terça-feira, 30 de abril de 2013

O Selo da Paz



No trânsito da vida, quando te apareçam entraves e fracassos, não te esqueças de que a paciência é o passaporte suscetível de assegurar-te livre passagem através de todas as dificuldades e travessias.

Se estás doente, não será com o desespero que aproveitarás o remédio que se te administra.

Se experimentaste algum desgosto, a irritação não te afastará do íntimo a nódoa de sombra.

Se sofreste prejuízos de ordem material, não será parando em acusações e gritaria que conseguirás a restauração dos próprios recursos.

Se atravessas incompreensões em família, de modo algum te livrarás de semelhantes atropelos, multiplicando reclamações e exigências.

Se essa ou aquela pessoa querida se te mostra perturbada, a ponto de ferir-te, não será martelando-lhe o crânio que lhe traçarás o processo da cura.

Cultivando paciência, no cotidiano, transportarás contigo a força capaz de vencer todos os obstáculos que, porventura, te agridam a existência.

E isso acontece porque as Leis de Deus marcaram a paciência, na condição de selo da paz.
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EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: Joia







segunda-feira, 29 de abril de 2013

Provas


É possível que estejas enfrentando provas que os outros desconhecem...

Dúvidas assolam-te o espírito.
A insegurança te ronda os passos.
Ideias pessimistas te povoam a mente.
Lágrimas que não caem, encharcam-te o coração.

Todavia, não te confies aos desespero, exteriorizando as próprias aflições, de modo a impingí-las nos que te cercam.

Não podes culpar o mundo pelas dores que padeces!

Irritação e azedume afastarão de tua presença os companheiros que estimas.

Esforça-te para sorrir e a alegria te acenderá a luz da compreensão dentro da própria alma.
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Irmão José
 





domingo, 28 de abril de 2013

Compreendendo e Perdoando


Não maldigas o irmão que se fez instrumento para a tua dor.
Com certeza, ele ainda não conhece a luz da verdade.

Ora por ele, pedindo a Deus que o ajude.
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Assim como todos nós, ele é um enfermo espiritual, sob os cuidados de Jesus.
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Amanhã, quando o véu da ignorância cair e ele enxergar a realidade, se converterá em irmão de jornada, unindo-se à grande família universal.
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Vale-te do amor para enfrentar as provações de agora.
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Ama e encontrarás a paz, mesmo em meio a tribulações.
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Não desfaleças.
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Segue confiante em Deus, amando e servindo, compreendendo e perdoando, para que a tua libertação não tarde e a felicidade, enfim, te coroe os esforços.
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Scheilla 




sábado, 27 de abril de 2013

Ao Amanhecer


Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados:

otimismo diante das ocorrências que surgirão;
coragem no confronto das lutas naturais;
recomeço da tarefa interrompida;
ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos sem pressa nem postergação do dever.
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Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.
Dirige cada ação à sua finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volte à liça com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.
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Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.
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 Joanna de Ângelis

 


sexta-feira, 26 de abril de 2013

CONHECER-SE PELA AUTOANÁLISE




AUTO-ANÁLISE - É UM PROCESSO SISTEMÁTICO E PERMANENTE DE EFEITOS DIÁRIOS E CONTÍNUOS, ONDE VAMOS AO ENCONTRO DE NÓS MESMOS.

O processo de auto-análise pode e deve ser utilizado mais intensamente pelo homem, como meio de auto educação permanente e ordenada.

PRECISAMOS sair da condição de indivíduos conduzidos pelos envolvimento do meio, reagindo e mudando , para passarmos a categoria de condutores de nós mesmos, com amplo conhecimento de nossas potencialidades em desenvolvimento.


UM MÉTODO PRÁTICO DE AUTO-ANÁLISE
"Aquele que, todas as noites, lembrasse o que fez de bem ou de mal, pedindo a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, adiquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, porque, acreditai-me, Deus o assistirá".
(LE - 919.a - Santo Agostinho)


01 - ESTABELECER METAS

Comecemos por definir o que deve e precisa ser modificado em nós: estabeleçamos nossas metas. Analisemos o que queremos modificar.

02 - COMO ENFRENTARMOS OS VÍCIOS MAIS COMUNS

Um caminho é começar pelos hábitos ou vícios que ainda nos condicionam a satisfações ou necessidades prejudiciais ao nosso corpo e ao nosso espírito.

03 - FIXANDO RESULTADOS PROGRESSIVOS

Os resultados progressivos têm sido causa de desânimo, ao estabelecer nossas metas achamos que as mudanças têm que ser drásticas e grandes. Mas como não conseguimos cumpri-las da noite para o dia, nos desiludimos e perdemos a vontade e a coragem de continuar.

04 -FAZER UMA PROGRAMAÇÃO GERAL

A escolha das prioridades dos vícios e dos defeitos a eliminar ficará a nosso critério individual.

Algumas auto-sugestões :
A - Abandonar o cigarro decididamente...
B - Evitar a bebida corajosamente...
C - Controlar os excessos alimentares tranquilamente, etc.


