado a qualquer defensiva?

Por muito tempo, perdurava a conturbação, até que encontrei algum alívio...

Muitas crianças das escolas, que eu tanto desejaria ter ajudado, oravam agora junto de mim.

Velhos empregados das empresas em que eu transitara, e de cuja existência não cogitara com maior interesse, vinham trazer-me respeitosamente, com lágrimas nos olhos, a prece e o carinho de sincera emoção.

Antigos funcionários, fatigados e humildes, aos quais estimara de longe, ofertavam-me pensamentos de amor.

Alguns poucos amigos envolveram-me em pensamentos de paz.

Aquietei-me, resignado.

Doce bálsamo de reconhecimento acalmou-me a aflição e pude chorar, enfim...

Com o pranto, consegui encomendar-me à Bondade Infinita de Deus, respirando consolo e apaziguamento.

Humilhado, aguardei paciente as surpresas da nova situação.

Estava inegavelmente morto e vivo.

O catafalco não favorecia qualquer dúvida.

Curtia dolorosas indagações, quando, em dado instante, arrebataram-me o corpo.

Achava-me livre para pensar, mas preso aos despojos hirtos pelo estranho cordão que eu não podia compreender e, em razão disso, acompanhei o cortejo triste, cauteloso e desapontado.

Não valiam agora o carinho sincero e a devoção afetiva com que muitos braços amigos me acalentavam o ataúde...

A vizinhança do cemitério abalava a escassa confiança que passara a sustentar em mim mesmo.

O largo portão aberto, a contemplação dos túmulos à entrada e a multidão que me seguia, compacta, faziam-me estarrecer.

Tentei apoiar-me em velhos companheiros de ideal e de luta, mas o ambiente repleto de palavras vazias e orações pagas como que me acentuava a aflição e o desespero.

Senti-me fraquejar.

Clamei debalde por socorro, até que, com os primeiros punhados de terra atirados sobre o esquife, caí na sepultura acolhedora, sem qualquer noção de mim mesmo.

Apagara-se o conflito.

Tudo era agora letargo, abatimento, exaustão...

Por vários dias repousei, até que, ao clarão da verdade, reconheci que as tarefas do industrial e político haviam chegado a termo.

Apesar disso, porém, a certeza da vida que não morre levantara-me a esperança.

Antigas afeições surgiram, amparando-me a luta nova e, desse modo, voltou a condição do servidor anônimo o homem que talvez indebitamente se elevara no mundo aos postos de diretiva.

E assim que, em vos visitando, devo estimular-vos ao culto dos valores claros e certos.

Instalar a felicidade no próprio espírito, através da felicidade que pudermos edificar para os outros, é a única forma de encontrarmos a verdadeira felicidade.

Tenho hoje a convicção de que os patrimônios financeiros apenas agravam as responsabilidades da alma encarnada, e a política, presentemente, para mim se assemelha à tina d’água que agitamos em esforço constante para vê-la sempre a mesma, em troca apenas do cansaço que nos impõe.

Todos os aparatos da experiência humana são sombras a se movimentarem nas telas passageiras da vida.

Só o bem permanece.

Só o bem que idealizamos e plasmamos é a luz que fica.

Assim, pois, buscando o bem, roguemos a Deus nos esclareça e nos abençoe.

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G.
Livro: Vozes do Grande Além – Mensagens Psicofônicas de Vários Espíritos
Recebidas no Grupo Meimei
Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos, organizado por Arnaldo Rocha FEB – Federação Espírita Brasileira
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Tudo em Deus


Existes onde estás.

A vida vem de Deus.

Tens a bênção do Sol.

A luz nasce de Deus.

Respiras livremente.

O ar é força de Deus.

Possuis entes queridos.

O amor provém de Deus.

Do que pensas e fazes,

O tempo te observa.

Na prestação de contas,

Tudo devolverás.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Palavras da coragem
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domingo, 18 de junho de 2023

Cada hora


Cada hora é ocasião de prestar algum serviço ou de pronunciar as melhores palavras.

