terça-feira, 17 de julho de 2018

SUAS PALAVRAS, SEU DESTINO



Cuidado com as suas palavras, pois também escrevemos o destino com aquilo que sai da nossa boca. A palavra tem força energética capaz de materializar o conteúdo das suas afirmações. Não se esqueça de que Deus criou o mundo por meio das palavras.

O que propicia vida às palavras são as nossas intenções e sentimentos. A palavra carregada de ódio pode ser comparada a um tiro de revólver endereçado ao nosso desafeto. Já a bênção que a mãe concede ao filho estabelece um manto protetor sobre a criança.

Muitos lares estão em desarmonia porque os familiares não guardam serenidade no que dizem. O palavreado ofensivo dentro do lar equivale a uma agressão energética, atingindo aqueles a quem deveríamos tratar com carinho e respeito.

A crítica constante também produz um ambiente de acidez espiritual. Quanto mais sua língua estiver afiada, mais as pessoas desejarão distância de você.

Já o elogio sincero produz aconchego espiritual, pois a palavra de estímulo é como o algodão macio, produz bem-estar. Se você quer melhorar o ambiente em que vive, experimente trocar a crítica pelo elogio. Mesmo quando estiver incumbido de corrigir alguém, faça-o com carinho e respeito, jamais rebaixando o valor de qualquer pessoa.

Está no Evangelho: "os que lançarem mão da espada pela espada morrerão"'.

Jamais diga:

• "meu filho é um viciado", pois sua palavra o encarcerará cada vez mais no vício;

• "minha vida não tem jeito", pois assim você jamais sairá do labirinto das dores;

• "não tenho saúde", para que suas células não se convençam dessa mentira;

• "nada dá certo para mim", para que seu negativismo não feche de vez os seus caminhos;

• "ninguém me ama", para que sua carência não afaste em definitivo as pessoas do seu convívio.

Não esqueça que todo o processo de melhoria da vida, começa muitas vezes pelo que sai da nossa boca.
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José Carlos De Lucca





MENSAGEM DO ESE:
Maneira de orar

O dever primordial de toda criatura humana, o primeiro ato que deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia, é a prece. Quase todos vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar! Que importam ao Senhor as frases que maquinalmente articulais umas às outras, fazendo disso um hábito, um dever que cumpris e que vos pesa como qualquer dever? 

A prece do cristão, do espírita, seja qual for o seu culto, deve ele dizê-la logo que o Espírito haja retomado o jugo da carne; deve elevar-se aos pés da Majestade Divina com humildade, com profundeza, num ímpeto de reconhecimento por todos os benefícios recebidos até àquele dia; pela noite transcorrida e durante a qual lhe foi permitido, ainda que sem consciência disso, ir ter com os seus amigos, com os seus guias, para haurir, no contacto com eles, mais força e perseverança. Deve ela subir humilde aos pés do Senhor, para lhe recomendar a vossa fraqueza, para lhe suplicar amparo, indulgência e misericórdia. Deve ser profunda, porquanto é a vossa alma que tem de elevar-se para o Criador, de transfigurar-se, como Jesus no Tabor, a fim de lá chegar nívea e radiosa de esperança e de amor.

A vossa prece deve conter o pedido das graças de que necessitais, mas de que necessitais em realidade. Inútil, portanto, pedir ao Senhor que vos abrevie as provas, que vos dê alegrias e riquezas. Rogai-lhe que vos conceda os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé. Não digais, como o fazem muitos: “Não vale a pena orar, porquanto Deus não me atende.” Que é o que, na maioria dos casos, pedis a Deus? Já vos tendes lembrado de pedir-lhe a vossa melhoria moral? Oh! não; bem poucas vezes o tendes feito. O que preferentemente vos lembrais de pedir é o bom êxito para os vossos empreendimentos terrenos e haveis com freqüência exclamado: “Deus não se ocupa conosco; se se ocupasse, não se verificariam tantas injustiças.” Insensatos! Ingratos! Se descêsseis ao fundo da vossa consciência, quase sempre depararíeis, em vós mesmos, com o ponto de partida dos males de que vos queixais. Pedi, pois, antes de tudo, que vos possais melhorar e vereis que torrente de graças e de consolações se derramará sobre vós. 

