quarta-feira, 29 de junho de 2016

ERROS E IMPERFEIÇÕES


Comumente aqueles que abraçam a Doutrina Espírita, em lhe observando o parque de revelações e ensinamentos, - todos eles alicerçados no Evangelho de Cristo, - declaram-se mais ou menos incapazes de lhe praticarem as lições.

A pretexto de fraquezas e defeitos, muitos se afastam dos encargos em que se iniciam, ao passo que outros muitos nem se animam a começar.

Que dizer, porém, da criança que fosse retirada do ensino, sob a desculpa de que ainda está longe da madureza? Do operário afastado da máquina, suposto insipiente?

O menino é trazido à escola a fim de aprender, o obreiro é conduzido à oficina para familiarizar-se com ela.

Somos igualmente levados à Obra de Cristo para integrar-nos na edificação do Reino de Deus, a principiar de nós mesmos.

Qual acontece no levantamento de grande edifício, há serviço para todos os que se proponham a trabalhar.

Não alegues ignorância ou deficiência para fugir da obrigação que nos cabe.

Ninguém adquire qualquer gênero de experiência simplesmente num dia.

Tarefa, seja qual for, exige iniciação.

Não largues ao amanhã o Bem que possas fazer hoje.

Relaciona as tuas possibilidades e verifica em que setor conseguirás oferecer o melhor de ti. Em seguida, considera-te engajado na empresa do Senhor, a serviço de teus irmãos.

Trabalha e trabalha.

Se o passado te arroja sombra ao coração, esquece a sombra e trabalha por mais luz no próprio caminho.

Se alguém te ofendeu e conservas algum detrito de mágoa, olvida a mágoa e trabalha por entesourar mais amor.

Incorpora-te à sinfonia de serviço de que se constitui o Universo.

Dos sóis da imensidão às últimas gotas d’água no centro da Terra, tudo o que há de bom e belo nasce e vive do trabalho constante.
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Emmanuel
Chico Xavier  
Obra: Portal da luz 




terça-feira, 28 de junho de 2016

Destrua o fascínio pelo supérfluo


Muitas vezes, a sedução de frivolidades desvia a atenção do indivíduo dos assuntos essenciais que concernem a sua passagem no mundo físico.
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Não seja condescendente com as futilidades do ego, ainda sabendo que não poderá abolir de todo a presença das quinquilharias mentais e emocionais no seu mundo íntimo.
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A vida física é curta demais e as oportunidades existenciais preciosas demais para que se passe o tempo tomado por trivialidades.
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Concentre-se no essencial.
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Tudo passa, menos as conquistas permanentes do espírito.
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Tudo passa, menos o amor que se semeia e a sabedoria que se adquire.
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Temístocles
Benjamin Teixeira 
Obra: Reflexões matinais
 


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Apelo pela Vida


Alma irmã, escuta-me!

Venho falar-te do drama de urgência, que toma conta do coração e da mente da mulher, que se vê induzida por hábil propaganda a negar-se à maternidade...

Sejam quais forem os argumentos, como se te apresentem as justificativas para o crime de interrupção da vida fetal, que alguns homens pretendem legalizar, não te deixes seduzir.

A mulher nasceu para ser, por excelência, mãe da própria ou da carne alheia.

A exceção do aborto terapêutico que objetiva salvar a vida da gestante, facultando-lhe permanecer no ministério do corpo, todos os outros tipos de aborto decorrem de arrazoados ególatras e sofistas, que não merecem respeito.

Não te envergonhes nunca de permitir que a vida se te manifeste pelo teu corpo, na condição de co-criadora que és ao lado de Deus.

Ser mãe é desdobrar a alma em santificantes lições de Amor, doando-se e fruindo o licor inefável da felicidade.

...E um dia, quando a neve dos anos adornar-te a cabeça cansada e aureolar-te o corpo exaurido, duas mãos de apoio como asas angelicais, surgirão, inesperadas, para apoiar-te, enquanto formosa voz entoará um hino de gratidão ao teu amor, mesmo te que sintas, aparentemente, abandonada.

Este hino, em musicalidade sublime, assim te dirá:

- Mamãe, aqui estou: sou eu, teu filho!
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Franco, Divaldo Pereira.
 Da obra: Terapêutica de Emergência.
 Ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues.




domingo, 26 de junho de 2016

SERVE E ENCONTRARÁS O TESOURO DA LUZ




Observa a natureza que te cerca no mundo.

Tudo é riqueza e esforço laborioso por assegurá-la.

O solo ferido pelo arado é berço da produção.

A árvore mil vezes dilacerada, persevera auxiliando sempre mais.

A fonte, superando os montões de seixos, pouco a pouco, se transforma em grande rio, a caminho do mar.

Algumas sementes formam a base de preciosa floresta.

Pedras agressivas, se convertem nas obras-primas da estatuária, quando não vertem no seio a faiscante beleza do material da ourivesaria.

Animais humildes, padecendo e auxiliando, garantem o conforto das criaturas contra a intempérie ou alimentam-lhes o corpo, sustentando-lhes a existência.