Felicidade é a soma das alegrias que distribuirmos com os outros.

Pensa nos minutos que já cravaste.

O tempo não para.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Deus sempre
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18 de Junho

Ideias e maneiras conflitantes surgirão nos próximos tempos.

Você será testado exaustivamente e depois será deixado por conta própria.

Não tente se agarrar a todo graveto que passar por você.

Recolha se e, em seu interior, retire sua força de Mim e siga seu caminho em paz.

Todas as dúvidas e temores o abandonarão e você se manterá firme e inabalável como uma rocha, apoiando-se nesta sabedoria interior.

Ventos, tempestades podem surgir lá fora, mas não o afetarão.

Eu preciso de você forte e corajoso, certo da verdade interior que ninguém pode lhe tirar.

Não se deixe sugar pelo torvelinho do conflito e da desesperança que existe no mundo atualmente; encontre seu santuário interior e Me reconheça, porque EU SOU a sua âncora, EU SOU o seu santuário.

Deixe que a Minha paz e o Meu amor o preencham e o envolvam.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O óbolo da viúva

Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. — Nisso, veio também uma pobre que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. — Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; — por isso que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (SÃO MARCOS, cap. XII, vv. 41 a 44. — S. LUCAS, cap. XXI, vv. 1 a 4.)

Muita gente deplora não poder fazer todo o bem que desejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. É sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozos mais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto? Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si.

O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos. Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. Infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, quais a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc. Que dizer dos que esperam encontrar nos Espíritos auxiliares que os secundem na consecução de tais objetivos?

Certamente não conhecem, nem compreendem a sagrada finalidade do Espiritismo e, ainda menos, a missão dos Espíritos a quem Deus permite se comuniquem com os homens. Daí vem o serem punidos pelas decepções. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, nº 294 e nº 295.)

Aqueles cuja intenção está isenta de qualquer idéia pessoal, devem consolar-se da impossibilidade em que se vêem de fazer todo o bem que desejariam, lembrando-se de que o óbolo do pobre, do que dá privando-se do necessário, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico que dá sem se privar de coisa alguma. Grande seria realmente a satisfação do primeiro, se pudesse socorrer, em larga escala, a indigência; mas, se essa satisfação lhe é negada, submeta-se e se limite a fazer o que possa. Aliás, será só com o dinheiro que se podem secar lágrimas e dever-se-á ficar inativo, desde que se não tenha dinheiro? Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo. Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil. Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 5 e 6.)
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Os 10 Principais Tipos de Obsessores


Será possível?

-- Além do célebre motivo de vingança, existem dois tipos de obsessores atraídos por nós, os encarnados?
-- Três tipos motivados por amor?
-- Um tipo onde os papéis se invertem e os verdadeiros obsessores somos nós mesmos?
-- Nem sempre o obsessor quer nos prejudicar?
-- Às vezes, ele julga que está nos ajudando?
-- Outras vezes, ele pode nos causar um benefício real?
-- Em muitos casos, ele não teve nenhum vínculo ou relacionamento anterior conosco?
-- Em um caso, ele é um idealista tresloucado? Um verdadeiro terrorista espiritual?
-- Em outro, um empreiteiro autônomo?
-- E em outro, um "soldado mandado"?
Sim! É isto mesmo!
-- Vamos conferir?