Deveis orar incessantemente, sem que, para isso, se faça mister vos recolhais ao vosso oratório, ou vos lanceis de joelhos nas praças públicas. A prece do dia é o cumprimento dos vossos deveres, sem exceção de nenhum, qualquer que seja a natureza deles. Não é ato de amor a Deus assistirdes os vossos irmãos numa necessidade, moral ou física? Não é ato de reconhecimento o elevardes a ele o vosso pensamento, quando uma felicidade vos advém, quando evitais um acidente, quando mesmo uma simples contrariedade apenas vos roça a alma, desde que vos não esqueçais de exclamar: Sede bendito, meu Pai?! Não é ato de contrição o vos humilhardes diante do supremo Juiz, quando sentis que falistes, ainda que somente por um pensamento fugaz, para lhe dizerdes: Perdoai-me, meu Deus, pois pequei (por orgulho, por egoísmo, ou por falta de caridade); dai-me forças para não falir de novo e coragem para a reparação da minha falta?!

Isso independe das preces regulares da manhã e da noite e dos dias consagrados. Como o vedes, a prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção acarretar aos vossos trabalhos. Dita assim, ela, ao contrário, os santifica. Tende como certo que um só desses pensamentos, se partir do coração, é mais ouvido pelo vosso Pai celestial do que as longas orações ditas por hábito, muitas vezes sem causa determinante e às quais apenas maquinalmente vos chama a hora convencional. 
— Monod. (Bordéus, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, item 22.)

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Supere-se! Vá além!




E se diante de suas adversidades você soubesse…
que pode olhar o mundo de uma forma diferente…
que pode desacelerar o tempo…
e apreciar com maior clareza a situação?

O que você faria?

Teria coragem para mergulhar dentro de si
e descobrir quão forte você é?

Então concentre-se, confie e enfrente.

Vá além!

Supere-se!

A adversidade faz você questionar suas limitações…
convidando-o a ultrapassar a fina camada
que impede de experimentarmos a intensidade da vida.

É possível transformar adversidades em conquista e realização humana…
dizendo sim à vida, apesar de tudo.

Então prepare-se!

Demonstre confiança!

E faça o que tem que ser feito!

Supere-se!

Ninguém vai muito longe sozinho…

Precisamos um do outro para voar.

Eleve-se.

Enfrente o desconhecido.

Encontre o silêncio.

Há sempre uma luz indicando uma nova possibilidade…
de se sobrepor e apreciar as condições da vida…
descobrindo assim que o potencial de realização está em nossas próprias mãos.

Fortaleça-se com a vida.

Vai mais longe quem tem um propósito…
e quem se prepara para o impossível.
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Não encontramos a autoria






 


MENSAGEM DO ESE:
A indulgência

Espíritas, queremos falar-vos hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.

A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.

A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados.  

Quando criticais, que conseqüência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. Ó homens! quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos? 

Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.
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 — José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 16.)




domingo, 15 de julho de 2018

Nossos maiores adversários



Os dez maiores obstáculos que dificultam nossa jornada diária:

1- A Língua 

- Quando dela se utiliza para apontar faltas alheias.

2- Os olhos

- Para medir os centímetros que a vaidade pode reparar nos semelhantes.

3- O Pensamento

- No instante que vagueia solto sem o cabresto da disciplina.

4- O Desânimo

- Congelador natural das melhores intenções.

5- A Vingança

- Arremessadora das farpas mentais de alcance e consequências imprevisíveis.

6- A Desconfiança

- Na razão que desconhece o semelhante que procura trabalhar incessantemente a favor dos outros.

7- O medo

- Se nos isolarmos no remorso sem procurar avançar apesar dos obstáculos.

8- A Fofoca

- Na medida que acreditamos e julgamos saber mais da vida alheia que da nossa.

9- O Orgulho

- Ao patrocinarmos a divisão entre as pessoas e colocarmos o personalismo acima da fraternidade.

10- O- Egoísmo

- Com a intenção de buscarmos o privilégio, acreditando que Deus nos elegeu como criatura superior às demais.

Analisando nossas maiores dificuldades íntimas, chegamos a conclusão que elas se encontram dominadas pelas próprias imperfeições e escondidas diante de nossa consciência.

Qualquer exame mais apurado à luz do Cristianismo Redivivo nos convidará a exercer a caridade do auto-aperfeiçoamento para a erradicação delas.
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**Lucio **








 

MENSAGEM DO ESE:
A porta estreita

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. — Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. MATEUS, cap. VII, vv. 13 e 14.)
Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor, serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: — Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos procurarão transpô-la e não o poderão. — E quando o pai de família houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois:
Pôr-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas. — Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade.
Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. — Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de Deus. — Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros serão os últimos. — (S. LUCAS, cap. XIII, vv. 23 a 30.)
Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” 
Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais freqüentada. Aquelas palavras devem, pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.
Mas, de que delitos esta Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro, se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está sempre em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, itens 3 a 5.)



sexta-feira, 13 de julho de 2018

DESEJA A CURA?



