quinta-feira, 5 de outubro de 2017

LER E FAZER


Estuda quanto possas conhecendo a Verdade.

Porém, quanto possível demonstra o que já sabes.

Não te prendas somente às páginas do livro.

A fonte que não corre é água apodrecida.

Lê muito e faze mais, teorizando menos.

Quem não vive a lição fica na superfície.
*************************
 Irmão José 
Carlos Baccelli 
Pão da Alma 


MENSAGEM DO ESE:
Emprego da riqueza


Não podeis servir a Deus e a Mamon. Guardai bem isso em lembrança, vós, a quem o amor do ouro domina; vós, que venderíeis a alma para possuir tesouros, porque eles permitem vos eleveis acima dos outros homens e vos proporcionam os gozos das paixões que vos escravizam. Não; não podeis servir a Deus e a Mamon! Se, pois, sentis vossa alma dominada pelas cobiças da carne, dai-vos pressa em alijar o jugo que vos oprime, porquanto Deus, justo e severo, vos dirá: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Esse poderoso móvel de boas obras exclusivamente o empregaste na tua satisfação pessoal.

Qual, então, o melhor emprego que se pode dar à riqueza? Procurai — nestas palavras: “Amai-vos uns aos outros”, a solução do problema. Elas guardam o segredo do bom emprego das riquezas. Aquele que se acha animado do amor do próximo tem aí toda traçada a sua linha de proceder. Na caridade está, para as riquezas, o emprego que mais apraz a Deus. Não nos referimos, é claro, a essa caridade fria e egoísta, que consiste em a criatura espalhar ao seu derredor o supérfluo de uma existência dourada. Referimo-nos à caridade plena de amor, que procura a desgraça e a ergue, sem a humilhar. Rico!... dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do que te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo. Mas, dá com sabedoria. Não repilas o que se queixa, com receio de que te engane; vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa-te, e vê se o trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama em tomo de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão. — Cheverus. (Bordéus, 1861.)
**************************************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 11.)


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Maturidade Espiritual



Perguntaram a Jalal ad-Din Muhammad Rumi, mestre espiritual persa do século XIII:

O que é veneno?
– Qualquer coisa além do que precisamos é veneno. Pode ser poder, preguiça, comida, ego, ambição, medo, raiva, ou o que for.

O que é o medo?
– Não aceitação da incerteza. Se aceitamos a incerteza, ela se torna aventura.

O que é a inveja?
– Não aceitação do bem no outro. Se aceitamos o bem, se torna inspiração.

O que é raiva?
– Não aceitação do que está além do nosso controle. Se aceitamos, se torna tolerância.

O que é ódio?
– Não aceitação das pessoas como elas são. Se aceitamos incondicionalmente, então se torna amor.

O que é maturidade espiritual?
  É quando você para de tentar mudar os outros e se concentra em mudar a si mesmo.
  É quando você aceita as pessoas como elas são.
  É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva.
  É quando você aprende a “deixar ir”.
  É quando você é capaz de não ter “expectativas” em um relacionamento, e se doa pelo bem de se doar.
  É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz.
  É quando você para de provar para o mundo, o quão inteligente você é.
  É quando você não busca aprovação dos outros.
  É quando você para de se comparar com os outros.
  É quando você está em paz consigo mesmo.
  Maturidade espiritual é quando você é capaz de distinguir entre ” precisar ” e “querer” e é capaz de deixar ir o seu querer.

E por último, mas mais significativo!
  Você ganha maturidade espiritual quando você para de anexar “felicidade” em coisas materiais!”
 *******************************************

MENSAGEM DO ESE:

Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?


Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? — S. Luís. (Paris, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 20.)


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Prove o Amor



A cura tem inicio quando o paciente se ama e passa a amar o seu próximo. É um processo profundo de integração da pessoa nos programas superiores da Vida. Joanna de Ângelis 

Curar-se, em última análise, deve ser um ato de amor profundo.

Amar faz com que nossas células vibrem em perfeita harmonia. E onde a harmonia se faz presente a doença não encontra lugar.

Mas o amor só tem sentido quando ele é experenciado, sentido. A palavra "amor" é neutra, expressa apenas uma ideia. Somente quando se ama é que poderemos saber o amor. Saber tem sentido de saborear, experimentar.

Olhar para uma fruta não nos permite conhecer seu sabor.

Somente quando a provamos é que sentiremos seu gosto.

Por que você não sente o gosto do amor agora mesmo? Será que não existe alguém esperando um abraço seu? Um telefonema? Não existe alguém precisando da sua palavra amiga? De um simples pedaço de pão que você queira dividir?

Será que você também não será capaz de um gesto de amor por si mesmo? Eu tenho certeza que sim. Ligue para um amigo e peça ajuda para suas dificuldades. Procure amparo espiritual no templo religioso de sua fé. Acerque-se de pessoas de bom astral. Cultive somente ideias positivas a seu respeito.

Além do mais, o ato de abandonar um hábito nocivo que agrada nosso corpo é uma das formas mais autenticas de amar a si mesmo. Nós não gostaríamos de ver um filho entregue às drogas porque o amamos, não é verdade? E por que não temos amor suficiente por nós, para nos libertar de hábitos infelizes que estão destruindo a nossa vida?

Jesus é considerado o médico dos médicos porque experimentou o amor em todos os lances da sua vida, sobretudo nos mais aflitivos. Jesus não foi um teórico do amor, por isso Ele se tornou o Guia Espiritual da humanidade nos indicando que, amando, seriamos verdadeiramente felizes.

Acha isso apenas poesia? Mas, será que de fato não está faltando mais poesia em nossa vida?

Pois, então, o que é que faremos com todo o nosso dinheiro se não o transformarmos em coisas e situações que sensibilizem e alimentem nossa alma?

O que faremos diante da farta refeição se não tivermos pelo menos um amigo que queira sentar-se conosco à mesa?

Que faremos do nosso diploma se não fizermos da nossa profissão um campo de serviço ao semelhante?

Que faremos das crianças a nossa volta se não tivermos mais alegria em nossa vida?

Que faremos dos idosos se não conseguirmos mais contemplar o pôr-do-sol?

Que faremos dos nossos amores se já não formos capazes de namorar as estrelas solitárias no céu?

Saboreie o amor, ponha mais poesia e encantamento em seu olhar, veja além da realidade física, pois é mudando a percepção sobre a nossa jornada existencial que encontraremos o caminho da cura.

E por que não temos amor suficiente por nós, para nos libertar de hábitos infelizes que estão destruindo a nossa vida?
***********************************
(José Carlos de Lucca)
O Médico Jesus 
MENSAGEM DO ESE:

Poder da fé


Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu, dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. — E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? — Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)

No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças torna o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, torna-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.

O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.
************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, itens 1 a 5.) 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mudança de Rumo

 
Se estas doente, meu amigo, acima de
qualquer medicação, aprende a orar e a
entender, a auxiliar e a preparar o coração
para a Grande Mudança. Emmanuel