Os 10 Principais Tipos:

Tipo 1 - Obsessor Morador

Tipo 2 - Obsessor Atraído - primeiro caso

Tipo 3 - Obsessor Atraído - segundo caso

Tipo 4 - Obsessor por Amor - primeiro caso

Tipo 5 - Obsessor por Amor - segundo caso

Tipo 6 - Obsessor por Amor - terceiro caso

Tipo 7 - Obsessor Escravo

Tipo 8 - Obsessor Empreiteiro Autônomo

Tipo 9 - Obsessor Soldado do Mal

Tipo 10 - Obsessor Vingador


Esclarecimento

A principal finalidade do autor, ao "batizar" esses principais tipos de obsessores com esses dez inusitados nomes, é exclusivamente didática, haja vista que pretende facilitar a imediata identificação de cada um deles. Portanto, não existe nem a mais remota intenção de menosprezá-los ou ridicularizá-los, principalmente porque eles são nossos legítimos Irmãos-em-Deus, e, como tal, merecedores, pelo menos, da nossa compreensão fraternal, e até mesmo da nossa atuação solidária. E também porque, no passado - quem sabe? - fomos obsessores iguais ou piores que eles...
Além disto, esse é um modo deliberadamente bem humorado de iniciar uma embasada e profunda abordagem de uma problemática humana que pode ser muito grave e mais sériaainda, principalmente porque a sua atuação nociva independe de nossas crenças a este respeito.
Tem mais! Ao longo deste trabalho, o autor, em muitos casos, precisou atuar - a bem da verdade - como verdadeiro "advogado de defesa" deles...


Tipo 1
Obsessor Morador

Histórico

Um desencarnado optou por continuar vivendo naquela mesma casa ou naquele local que frequentava assiduamente - e ao qual se apegara profundamente - antes de "morrer".
Deste modo, transformou-se em obsessor dos encarnados que moram ou freqüentam aquele lugar.

Anteriormente

Na maioria das vezes, ele nunca tivera nenhum tipo de relacionamento anterior com os seus obsediados. Ou seja, eles não se conheciam.

Perfil

Via de regra, é um solitário. Às vezes, está desnorteado ou revoltado. Mas, como todo obsessor, é um ser humano desequilibrado e desajustado, embora não necessariamente mau nem mal intencionado.

Objetivo básico

Continuar vivendo naquele local ao qual continua irresistivelmente apegado.

Atuação

Em alguns casos, ele simplesmente se diverte, tentando assustar os moradores ou freqüentadores daquele lugar. Ou então, nada faz, limitando-se a observá-los.
Só em casos raros tenta fazer mal aos seus obsediados, porém, normalmente, com a intenção de expulsá-los daquele local do qual se julga o único dono e/ou o único com direito de viver ali.

Comentários

Ele, como todo desencarnado, só poderá ser visto por aqueles encarnados dotados do sentido extrafísico de vidência astral.
Além disto, ele só poderá causar as chamadas "casas mal assombradas" se pelo menos um dos moradores ou frequentadores daquele lugar for dotado da faculdade extrafísica de produção do ectoplasma etérico, matéria-prima indispensável para ele poder produzir, se for capaz, os chamados "efeitos físicos".

Tipo 2
Obsessor Atraído - primeiro caso

Histórico

Num determinado dia, um desencarnado - dentre os muitos que perambulam pelo mundo físico - foi irresistivelmente atraído por um encarnado cujo perfil psicológico era idêntico ao seu, ou seja, ambos geram continuamente, em grandes quantidades, os mesmos tipos de potentes energias negativas - raiva, cólera, ira, mau-humor, agressividade, ciúmes, invejas, despeitos, depressões, tensões, etc. - e/ou têm os mesmos comportamentos extremamente desequilibrados e/ou desajustados e/ou revoltados e/ou fanáticos e/ou violentos etc.
A partir do fatídico momento daquela "atração fatal" de dois seres humanos tão semelhantes em caráter, índole, temperamento, vícios, hábitos, etc., aquele desencarnado passou a viver, 24 horas por dia, todos os dias, ao lado daquele encarnado igualzinho a ele.

Anteriormente

Na maioria das vezes, tal qual no caso anterior, ele nem sequer conhecia aquele encarnado.

Perfil

Normalmente, é semelhante ao caso anterior. Ou seja:
Via de regra, é um solitário. Às vezes, está desnorteado ou revoltado. Mas, como todo obsessor, é um ser humano desequilibrado e desajustado, embora não necessariamente mau nem mal intencionado.

