sexta-feira, 19 de junho de 2015

Vivência



Habitualmente perdemos tempo em desgosto inútil, quando nos achamos em antagonismo com alguém ou vice-versa.

Entretanto, vejamos:

Os outros pensam segundo imaginam;

falam o que melhor lhes parece;

fazem o que lhes ocorre aos desejos;

abraçam o que lhes agrada;

adquirem o que estimam;

valorizam o que mais amam;

inclinam-se para aquilo que os atrai;

vivem com quem mais se afinam;

estão no caminho que escolheram;

acham sempre o que procuram.

Isso, porém, não é novidade, porque todos nos padronizamos por diretrizes idênticas; agimos como somos e reagimos, conforme a própria vontade, na condução de nossos impulsos. 
 
A novidade é reconhecer que os outros e nós teremos inevitavelmente aquilo que fizermos.

Alcançando a certeza disso,vale acima de tudo, auxiliarmo-nos reciprocamente, sem queixas uns dos outros, de vez que nenhum de nós consegue aperfeiçoamento próprio senão à custa de numerosas experiências.

À frente da realidade, vivamos com as nossas lições, mantendo a consciência em Paz, e deixemos aos outros o seu próprio dom de aprender e de viver.
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André Luiz
Chico Xavier 
 





quarta-feira, 17 de junho de 2015

Equilíbrio


A vontade desequilibrada desregula o foco de nossas possibilidades criadoras.

Daí procede a necessidade de regras morais para quem, de fato, se interesse pelas aquisições eternas nos domínios do Espírito.

Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não representam meros preceitos de
feição religiosa.

São providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade.

Nunca fugiremos à lei, cujos artigos e parágrafos do Supremo Legislador abrangem o Universo.

Ninguém enganará a Natureza. 
 
Centros vitais desequilibrados obrigarão a alma à permanência nas situações de desequilíbrio.

Não adianta alcançar a morte física, exibindo gestos e palavras convencionais, se o homem não cogitou do burilamento próprio.

A Justiça que rege a Vida Eterna jamais se inclinou. 
 
É certo que os sentimentos profundos do extremo instante do Espírito encarnado cooperam decisivamente nas atividades de regeneração além do túmulo, mas não representam a realização precisa.

O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma, e nem sempre se recorda de que, no problema do aprimoramento interior, não se trata de retificar a sombra da
substância e sim a substância em si mesma.
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André Luiz
Chico Xavier












terça-feira, 16 de junho de 2015

Sugestões de Amigo


Mesmo que você esteja com a razão, escute em silêncio a reprimenda injustificada.
Ouvir para examinar é oportunidade de aprendizado e experiência.
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Mesmo que a lição lhe amargure o Espírito, receba como dádiva preciosa.
Antes uma verdade que  magoa, mas salva, do que uma ilusão que agrada e se desvanece.
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Mesmo que você seja chamado ao debate em nome da causa que ama, desculpe-se e prossiga na ação.
Muitas palavras exaltam poucas razões.
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Mesmo que a dor se constitua parceria única de seus labores evangélicos, prossiga resoluto.
O cinzel que fere a pedra, dela arranca a escultura valiosa.
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Mesmo que a espada invisível da calúnia abra feridas em seu coração, continue animado.
O Bem é luz inapagável.
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Mesmo que a urna sombria do “eu” apele para que você viva somente para você, arrebente a grilheta e ajude a comunidade naquele que segue a seu lado.
A ostra mais resistente, em solidão, despedaça-se de encontro aos recifes do mar imenso.
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Mesmo que a luta pareça inútil, confie no valor da perseverança que sabe agir.
Os pólens de uma única flor são suficientes para multiplicá-la indefinidamente, embelezando a Natureza.
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Mesmo que o fel da amargura verta em seus lábios, cada noite, o acre sabor do desespero, desperte, no dia seguinte, abençoando a aurora.
Quem contempla uma noite de vendaval acreditará na impossibilidade de um claro sol na manhã porvindoura.  No entanto...
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Mesmo que o alarde da maledicência empane a claridade de sua Luz, não revide mal por mal.
A árvore ultralada responde à ofensa com produtividade.
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Mesmo que seus sonhos formosos de assistência fraternal e socorro cristão se transformem em pesadelos aflitivos nos dias de atividade, siga adiante, confiando intimorato.
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Considerado pelos familiares, em Nazaré, como embusteiro e endemoniado, o Mestre prosseguiu no ministério da Verdade, alargando as possibilidades da Boa Nova no vergel desfeito dos corações humanos, para, na cruz, atestar a suprem a vitória do amor como única via de "luz que dá vista aos cegos" e enseja libertação para o Espírito sedento de imortalidade.

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 Marco Prisco







Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: "ISSO TAMBÉM PASSA".
Aí perguntaram para ele o porquê disso.
E ele disse que era para se lembrar que quando estivesse passando por momentos difíceis, poder se lembrar de que eles iriam embora. Que iriam passar. E que ele teria que passar por aquilo por algum motivo.
Mas essa placa também era para lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, não deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis também viriam de novo.
E é exatamente disso que a vida é feita: "MOMENTOS". Momentos os quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado.
Por algum motivo nunca esquecendo do mais importante: NADA É POR ACASO.
Absolutamente nada. Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível.
A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser."

segunda-feira, 15 de junho de 2015

PUNIÇÃO E CORRIGENDA





Deus tem necessidade de se ocupar de cada um de nossos atos para nos recompensar ou punir? 
A maioria desses atos não são para ele insignificantes?