Quando estamos em um lugar que nos desagrada e nos provoca algum sofrimento, a solução mais lógica é deixarmos esse local. 
Quando pretendemos chegar a uma cidade ao norte e pegamos uma estrada ao sul, precisamos fazer uma conversão para alcançar a rodovia correta. 
Na enfermidade ocorre a mesma coisa.
 A doença é um aviso de que estamos dirigindo o carro da nossa vida pela estrada errada, e geralmente essa estrada se chama“desequilíbrio". 
Por isso, não há cura verdadeira sem mudança de estrada, sem uma conversão de nossa parte. 
Desacelere o carro da sua viola, faça uma parada.
 Se você continuar correndo desse jeito vai se arrebentar na primeira curva das dificuldades.
Reflita sobre seus atos e caminhos, sem nenhum propósito, de se culpar pelo que tem feito.
O objetivo é torna-lo consciente das escolhas que tem feito, estimulando-a tomar uma nova estrada que o levará ao destino da saúde e da felicidade.
Em todas as curas que realizava Jesus sempre apresentava aos enfermos a proposta do "Não peques mais",isto é, do “não voltes a errar” o que para nós significa a necessidade de mudança de rumo que qualquer processo sincero de cura nos solicita. 
Muitos a quem Jesus curou voltaram a adoecer porque não mudaram devida, persistindo em seus velhos hábitos doentios.
Tenhamos consciência de que custará muito menos mudar do que experimentar o sofrimento do comodismo.
 Nenhum processo de cura se estabelece sem duas condições indispensáveis; consciência e mudança.
Nunca é tarde para mudar de caminho, por piores que tenham sido as estradas do erro percorridas. 
Jesus não desistiu de Você. 
A doença é um chamado para voltarmos ao caminho do bem.
Como há dois mil  anos atrás, o Médico Jesus está pronto para lhe curar, e você, está pronto para a mudança? 
***************************************************
(José Carlos de Lucca)
O Médico Jesus 
MENSAGEM DO ESE:
Mundos regeneradores

Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. 
A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.
Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que um mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. — Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

********************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 16 a 18.)

domingo, 1 de outubro de 2017

Desilusões



Ao relembrar determinados momentos da sua existência talvez não consiga segurar as lágrimas.

Em muitas circunstâncias teve a alma marcada pela navalha da dor. E como voltar a sorrir quando essa alma encontra-se em frangalhos?

Como resgatar a esperança se as nuvens são abundantes e escondem o sol?

Entretanto, não param de chegar do Alto, inspirações a relembrar que a vida se renova e sempre continuará a se renovar.

Se o ontem não muda, o hoje serve de alavanca para novos patamares  no amanhã. Revê o passado vivido, para reconhecer as lições apresentadas e não para se aprisionar.

Tem muito a viver! Desilusões fazem parte da sua jornada, constituem capítulos da sua história, mas compreende que não significa a história completa.

A sua frente ainda há muitas páginas em branco.

Falta coragem? Recorre ao Mestre.

Ele não lhe deixará perdido.

Ele lhe dará a orientação que tanto suplica.

E Jesus fala contigo:

Bem aventurados os que choram porque eles serão consolados
Mateus 5:4

A vida lhe convida a prosseguir.

Não tema!

É caminhando que finalmente terá a ferida tratada e cicatrizada porque parado na inércia continua a lembrar do passado e a sofrer.

Pega no arado e vai adiante! 

Jesus não lhe faltará! Hoje e sempre Ele segue ao seu lado...
*****************
Sônia Carvalho
JESUS_FALA_CONTIGO. 



MENSAGEM DO ESE:

A beneficência (III)


Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a Deus. Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar.

Dei esta manhã o meu giro habitual e, com o coração amargurado, venho dizer-vos: Oh! meus amigos, que de misérias, que de lágrimas, quanto tendes de fazer para secá-las todas! Em vão, procurei consolar algumas pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem! há corações bons que velam por vós; não sereis abandonadas; paciência! Deus lá está; sois dele amadas, sois suas eleitas. Elas pareciam ouvir-me e volviam para o meu lado os olhos arregalados de espanto; eu lhes lia no semblante que seus corpos, tiranos do Espírito, tinham fome e que, se é certo que minhas palavras lhes serenavam um pouco os corações, não lhes reconfortavam os estômagos. Repetia-lhes: Coragem! Coragem! Então, uma pobre mãe, ainda muito moça, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu no espaço vazio, como a pedir-me que protegesse aquele entezinho que só encontrava, num seio estéril, insuficiente alimentação.

Alhures vi, meus amigos, pobres velhos sem trabalho e, em conseqüência, sem abrigo, presas de todos os sofrimentos da penúria e, envergonhados de sua miséria, sem ousarem, eles que nunca mendigaram, implorar a piedade dos transeuntes. Com o coração túmido de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles e vou, por toda a parte, estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos. Por isso é que aqui venho, meus amigos, e vos digo: Há por aí desgraçados, em cujas choupanas falta o pão, os fogões se acham sem lume e os leitos sem cobertas. Não vos digo o que deveis fazer; deixo aos vossos bons corações a iniciativa. Se eu vos ditasse o proceder, nenhum mérito vos traria a vossa boa ação. Digo-vos apenas: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos que sofrem.