Objetivo básico

Usufruir ao máximo daquela prazerosa companhia e/ou daquelas energias que ele tanto gosta e julga precisar muito.

Atuação

Normalmente, ele não deseja fazer nenhum mal ao seu obsediado. Pelo contrário, muitas vezes ele protege a vida daquele encarnado - a sua fonte de prazeres - por exemplo, no caso de alcoólatras.

Tipo 3
Obsessor Atraído - segundo caso

Comparação

É semelhante ao caso anterior, com a única diferença do desencarnado não ser atraído por um encarnado, e sim por um local em particular.
Em outras palavras, aquilo que irresistivelmente atraiu o desencarnado "errante" foi um determinado ambiente que ele tanto gostou e onde se sente muitíssimo bem.

O local

Normalmente, trata-se de uma residência na qual os seus moradores, ou a maioria deles, vivem de maneira muito desajustada, tumultuada e desequilibrada.
Ou, então, é um local de diversões, público ou privado, corretamente considerado "barra pesada" porque seus freqüentadores, ou a maioria deles, praticam excessos de várias naturezas sob o efeito do consumo desregrado de bebidas alcoólicas e/ou, pior ainda, do uso de drogas alucinógenas.
Mas pode ser um local de trabalho onde, costumeiramente, são praticadas arbitrariedades, desonestidades, violências, etc.

Resultado

A partir do fatídico momento daquela "atração fatal" do desencarnado por um determinado lugar energeticamente semelhante, ele, literalmente, se mudou para aquele local, onde passou a residir.
E, assim, ele se transformou em potencial obsessor - involuntário ou não - de todos os moradores ou frequentadores encarnados daquele ambiente.

Tal qual no caso anterior

A princípio, ele não tem nenhuma intenção de fazer mal a nenhum dos moradores ou freqüentadores daquele lugar.
Inclusive, dependendo do caso, ele pode proteger as vidas desses ou daqueles encarnados "preferidos" dele, obviamente visando não perder aquelas suas fontes de prazeres.
E o seu objetivo básico é usufruir, ao máximo, daquelas prazerosas companhias e/ou daquelas energias que ele tanto gosta e julga precisar muito.

Vale esclarecer

Como é mais que evidente, em qualquer caso - sem nenhuma exceção - o obsessor sempreé uma pessoa desajustada e desequilibrada, portanto, o seu campo magnético sempre é desajustado e desequilibrado, ou seja, sempre é negativo e nocivo.
Muitas vezes é extremamente negativo e nocivo, com o agravante de poder ser muito, muitíssimo, potente.

Por este simples e claro motivo

Em qualquer tipo de Obsessão, mesmo quando o desencarnado (obsessor) não pretende fazer nenhum mal a ninguém, a sua constante presença junto a determinados encarnados (obsediados) implica - inexoravelmente - na íntima proximidade do seu campo magnético (negativo e nocivo) com os campos magnéticos daqueles encarnados-obsediados.
Isto, por si só, constitui um contínuo e terrivelmente deletério "bombardeio" de energias negativas e nocivas, às vezes muito potentes, daquele desencarnado (obsessor involuntário) para aqueles encarnados-obsediados.

Tipo 4
Obsessor por Amor - primeiro caso

Histórico

Por vontade própria, e sem que nada lhe obrigasse a fazer isto, um desencarnado optou por permanecer 24 horas por dia, todos os dias, ao lado de um encarnado a quem continua amando desesperadoramente.
Ele julga que não consegue viver longe daquele seu ente querido encarnado.

Anteriormente

Como é óbvio, ele teve profundos e íntimos laços afetivos, às vezes até fortes ligações sexuais, com seu obsediado.

