quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Joias Devolvidas


Narra antiga lenda que um rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos.

Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.

No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.

A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.

Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?

Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.

Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.

Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar.

Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos…

Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.

Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.

A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.

O marido, já um pouco preocupado perguntou: o que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.

- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas joias de valor incalculável, para que as guardasse. São joias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!

- O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?

- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!… Por que isso agora?

- É que nunca havia visto joias assim! São maravilhosas!

- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.

- Mas eu não consigo aceitar a ideia de perdê-las!

E o rabi respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!

- Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito.

- As joias preciosas eram nossos filhos.

- Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.

O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.

………………………

Os filhos são joias preciosas que o Criador nos confia a fim de que as ajudemos a burilar-se.

Não percamos a oportunidade de enfeitá-las de virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-las a Deus, que possam estar ainda mais belas e mais valiosas.

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Richard Simoneti.

A Melhora da Morte




Diante do agonizante o sentimento mais forte naqueles que se ligam a ele afetivamente é o de perda pessoal.

"Meu marido não pode morrer! Ele é o meu apoio, minha segurança!"
"Minha esposa querida! Não me deixei Não poderei viver sem você!"

"Meu filho, meu filho! Não se vá! Você é muito jovem!
Que será de minha velhice sem o seu amparo?"

Curiosamente, ninguém pensa no moribundo.
Mesmo os que aceitam a vida além‐túmulo multiplicam‐se em vigílias e orações, recusando admitir a
separação. Esse comportamento ultrapassa os limites da afetividade, desembocando no velho egoísmo humano, algo parecido com o presidiário que se recusa a aceitar a ideia de que seu companheiro de prisão vai ser libertado.

O exacerbamento da mágoa, em gestos de inconformação e desespero, gera fios fluídicos que tecem uma espécie de teia de retenção, a promover a sustentação artificial da vida física. Semelhantes vibrações não evitarão a morte.

Apenas a retardarão, submetendo o desencarnante a uma carga maior de sofrimentos.

É natural que, diante de sério problema físico a se abater sobre alguém muito caro ao nosso coração, experimentemos apreensão e angústia. Imperioso, porém, que não resvalemos para a revolta e o desespero, que sempre complicam os problemas humanos, principalmente os relacionados com a morte.

Quando os familiares não aceitam a perspectiva da separação, formando a indesejável teia vibratória, os técnicos da Espiritualidade promovem, com recursos magnéticos, uma recuperação artificial do paciente que, "mais prá lá do que prá cá", surpreendentemente começa a melhorar, recobrando a
lucidez e ensaiando algumas palavras...

Geralmente tal providência é desenvolvida na madrugada. Exaustos, mas aliviados, os "retentores" vão
repousar, proclamando:
"Graças a Deus! O Senhor ouviu nossas preces!"

Aproveitando a trégua na vigília de retenção os benfeitores espirituais aceleram o processo desencarnatório e iniciam o desligamento. A morte vem colher mais um
passageiro para o Além.

Raros os que consideram a necessidade de ajudar o desencarnante na traumatizante transição. Por isso é frequente a utilização desse recurso da Espiritualidade, afastando aqueles que, além de não ajudar, atrapalham. Existe até um ditado popular a respeito do assunto:

"Foi a melhora da morte! Melhorou para morrer!”
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QUEM TEM MEDO DA MORTE?
Richard Simonetti

Sempre à procura



O homem evita o confronto consigo mesmo.

Evita porque se desaprova.

Não se aceita como é, mas não consegue mudar.

Mudar é penoso; a renovação exige sacrifício.

Habituado ao imediatismo, não se anima a investir no futuro.

Aspira a resultados agora...

Semeia e, depressa, anseia pelos frutos.

Tão jungido se encontra ao corpo, que confunde-se com ele.

Não tem consciência plena de que é espírito.

É prisioneiro voluntário das próprias sensações.

Não se incomoda de pagar, com a dor, o preço do desejo.

Mas também não consegue satisfazer-se...

Está sempre à procura.

Ele não sabe, mas, no fundo, procura por Deus!

