quinta-feira, 23 de julho de 2015

Se te foi dado



Se te foi dada a confiança, multiplica-a para o trabalho.

Se te foi dada a compreensão, multiplica-a para o saber.

Se te foi dada a amizade, multiplica-a para a convivência em Cristo.

Se te foi dado pensar, multiplica o pensamento para as boas ideias.

Se te foi dada a palavra, multiplica-a em todas as definições do Bem.

Se te foi dada a caridade, multiplica-a o quanto puderes, em toda a extensão do amor, para que esse amor te mostre Deus e Cristo, lado a lado, na glória do teu coração.

Vê os talentos, como sendo o teu tesouro de luz, e faze deles instrumentos para a tua paz e a paz de todas as criaturas!
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José Grosso
João Nunes Maia  
 

 



 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Orar e Perdoar




“E quando estiverdes orando, perdoai...” – Jesus.
 (MARCOS, 11:25)



Como poderá alguém manter a própria consciência tranquila sem intenções sinceras?

De igual modo, poderemos indagar:

- Como sustentar o coração sereno durante a prece, sem análise real de si mesmo?

A oração para surtir resultados essenciais de conforto, exige enfrentemos a consciência em todas as circunstâncias.

Intenções estranhas e sentimentos propositalmente viciados, não se conciliam com o clima favorável à segurança de espírito.

A coexistência do mal e do bem no íntimo do ser impossibilita o estabelecimento da paz.

Sentimentos odiosos e vindicativos impedem a floração da espiritualidade superior.

A Deus não se ilude.

E a oração exterioriza a nossa emoção real.

Dessa maneira, sem a luz da harmonia e do amor, não perceberemos a resposta celeste às nossas necessidades.

A Lei não se dobra às nossas fraquezas, porque a vontade Divina não pode errar com a vontade humana, competindo-nos o dever de adaptarmo-nos aos Excelsos Desígnios.

Atenta, pois, para as diretrizes que imprimes às tuas preces, na certeza de que o perdão deve ter presença invariável em todos os nossos atos para que as nossas
petições encontrem livre curso, na direção de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier



terça-feira, 21 de julho de 2015

Inquietação



Se a inquietação passou a dominar-lhe o caminho, pense nela como sendo um parasito a corroer-lhe a vida e trate de arrancá-la em seu próprio favor.

Se a enfermidade lhe visita o corpo, não é com o fogo da aflição que você colaborará na própria cura e sim encarando-a, com aceitação e tratamento para afastá-la.

Se alguma ocorrência desagradável lhe impôs aborrecimentos, passe por ela e siga à frente, em sua própria tarefa, a maneira de quem não precisa parar em viagem por haver encontrado uma
pedra.

Se você cometeu quaisquer erros, admita-os, fazendo quanto puder para não reincidir neles, mas lembrando sempre que você não é uma entidade angélica e sim uma criatura matriculada na
escola humana.

Se o erro de alguém é a causa de sua inquietação, envie pensamentos de paz e compreensão a esse alguém, sem violentar-lhe os pontos de vista, de criatura incompleta quanto você mesmo, no
educandário do mundo.

Se você faliu em algum empreendimento, note que se você prosseguir trabalhando, o fracasso, em breve, lhe servirá de lição para melhoria e sucesso.

Se você almeja situações que presentemente não consegue alcançar, faça o melhor que possa, onde esteja, e, sem dúvida, trabalhando sempre, você atingirá o lugar que deseja.

Se você sofre críticas indébitas, fique com a sua consciência e deixe aos outros os pensamentos e atitudes que pertencem a eles mesmos.

Se você receia a velhice do corpo, lembre-se de que a existência física avançada no tempo não é a noite de hoje e sim o alvorecer de amanhã.

Se a inquietação persiste em você, procure envolvê-la no calor do serviço, porque servindo você conseguirá esquecer-se e ao esquecer-se no Bem dos outros, você estará em paz na força construtiva
do Bem.
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André Luiz 
Chico Xavier 





segunda-feira, 20 de julho de 2015

NÃO ACREDITES MESMO

 


          Não acredites, mas não acredites mesmo, que já estejas na condição espiritual que, um dia, atingirás.