05 - PRÁTICA DA ORAÇÃO

Oremos, com o melhor de nossas intenções, com toda a emoção, e recebamos o influxo das energias suaves que nos serão dirigidas em sustentação aos nossos propósitos.

06 - CULTIVO DAS VIRTUDES

Pode parecer que só nos preocupamos com o nosso lado inferior. 
Mas precisamos também cultivar as virtudes. 
Um modo de cultivar as virtudes e tentar a substituição dos defeitos por virtudes:

Orgulho pela humildade
Vaidade pela modéstia e sobriedade
Inveja pela resignação
Ciúme pela sensatez e piedade
Avareza pela generosidade e beneficência
Ódio pela afabilidade e doçura
Vingança pelo perdão
Intolerância pela misericórdia
Impaciência pela paciência e mansuetude
Ociosidade pela dedicação e devotamento
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Bibliografia.:
Centro Espirita Celeiro de Luz
Ney Prieto Peres








quinta-feira, 25 de abril de 2013

Felicidade e Dever


A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil:

Há quem a busque nos mitos do ouro, retendo as belas faculdades da alma na fossa da usura;

Há quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade;

Há quem a procure na exaltação do poder terrestre, resvalando para a dor e desilusão;

Há quem a procure na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça.

Não há felicidade, porém, sem dever cumprido.

Observa o dever de que a vida te incumbe.

Vê-lo-ás sempre no quadro das circunstâncias.

Na fé que te pede serviço.

No serviço que te roga compreensão.

No ideal que te pede caráter.

No caráter que te roga firmeza.

No exemplo que te pede disciplina.

Na disciplina que te roga humildade.

No lar que te pede renúncia.

Na renúncia que te roga perseverança.

No caminho que te pede cooperação.

Na cooperação que te roga discernimento.
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.Emmanuel 
 Chico Xavier





quarta-feira, 24 de abril de 2013

Passeando com Deus

Numa tarde de inverno, o vento soprava gelado pelas esquinas daquela grande metrópole e o sol iluminava e aquecia levemente as pessoas que caminhavam pela rua.

Como num dia de semana qualquer, onde o trabalho ocupava a maior parte de seu tempo, aquelasenhora estava repleta de afazeres para cumprir, porém, resolveu dar um destino diferente às horas vespertinas.

Lembrou-se de que, há muito tempo, vinha levando sua vida num automatismo sem interrupção, reservando pouco ou quase nenhum momento para meditar ou sintonizar com a espiritualidade superior.

Resolveu então fazer um passeio pelas ruas da parte histórica da cidade.

Ruas que, nos séculos dezoito e dezenove, foram palco de variado comércio e que, ainda hoje, mantêm construções antigas nas suas imediações, restauradas e adaptadas para utilização comercial.

Ruas onde transitaram tropeiros, fazendeiros e colonos com suas carroças repletas de produtos de pomares, hortas e granjas.

Sentindo necessidade em sua alma, convidou Deus para lhe fazer companhia nesse passeio.

E, como se não tivesse nenhum compromisso, saiu a caminhar, ela e Deus. De alguma forma, ela o sentia próximo. Poderia estar ao seu lado, em seu íntimo, em seu coração. O que importava era a certeza de estar com Ele.

Andou e curtiu as ruas calçadas de pedras, os monumentos e casarões dos séculos passados, onde se via claramente a influência arquitetônica trazida de outro continente.

Sentou para tomar um café numa lanchonete de esquina e, ao observar os transeuntes e a paisagem, sentiu-se atraída a entrar em um templo religioso.

E assim fez. Ela e Deus.

Orou, agradecendo por todas as dádivas recebidas, derramou lágrimas por sua própria dor e pelas dores do mundo e rogou bênçãos para todas as criaturas desacostumadas ao amor.

Ao sair daquele templo, sentiu-se imensamente leve, como se na vida tudo fosse paz.

Agradeceu por ter passado uma tarde sentindo-se próxima de Deus.

E, ao cumprir as obrigações do final daquele dia, reconheceu que os momentos anteriores haviam lhe aquecido a alma e lhe proporcionado um grande bem.

Ainda envolta na energia salutar vinda daqueles instantes elevados, prometeu a si mesma que daquele dia em diante, a sintonia com toda a obra divina assim como a prece, fariam parte do seu cotidiano.

Reserva um breve espaço de tempo entre os teus deveres para a beleza.

Desperta cedo, a fim de acompanhar o nascer do dia, embriagando-te com a pujança da luz.

Caminha por um bosque, silenciosamente, aspirando o ar da natureza.

Movimenta-te numa praia deserta e reflexiona em torno da grandiosidade do mar.

Contempla uma noite estrelada e faze mudas interrogações.

Contempla uma rosa em pleno desabrochar...

Para ao lado de uma criança inocente...

Conversa com um ancião tranquilo...

Abre-te à beleza que há em tudo e adorna-te com ela.
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Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais extraídos do cap. 117, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco