terça-feira, 9 de maio de 2017

PRECE PARA TI MESMO



Deus!... Sou eu que Te falo! Eu me proponho a ler este livro, já sabendo que ele trata de assuntos altamente incômodos à minha personalidade. Pelo sumário e pelo título, nota-se o quanto temos de nos esforçar como médicos de nós mesmos, fazendo diariamente a nossa cirurgia mental, de modo que ela restabeleça o equilíbrio espiritual em nosso coração, juntamente com os sentimentos.

Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.

Quero confiar em Teu amor... 
Ajuda-me!

Quero sentir a Tua presença na minha vida...

Ajuda-me!

Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno...
 Ajuda-me!

Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os defeitos alheios. Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.

Deus de eterna bondade! O Teu amor conforta-me o coração! Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais. Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu. Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bisturi da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio. 

Ajuda-me a ajudar!

Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de auto educação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos  exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.

Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas ideias
nos corações dos que me cercam e vivem comigo.
Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a autoeducação.
E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportunidade.

Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo. Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçando-se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.

Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.
Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo
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Lancellin
João Nunes Maia








segunda-feira, 8 de maio de 2017

Um fofoqueiro no centro...




Realizava palestra em determinada cidade do interior de um estado brasileiro qualquer, quando, após a apresentação, um senhor me procura e narra sua experiência:

“Moço, corria o ano de 1977 e eu labutava num centro espírita aqui da cidade. Nesta casa tínhamos um companheiro complicado, sujeito do vinagre, azedo, sua boca era um veneno só. Falava mal de todos, disseminava a fofoca, enfim, homem terrível de conviver. Mas eis que a vida não manda avisar quando a senhora da foice virá buscar e, num certo dia, recebemos a notícia do desencarne daquele indivíduo. Ataque cardíaco, fulminante! Enfim, estávamos livres dele! 

Bom... O tempo passou e eu me esqueci completamente daquela pessoa desagradável, até que, no ano de 1997, numa reunião mediúnica, eu, que tenho vidência, vi um homem sorridente vindo em minha direção. Ele, oh! estava bem, como se fosse uma entidade bem resolvida com seus traumas. Por Deus! Identifiquei a presença daquele fofoqueiro. Era ele. Mas como? Como alguém tão malvado poderia apresentar-se bem no mundo dos Espíritos? Até que o mentor da reunião disse-me: Amigo, admira-se de nosso irmão? Pois bem, e eu me admiro de você... Não percebeu que já se passaram 20 anos? Pelo visto, ele caminhou e você ficou estagnado, a julgar os outros, esquecendo-se de que, com o tempo, seja aqui ou no além, todos crescemos!”

Jesus! Como ficamos presos ao que passou. Não sem motivo, Deus estabeleceu como condição reencarnatória o esquecimento temporário. Claro. É preciso desvencilhar-se do passado e de todos os passados, tanto o nosso quanto o dos outros.

Passado, apenas para agregar experiência, jamais para servir como elemento de condenação. Cada um de nós arca com as consequências de seus atos passados, que repercutem, não raro, de forma dolorosa no presente. Portanto, o que não precisamos é de julgamentos, sentenças, vibrações contrárias, haja vista que responderemos pelos nossos atos.

Todavia, o mais interessante é nossa visão limitada, de rótulos, que estigmatiza este ou aquele pelos seus equívocos do passado.

Sem perceber, sem refletir, condenamos o outro às trevas quando fechamos o caminho para a luz.

Explico-me: O sujeito errou demais. Tenta recomeçar, vai à igreja, ao centro, ou sei lá, e vamos nós: “Você viu o fulano? Fez um monte de besteira na vida e hoje vai ao centro”. Isso é cruel de nossa parte. As pessoas têm o direito de recomeçar suas vidas, de levantar a poeira e dar a volta por cima.

O que devemos fazer? Simples: orar por elas, orar para que prossigam firmes em seus propósitos. Não podemos ser os fiscais da vida alheia, aqueles que tentam impedir o outro de recomeçar. Que bom! Que bom poder reconhecer os erros e procurar uma religião, enfim, mudar de vida.

Deus possibilita-nos todas as chances do mundo. Ninguém está deserdado ao erro, ao equívoco, ao vício.

Irmã Rosália, em O Evangelho segundo o Espiritismo, deixa a mensagem de que, não incomodar com as faltas alheias, é caridade moral.