Jamais admitas que nada mais tenhas que aprender e melhorar.

Repudia todo e qualquer pensamento que te subtraia a realidade a teu próprio respeito, no que tange a mazelas e limitações que ainda te caracterizam.

Luta contra a ideia de tua superioridade em relação ao próximo.

A única situação de privilégio que deves admitir contigo é a de servir.

           Quando te sentires em delírio de grandeza, sobe ao prédio mais alto de tua cidade e olha, atentamente, para baixo... Sem dificuldade, constatarás que o homem, com todo o seu orgulho e presunção, não passa de pequenino grão de areia, perdido entre bilhões de outros, que se movimentam ao sabor das vagas do Oceano da Divina Misericórdia.

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Irmão José

 
 
 



 

domingo, 19 de julho de 2015

Animais



É dever do ser humano respeitar e proteger todas as formas de vida.

Os diversos animais que rodeiam nossa existência, no planeta Terra, são também criaturas de Deus e devem ser considerados como irmãos menores.

Podemos nos servir deles sempre que necessário, mas nenhum direito é em si ilimitado.

Eles não estão no mundo com a única finalidade de serem úteis aos homens e devemos ter consciência de que o exercício abusivo de qualquer direito é sempre reprovável.

Deus colocou os animais sob nossa guarda. Temos, portanto, o dever de protegê-los.

As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, se observarem com atenção, verificarão que várias espécies são portadoras de qualidades que consideramos humanas.

São capazes de ter paciência, prudência, vigilância, obediência e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.

Têm sua linguagem própria, seus afetos e sua inteligência rudimentar.

Dão-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.

Na convivência com esses seres, devemos estabelecer o limite entre o que é realmente necessário e o que é supérfluo.

Quando estiverem sob nossos cuidados ofereçamos-lhes alimentação adequada, afeto, condições básicas de higiene e tratamento para a saúde sempre que necessário.

Reflitamos sobre como temos agido em relação a esses companheiros de jornada.

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Redação do Momento Espírita.
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DOS ANIMAIS AOS MENINOS


Meu pequeno amigo:
 Ouça.

Não nos faça mal, nem nos suponha seus adversários.

Somos imensa classe de servidores da Natureza e criaturas igualmente de Deus.

Cuidamos da sementeira para que lhe não falte o pão, ainda que muitos de nossa família, por ignorância, ataquem os grelos tenros da verdura e das árvores, devorando germens e flores. Somos nós, porém, que, na maioria das vezes, garantimos o adubo às plantações e defendemo-las contra os companheiros daninhos.

Se você perseguir-nos, sem comiseração por nossas fraquezas, quem lhe suprirá o lar de leite e ovos?
 Não temos paz em nossas furnas e ninhos, obrigados que estamos a socorrer as necessidades dos homens.

Você já notou o pastor, orientando-nos cuidadosamente?

Julgava-mo-lo, noutro tempo, um protetor incondicional que nos salvava do perigo por amor e lambíamo-lhe as mãos, reconhecidamente.

Descobrimos, afinal, que sempre nos guiava, ao fim de algum tempo, até ao matadouro, entregando-nos a impiedosos carrascos.

Às vezes, conseguíamos escapar por momentos, tornando até ele, suplicando ajuda, e víamos desiludidos que ele mesmo auxiliava o verdugo a enterrar-nos o cutelo pela garganta a dentro.

A princípio, revoltamo-nos.

Compreendemos, depois, que os homens exigiam nossa carne e resignamo-nos, esperando no Supremo Criador que tudo vê.

As donas-de-casa que comumente nos chamam, gentis, através de currais, pocilgas e galinheiros, conquistam-nos a amizade e a confiança, para, em seguida, nos decretarem a morte, arrastando-nos espantados e semivivos à água fervente.

Não nos rebelamos.

Sabemos que há um Pai bondoso e justo, observando-nos, decerto, os padecimentos e humilhações, apreciando-nos os sacrifícios.

De qualquer modo, todavia, estamos inseguros em toda parte.