Busca exteriormente o que encontrará apenas dentro de si...
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Irmão José


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Amparo Desconhecido

 
Talvez nada saibas, por agora, com respeito aos obstáculos do cotidiano, no entanto, é justo reflitas neles:

a afeição que perdeste;

a enfermidade que te absorveu longo tempo;

a colocação profissional que não conseguiste;

o negócio que supunhas vantajoso e cuja realização não pudeste ver;

o prejuízo em que entraste;

o encontro frustrado;

a joia que te escapou das mãos;

a festa, de cuja beleza deploras ter estado ausente;

de perda alguma te lastimes.

As tuas contrariedades foram registradas nos arquivos das horas e surgirá um dia em que o tempo te fará sorrir de felicidade e de gratidão, porque o entendimento te fará reconhecer que todas essas provações imaginárias foram bênçãos de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier 



domingo, 28 de outubro de 2012

Suportar nossa Cruz

Obra: Rumo Certo
Emmanuel
Chico Xavier








 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Se eu tivesse...


Se eu tivesse falado do amor que sentia, se eu tivesse perdoado, aconselhado, se eu tivesse me calado...

Estas são afirmativas que costumam fazer parte dos nossos pensamentos em alguns momentos da vida.
Diante da perda de um ente querido ou no momento em que sabemos estar próxima a nossa partida para a Pátria Espiritual, a sensação de que se poderia ter feito muito mais, é causa de uma das grandes dores do ser humano.

Pensamos que poderíamos ter sido mais cuidadosos nos relacionamentos com os amigos e amores, ter nos doado mais ao próximo, realizado aquele sonho... ou simplesmente poderíamos ter amado mais.

O arrependimento pelo bem que não foi feito é doloroso.

Conveniente seria se vivêssemos a vida sem precisar de um dia empregar essas frases, que demonstram que algo poderia ter sido feito e que agora, não mais nos é possível fazê-lo.

Muitas vezes justificamos o abandono de um objetivo por não termos as condições que julgamos ideais para cumpri-lo.

Dizemos a nós mesmos que não temos o dinheiro ou o tempo suficiente, o poder ou a autoridade, que não temos coragem ou disposição, que somos velhos demais ou jovens demais ou que temos saúde de menos.

Essas afirmativas apenas demonstram o nosso desânimo frente às situações que a vida nos apresenta.

Colocamo-nos facilmente na condição de depender de algo ou de alguém para agir, quando toda ação depende exclusivamente da nossa própria vontade.
* * *
Tenhamos coragem e entusiasmo para fazer o que consideramos correto, para agir de acordo com o que a nossa própria consciência nos orienta e para fazer o que for preciso em defesa dos nossos sonhos.

Obstáculos sempre serão encontrados e dificuldades pessoais todos nós as temos pois fazem parte do estágio evolutivo em que nos encontramos.

Com coragem, paciência e disciplina seremos capazes de vencer as dificuldades.

Quando nos mantemos ligados a Deus, sentindo-O em nosso íntimo, qualquer objetivo que nos propusermos a alcançar não nos parecerá distante e encontraremos a força necessária.

Seja a realização de uma grande obra ou apenas um pedido sincero de perdão a alguém que estimamos, se não tivermos coragem, acabaremos por deixar esquecida a nossa vontade.

Diante da história de nossas vidas, olhemos para trás para perceber o quanto já aprendemos, o quanto já crescemos.

E, no caso de constatar que não fizemos as melhores escolhas ao longo da nossa jornada, que usamos mal a liberdade que Deus nos concedeu para escolher os próprios caminhos, não deixemos o desânimo se instalar.

Sempre há uma boa lição a ser retirada das experiências vividas.

É hora de caminhar com fé e entusiasmo no coração. Hora de fazer renascer a esperança, deixar germinar a coragem e enxergar que somos capazes de realizar esse ou aquele feito.

A coragem nos impulsiona a agir.