Perfil

Normalmente, trata-se de um recém-desencarnado que é ex-cônjuge ou ex-amante ou um familiar muito próximo daquele desencarnado.
Tal qual ocorre com outros tipos de obsessores, muitas vezes ele não tem consciência plena da sua recente "morte". Quando tem, normalmente está profundamente indignado, revoltado e inconformado, principalmente com a compulsória interrupção da sua íntima e constante convivência com aquele seu ente querido encarnado, o que lhe causa uma situação tão aflitiva que ele tenta remediá-la - ou pelo menos atenuá-la - com a sua deliberada permanência próxima àquele encarnado querido.

Atuação

Como é mais do que evidente, ele não tem a mínima intenção de fazer nenhum tipo de mal àquele encarnado a quem ama desesperadoramente.
No entanto, como já vimos, devido ao constante "bombardeio" de suas potentes e desequilibradas energias negativas e nocivas, involuntariamente ele faz mal, muito mal, aquele encarnado querido, repetindo, como inexorável conseqüência da sua contínua proximidade com aquele seu involuntário obsediado.

Tipo 5
Obsessor por Amor - segundo caso

Comentário

É parecido com o caso anterior. A diferença é que ele, antes de se transformar em obsessor involuntário, não vivia junto daquele encarnado a quem tanto ama. E sim, desde a sua "morte" ele vagava pelo mundo físico, como fazem muitos desencarnados desequilibrados e desajustados.
Ou, então, em casos mais raros, ele era um desencarnado equilibrado, ou que para tanto se esforçava, que morava em uma das maravilhosas colônias fraternas do plano astral, tipo o "Nosso Lar", descrito por André Luiz através da psicografia de Chico Xavier.

Num determinado dia

Ele teve conhecimento de um terrível problema que afligia um seu ente querido encarnado. Imediatamente, de livre e espontânea vontade, ele foi viver junto daquele encarnado amado, com a intenção única e específica de ajudá-lo a resolver aquela situação tão grave e séria.

Neste caso

Além de involuntariamente produzir aquele "bombardeio" magnético negativo e nocivo ao seu ente querido encarnado, ele tentará intervir, à sua maneira desequilibrada e desajustada, nos problemas existentes, o que certamente implicará em outros prejuízos tanto àquele seu ente querido encarnado como às demais pessoas envolvidas.

Tipo 6
Obsessor por Amor - terceiro caso

Neste curioso caso, os papéis tradicionais se invertem!
Dessa vez não é o desencarnado quem produz a Obsessão! E sim é o encarnado que não suporta a compulsória - e, às vezes, abrupta - separação da íntima e diária convivência física com o seu ente querido recém-desencarnado!

Em tal desespero

O encarnado, totalmente inconformado e inconsolável, sofre tanto e tão profundamente com a recente "morte" daquele seu ente tão querido, sente tanto a falta dele, chora tanto a perda dele, lamuria-se tanto pela insuportável dor que sente, pensa tanto e tão contínua e fortemente naquele seu amado "falecido" que, finalmente, por força da irresistível atração que exerceu, involuntariamente consegue atrai-lo para junto de si.

O triste resultado dessa "Obsessão Inversa"

Aquele coitado recém-desencarnado - compulsoriamente e à sua revelia - foi obrigado a viver, 24 horas por dia, todos os dias, junto àquele seu involuntário Obsessor-Encarnado.

Tipo 7
Obsessor Escravo

Histórico

Infelizmente, não é raro alguém ficar tão traumatizado, desnorteado, fragilizado, confuso, etc. com a sua recente "morte", que vive a perambular, semiconsciente - como se fosse um "zumbi" - até mesmo no próprio cemitério onde seus restos mortais foram enterrados.

Por mais incrível que pareça

Existem inescrupulosos e desumanos comerciantes da mediunidade, encarnados, que - obviamente com enorme facilidade - aprisionam e transformam (literalmente) em seusescravos esses indefesos desencarnados.

Esses infelizes desencarnados-escravos

Com medo de sofrerem cruéis e terríveis punições, cegamente cumprem as ordens dos seus senhores encarnados.

Deste modo

Conforme sejam as ordens recebidas, eles atuam junto a encarnados, tanto para lhes fazer bem ou mal. Indistintamente.

