terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Conto de Natal



Os parlamentares brasileiros certamente não apanharam nem foram castigados quando eram pequenos. Porque, se o tivessem sido, talvez não dessem demonstrações tão grandes de mau caráter.
Ou, ao contrário, eram tão ruins que não adiantaram os exemplos paternos.
E se criaram como esta gente que aí está. Personagens do Dia das Bruxas e não do Natal. 
Mas vamos a minha história. 
Contaram-me como verdade. 
Repasso acreditando. 
Época de Natal quando tudo deve ser fraternidade, alegria, educação, amor ao próximo. 
Em um grande supermercado de Novo Hamburgo, na fila do caixa, um senhor era atormentado pelo carrinho de trás.
Empurrado por um menor, sob os olhares complacentes da mãe, a criança empurrava o veículo para frente e para trás, tendo como alvo as canelas do infeliz cliente.
 
Com justa irritação, após várias batidas, o homem virou-se para reclamar da postura do menino. 
E ao dialogar com a mãe do mesmo, chamou a atenção dos demais presentes à fila ou nas filas ao lado.
Longe de simplesmente agradecer a reclamação e tomar as providências que o caso merecia, a mulher saiu-se com esta: 
“Meu filho ainda é pequeno e estou criando ele com liberdade!” 
Uma afirmação desta natureza é uma aberração e, claro, todos se espantaram e aguçaram os ouvidos.
O próximo passo seria o cidadão dar um puxão de orelhas no moleque. 
No moleque, mas quem merecia era a mãe, pensavam…

E aí, a surpresa foi geral. Atrás, na fila, havia outro homem que resolveu bancar o Papai Noel. 
O bom velhinho que educa as crianças e exempla os pais quando necessário. 
Pois este, sem maiores delongas, abriu a embalagem de ovos que levava, tirou um deles e simplesmente encostou-o na cabeça da distinta dama, esmagando-o… 
Vocês podem imaginar? 
Eu fiquei imaginando e disse que não podia ser verdade! 
Mas havia uma testemunha presencial. 
E a história continuou: espantada com a ação, a clara e a gema escorrendo pelos seus cabelos, a mulher virou-se para trás aos gritos: 
“Mas o que o senhor está pensando?” 
E o cidadão, comprazido: 
“Eu também fui educado com liberdade!” 
E então, como pano de fundo desta história destes dias de Natal em supermercados, a plateia presente iniciou uma salva de palmas, enquanto a mulher, deixando seu carrinho para trás, fugia para o estacionamento… 
Estas coisas é que fazem falta no Brasil. Bendito Natal.
Feliz Natal para os amigos e leitores!
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*Ivar Hartmann - ivarhartmann@terra.com.br
(promotor aposentado)

Acalma-te




Às vezes, uma vaga melancolia assedia o teu coração, principalmente quando analisas teus esforços em direção ao bem e ao progresso. Quando isto ocorre, deixas, então, que o desânimo tome conta de ti, passando a enxergar a tua vida com as cores carregadas.

Tu te julgas com extrema severidade.
Acalma-te.

Quando Jesus te convidou a caminhar não te perguntou se eras bom, se eras forte e perfeito; se praticavas o perdão, se usavas de justiça para com o teu semelhante.

Não te fez nenhuma exigência, apenas convidou-te a segui-Lo. E, como conforto para todos nós, assegurou-nos de que não vinha para os sãos, mas sim para os doentes.

Verifica que fazes parte destes enfermos para os quais o Cristo veio.

Não te deixes dominar pelo desalento, julgando-te com rigor.

Usa, para contigo, justiça e bom senso, lógica e a compreensão que advém do autoconhecimento.

Todavia, é importante compreenderes que és passível de falhas, quedas e erros, mas, é igualmente importante saberes que te é licito o reerguimento e a correção, uma vez que ainda estás a caminho.

Recorda que a pedra anônima, escondida na estrutura do edifício é, aparentemente, sem importância, mas sem ela não haveria solidez na construção.

Também tu és a pedra incógnita e humilde na estrutura da vida, mas, sem ti, talvez ruísse o edifício da tua família, por exemplo.

Luta contra esse mal insidioso que é a melancolia e o desânimo. São ervas daninhas que tendem a proliferar, levando-te em passos rápidos à depressão obsidiante.

Regula tuas atividades.

Estimula-te ao bem; aprecia teus próprios valores, aperfeiçoando-os para a vida futura mesmo.

E, enquanto te supres de auto-estima, corrige, ao mesmo tempo, os erros que detectares, lutando contra eles, combatendo-os, paciente e diligentemente.

