segunda-feira, 16 de outubro de 2017

TODOS PODEM



Não frustres a expectativa de socorro de quem, confiante em tua bondade providencial, te procura o endereço e bate à tua porta.

Ainda que não te seja possível atender, por inteiro, a solicitação que te está sendo feita, na medida de tuas forças, não te negues a cooperar.

Se não tens a solução pronta para o problema de quem te busca a fim de equacioná-lo, dispõe-te a auxiliá-lo a encontrar alhures o de que necessita.

Todos podem acender uma luz no caminho de alguém.

Assim como Deus precisa do concurso de tuas mãos para socorrer a quem a Ele recorre na prece, não hesites em pedir a intercessão de um amigo para auxiliar a quem, no momento, tu não estejas em condições de valer por ti mesmo.
***************
Irmão José
Carlos Baccelli
“Ajuda-te e o Céu te Ajudará”

MENSAGEM DO ESE:
A cólera


O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? — Entregais-vos à cólera.
Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar.
Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade.
Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida!
Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. — Um Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)

*********************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 9.)

domingo, 15 de outubro de 2017

EM SINTONIA COM AS PALAVRAS




Enquanto não te vires sob certas necessidades, não saberás o valor que, não raro, assume uma única palavra a qual, no dia-a-dia, talvez estejas cansado de repetir aos outros por mensagem de encorajamento e paz.

Muitos vocábulos, como, por exemplo, o valiosíssimo "paciência", até que necessites dele, te parecerá recoberto de mera formalidade.

Quantas vezes, pela simples força do hábito, já proferiste orações, sem que, no entanto, te afervoraste na prece quanto te afervoraste ao experimentares o maior peso das provações que sobre ti se abateram?

Não desconsideres, pois, a energia espiritual positiva que determinadas palavras encerram e não as pronuncies a esmo, como se fossem termos comuns, destituídos de vida e luz.

Quando te referires à palavra "perdão" e à palavra "amor", dentre outras que enobrecem o vocabulário humano, procura entrar em sintonia com o significado profundo que, ao serem pronunciadas, com ênfase, pelos lábios de Jesus, elas passaram a ter para a redenção de teu espírito.
****************************************
Irmão José
 psic. Carlos Baccelli 
 livro "Ajuda-te e o Céu te Ajudará"



MENSAGEM DO ESE:
A indulgência (II)


Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.
Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não pode tolerar o que é impuro. Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão ofendido.” Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.
Que é o que pedis ao Senhor, quando implorais para vós o seu perdão? Será unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele não puniria, é exato, mas tampouco recompensaria. A recompensa não pode constituir prêmio do bem que não foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido. Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes neles, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.
Quando perdoardes aos vossos irmãos, não vos contenteis com o estender o véu do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente é esse véu para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perdão, o amor; fazei por eles o que pediríeis fizesse o vosso Pai celestial por vós. Substitui a cólera que conspurca, pelo amor que purifica. Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou; pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, visível aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou visível tão-somente aos olhos do Espírito. Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta. Como ele, carregai todos vós as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calvário, em cujo cimo está a glorificação. — João, bispo de Bordéus. (1862.)
****************************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 17.)


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SAÚDE E ALIMENTAÇÃO



A saúde do corpo que ocupas está diretamente relacionada com teus hábitos alimentares.

Não cometas excessos à mesa.

Quanto mais leve a alimentação, menos o corpo pesará sobre o espírito.

Todo e qualquer alimento industrializado torna-se, ao longo do tempo, inconveniente ao organismo.

As toxinas, oriundas da química na elaboração dos alimentos em conserva, são lesivas às células.

Tanto quanto possível, alimenta-te de frutas, legumes e cereais, evitando condimentos, açúcares e gorduras.

Quanto à ingestão de carne, sabe que, com isto, o teu corpo sofrerá mais do que o teu espírito.

Bebe, pelo menos, de dois a três litros de água pura por dia.

A saúde não é apenas um problema de natureza cármica.

A tua qualidade de vida no corpo físico, mormente em idade mais avançada, também depende dos hábitos alimentares que cultives.
***************************************
Livro: Teu Lar
Carlos A. Baccelli  
 pelo Espírito Irmão José
Casa Editora Espírita Pierre-Paul Didier 


MENSAGEM DO ESE:
A desgraça real


Toda a gente fala da desgraça, toda a gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo. Venho eu dizer-vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só vêem o presente; a verdadeira desgraça, porém, está nas conseqüências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizei-me se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta conseqüências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem. Dizei-me se a tempestade que vos arranca as arvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.

Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura. 

Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.

Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.
Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste? — Delfina de Girardin. (Paris, 1861.)

**************************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 24.)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Tristezas



E são muitas as manhãs em que desperta do repouso físico com a sensação de não ter descansado. E não apenas o físico se encontra debilitado, como o espírito está enfraquecido. 

São tantas as lutas que chega uma hora que realmente tudo parece sem sentido, completamente esgotada as possibilidades de sucesso. 

O coração está amargurado e por mais que do lado externo haja um dia ensolarado, não encontramos razão de sorrir.

Eis a tristeza a nos contaminar e neutralizar nosso ânimo.

Eis a tristeza a nos enganar de que a vida deixou de ser importante e que nossos esforços são em vão. 

Eis a tristeza repetindo que é impossível prosseguir carregando tantas tensões que nem sabemos explicar.

Fica a terrível sensação de abandono!

E como é difícil encontrar forças para prosseguir.

Na mente, repete-se a indagação de que se realmente um dia reencontraremos a paz, o equilíbrio e a alegria de viver.

Ei, chega de se afundar nessa atmosfera negativa!

Eis a verdade: jamais estará desamparado!

O socorro não tarda! Mensageiros do Alto já estão atentos para auxiliar. E a frente deles, eis o General Maior.

Eis Jesus Cristo!

E Jesus fala contigo:
 ...Mas a vossa tristeza se converterá em alegria...
João 16:20

Realmente a vida em certos momentos, desfere profundos golpes que nos levam a imensa tristeza.

Mas é nessa hora que mais devemos pensar em Jesus e rogar o seu amparo.

Jesus nos compreende! E saberá como alimentar nossa alma tão carente de consolo.

Fará com que reorganizemos nosso íntimo e descubramos um novo sentido para nossa existência.

Com Jesus, abriremos outras portas e de mãos dadas com Ele partiremos rumo a novas e benditas alvoradas.

Assim, a verdadeira alegria renascerá em nossos dias, pois já estará habitando nosso coração. E chegará a hora de seguir adiante, a Vida nos aguarda!

E muito temos a realizar...

***********************************
Sônia Carvalho
Jesus fala contigo






MENSAGEM DO ESE:

Caracteres da perfeição

Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. — Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? — Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? — Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)
Pois que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: “Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial”, tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta. Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador, tornar-se-ia ela igual a este, o que é inadmissível. Mas, os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança, pelo que ele se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforçassem pelo alcançar.
Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: “Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem.” Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.
Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobreexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até ao amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial.”

******************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 1 e 2.)