É bem por aí. Caridade moral. Com a mesma ênfase que atendemos o pobre, o necessitado do pão material, precisamos atender aquele que necessita do pão do espírito, ou seja, da compreensão, do carinho, da porta aberta para recolocar as coisas no lugar e seguir adiante. Nada de colocar o outro num balaio, estigmatizar. Quem nesta vida não erra?

Se ainda não conseguimos esquecer nossos erros desta existência, que ao menos não lembremos os dos outros para que eles possam recomeçar. Recomeçar a busca pela felicidade... Afinal, todos temos o direito de prosseguir, e, se não queremos prosseguir, que ao menos não impeçamos os outros de “ajeitar” novos caminhos rumo ao progresso.
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Pensemos nisto!
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Wellington Balbo – Bauru SP 






domingo, 7 de maio de 2017

EM FAMÍLIA


  “Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?”
– JESUS. (Mateus, 7:3)

  Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.

  Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns nos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

  Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:

  que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;

  que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto;

  que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos;

  que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhe;

  que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;

  que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou conduta que espose;

  que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;

  que não dispõe a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;

  que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir. . .

  Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.
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Emmanuel
Chico Xavier


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sábado, 6 de maio de 2017

Mensagem de Eurípedes Barsanulfo



Meus amigos, que a paz do Senhor nos fortaleça o coração na grande jornada.

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O Espiritismo Cristão é a porta de luz que se abre à humanidade.

*

Amigos, nunca nos cansaremos de vos conclamar ao serviço da verdade e do bem.

Falando-vos, guardamos a impressão de endereçar a palavra às fileiras da frente, àqueles que sustentam as lutas mais ásperas, que sofrem o mais perigoso assédio das forças das trevas.

*

Conhecemos a dificuldade, a dor, o fel que vos amarga o coração, ante os ataques da sombra; entretanto, somos os felizes depositários da fé viva, lutadores que se rejubilam com as próprias chagas e encontram benditas claridades nas lutas de cada dia, porquanto nos encontramos a serviço d'Aquele que é a Luz dos Séculos.

*

Muitas escolas religiosas foram chamadas para ser-vi-Lo, entretanto, esquecem-se os expositores respectivos do trabalho universal da paz e do amor com o Cristo, perdendo-se nos desfiladeiros do sectarismo destruidor.

Procuram Jesus, através das dissenções e da separatividade como se não bastassem quase dois mil anos de ódio e separação entre as criaturas de Deus.

*

Nossa tarefa é mais alta.

Propomo-nos a atender ao chamado do Mestre através de nossa própria renovação, para que a nossa existência se constitua em pregação viva do Evangelho.

*

Não alimenteis qualquer dúvida.

O triunfo integral ainda permanece à distância.

Até lá, é preciso subir o Calvário, negando a nós mesmos e suportando a cruz que nos diz respeito.

Pedradas da ignorância, açoites da ingratidão, surpresas inquietantes dos caminhos escuros vos surpreenderão na marcha para o Alto, no entanto, mantende a vossa fé, porque Jesus, o Mestre Divino, socorrerá o discípulo fiel, onde quer que se encontre, estendendo-lhe a mão amiga.

Jesus estabelecerá, entre os homens, o prometido Reino de Paz e Amor.

*

Lembrai-vos dos companheiros dos tempos apostólicos.

Eles não morreram.

Ressurgem das catacumbas distantes para falar-vos da necessidade de servir aos propósitos do Senhor até o fim da edificação do Mundo Melhor.

*

Vigorosas energias fluem para nós outros, do mais alto.

É preciso não desanimar. O futuro com a vitória do bem, nos pede esforço supremo.

Confiai, trabalhai sempre e esperai na Paz de Jesus.

Que Ele nos fortaleça e revigore o ânimo, concedendo-nos a armadura interior da consciência tranquila, são os votos do amigo de sempre.
🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Doutrina e Vida. Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Aprenda



Aprenda a admoestar-se, antes que a vida admoeste a você.

Se o seu problema é alimentar-se excessivamente, exponha na mesa esta legenda escrita, diante dos olhos:

- Devo moderar meu apetite.

Se a sua luta decorre da preguiça, dependure este dístico à frente do próprio leito para a reflexão cada manhã:

- Devo trabalhar honestamente.