Tipo 8
Obsessor Empreiteiro Autônomo

De um modo geral

Infelizmente, não é raro alguém ser tão apegado aos prazeres materiais, mas tão apegado que, após a sua "morte", permaneça vivendo no mundo físico na ávida procura de oportunidades de obter parciais e restritos gozos daqueles prazeres.

Por motivos óbvios, uns vivem nos bordéis e motéis, outros nos bares e antros de viciados, e assim por diante.

Neste caso em particular

Alguns desses desencarnados tão apegados aos prazeres materiais, deliberadamente e por exclusiva vontade-própria, prazerosamente executam empreitadas junto aos encarnados - tanto para o bem quanto para o mal, conforme sejam os acertos - recebendo, como pagamento antecipado, os "despachos" que frequentemente encontramos nas encruzilhadas, contendo comidas, sangues de animais, bebidas, charutos, etc.

Comentário

Esses dois últimos tipos de obsessores são idênticos no que diz respeito à execução, indistintamente, de benefícios e/ou malefícios aos encarnados. Mas o Obsessor-Escravo tem, a seu favor, o grande e forte atenuante de ser "soldado-mandado" sob pena de severos castigos, enquanto o Obsessor-Empreiteiro-Autônomo tem o sério e grave agravante de agir voluntariamente e por conveniência própria.
Mas, em qualquer caso, a culpa e o dolo realmente cabem àqueles encarnados que são osautores intelectuais desses lamentáveis tipos de Obsessão.
No entanto, muito mais culpa e muito mais dolo cabem àqueles inescrupulosos e desumanoscomerciantes da mediunidade, encarnados, que, além de lucrarem com esse tão condenável e ilícito comércio, ainda praticam a mais desumana ainda escravidão dos pobres coitados Obsessores-Escravos!

Tipo 9
Obsessor Soldado do Mal

Perfil

São desencarnados que, por motivos diversos, se transformaram em idealistas tresloucados, convictos e fanáticos.
Piamente, eles acreditam que o dever sagrado deles é - sem tréguas nem fronteiras -combater o bem e todos os obreiros do bem encarnados e desencarnados. Eles são, portanto, verdadeiros terroristas espirituais.
Na maioria dos casos, eles são extremamente sagazes, astutos, espertos, sutis, inteligentes, etc. e, algumas vezes, até refinados. Alguns deles possuem elevados conhecimentos e habilidades, às vezes até superiores aos das suas vítimas encarnadas.

Objetivo

"Filosoficamente" falando, eles pretendem destruir as obras do bem, e implantar, na Terra, os deturpados e tresloucados conceitos de vida deles. Portanto, eles se dedicam a sabotartodas as obras do bem que eles puderem.
Com tal propósito maligno, astutamente eles não visam, necessariamente, fazer mal aos seus obsediados, e sim desviá-los, a qualquer custo, das atividades nobilitantes. Por exemplo, eles podem causar benefícios reais às suas vítimas encarnadas, mas benefícios tais que impeçam, ou pelo menos dificultem, a execução daquelas atividades fraternas.

Os alvos principais

Obviamente, são os dirigentes e trabalhadores mais atuantes e eficazes das instituições voltadas para o bem material e/ou espiritual da humanidade.

Atuação

Eles sempre agem nas fraquezas individuais e coletivas dos obreiros do bem, estimulando intrigas, fofocas, ciúmes, despeitos, calúnias, brigas, desentendimentos, etc. - e até envolvimentos sexuais antiéticos - sempre visando destruir, ou pelo menos desestabilizar, aquelas instituições que eles consideram "as terríveis inimigas" deles.

Ironicamente...

Considerando que eles só obsediam os melhores seres humanos encarnados - aqueles que, prazerosamente, realizam serviços voluntários, fraternos e solidários - o fato de ser vítima desse tipo de Obsessão não deixa de ser... um elogio. Um grande elogio!

