segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SOFRERÁ PERSEGUIÇÕES



"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão
perseguições." - Paulo. (II TIMÓTEO, 3:12.)


Incontestavelmente, os códigos de boas maneiras do mundo são sempre respeitáveis, mas é preciso convir que, acima deles, prevalecem os códigos de Jesus,
cujos princípios foram por Ele gravados com a própria exemplificação.
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O mundo, porém, raramente tolera o código de boas maneiras do Mestre Divino.
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Se te sentes ferido e procuras a justiça terrestre, considerar-te-ão homem sensato;
contudo, se preferes o silêncio do Grande Injustiçado da Cruz, ser-te-ão lançadas ironias à
face.
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Se reclamas a remuneração de teus serviços, há leis humanas que te amparam, considerando-te prudente;
mas se algo de útil produzes sem exigir recompensa, recordando o Divino Benfeitor, interpretar-te-ão por louco.
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Se te defendes contra os maus, fazendo valer as tuas razões, serás categorizado por homem digno; 
entretanto, se aplicares a humildade e o perdão do Senhor, serás francamente acusado de covarde e desprezível.
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Se praticares a exploração individual, disfarçadamente, mobilizando o próximo a serviço de teus interesses passageiros, ser-te-ão atribuídos admiráveis dotes de inteligência e habilidade; 
todavia, se te dispões ao serviço geral para benefício de todos, por amor a Jesus, considerar-te-ão idiota e servil.
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Enquanto ouvires os ditames das leis sociais, dando para receber, fazendo algo por buscar alheia admiração, elogiando para ser elogiado, receberás infinito louvor das criaturas, mas, no momento em que, por fidelidade ao Evangelho, fores compelido a tomar atitudes com o Mestre, muita vez com pesados sofrimentos para o teu coração, serás classificado à conta de insensato.
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Atende, pois, ao teu ministério onde estiveres, sem qualquer dúvida nesse particular, certo de que, por muito tempo ainda, o discípulo fiel de Jesus, na Terra, sofrerá perseguições.
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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Vinha de luz  







domingo, 9 de outubro de 2016

REBELDIA


O pequeno rebelde amava a Mãezinha viúva com entranhado amor; entretanto, iludido pela indisciplina, dava ouvido, aos conselhos perversos.

Estimava a leitura de episódios sensacionais, em que homens revoltados formam quadrilhas de malfeitores, nas cidades grandes, e, a qualquer página edificante, preferia o folhetim com aventuras desagradáveis ou criminosas. Engolfou-se em tantas histórias de gente má que, embora a palavra materna o convidasse ao trabalho digno, trazia sempre respostas negativas e rudes na ponta da língua.

-Filho - exclamava a senhora paciente -, homem de bem acomoda-se no serviço.

-Eu não! - replicava, zombeteiro.

-Vamos à oficina. O chefe prometeu ceder-te um lugar.

-Não vou! não vou!...

- Mas já deixaste a escola, meu filho. É tempo de crescer e progredir nos deveres bem cumpridos.

-Não fui à escola, a fim de escravizar-me. Tenho inteligência.
Ganharei com menor esforço.

E enquanto a genitora costurava, até tarde, de modo a manter a casa modesta, o filho, já rapaz, vivia habitualmente na rua movimentada. Tomava alcoólicos em excesso e entregava-se a companhias perigosas que, pouco a pouco, lhe degradaram o caráter.

Chegava a casa, embriagado, altas horas da noite, muita vez conduzido por guardas policiais.

Vinha a devotada Mãe com o socorro de todos os instantes e rogava-lhe, no outro dia:
 
 -Filho, trabalhemos dignamente. Todo tempo é adequado à retificação dos nossos erros.

Atrevido e ingrato, resmungava: 
 
-A senhora não me entende. Cale-se. Só fala em dever, dever, dever...

A pobre costureira pedia-lhe calma, juízo e chorava, depois, em preces.