Vivamos com a sensação de estar fazendo o melhor que pudermos para que, um dia, quando chegar a nossa hora de partir, não precisemos dizer para nós mesmos: 
Se eu tivesse...
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Redação do Momento Espírita.




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Preserva a ti próprio


“Vai, e não peques mais.”
Jesus (João, 8:11)

A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.

A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.

A fonte que não amparas, poderá secar-se.

A água que não distribuis, forma pântanos.

O fruto não aproveitado, apodrece.

A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.

A enxada que não utilizas, cria ferrugem.

As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.

O amigo que não conservas, foge do teu caminho.

A medicação que não respeitas na dosagem e na oportunidade que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico.

Assim também é a Graça Divina.

Se não guardas o favor do Alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes para benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais. 

Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade, ao programa regenerativo, todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.

“Vai, e não peques mais.”

O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.

O Médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservamos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as consequências dos novos desequilíbrios que nos sitiarão a invigilância.
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Emmanuel 
Chico Xavier




quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Felicidade sem Culpa



A maioria das pessoas se sente infeliz ou adia sua felicidade por causa da internalização de um poderoso mecanismo, seja social, moral ou religioso, introdutor de culpa.

O ser humano se estrutura dentro da sociedade sem a devida reflexão sobre os valores que assimila. 
Nem sempre percebe que, aqueles recebidos em suas origens devem, na adultez, merecer reflexão e consequente libertação dos que não mais condizem com sua maturidade.

 Nem sempre as pessoas conseguem se libertar da pressão exercida pela sociedade da qual fazem parte. 
Essa pressão não é apenas exercida através de normas e leis, mas principalmente a partir daquilo que não é dito e nem é explicitado. 
As leis da convivência entre as pessoas, as quais nem sempre fazem parte de algum código escrito, promovem sanções que psicologicamente impõem culpa e necessidade de alívio psíquico.

 Nesse contexto somam-se os preceitos extraídos das interpretações humanas aos códigos das religiões, muitas vezes usados como mecanismos repressores, para limitar ainda mais as possibilidades do ser humano de entender sua própria vida e alcançar a felicidade.

O grande gerador da infelicidade é a culpa que nos permite, quando instalada, esperar algum tipo de punição para alívio daquilo que consideramos uma transgressão. 
 Vivemos sempre à espera de que essa punição ocorra, gerando ansiedade e adiando nossa felicidade.
É claro que tudo isso ocorre também como um mecanismo que possibilita a percepção da própria liberdade individual.

Há pessoas que necessitam de limites para melhor administrar sua liberdade, porém essa regra é utilizada de forma excessiva e castradora, em face do medo que tem o ser humano de perder o controle sobre si mesmo.

O propósito de todo ser humano é alcançar a felicidade possível sem perder a noção da responsabilidade individual pelos próprios atos. 
 Ser feliz só é possível através da liberdade com responsabilidade.  
Quem não for capaz de assumir as consequências de seus atos, não conseguirá viver com a consciência em paz e em harmonia. 
 Religiões e filosofias foram – e ainda o são – utilizadas como mecanismos de dominação coletiva sob o argumento de que o passado da humanidade demonstra sua necessidade de impor limites. 
 É necessário que se perceba o espírito como ser presente que, embora assentado sobre seu passado, está sempre olhando para o futuro. 
 Sem esquecer o passado é preciso viver o presente com o olhar no futuro.  
As religiões valorizam mais o passado que o futuro do ser humano, impondo-lhe que carregue sempre alguma culpa.

As religiões, como são praticadas, servem para determinadas classes de crentes. 
 Para outras elas necessitam de interpretações e compreensões mais avançadas sob pena de se extinguirem.  
Elas devem ser entendidas de formas distintas e de acordo com o nível de evolução do espírito.

