sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Para Pensar



Diz você que a palavra do companheiro é agressiva demais;
no entanto, se você pensar nas frases contundentes que lhe saem da boca, nem de leve passará sobre o assunto.

Diz você que o amigo praticou erro grave;
contudo, se você pensar nos delitos maiores que deixou de cometer, simplesmente por fugir-lhe a oportunidade, não encontrará motivo de acusação.

Diz você haver sofrido pesada ofensa;
entretanto, se você pensar quantas vezes tem ferido os outros, olvidará, incontinenti, as falhas alheias.

Diz você que não suporta mais os trabalhos com que os familiares lhe tributam as horas, mas, se você pensar nos incômodos que a sua existência tem exigido de todos eles, não terá gosto de reclamar.

Diz você que os seus sacrifícios são muito grandes, em favor do próximo;
no entanto, se você pensar nas vidas que morrem diariamente, para que você tenha a mesa farta, decerto não falará mais nisso.

Diz você que as suas necessidades são invencíveis;
contudo, se você pensar nas privações daqueles que seriam infinitamente felizes com as sobras de sua casa, não tropeçaria na queixa.

Diz você que não pode ajudar na beneficência, em razão de velha enxaqueca;
contudo, se você pensar naqueles que jazem no leito dos hospitais, implorando um momento de alívio, não adiará seu concurso.

Diz você que não dispõe de tempo para o cultivo da caridade, mas, se você pensar nos mil e quatrocentos e quarenta minutos que você possui, cada dia, para viver na Terra, não se esconderá em semelhante desculpa.

Em todo assunto de falta e perdão, não nos demoremos visando os outros.
Pensemos em nós próprios e preferiremos fazer silêncio, extinguindo o mal.
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André Luiz
Francisco Cândido Xavier






quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Tolerância



Tolerância é caminho de paz.

Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.

Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranquilidade.

Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis.

No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.

Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia.

No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de consequências imprevisíveis.

Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.
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 Emmanuel
Francisco Cândido Xavier





quarta-feira, 20 de agosto de 2014

20 dicas para ser feliz


Elogie pelo menos três pessoas por dia.

Assista ao nascer do Sol pelo menos uma vez por ano.

Tenha um aperto de mão firme.
Olhe as pessoas nos olhos.
Cante no chuveiro.

Gaste menos do que você ganha.
Saiba perdoar a si e aos outros.

Aprenda três piadas boas, mas inocentes.

Devolva tudo que pegar emprestado.
Trate a todos que você conhece como gostaria de ser tratado.

Faça novos amigos.
Saiba guardar segredos.
Não adie uma alegria.
Reconheça seus erros.
Sorria, não custa nada e não tem preço.
Não ore pedindo coisas, só sabedoria e coragem.
Dê às pessoas uma segunda chance.
Não tome nenhuma medida enquanto estiver zangado.
Dê o melhor de si no trabalho.
Jamais prive uma pessoa de esperança; pode ser que ela tenha só isso.
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Desconhecemos a autoria




terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Cansaço





Quando te sintas sitiado pelo desfalecimento de forças ou o cansaço se te insinue em forma de desânimo, para um pouco e refaze-te.

O cansaço é mau conselheiro.

Produz irritação ou indiferença, tomando as energias e exaurindo-as.

Renova a paisagem mental, buscando motivação que te predisponha ao prosseguimento da tarefa.

Por um momento, repousa, a fim de conseguires o vigor e o entusiasmo para a continuidade da ação.

Noutra circunstância, muda de atividade, evitando a monotonia que intoxica os centros da atenção e entorpece as forças.

Não te concedas o luxo do repouso exagerado, evitando tombar na negligência do dever.

Com método e ritmo, conseguirás o equilíbrio psicológico de que necessitas, para não te renderes à exaustão.

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Jesus informou com muita propriedade, numa lição insuperável, que “o Pai até hoje trabalha e eu também trabalho”, sem cansaço nem enfado.

A mente renovada pela prece e o corpo estimulado pela consciência do dever não desfalecem sob os fardos, às vezes, quase inevitáveis do cansaço.

Age sempre com alegria e produze sem a perturbação que o cansaço proporciona.
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Joanna de Ângelis




domingo, 17 de agosto de 2014

Teus Filhos


Os teus filhos são os espíritos que Deus mais diretamente te confiou à tutela.
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É a tua parte que se destaca na obra da Criação Divina.
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Em tuas mãos, eles assemelham-se à argila nas mãos do oleiro.
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Serão, em essência, o que conseguiste fazer de ti mesmo sobre a Terra.
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Junto a eles, não te descures da preciosa lição do exemplo no instituto de educação do teu próprio lar.
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Não relegues a formação dos teus filhos à responsabilidade das escolas mercenárias do mundo.
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Sem cercear-lhes a liberdade de movimento, vigia-lhes os passos titubeantes.
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Espíritos diferentes de ti, não queiras que os teus filhos te sejam a cópia fiel.
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Guarda-lhes, pois, a independência, sem induzi-los à leviandade.
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Tão importante como saber o que dizer aos teus rebentos será aprenderes a escutá-los.
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Irmão José







sábado, 16 de agosto de 2014

Donativo da Alma

 
 “Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. – Jesus(Mateus, 5:7.) 
“A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico”. (ESE, Cap. 10, 4.)
 
 Reflete nas provações alheias e auxilia incessantemente. 
 
Louvado para sempre o trabalho honesto com que te dispões a minorar as dificuldades dos semelhantes, ensinando-lhes a encontrar a felicidade através do esforço digno. 
 
Bendita a moeda que deixas escorregar nas mãos fatigadas que se constrangem a implorar o socorro público. 
 
Inesquecível a operação da beneficência, com a qual te desfazes de recursos diversos para que não haja penúria na vizinhança.
 
 Abençoado o dia de serviço gratuito que prestas no amparo aos companheiros menos felizes. 
 
Enaltecido o devotamento que empregas na instrução aos viajores do mundo, que ainda se debatem nos labirintos da ignorância.
 
 Glorificado o conselho fraterno com que te decides a mostrar o melhor caminho. 
 
Santo o remédio com que alivias a dor. 
 
Inolvidáveis todos os investimentos que realizes no Instituto Universal da Providência Divina, quando entregas a beneficio dos outros o concurso financeiro, a página educativa, a peça de roupa, o litro de leite, o cobertor aconchegante, o momento de consolo, o gesto de solidariedade, o prato de pão... 
 
Não se pode esquecer que Jesus consignou por crédito sublime da alma, no Reino de Deus, o simples copo de água que se dê no mundo em seu nome. 
 
Entretanto, mil vezes bem-aventurada seja cada hora de tua paciência diante daqueles que não te compreendam ou te esqueçam, te firam ou te achincalhem, porque a paciência, invariavelmente feita de bondade e silêncio, abnegação e esquecimento do mal, é donativo essencialmente da alma, bênção da fonte divina do amor, que jorra das nascentes do sacrifício, seja formada no suor da humildade ou no pranto oculto do coração.
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 Emmanuel 
 Francisco Cândido Xavier