domingo, 15 de julho de 2018

Nossos maiores adversários



Os dez maiores obstáculos que dificultam nossa jornada diária:

1- A Língua 

- Quando dela se utiliza para apontar faltas alheias.

2- Os olhos

- Para medir os centímetros que a vaidade pode reparar nos semelhantes.

3- O Pensamento

- No instante que vagueia solto sem o cabresto da disciplina.

4- O Desânimo

- Congelador natural das melhores intenções.

5- A Vingança

- Arremessadora das farpas mentais de alcance e consequências imprevisíveis.

6- A Desconfiança

- Na razão que desconhece o semelhante que procura trabalhar incessantemente a favor dos outros.

7- O medo

- Se nos isolarmos no remorso sem procurar avançar apesar dos obstáculos.

8- A Fofoca

- Na medida que acreditamos e julgamos saber mais da vida alheia que da nossa.

9- O Orgulho

- Ao patrocinarmos a divisão entre as pessoas e colocarmos o personalismo acima da fraternidade.

10- O- Egoísmo

- Com a intenção de buscarmos o privilégio, acreditando que Deus nos elegeu como criatura superior às demais.

Analisando nossas maiores dificuldades íntimas, chegamos a conclusão que elas se encontram dominadas pelas próprias imperfeições e escondidas diante de nossa consciência.

Qualquer exame mais apurado à luz do Cristianismo Redivivo nos convidará a exercer a caridade do auto-aperfeiçoamento para a erradicação delas.
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**Lucio **








 

MENSAGEM DO ESE:
A porta estreita

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. — Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. MATEUS, cap. VII, vv. 13 e 14.)
Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor, serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: — Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos procurarão transpô-la e não o poderão. — E quando o pai de família houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois:
Pôr-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas. — Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade.
Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. — Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de Deus. — Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros serão os últimos. — (S. LUCAS, cap. XIII, vv. 23 a 30.)
Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” 
Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais freqüentada. Aquelas palavras devem, pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.
Mas, de que delitos esta Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro, se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está sempre em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, itens 3 a 5.)



sexta-feira, 13 de julho de 2018

DESEJA A CURA?



Se você está em busca da cura de alguma enfermidade, não esqueça que doenças não são apenas conseqüências do ataque de vírus e bactérias, de alguma deficiência genética em sua constituição ou então dos efeitos da poluição atmosférica. No mais das vezes, as enfermidades são indicações de conflitos não resolvidos da alma.

Você não é um corpo. Você é um espírito que veste um corpo. Quando o espírito adoece, o corpo sente o efeito. Trate, sim, dos efeitos de qualquer doença, porém jamais se julgue exonerado de curar a alma adoecida. Tudo o que está em sua mente e em seu coração tem o poder de impregnar cada célula do corpo.

Se você está feliz, as células também estão felizes.

Se você está melancólico, as células também se tornam apáticas. Se você está freqüentemente irritado, as células também se irritam. É por isso, afirmam os médicos espirituais, que toda cura é uma autocura.

Tenha tempo para escutar o templo do seu espírito.

Pare para ouvi-lo, pois assim estará no caminho da cura real; a que não apenas elimina sintomas, mas a que vai à origem da dor. Será justo ponderar, então:

• que a gastrite pode simbolizar nossa postura de "engolir" emoções básicas como medo, raiva e aversão a demonstrar que estamos com dificuldades em digerir determinada situação que atravessamos;

• que a diabetes pode significar falta de doçura, afeto e ternura, condições que tornam a vida agradável;

• que problemas cardíacos podem estar relacionados ao endurecimento do nosso coração;

• que distúrbios hepáticos podem derivar de raiva e explosões de ódio;

• que a artrite pode ter como causa a nossa rigidez mental e o excesso de crítica;

• que a urticária pode ter como raiz a nossa implicância sistemática com o próximo;

• que o câncer pode ter como gênese ressentimentos profundos devorando-nos interiormente.

Diante desses indicativos, será justo reconhecer que perdão, aceitação, alegria e amor são remédios essenciais a qualquer tentativa de prevenção de doenças ou de restabelecimento da saúde.

Se estivéssemos muito doentes, à beira da morte, e houvesse um médico que fosse capaz de nos curar, por certo não nos importaríamos em pagar qualquer soma em dinheiro para consultá-lo, por mais elevada fosse a quantia. Então, por que tanta resistência de nossa parte em utilizar os remédios prescritos por Jesus de Nazaré, à disposição na farmácia do nosso coração, e sem nenhum custo?

Quando enfermos, freqüentemente dirigimos constantes súplicas aos planos celestiais em favor da nossa cura. Esquecemos, porém, que no Evangelho já temos a receita:

"O amor cobre a multidão de pecados" (1 Pedro, 4:8); Doença é um estado de divisão interior; o amor promove a coesão. O egoísmo é a morte; o amor gera a vida.

Sem que tudo isso signifique desconsideração pela medicina terrena, pense que a verdadeira cura está muito além de um simples comprimido. O remédio pode nos curar por fora, todavia só o amor nos cura por dentro.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA




MENSAGEM DO ESE: 
A verdadeira propriedade

O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir. 

Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, a sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. — Pascal. (Genebra, 1860.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 9.)



quinta-feira, 12 de julho de 2018

COMO DEUS NOS EDUCA


Existe, mas não espera que acreditemos em Sua Existência.

Ama-nos, mas não nos concede privilégios.

Escuta-nos as petições, mas não nos atende aos caprichos.

Orienta-nos, mas respeita o nosso livre-arbítrio nas decisões.

Auxilia-nos, mas não nos substitui no esforço a ser feito.

Aponta-nos o caminho, mas não impede que dele nos desviemos.

Quer a nossa alegria, mas não nos evita a tristeza.

Dá-nos a semente, mas nos faz responsáveis pela semeadura.

Ampara-nos, mas, se assim desejamos, não nos impede de cair.

Quer-nos hoje, mas nos aguardará pelo tempo que for preciso.

Sempre fará por nós a parte que Lhe compete, mas não a parte que a nós compete fazer.
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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Amai-vos uns aos outros")


 
MENSAGEM DO ESE: 
A beneficência (V)

Meus caros amigos, todos os dias ouço entre vós dizerem: “Sou pobre, não posso fazer a caridade”, e todos os dias vejo que faltais com a indulgência aos vossos semelhantes. Nada lhes perdoais e vos arvorais em juizes muitas vezes severos, sem quererdes saber se ficaríeis satisfeitos que do mesmo modo procedessem convosco. Não é também caridade a indulgência? Vós, que apenas podeis fazer a caridade praticando a indulgência, fazei-a assim, mas fazei-a largamente. Pelo que toca à caridade material, vou contar-vos uma história do outro mundo.

Dois homens acabavam de morrer. Dissera Deus: Enquanto esses dois homens viverem, deitar-se-ão em sacos diferentes as boas ações de cada um deles, para que por ocasião de sua morte sejam pesadas. Quando ambos chegaram aos últimos momentos, mandou Deus que lhe trouxessem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, atochado, e nele ressoava o metal que o enchia; o outro era pequenino e tão vazio que se podiam contar as moedas que continha. Este o meu, disse um, reconheço-o; fui rico e dei muito. Este o meu, disse o outro, sempre fui pobre, oh! quase nada tinha para repartir. Mas, oh! surpresa! postos na balança os dois sacos, o mais volumoso se revelou leve, mostrando-se pesado o outro, tanto que fez se elevasse muito o primeiro no prato da balança. Deus, então, disse ao rico: deste muito, é certo, mas deste por ostentação e para que o teu nome figurasse em todos os templos do orgulho e, ao demais, dando, de nada te privaste. Vai para a esquerda e fica satisfeito com o te serem as tuas esmolas, contadas por qualquer coisa. Depois, disse ao pobre: Tu deste pouco, meu amigo; mas, cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação que te impuseste; não deste esmolas, entretanto, praticaste a caridade, e, o que vale muito mais, fizeste a caridade naturalmente, sem cogitar de que te fosse levada em conta; foste indulgente; não te constituíste juiz do teu semelhante; ao contrário, todas as suas ações lhe relevaste: passa à direita e vai receber a tua recompensa.

 — Um Espírito protetor. (Lião, 1861.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 15.)



quarta-feira, 11 de julho de 2018

NÃO LHE FALTA TEMPO




Não deixe que as horas e os minutos do seu dia passem sem um real proveito de sua parte.

Tempo não aproveitado é tempo que não volta mais.

Aproveitar o tempo será dar importância às coisas que são importantes e pouca ou nenhuma importância às coisas insignificantes.

A maioria dos que reclamam de falta de tempo gasta a maior parte do tempo com fofocas, melindres e queixas infundadas.

É por isso que a experiência demonstra: quando precisar de um favor de alguém, peça a uma pessoa ocupada, pois os desocupados nunca têm tempo.

Em apenas um minuto você pode: fazer uma oração, escrever um bilhete fraterno, dar um telefonema a um amigo em dificuldades, prestar um simples favor, arrumar sua gaveta, admirar uma obra de arte, ler algo que lhe enriqueça a cultura, cumprimentar um amigo pela passagem de aniversário, compor um verso, organizar sua agenda, fazer um elogio à pessoa amada.

Se você dorme oito horas por dia, trabalha durante outras oito horas, gasta mais duas horas deslocando-se de casa para o trabalho, e vice-versa, sobram-lhe, em média, seis horas, que equivalem a trezentos e sessenta minutos para você fazer o que bem entender. Será mesmo que nos falta tanto tempo assim?

O problema nunca será o tempo que temos, mas o que fazemos do tempo que temos. Isso não quer dizer que você não precise de um tempo para descansar, mas até para descansar precisamos saber como aproveitar o tempo. Muitos voltam das férias mais exaustos do que antes.