Na maioria delas, o conceito de felicidade passa pela culpa e pela negação à vida na matéria.
  Entender que ela, a felicidade, só poderá ocorrer alhures, pós-morte, é negar o sentido da existência, consequentemente o presente.
Não entregue sua felicidade à crítica das religiões, das filosofias, dos outros ou dos equívocos que cometeu.  
A religião, por natureza, deve facilitar o processo de crescimento do ser humano.  
Tome a sua como auxiliar de seu equilíbrio psicológico e espiritual.  
Não coloque sua felicidade à mercê das contingências acidentais de sua vida ou mesmo de uma fase de turbulência por que você esteja passando. 
 Lembre-se de que viver não é ato isolado de um ser humano.
 É um contexto, uma  conexão e um sentido.
 Na união dessas realidades junta-se o Espírito que é você.
 Assuma o comando de sua vida e a coloque a serviço do propósito de ser feliz. 
Siga aquele ditado que diz ‘viva e deixe os outros viverem’.

Ninguém no mundo está irremediavelmente condenado a sofrer ou a penar eternamente, seja na vida ou na morte.
As teorias que levaram o ser humano a se achar perdido ou condenado a sofrer pelos atos o distanciaram de sua própria felicidade. 
 O ser humano está ‘condenado’ a ser feliz e essa conquista é feita individual e coletivamente. 
Ele foi presenteado por Deus que lhe deu a Vida.

Convido o leitor a despojar-se de conceitos, pelo menos durante a leitura deste livro, para penetrar no próprio coração e pensar na felicidade como um estado de espírito possível.  
Lembre-se de que coração e razão são faces de uma mesma moeda, que representa o ser humano. Tentar separá-las é tolice infantil.

Retire o véu que encobre sua visão de si mesmo, dispa-se da roupa que o mundo lhe ajudou a tecer e vista-se com o manto da simplicidade e da pureza de coração, a fim de captar o significado mais profundo e os sentimentos que coloco no que escrevo para que você se encontre com sua essência.  
Lembre-se de que não há nada no mundo que valha mais do que sua paz interior.
 E que ela, para ser real, deve manifestar-se no mundo em sua prática diária e em sua vida de relações com os outros.
  A felicidade real e a paz verdadeira são vividas no mundo.

Reúna seus mais íntimos propósitos, junte suas maiores intenções, fortaleça-se com as melhores energias e entre em contato com o Deus que habita em você, para encontrar sua plena felicidade. 
Não se esqueça de reparti-la por onde passar e com quem estiver, pois isso é garantia de perpetuidade.
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Adenáuer Novaes




Complicam Voluntariamente



São muitos os que complicam voluntariamente a existência.

Tomam decisões precipitadas.

Falam além do devido.

Bebem em excesso.

Dirigem em alta velocidade.

Praticam a invigilância.

Permitem-se certas concessões.

Avançam sinais de advertência.

Humilham as pessoas.

Não são previdentes.

Esbanjam o que têm.

Não valorizam afetos.

Não pensam na consequência de seus atos.

Não cuidam da saúde.

Estes, do que lhes acontece, jamais poderão se queixar, a não ser de si mesmos.
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 Irmão José


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Em Termos Lógicos



Não há vida sem responsabilidade.
Todo ser tem direitos e obrigações.
*
Não há ação sem testemunha.
Somos participantes da Vida Universal.
*
Não há erro com razão.
Só a verdade é lógica.
*
Não há sentimentos incontroláveis.
O espírito é o criador da própria emoção.
*
Não há dificuldade intransponível.
Cada aluno recebe lições conforme o entendimento que evidencia.
*
Não há perfeita alegria que viceje no insulamento.
A felicidade é a benção de luz que apenas medra no terreno da solidariedade.
*
Não há ponto final para o Amor.
Amor é vida e a vida é eternidade.
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André Luiz
Chico Xavier





segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cuida da Mente


A mente é criadora.

Tanto cria a boa como a má situação.

Se você reclama, critica, diz palavrões, afirma que todos
estão contra você e que o mundo não presta, formará uma onda mental ruim e se sentirá infeliz.

Se aceita, elogia, profere palavras sensatas, vê os outros como amigos, encontrará alegria e paz.

Reconheça que tudo vem para o seu benefício. 

Impeça o mau pensamento.