Avançando no vicio, o rapaz começou a roubar às escondidas. Assaltava instituições comerciais, onde sabia fácil o acesso ao dinheiro; e quando a Mãezinha, adivinhando-lhe as faltas, tentou aconselhá-lo, gritou:
 
 - Mãe, não preciso de suas observações! Deixá-la-ei em paz e voltarei, mais tarde, com grande fortuna. Dar-lhe-ei casa, roupa e bem-estar com fartura. A senhora tem o pensamento preso a obrigações porque, desde cedo, vem atravessando vida miserável.

Assim dizendo, fugiu para a via pública e não regressou ao lar.

Ninguém mais soube dele. Ausentara-se, definitivamente, em direção a importante metrópole, alimentando o propósito de furtar recursos alheios, de maneira a voltar muito rico ao convívio maternal.

Passou o tempo.

Um, dois, três, quatro, cinco anos...

A Mãezinha, contudo, não perdeu a esperança de reencontrá-lo.

Certo dia, a imprensa estampou nos jornais o retrato de um ladrão que se tornava famoso pela audácia e inteligência.

A costureira reconheceu nele o filho e tocou para a cidade que o abrigava.

A policia não lhe conhecia o endereço e, porque fosse difícil localizá-lo rapidamente, a senhora tomou ­quarto num hotel, a fim de esperar.

Na terceira noite em que aí se encontrava, notou que um homem embuçado lhe penetrava o aposento às escuras. Aproximou-se apressado para surripiar-lhe a bolsa. Ela tossiu e ia gritar por socorro, quando o ladrão, temendo as consequências, lhe agarrou a garganta e estrangulou-a.

Nos estertores da morte, a costureira reconheceu a presença do filho e murmurou, debilmente: 
 
- Meu... meu... filho...

Alucinado, o rapaz fez luz, identificou a Mãezinha já morta e caiu de joelhos, gritando de dor selvagem.

A desobediência conduzira-o, progressivamente, ao crime e à loucura.
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Neio Lúcio
 Chico Xavier
Obra: Alvorada cristã 




sábado, 8 de outubro de 2016

O Amor e a Verdade


Tudo passará - juventude, be­leza, saúde, dinheiro, posição social.

Teorias equivocadas não resistirão.

Enganos cederão à evidência dos fatos.

A injustiça não prevalecerá.

Ninguém detém o carro do pro­gresso, que esmaga sob as suas rodas os recalcitrantes.

Os poderosos envelhecerão.

Reis rolarão do trono.

Apenas o Amor e a Verdade per­manecerão inalteráveis, ante o olhar severo do Tempo.

Dentro de ti, todas as ilusões, bre­ve se farão em cinzas.

Não te arredes do que for bom e nem te afastes do que for justo.

Às hecatombes morais da alma, apenas o Amor e a Verdade te ajudarão a sobreviver.
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Irmão José
 





 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Recomeço

 
Para garantir saúde e equilíbrio, prometa a você mesmo:

1- Colocar-se sob os desígnios de Deus, cada dia, através da oração, e sustentar a consciência tranquila, preservando-se contra ideias de culpa.
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2- Dar o melhor de si mesmo no que esteja fazendo.
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3- Manter coração e mente, atitude e palavra, atos e modos na inspiração constante do Bem.
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4- Servir desinteressadamente aos semelhantes, quanto esteja ao alcance de suas forças.
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5- Regozijar-se com a felicidade do próximo.
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6- Esquecer conversações e opiniões de caráter negativo que haja lido ou escutado.
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7- Acrescentar pelo menos um pouco mais de alegria e esperança em toda pessoa com quem estiver em contato.
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8- Admirar as qualidades nobres daqueles com quem conviva, estimulando-os a desenvolvê-las.
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9- Olvidar motivos de queixa, sejam quais forem.
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10- Viver trabalhando e estudando, agindo e construindo, no próprio burilamento e na própria corrigenda, de tal modo que não se veja capaz de encontrar as falhas prováveis e os erros possíveis dos outros.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Passos da vida




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SEGUE ABENÇOANDO


Cada qual de nós trilha um caminho diferente para a união com Deus.

Agradece a estrada que o mundo te aponta e segue abençoando.

Abençoa o grupo de corações em que nasceste.
Dentro dele é que as forças da Criação te construíram os alicerces da existência.

Abençoa o corpo que te serve na condição de carro para a viagem.
Nele possuis a moradia temporária, na qual se te faz possível agir na conquista da evolução.

Abençoa o trabalho que te foi reservado.
Nas tarefas que executas é que assimilas os melhores valores da experiência.

Abençoa as tuas alegrias.
São elas as fontes de estimulo que te garantem o ânimo e a coragem, a fim de que não esmoreças na marcha.

Abençoa as provações que te visitem.
Nas dificuldades, é que te realizas no aprimoramento intimo.

Abençoa os problemas que te apareçam
Por intermédio dos desafios e obstáculos da senda é que te aperfeiçoas no raciocínio.

Abençoa os amigos.
São alavancas que te oferecem equilíbrio e segurança.

Abençoa os adversários.

Desempenham eles as funções de fiscais, a te mostrarem os perigos e riscos da jornada.

Abençoa os parentes difíceis.
São oportunidades para que se aprenda paciência e humildade, compreensão e tolerância.

Abençoa os que se te fazem instrumentos de tentação.
Enquanto no Plano Físico, temos neles os recursos que nos revelam as fragilidades e imperfeições que, porventura, ainda nos marquem, compelindo-nos a exercer bondade e perdão para com os outros.

Agradece o caminho que o mundo te oferece ao aperfeiçoamento e recorda que Deus te abençoa sempre.
Segue, pois, abençoando também.
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Meimei
Chico Xavier 
Obra: Deus aguarda 


 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Melhorar para sofrer menos


É óbvio que ninguém quer sofrer. Consideremos, entretanto, que o sofrimento ainda é inerente à nossa condição. Como? Então ele vai deixar de nos importunar? Sim, quando o merecermos. E essa conquista depende de nós mesmos.

Sofremos porque ainda somos teimosos. Exageramos nos desejos e nas desculpas, acumulamos lixo mental e guardamos ressentimentos; acomodamo-nos na inércia ou nos perdemos nas precipitações. Por outro lado, tentamos dominar outras consciências e ficamos aborrecidos com os fracassos nestas tentativas, como se fôssemos donos da verdade... Entretanto, essas situações todas apenas refletem vaidade, orgulho ferido, feroz egoísmo, medos, inseguranças ou traumas. Fruto da inexperiência; caminho de aprendizado.


A receita da felicidade, contudo, já está conosco. Jesus trouxe-a pessoalmente ao ensinar que fizéssemos ao próximo tudo o que desejamos para nós mesmos. Ou como nos mandamentos de amar a Deus e ao próximo como a si mesmo.



O que faz sofrer é a rebeldia em aceitar que somos todos iguais e que, portanto, a ninguém cabe o direito de desrespeitar a vontade e a liberdade alheias, exceto por força da lei, ainda que humana. Na verdade, que direito temos de interferir na vida alheia? Quando agimos nesse sentido, as consequências só podem mesmo ser algum tipo de sofrimento ou aflição. E, no mesmo sentido, a orientação cabe com relação a si próprio, pois abusos e desrespeitos a si mesmo também trazem efeitos que podem ser aflitivos.


Portanto, para ser mais feliz e ir, gradativamente, diminuindo os motivos de sofrimento, é melhorar-se o quanto mais. Sim, melhora no comportamento, nas ações, nos pensamentos, na convivência, no relacionamento. Dentro e fora de casa.