Uma virtude acompanha fielmente as pessoas que sabem aproveitar o tempo: a disciplina. Ao contrário do que se imagina, a disciplina não leva à escravidão da liberdade. Quem é disciplinado encontra sempre tempo para fazer tudo o que deseja. Já o indisciplinado torna-se escravo das desculpas de não ter feito isso ou aquilo por falta de tempo.

Comece a valorizar o tempo com disciplina na sua mente. E disciplina pede ordem. Ordene seus pensamentos, para não se tornar um desequilibrado. Ordem pede atenção. Se você está no trabalho, toda a sua atenção deve estar voltada para o trabalho. Se estiver em casa, sua atenção deve estar voltada para os familiares.

Não misture estações, pois do contrário você nem fará o seu trabalho corretamente, nem será alguém presente dentro do lar.

JOSÉ CARLOS DE LUCCA





MENSAGEM DO ESE:
Desigualdade das riquezas

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. 

Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.

Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 8.)



terça-feira, 10 de julho de 2018

SEM ANSIEDADE




Não deixe que a ansiedade encubra a luz que brilha hoje em seu dia.

Você não conseguirá ser feliz amanhã, porque somente temos condições de viver o agora, e o agora é o único tempo que temos para a felicidade.

O futuro não passa de uma ilusão na nossa cabeça.

Domine os seus pensamentos, pois a mente adora viajar no tempo, e se os pensamentos voarem a toda hora para o depois você não construirá nada de positivo para a vida que você vive neste exato momento.

Se você não dominar os pensamentos, eles dominarão a sua vida. Você é quem controla o que deseja pensar e sentir.

De que adiantará projetar lindos sonhos para o futuro se as suas mãos vivem desocupadas no presente? Você poderá fazer planos para o futuro, ter lindos sonhos, mas não faça disso uma obsessão capaz de impedi-lo de ver a beleza que se esconde em cada momento da vida de agora.

Não anseie por uma vida perfeita no futuro. Não jogue fora o dia de hoje esperando que amanhã você terá tudo o que deseja, que seu emprego será absolutamente maravilhoso, que a vida em família estará na mais perfeita harmonia, que a saúde não sofrerá qualquer abalo, enfim, que tudo será lindo e maravilhoso como num conto de fadas.

Decepção é o nome que damos para os delírios nossa mente que imagina e espera perfeição em tudo e em todos. Muitas das nossas enfermidades são decepções disfarçadas.

A vida é mesmo feita de contrastes. Jamais saberemos o que é alegria sem experimentar a tristeza. Não conheceríamos a saúde sem passar pela enfermidade. Nem sequer imaginaríamos o que é companheirismo sem conhecer a solidão. Nunca valorizaríamos a vida sem a presença da morte.

A felicidade consiste na habilidade de encontrar pedras preciosas perdidas entre cascalhos. O homem feliz é aquele que, a despeito de todos os contrastes e dissabores que enfrenta, sabe se encantar com o que tem e somente se interessa em lidar com o lado melhor das pessoas, sabe extrair de cada experiência o melhor dos aprendizados, enfim, é um caçador de alegrias na florestaa das dificuldades.

A felicidade não é um destino, mas a maneira de viajar na direção dele. De que adianta você tomar o trem da vida e lutar tanto por algo que está no futuro, se na viagem você não foi capaz de ser feliz com as paisagens de cada estação?
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José C.De Lucca 



MENSAGEM DO ESE:
Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras

Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria. 

Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.

Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra. 

É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?  

Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus. 

Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. 

— Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 21.)



segunda-feira, 9 de julho de 2018

OS AMADOS


“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores.” 
— Paulo. (HEBREUS, capítulo 6, versículo 9.)

Comenta-se com amargura o progresso aparente dos ímpios.

Admira-se o crente da boa posição dos homens que desconhecem o escrúpulo, muita vez altamente colocados na esfera financeira.

Muitos perguntam: “Onde está o Senhor que lhes não viu os processos escusos?” A interrogação, no entanto, evidencia mais ignorância que sensatez. Onde a finalidade do tesouro amoedado do homem perverso? Ainda que experimentasse na Terra inalterável saúde de cem anos, seria compelido a abandonar o patrimônio para recomeçar o aprendizado.

A eternidade confere reduzida importância aos bens exteriores. Aqueles que exclusivamente acumulam vantagens transitórias, fora de sua alma, plenamente esquecidos da esfera interior, são dignos de piedade. Deixarão tudo, quase sempre, ao sabor da irresponsabilidade.

Isso não acontece, porém, com os donos da riqueza espiritual.

Constituindo os amados de Deus, sentem-se identificados com o Pai, em qualquer parte a que sejam conduzidos. Na dificuldade e na tormenta guardam a alegria da herança divina que se lhes entesoura no coração.

Do ímpio, é razoável esperarmos a indiferença, a ambição, a avareza, a preocupação de amontoar irrefletidamente; do ignorante, é natural recebermos perguntas loucas. Entretanto, o apóstolo da gentilidade exclama com razão: “Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores.”
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EMMANUEL 
CHICO XAVIER



MENSAGEM DO ESE:
Os obreiros do Senhor

Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.” 

Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.”
— O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5.)