Refrear os maus impulsos é dirigir-se para a paz.
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Lourival Lopes




domingo, 21 de outubro de 2012

Mau Humor



Se o mau humor te envolve à maneira de sombra sufocante, procura examinar-lhe as origens, a fim de que possas liquidá-lo tão imediatamente quanto possível.

Caso alguma dívida te preocupe, não será com aspereza que conseguirás os recursos preciosos, de modo a resgatá-la.

Doença quando aparece, solicita remédio e não intolerância para curar-se.

Necessitando da cooperação de alguém para determinado empreendimento, a carranca não te angariará simpatia.

Contratempos em família não se desfazem com frases vinagrosas.

Se pretendes adquirir companheiros e colaboradores, a irritação é um antigo processo de perder amizades.

Lembra-te de que ninguém consegue algo realizar sem os outros e de que os outros não são culpados por nossas indisposições e insucessos.

Ninguém sabe até hoje onde termina o mau humor e começa a enfermidade.

Não se sabe de ninguém até agora que o azedume tenha auxiliado.

Se você deseja livrar-se dessa máscara destruidora, cultiva a paciência e aprende a sorrir.
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Emmanuel
Chico Xavier











sábado, 20 de outubro de 2012

Agora não, depois



Nem cedo, nem tarde.

O presente é hoje.

O passado está no arquivo.

O futuro é uma indagação.

Faze hoje mesmo o Bem a que te determinaste.

Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.

Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas.

Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.

Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.

Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.

Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.

Faze o Bem agora, pois, na maioria dos casos, “depois” significa “fora de tempo”, ou tarde demais.
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Emmanuel
Chico Xavier






sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Saibamos Ouvir e Ver


Há sempre respostas do Céu às nossas suplicas e jamais devemos interromper o culto da oração, fio divino e invisível de nossa comunhão com Deus.
- o -
Invariavelmente, fluem do Alto soluções diversas em nosso favor, à vista de nossas exigências, entretanto, é preciso acender a flama da fé no templo d’alma para ouvirmos a mensagem de Cima quando o Senhor nos diz “não”.
- o -
Decerto, se todos fôssemos afirmativamente atendidos em nossos requerimentos e petitórios, a perturbação arrasaria o senso da vida e acabaríamos desnorteados nas sombras da insensatez que nos é própria.
- o -
Muitas vezes, a ausência de braços queridos, em nossa equipe familiar é a bênção do Céu para que a responsabilidade nos esqueça o destino.
- o -
Quase sempre, a moléstia do corpo é socorro às mazelas da alma.
- o -
Em muitas ocasiões, o pauperismo e a dificuldade, a aprovação e o sofrimento constituem o auxílio seguro da Eterna Providência para que o tempo nos favoreça com os tesouros da educação.
- o -
E, frequentemente, quando a morte nos visita o santuário doméstico no mundo, semelhante acontecimento vale por advertência do Céu para que estejamos acordados e valorosos na Terra.
- o -
Abramos o coração ao sol da prece e roguemos ao Pai nos conceda visão.
- o -
Em torno de nós, no campo físico e além dele, corre generoso e incansável o rio da Bondade Celeste.
- o -
Basta haja em nós o amor pelo bem e a vocação de servir para que as bênçãos desse manancial nos felicitem a vida.
- o -
Não nos levantemos, porém, na área da experiência exclamando:
 “Ouve Senhor, que teu servo clama”!

Antes digamos, genuflexos, no altar do espírito:
 “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”
- o -
Então a humildade será luz brilhante nos escaninhos do coração, fazendo-nos enxergar nossas próprias necessidades e nossos próprios enigmas e, revelando-nos a verdade, silenciosa, far-nos-á perceber que a oração não modifica o quadro de aflição e dor que criamos por nós mesmos, mas transformar-nos-á o modo de ser, sublimandonos sentimentos e pensamentos, diretrizes e atitudes, palavras e atos, para que as nossas experiências se desdobrem, não conforme os nossos caprichos, mas segundo a
Misericórdia e a Justiça da Lei.
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Emmanuel
Chico Xavier