- Deus tem as suas leis, que regulam todas as vossas ações. Se as violardes, vossa é a culpa.


Sem dúvida, quando um homem comete um excesso, Deus não expende um julgamento contra ele, dizendo, por exemplo: Tu és um glutão e vou punir-te. Mas ele traçou um limite: As doenças e por vezes a morte são consequências dos excessos. Eis a punição: Ela resulta da infração da lei. Assim se passa em tudo.


Na realidade, não existe punição –  existe corrigenda. Todas as vezes que infringimos a Lei Divina, somos corrigidos pela própria consciência, que, em essência, significa Deus em nós.

A consciência, quando extrapolamos os limites estabelecidos por ela, desencadeia mecanismos que nos faz recuar e nos induzem à reparação do mal. É, digamos, um colapso das forças morais que nos coloca em desarmonia e que nos leva a perceber que erramos...

O tribunal que avalia a menor de nossas ações, vige em nossa própria intimidade, lavrando sentenças que, através das existências sucessivas nos compelem a viver em plena sintonia com a vida.

As noções do bem e do mal - não há quem seja delas desprovido;

apenas aqueles que enlouqueceram, justamente por contrariá-las em excesso e seguidamente, de forma consciente, é que padecem a supressão de suas faculdades, gastando um tempo indefinido para reaverem a posse de si mesmos.

Os desequilibrados mentais são espíritos que sustentaram longos conflitos com a consciência, hesitando em lhe atender os alvitres. São os que estabeleceram luta com Deus em seu interior, imaginando que pudessem vencer.

À Consciência – o olhar vigilante, percuciente do criador na criatura – nada escapa; de imediato, as nossas mais ocultas intenções são avaliadas em nossas mais discretas atitudes...

Quando não nos dispomos á corrigenda, as culpas em se acumulando nos provoca uma sobrecarga própria e, então, perdemos o domínio... A quem tenha consciência do equívoco com etido e se disponha a repará-lo, a lei Divina faculta planejar o ressarcimento do débito;

todavia, a quem se nega, inclusive a admitir a dívida, a Lei constrange à quitação através das circunstâncias que lhe sejam convenientes.

São muitos os espíritos que retomaram o corpo físico por ação automática, atraídos pelas consequências de nossas ações que, criando determinado campo magnético, os aprisionam, até que seus efeitos sejam anulados.

Experimentar a repercussão do que se fez ou do que se deixou de fazer;

seja no bem ou no mal, se constitui para o espírito no processo de aprendizado ao qual ele não consegue se esquivar.

Os que fazem o mal sem perfeita noção do que fazem, induzidos por uma situação estabelecida, ou ainda, por inteligências que os submetem, é porque, no princípio de semelhante processo optam pela invigilância e pela irresponsabilidade da ação.

Convençamo-nos de que, em hipótese alguma, o mal domina totalmente sem a nossa anuência; caso contrário, é evidente que não poderíamos ser chamados à responsabilidade da ação.

O desvio moral,porquanto, do espírito, não é resultado imediato do assédio que ele experimenta; quando ele chega a cair, é porque não se opôs com suficiente determinação aos arrastamentos que, lhe minaram a resistência e, de certa forma, terminaram por convencê-lo.
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(“O Livro dos Espíritos” questão nº 969)  
Carlos A. Baccelli 
Se Teus Olhos Forem Bons







domingo, 14 de junho de 2015

Dia e Noite



Recorda que a tua noite é a continuação do teu dia.

Repousado o veículo denso – o corpo a que te junges -, o viajor, que és tu mesmo, prossegue na romagem constante das horas.

E não te faltarão companheiros na sombra, a copiarem perfeitamente os companheiros que preferes perante a luz.

Se malbaratas o tempo em conversações infelizes, decerto avançarás, treva adentro, intoxicando a ti mesmo com o verbo envenenador.

Se te comprazes no vício, cerradas as janelas da visão na carruagem carnal, identificarás, junto de ti, quantos se alimentam à mesa do vampirismo.

Se te confias à cólera e à agressividade, tão logo te retires do campo físico, partilharás o pesadelo dos que se nutrem de ódio e perseguição.

Se te agrada a ideia de enfermidade, em cujas teias te conformas, sem qualquer resistência, em favor do trabalho que te redimiria a imaginação, assim que te afastas do corpo, à influência do sono, entrarás na companhia deplorável de doentes do espírito, que fazem da inércia sua razão de ser.

Vale-te do dia para criar valores novos e substâncias que te enriqueçam a vida.

Lembra-te de que nossos laços inferiores com o passado não jazem de todo extintos, e numerosos desafetos de ontem nos espreitam a invigilância de hoje para reconduzir-nos a novas flagelações amanhã, e quase todos aguardam a escuridão para multiplicar apelos delituosos e sugestões infelizes.

Saibamos conquistar a noite, aproveitando os recursos do dia para estender o bem, porque no símbolo do sol e da sombra, temos a imagem da vida e da morte, dependendo de nós mesmos fazer a existência um cântico de beleza e harmonia, fraternidade e trabalho, para que o término de nossas tarefas represente abençoada renovação.
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  André Luiz 
Chico Xavier




sábado, 13 de junho de 2015

Só Deus



Só Deus é a Providência,
Mas podes ser o auxílio.

Só Deus é a Luz,
Mas podes ser a lâmpada.

Só Deus é a Alegria Perfeita.
Mas podes ser o sorriso.

Só Deus é a Sabedoria,
Mas podes ser a boa palavra.

Só Deus é Tudo no Bem.
Mas podes ser a migalha.
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Emmanuel
Chico Xavier