Mas, se peço, também dou e dou muito. Convido-vos para um grande banquete e forneço a árvore onde todos vos saciareis! Vede quanto é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, apanhai todos os frutos dessa magnificente árvore que se chama a beneficência. No lugar dos ramos que lhe tirardes, atarei todas as boas ações que praticardes e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, porquanto a beneficência é inexaurível. Acompanhai-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira. Nada temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque sou — a Caridade. – Cárita, martirizada em Roma. (Lião, 1861.)

**********************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 13.)

sábado, 30 de setembro de 2017

TEUS PAIS




Não culpes os teus pais por aquilo que és.

Cada qual recebe da Vida exatamente o que oferece a ela.

Os teus pais representam a tua semeadura.

Olha de modo complacente aqueles que te trouxeram à vida e procura entender as suas limitações.

Quem se conscientiza de seus traumas está apto para começar a superá-los.

Toda criatura é passível de se reeducar.

Não repita nos teus descendentes os erros de teus predecessores em relação a ti.

Quem sofre num determinado ponto sabe como agir para evitar o mesmo sofrimento a alguém.

É possível que os teus pais de agora sejam os filhos que renegaste em pregressas existências.

O espírito é herdeiro de si mesmo.
*************
Irmão José
Carlos Baccelli
Teu Lar



MENSAGEM DO ESE:
O suicídio e a loucura


A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam.
O mesmo ocorre com o suicídio. Postos de lado os que se dão em estado de embriaguez e de loucura, aos quais se pode chamar de inconscientes, é incontestável que tem ele sempre por causa um descontentamento, quaisquer que sejam os motivos particulares que se lhe apontem. Ora, aquele que está certo de que só é desventurado por um dia e que melhores serão os dias que hão de vir, enche-se facilmente de paciência. Só se desespera quando nenhum termo divisa para os seus sofrimentos. E que é a vida humana, com relação à eternidade, senão bem menos que um dia? Mas, para o que não crê na eternidade e julga que com a vida tudo se acaba, se os infortúnios e as aflições o acabrunham, unicamente na morte vê uma solução para as suas amarguras. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar pelo suicídio as suas misérias.
**************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 14 e 15.)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Gestos simples


Não te proclames inútil
Porque te falte vintém.
O amor espontâneo e puro
É a fonte de todo o bem.

Se o desejo de ajudar
É a força com que te afinas,
Resguarda-te na humildade,
Olha as coisas pequeninas.

Toda delonga no auxílio
É como luz que se atrasa;
Na exaltação do melhor,
Começa da própria casa.

À queixa dos entes caros,
Traze a bênção da esperança:
Suporta com paciência
O choro de uma criança.

Se um parente vive errado,
Dá-lhe à vida, estranha e louca,
A prece no sentimento
E a caridade na boca.

Lava o prato que te serve,
Compõe a roupa da mesa,
Toma a vassoura e protege
A formação da limpeza.

Na indiferença da rua,
Por mais pressa em teu caminho,
Estende o braço ao enfermo
Que segue triste e sozinho.

Atravessando a calçada,
Coopera em favor do asseio
E desloca todo entrave
Que perturbe o passo alheio.

Estira a semente amiga
No extenso lençol do chão,
Envolvendo a própria estrada
Em vida, perfume e pão.

Articula, onde estiveres,
Verbo doce e cristalino.
Duas frases de bondade
Elevam qualquer destino.

Não olvides que Jesus,
O Mestre da Redenção,
Trouxe a luz do Céu à Terra
No ouro do coração.
**************************
Casimiro Cunha  
 Chico Xavier

MENSAGEM DO ESE:
A lei de amor


O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra — amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. É então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. — Lázaro. (Paris, 1862.)

*************************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, item 8.)