Agindo com equilíbrio, ou pelo menos esforçando-se para isso, onde quer que estejamos, estaremos reduzindo as causas de sofrimentos, no presente e no futuro. Quanto ao passado, aos poucos vamos reparando, pois isso também é necessário.


O caminho é pois, melhorar. Em todos os sentidos. Aprender mais, de maneira permanente; autoanalisar-se para verificar os pontos em que já podemos nos disciplinar; solidarizar-se pelas boas causas em favor de nossos irmãos de caminhada; confiar em Deus e prosseguir realizando o melhor ao nosso alcance. Com isso, seremos mais felizes!
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Orson Peter Carrara



Alma amiga apascenta teu espírito, não te deixando dominar pelas emoções que desestruturam o equilíbrio.

Ainda que te sinta atormentado por problemas de várias ordens, recorda que não estás sozinho, encontrando-se muitos em condições bem piores do que as que experimentas.

A tempestade de agora, ainda que castigue, irá passar, cedendo lugar ao sol e céu límpido, prenunciando recomeço.

Após muitos desastres naturais, ocorre verdadeira renovação da vida.

A lava incandescente expelida pelo vulcão altera o solo, enriquecendo-o e fomentando futura fartura nas colheitas que sucederão.

Tudo se movimenta no universo, e tudo tem uma finalidade providencial.

Se sofres agora, sorrirás amanhã.

Agasalha-te com o Evangelho do Cristo, vencendo o frio que procurará gelar teu coração.

Aguarda um pouco mais; nunca te precipites e prejulgues a vida.

Ainda que complicada e amarga em muitos momentos, a vida é a maior dádiva concedida por deus, cabendo-nos preservá-la a qualquer custo.
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Amélia
Alberto Sampaio

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Paz e Felicidade




Afirma-se, inadequadamente, que a paz profunda é paralisia da razão, inércia, abstração.

Fosse, realmente, esse estado de anulação e seríamos candidatos ao aniquilamento dos ideais com a consequente morte das aspirações libertadoras.

Informa-se, equivocadamente, que felicidade plena é gozo incessante, sem qualquer preocupação ou anelo de maior crescimento.

Constituísse realidade esse prognóstico e a bem pouca conquista seria reduzido o Espírito, que se predisporia à saturação, num repetir monótono de prazeres nos moldes terrenos.

A paz profunda é uma conquista dinâmica do homem que, embora em constante burilamento, age sem reagir, motivado pelo infrene desejo de ajudar e crescer.

A felicidade plena resulta do movimento contínuo em favor da aquisição de mais valiosos equipamentos morais com que se alça o ser a Esferas Nobres, participando do concerto harmônico da Vida.

Sempre houve luta entre os homens, que se atiram uns contra os outros e neles mesmos defrontam os campos de batalha depuradora para as imperfeições.

A felicidade plena resulta da conscientização de transformar a luta em realização dignificante, que fomenta os recursos de enobrecimento.

Num, como noutro campo de realização, o amor é fundamental.

A maior força existente no Universo, o amor é a presença de Deus atuando favoravelmente e impulsionando todas as ações para o ideal supremo - a perfeição!

Os logros da paz profunda e da felicidade plena são possíveis, a todo aquele que se emprenha para realizar a opção da busca interior, através da transformação moral que deve operar em si mesmo, bem como do sacrifício das paixões asselvajadas.

Na meditação ouvirás o pulsar do Cosmo.

Na oração dialogarás com Deus.

No silêncio identificarás as vozes da Imortalidade.

Na ação do Bem alcançarás a paz, a plenitude, viajando pelos espaços na busca de Deus, sob a tutela dos seres angélicos interessados na tua perfeita integração na consciência divina, de que fazes parte apesar de não a interpretares ainda com a necessária sabedoria.

A paz profunda pelo amor e a felicidade plena pela caridade aguardam a tua decisão, para que logres o triunfo e te libertes do primitivismo por definitivo.
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Joanna de Ângelis / Divaldo P. Franco