Ignoramos se hoje mesmo seremos compelidos a abandonar nossos filhinhos em lágrimas ou a separar-nos dos pais queridos, a fim de atendermos à refeição de alguém.

Por que motivo, então, se lembrará você de apedrejar-nos sem piedade?

Não nos maltrate, bom amigo.

Ajude-nos a produzir para o bem.

Você ainda é pequeno e, por isto mesmo, ainda não pode haver adquirindo o gosto de matar.

Não é justo, assim, colocarmo-nos de mãos postas, ante o seu olhar bondoso, esperando de seu coração aquele amor sublime que Jesus nos ensinou?

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Neio Lúcio
Francisco Cândido Xavier

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PERANTE OS ANIMAIS




Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.

Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce.

No contato com os animais a que devote estima, governar os impulsos de proteção e carinho, a fim de não cair em excessos obcecantes, a pretexto de amá-los.

Toda paixão cega a alma.

Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos impositivos justos do bem.

O uso edifica, o abuso destrói.

Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla assistência.

A gratidão também expressa justiça.

No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor.

A luz do bem deve fulgir em todos os planos.

Apoiar, quanto possível, os movimentos e as organizações de proteção aos animais, através de atos de generosidade cristã e humana compreensão.

Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posição de necessidade perante a lei.

“Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade.”
— Paulo. (I CORÍNTIOS, 16:14.)
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André Luiz 
 Psicografia Waldo Vieira
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Leia sobre os Animais e o Homem no Livro dos Espíritos.

O LIVRO DOS ESPíRITOS - LIVRO 2, CAP. 11 - OS ANIMAIS E O HOMEM

sábado, 18 de julho de 2015

Pode Acreditar


Falará você na bondade a todo instante, mas, se não for Bom, isso será inútil para a sua felicidade.
*
 Sua mão escreverá belas páginas, atendendo a inspiração superior; no entanto, se você não estampar a beleza delas em seu espírito, não passará de estafeta sem inteligência.
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 Lerá maravilhosos livros, com emoção e lágrimas; todavia, se não aplicar o que você leu, será tão somente um péssimo registrador.
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 Cultivará convicções sinceras, em matéria de fé; entretanto, se essas convicções não servirem à sua renovação para o Bem, sua mente estará resumida a um cabide de máximas religiosas. 
*
Sua capacidade de orientar disciplinará muita gente, melhorando personalidades; contudo, se você não se disciplinar, a lei o defrontará com o mesmo rigor com que ela se utiliza de você para aprimorar os outros. 
*
Você conhecerá perfeitamente as lições para o caminho e passará, ante os olhos mortais do mundo, à galeria dos heróis e dos santos; mas, se não praticar os bons ensinamentos que conhece, perante as leis Divinas recomeçará sempre o seu trabalho e cada vez mais dificilmente.
*
 Você chamará a Jesus; Mestre e Senhor; se não quiser, porém, aprender a servir com Ele, suas palavras soarão sem qualquer sentido.
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André Luiz 
Chico Xavier







sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pontos a Ponderar


- Confie resignado.
Passa o mal deixando a lição.
Desaparece a enxurrada purificando o ambiente.
***
- Viva com discernimento.
O ato edificante é inconfundível.
O arado e a bomba cavam a terra de maneira diversa.
***
- Exemplifique a sua fé.
Sempre denunciamos a própria origem.
Cada meteorito traz determinada mensagem do espaço cósmico.
***
- Seja comedido.
Tudo o que constrói, pode destruir.
Toda faixa de solo pode ser berçário e cemitério da vida.

- Ajuda sem cessar.
Os testemunhos do bem qualificam o homem.
O movimento, a luz e o calor classificam o astro.
***
- Desenvolva o auto-aprimoramento.
A pior viciação pede esforço recuperativo.
O brilhante foi detrito do organismo terrestre.
***
- Fuja à violência.
A ação orientada vence a força.
O vento frágil desgasta a rocha maciça.
***
- Observe amorosamente.
Há beleza oculta na maior deformidade
O tique da estrela existe como cintilação.
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André Luiz
Chico Xavier