Tipo 10
Obsessor Vingador

Sem nenhuma sombra de dúvida

Este é o caso clássico de Obsessão! Mas também é o pior, o mais terrível e o mais cruel de todos!

Histórico

Os motivos desse obsessor são muito fortes e estão firmemente arraigados no passado, haja vista que remontam a dezenas ou centenas de anos, quando, em alguma vida passada, o hoje "inocente" obsediado cometeu crimes terríveis contra aquele que, atualmente, é o seu Obsessor-Vingador.

Por um lado

Com raríssimas exceções, a memória do encarnado sempre é limitada ao que está registrado no seu cérebro físico, ou seja, ele não se recorda dos acontecimentos das suas encarnações passadas.
Portanto, quem é obsediado desse tipo não se lembra dos males que cometeu, no passado, ao seu atual Obsessor-Vingador.

Por outro lado

O Obsessor-Vingador se lembra muito bem, perfeita e nitidamente, de tudo que anteriormente sofreu nas mãos do seu atual obsediado. Muitas vezes essas dolorosas lembranças são tão fortes como se todos aqueles terríveis sofrimentos tivessem acabado de acontecer com ele.
Em outras palavras, ele ainda sente muito intensamente, na própria pele, aquelas profundas e lancinantes dores!

Por este motivo

É movido por cego e mortal ódio que esse pior tipo de obsessor se dedica, com persistência, dedicação e tenacidade - e até com total exclusividade - a perseguir o seu obsediado, se possível do berço ao túmulo, quem sabe até depois da "morte", para se vingar dos sofrimentos que ele lhe causou no passado.

No entanto

Mesmo conhecendo, entendendo e compreendendo os sólidos motivos do Obsessor-Vingador, nem ele nem seu obsediado nem nenhum de nós devemos esquecer de três importantíssimos aspectos éticos e morais dessa séria e grave problemática humana:

Em primeiro lugar

No passado, quando o Obsessor-Vingador foi vítima do seu atual obsediado, ele não era inocente. Por que?
Porque, segundo a sábia, infalível e perfeita Lei de Justiça do Universo - ou Lei de Retorno Similar - naquela época ele precisava receber (como recebeu) o retorno cármico das grandes dores que ele mesmo, anteriormente, causara a outras pessoas. E, naquela época, o tolo instrumento daquele (indispensável) retorno cármico foi o seu atual obsediado.

Em segundo lugar

Atualmente, o Obsessor-Vingador também não é inocente porque executa uma terrível, fria e cruel vingança contra o seu obsediado, assim praticando justiça com as próprias mãos, o que é condenável até pela falha justiça terrena.

Em terceiro lugar

Na Escola da Vida, o perdão é uma das mais importantes matérias que tanto o Obsessor-Vingador quanto o seu obsediado como todos nós devemos aprender e praticar!

Comentários Finais

Esses dez tipos que acabamos de ver
São os mais comuns da chamada Obsessão Direta, na qual os obsessores sempre atuam diretamente sobre os seus obsediados.

Além desses dez tipos

É lógico que existem outros casos de Obsessão Direta - talvez muitos outros tipos - mas são raros.
No entanto, curiosamente
Pode ocorrer o singularíssimo (e infelizmente raro) caso daqueles privilegiados encarnados que - na "elogiosa" opinião dos seus potenciais obsessores - são alvos difíceis de atingir, verdadeiros "ossos duros de roer". Por que?
Porque eles têm e mantêm os seus campos magnéticos tão poderosamente positivos e equilibrados que, praticamente, inviabilizam a máxima eficácia da Obsessão Direta ou, na melhor das hipóteses, dificultariam muito os plenos e rápidos sucessos dos objetivos malignos daqueles obsessores.
Com tais (raros) encarnados "difíceis de obsediar"
Os obsessores mais experientes podem praticar as chamadas Obsessões Indiretas, quando eles atuam sobre outras pessoas mais fáceis de obsediar - e que sejam intimamente ligadas àqueles encarnados que são seus verdadeiros alvos - para assim, de maneira indireta, causarem grandes sofrimentos aos seus potenciais obsediados.