A pobreza é marca do homem, enquanto se refugia, desassisado, na furna da ignorância.

Somente a alma humana distanciada do Conhecimento Superior assemelha-se a um fantasma de angústia de penúria e lamentação.

Se podes observar o patrimônio das Bênçãos Celestiais, no caminho em que evoluis, procura o lugar de trabalho que te compete e serve infatigavelmente ao Bem, para que o Bem te ensine a ver a Fortuna Imperecível que o Pai te concedeu por Sublime Herança.

Serve aos semelhantes, protege a planta e socorre ao animal; seja a tua viagem, por onde passes, um cântico de auxílio e bondade, de harmonia e entendimento...

E à medida que avançares na senda de elevação, encontrar-te-ás cada vez mais rico de amor, encerrando no próprio peito o tesouro intransferível da Luz que te abençoará com a felicidade inextinguível, nos cimos da Espiritualidade Maior.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Sentinelas da luz  





sábado, 25 de junho de 2016

FAZER FORÇA



Ninguém pode medir o poder de destruição que a cólera exerce sobre os recursos da vida.

E, nas épocas de transição quando se requisitam mais amplos recursos de tolerância entre aqueles que se complementam uns aos outros, na vida comunitária, uma atitude nomeada pelo espírito popular como seja “fazer força” é constantemente chamada a expressar-se, em quase todos os momentos, a fim de que os processos de irritação não se encaminhem para a delinquência .

Preservando a paz e a segurança, não nos bastará recomendá-las, mas sim empenhar-nos, sinceramente, na sustentação delas.

Trazes contigo um problema a exigir solução; entretanto, já sabes que é preciso “fazer força” para resolvê-los sem preocupações para os que te rodeiam, sob pena de ampliar-lhe as áreas de conflito.

Adquiriste certa enfermidade que te exaure as energias; contudo, é aconselhável te limites ao tratamento discreto, sem que te desmanches na queixa de modo a que não agraves sintomas na imaginação dos que te ouvem, com possibilidades de te agravarem a situação.

Tens o lar em desajuste, reunindo espíritos antagônicos, corporificados em resgates de existências anteriores, mas o quadro geral das próprias lutas te pede devotamento máximo à serenidade e à paciência, de maneira que os entraves domésticos não se te convertam em martírio.

Sofreste prejuízos pela invigilância ou incorreção de amigos em cuja afetividade se te instalava a confiança, porém, é necessário saber sofrê-los sem exceder-te em reclamações e críticas que acabariam atraindo forças negativas capazes de arrasar-te as melhores possibilidades de recuperação.

Fazer força para colaborar na tranquilidade dos outros é hoje um imperativo a observar criteriosamente em favor de nós mesmos.

Em verdade, ocorrências infelizes surgem atualmente, por toda a parte; no entanto, precisamos refletir até que ponto teremos cooperado no colapso da resistência de quantos resvalam em desequilíbrio.

Seja onde for e seja com quem estivermos, precisamos “fazer força” para que azedume e nervosismo, cólera e aspereza, não apareçam nos grupos de trabalho que, porventura, integremos, porque se nos propomos a viver no Mundo Melhor de Amanhã, é lógico nos disponhamos a “fazer força” para construí-lo. 
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Emmanuel  
Chico Xavier 
Obra: Momentos de ouro 





quinta-feira, 23 de junho de 2016

Cânticos de Louvor


Quando a vida começava no mundo, os pássaros sofriam bastante.

Pousavam nas árvores e sabiam voar, mas como haviam de criar os filhotinhos? Isso era muito difícil.

Obrigados a deixar os ovos no chão, viam-se, quase sempre, perseguidos e humilhados.

A chuva resfriava-os e os grandes animais, pisando neles, quebravam-nos sem compaixão.

E as cobras? Essas rastejavam no solo, procurando-os para devorá-los, na presença dos próprios pais, aterrados e trêmulos.

Conta-se que, por isso, as aves se reuniram e rogaram ao Pai Celestial lhes desse o socorro necessário.

Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo que passou a orientá-las na construção do ninho.

Os pássaros não dispunham de mãos; entretanto, o mensageiro inspirou-os a usar os biquinhos e, mostrando-lhes os braços amigos das árvores, ensinou-os a transportar pequeninas migalhas da floresta, ajudando-os a tecer os ninhos no alto.

Os filhotinhos começaram a nascer sem aborrecimentos, e, quando as tempestades apareceram, houve segurança geral.

Reconhecendo que o Pai Celeste havia respondido às suas orações, as aves combinaram entre si cantar todos os dias, em louvor do Santo Nome de Deus.

Por essa razão, há passarinhos que se fazem ouvir pela manhã, outros durante o dia e outros, ainda, no transcurso da noite.

Quando encontrarmos uma ave cantando, lembremo-nos, pois, de que do seu coraçãozinho, coberto de penas, está saindo o eterno agradecimento que Deus está ouvindo nos céus.
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  Meimei
  Chico Xavier
Obra: Pai Nosso