Enriquece-te com a palavra de Jesus, confiando n' Ele e em ti.

Não subestimes teus valores e méritos nem desmereças os teus esforços. Persevera, praticando a nobre moral cristã do Evangelho, construindo em ti defesas salutares e conceitos sadios acerca de ti mesmo, afastando de ti a tristeza e a melancolia, filhas espúrias da frustração e do desamor.

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Amélia






segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Autoconhecimento



Se queres verdadeiramente encontrar-te, sai de ti mesmo.

Como poderias realizar o autoconhecimento no clima do egoísmo?

Como saber quem és, desconhecendo como reages diante dos outros?

Como será possível alguém entregar-se a demoradas introspecções, se não muito longe há fome e dor, lágrima e sofrimento?

Disse o Senhor:
-“Que brilhe a tua luz!...”.

Ele mesmo, a luz do mundo, não permaneceu nos paramos celestiais no êxtase dos bem-aventurados.

_ “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância”.

Se desejas conhecer-te, não feche os olhos para o mundo, trancando-te em tuas emoções.

Na ação do trabalho que entende socorro a todos, ver-te-ás como és.

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Albino Teixeira
Chico Xavier







sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Drágeas de Saúde

 Obstáculos? Trabalhe sempre.

Problemas? Ação discreta.

Provações? Aceite-as.

Ofensas? Perdoe.

Tribulações? Paciência.

Mágoas? Esqueça.

Discórdias? Pacifique.

Males? Persevere no bem.

Incompreensões? Entendamos.

Fracasso? Recomece.

Conflitos no lar? Tolerância.

Solidão? Ampare alguém.

Dificuldades? Siga adiante.

Maledicência? Silêncio.

Perturbações? Mais calma.

Cansaço? Renove-se.

Perigo iminente? Oração.

Reclamações? Servir mais.

Adversários? Respeite-os.

Tempestades na vida? Confie em Deus.

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André Luiz 
Chico Xavier  






quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Lado de Luz


As provas na Terra apresentam sempre o lado de luz de que são mensageiras.
Entretanto, para observá-lo, urge reconhecer os sinônimos espirituais de que essas mesmas provas se revestem, como sejam:

encargo difícil - privilégio;

dever cumprido - senda libertadora;

rotina - conquista de competência;

solidão - tempo de pensar;

contratempo - aviso benéfico;

contrariedades no cotidiano - treino de paciência;

tribulação de improviso - socorro específico;

moléstia súbita - apoio de emergência;

lesão congênita - corrigenda no espírito;

adversários - fiscais proveitosos;

crítica - apelo a burilamento;

censura - convite a reajuste;

ofensa - invocação à tolerância;

menosprezo - teste de amor;

tentação - curso de resistência;

fracasso - necessidade de revisão;

lar em discórdia - área de resgate;

parente complexo - dívida em cobrança;

obstáculo social - ensino de humildade;

deserção de afetos - renovação compulsória;

golpes - aulas para discernimento;

desilusão - visita da verdade;

prejuízo - identificação de pessoas;

decepções - informes claros;

renúncia - rumo certo

crise - aferição de valor;

sacrifício - crescimento espiritual;

Meditemos na significação oculta dos problemas com que somos defrontados no mundo e saibamos aproveitar, enquanto no Plano Físico, a nossa abençoada escola de elevação.
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Emmanuel
Chico Xavier 






quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Página Estimulante


Declara-se você de alma ferida e entrega-se ao desgosto, perdendo tempo.

Entretanto, se você não sofre contrariedades e desapontamentos;
se não encontra opositores;
se não precisa lutar para vencer obstáculos;
se não tem um parente difícil que lhe ajude o coração a curvar-se perante os outros;
se não necessita servir por amor de alguém;
se não carrega algum impedimento orgânico;
se não suporta problemas em casa;
se não conhece pessoas que lhe abrem caminho a provas e tentações...
então, você estará correndo o risco de permanecer indefinidamente nas retaguardas da evolução.


Lembre-se:

a obra-prima de escultura é arrancada ao bloco de pedra pelo artista, a golpes de buril:
igualmente, nós outros, sem o concurso da dificuldade e do sofrimento não seremos arrebatados ao mármore dos impulsos primitivistas.
E se a obra-prima, antes de se corporificar, é sempre o ideal do artista dormindo na pedra, no mármore dos instintos, antes da necessária sublimação, cada um de nós é um sonho de Deus.
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Emmanuel 
Chico Xavier