Se a sua intranquilidade surge da irritação sistemática, coloque este aviso em evidência no lar para observação incessante:

- Devo governar minhas emoções.

Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com esta lembrança breve:

- Devo renovar-me.

Se o seu caso difícil é a inquietação sexual, traga no pensamento este aviso constante:

- Devo controlar meus impulsos.

Se o seu ponto frágil está na palavra irrefletida, espalhe este memorando em torno de seus passos:

- Devo falar caridosamente.


Não acredite em liberdade incondicional. Todo direito está subordinado a determinado dever. Ninguém abusa sem consequências.

Repare os sistemas penalógicos da vida funcionando espontaneamente.

Enfermidades compartilham excessos...

Obsessões cavalgam desequilíbrios...

Cárceres segregam a delinquência...

Reencarnações expiatórias acompanham desatinos...

Corrijamos a nós mesmos, antes que o mundo nos corrija.

Todos sabemos proclamar os méritos do pensamento positivo, entretanto, não há pensamento positivo para o bem sem pensamento reto.

O tempo é aquele orientador incansável que ensina a cada um de nós, hoje, amanhã e sempre que ninguém pode realmente brincar de viver.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Ideal espírita 


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Arabescos



Embora a crítica azeda,

Atende ao dever cristão.

A inveja combate sempre

O esforço da elevação.
***

Ilumina a própria senda,

Faze-te sábio e melhor.

De todos os males juntos

A ignorância é o maior.
***
A fortuna, muitas vezes,

É neblina deletéria.

A riqueza sem virtude

É mais triste que a miséria.
***
Não te esqueças da verdade,

Recorda que para a morte

Não vale bolsa repleta,

Nem existe casa forte.
***
Trabalha, constantemente,

Firme e fiel ao teu posto.

Descanso desnecessário

É 
plantação de desgosto.
***
Ao despeito envenenado

A retidão não se rende.

De pessoa desbriada

O insulto não ofende.
***
Dos vermes de ruína e morte,

Que atacam o fruto e a flor,

O mais cruel é a preguiça

Que mora no lavrador.
***
Respeita a moderação.

Quem com pouco se compraz,

Entre as bênçãos da alegria,

Serve muito e vive em paz.
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 Casimiro Cunha 
 Francisco Cândido Xavier  
Obra: Gotas de luz


quarta-feira, 3 de maio de 2017

OS ANIMAIS E O AUTISMO




Numa tarde de sábado de 1981, nas inesquecíveis reuniões realizadas "à sombra do Abacateiro", colhemos de Chico Xavier preciosa lição sobre a questão do autismo.

Após ter conversado com os pais de uma criança autista, orientando-os quanto ao relacionamento que deveriam ter com o filho, recomendando-lhes, inclusive, que diminuíssem a dose dos medicamentos que lhe eram administrados, Chico comentou conosco:

- O autismo é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também, por vezes, principalmente os solteiros, sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o Mundo Espiritual, desinteressando-se da Terra...

"É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo..."

"Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver; casa eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque, se eu não me ligar em alguma coisa, eu deixo vocês..."

Ele ainda considerou que muitos casos de suicídio têm suas raízes no autismo, porque a pessoa que vai perdendo o interesse pela vida, inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual e, para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...

Antes, pois, de censurarmos alguém que, por vezes, dispensa a um animal de estimação o afeto que não dispensa a um ser humano, convém que reflitamos.
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Livro: Chico Xavier, O Amigo dos Animais
Carlos A. Baccelli
LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo
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Autistas
Livro:
Autistas do Além - quando o amor se torna obsessão
Autor: Nelson Moraes
http://www.ceu.com.br/product_info.php?manufacturers_id=40&products_id=6102
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Tem um fórum sobre o assunto:
[Estudo] Autismo na Visão Espírita
http://www.forumespirita.net/fe/index.php?action=printpage;topic=11574.0
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AUTISMO DISCUSSÕES E COMENTÁRIOS
http://www.autismo-br.com.br/home/dep-com.cgi?tema=Espiritismo+e+Autismo&codigo=7
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E outros livros:
http://www.autismo-br.com.br/home/livraria.cgi
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Página do Autismo
http://www.autismo-br.com.br/home/homepage.cgi
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