Além disto

Tanto na Obsessão Direta quanto na Indireta - felizmente, em situações raras, graças a Deus! - podem atuar aqueles que, na falta de denominação melhor, podem ser considerados Obsessores "High Tech" (que empregam alta tecnologia).
É isto mesmo! São aqueles maquiavélicos especialistas - ou cientistas do mal - que utilizam avançados conhecimentos e tecnologias para produzir, nos planos astral e mental, sofisticados aparelhos específicos para obsediar encarnados e até desencarnados.

🦋🍄🦋
Por: Francisco Carvalho
Resumo de um trecho do livro "Influências Energéticas Humanas", 4ª edição, do mesmo autor,
Francisco Carvalho
🦋🍄🦋

NA MAIORIA DAS VEZES


O ambiente espiritual hostil de que te queixas…

A vibração negativa que te envolve…

O desconforto emocional, com repercussões físicas…

A sensibilidade psíquica exacerbada…

A prostração de natureza moral que te acomete…

Os pensamentos de ordem inferior que te assaltam…

Na maioria das vezes, são problemas contigo mesmo e não devidos aos outros.

🦋🍄🦋
Irmão José – do livro “Senhor e Mestre”
Divaldo Franco
🦋🍄🦋

Conselhos fraternais de Emmanuel


Meu amigo, muita paz!

Enquanto não se converter o homem no herdeiro divino, em plena posse das riquezas eternas e dons imperecíveis do espírito, instituindo o Reino do Senhor na Terra, o clima do cristão constituir-se-á de lutas acerbas.

Indispensável prosseguir, nas leiras da fé viva, arando e semeando para o futuro sem prender a atenção no passado.

Transforma as pedras em flores, os obstáculos em estímulos.

Todo o trabalho humano — serviço nosso na obra do Cristo — não pode apresentar características de perfeição absoluta.

O Mestre, porém, aceita-nos a boa vontade no esforço da cooperação sincera e estende-nos mão forte, sempre que a perseverança na luz e no bem vibre em nossas atitudes. Continuemos, desse modo, atentos aos nossos deveres.

A sombra é um desafio à nossa capacidade de brilhar ao Sol do Divino Amor que tudo converte em bênçãos de realização sublime com a Boa Nova.

A incompreensão representa forte apelo ao nosso entendimento, a fim de que testemunhando, em silêncio, a nossa fé, possamos aplicar todas as nossas oportunidades no abençoado serviço da redenção.

O desprezo é uma convocação à revelação das nossas possibilidades de amar como Jesus nos amou.

O caminho é longo e a missão é complexa. Exigem desassombro e serenidade, confiança e otimismo, compreensão e fraternidade. Não te esqueças de semelhantes armas em teu ministério.

Dissemina a boa semente, edifica no Espírito Eterno, ergue o teu santuário interior para o Mestre e atende às obrigações edificantes que te foram confiadas.

É sempre fácil sorrir perante o céu azul e ensinar nos dias dourados, plenos de tranquilidade e de sol. É por isso que raros aprendizes sabem servir sob a noite tormentosa e ao longo das horas repletas de dores e dificuldades de toda sorte.

A escola, entretanto, não é outra. Peçamos ao Divino Amigo nos conceda força para negarmos a nós mesmos, olvidando quanto possa constituir remanescentes de nosso passado delituoso e energia para nos glorificarmos em nossa cruz de cada dia, talhada nos testemunhos de trabalho, a que fomos convocados na hora presente.

Somente assim, meu irmão, poderemos seguir a Luz dos Nossos Destinos, transformando-nos em viva mensagem de seu Infinito Amor a benefício da Terra de paz e fraternidade com o Reino dos Céus, nos bem aventurados dias que virão.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Luz no caminho
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