Se você está em busca da cura de alguma enfermidade, não esqueça que doenças não são apenas conseqüências do ataque de vírus e bactérias, de alguma deficiência genética em sua constituição ou então dos efeitos da poluição atmosférica. No mais das vezes, as enfermidades são indicações de conflitos não resolvidos da alma.

Você não é um corpo. Você é um espírito que veste um corpo. Quando o espírito adoece, o corpo sente o efeito. Trate, sim, dos efeitos de qualquer doença, porém jamais se julgue exonerado de curar a alma adoecida. Tudo o que está em sua mente e em seu coração tem o poder de impregnar cada célula do corpo.

Se você está feliz, as células também estão felizes.

Se você está melancólico, as células também se tornam apáticas. Se você está freqüentemente irritado, as células também se irritam. É por isso, afirmam os médicos espirituais, que toda cura é uma autocura.

Tenha tempo para escutar o templo do seu espírito.

Pare para ouvi-lo, pois assim estará no caminho da cura real; a que não apenas elimina sintomas, mas a que vai à origem da dor. Será justo ponderar, então:

• que a gastrite pode simbolizar nossa postura de "engolir" emoções básicas como medo, raiva e aversão a demonstrar que estamos com dificuldades em digerir determinada situação que atravessamos;

• que a diabetes pode significar falta de doçura, afeto e ternura, condições que tornam a vida agradável;

• que problemas cardíacos podem estar relacionados ao endurecimento do nosso coração;

• que distúrbios hepáticos podem derivar de raiva e explosões de ódio;

• que a artrite pode ter como causa a nossa rigidez mental e o excesso de crítica;

• que a urticária pode ter como raiz a nossa implicância sistemática com o próximo;

• que o câncer pode ter como gênese ressentimentos profundos devorando-nos interiormente.

Diante desses indicativos, será justo reconhecer que perdão, aceitação, alegria e amor são remédios essenciais a qualquer tentativa de prevenção de doenças ou de restabelecimento da saúde.

Se estivéssemos muito doentes, à beira da morte, e houvesse um médico que fosse capaz de nos curar, por certo não nos importaríamos em pagar qualquer soma em dinheiro para consultá-lo, por mais elevada fosse a quantia. Então, por que tanta resistência de nossa parte em utilizar os remédios prescritos por Jesus de Nazaré, à disposição na farmácia do nosso coração, e sem nenhum custo?

Quando enfermos, freqüentemente dirigimos constantes súplicas aos planos celestiais em favor da nossa cura. Esquecemos, porém, que no Evangelho já temos a receita:

"O amor cobre a multidão de pecados" (1 Pedro, 4:8); Doença é um estado de divisão interior; o amor promove a coesão. O egoísmo é a morte; o amor gera a vida.

Sem que tudo isso signifique desconsideração pela medicina terrena, pense que a verdadeira cura está muito além de um simples comprimido. O remédio pode nos curar por fora, todavia só o amor nos cura por dentro.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA




MENSAGEM DO ESE: 
A verdadeira propriedade

O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir. 

Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, a sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. — Pascal. (Genebra, 1860.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 9.)



quinta-feira, 12 de julho de 2018

COMO DEUS NOS EDUCA


Existe, mas não espera que acreditemos em Sua Existência.

Ama-nos, mas não nos concede privilégios.

Escuta-nos as petições, mas não nos atende aos caprichos.

Orienta-nos, mas respeita o nosso livre-arbítrio nas decisões.

Auxilia-nos, mas não nos substitui no esforço a ser feito.

Aponta-nos o caminho, mas não impede que dele nos desviemos.

Quer a nossa alegria, mas não nos evita a tristeza.

Dá-nos a semente, mas nos faz responsáveis pela semeadura.

Ampara-nos, mas, se assim desejamos, não nos impede de cair.

Quer-nos hoje, mas nos aguardará pelo tempo que for preciso.

Sempre fará por nós a parte que Lhe compete, mas não a parte que a nós compete fazer.
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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Amai-vos uns aos outros")


 
MENSAGEM DO ESE: 
A beneficência (V)

Meus caros amigos, todos os dias ouço entre vós dizerem: “Sou pobre, não posso fazer a caridade”, e todos os dias vejo que faltais com a indulgência aos vossos semelhantes. Nada lhes perdoais e vos arvorais em juizes muitas vezes severos, sem quererdes saber se ficaríeis satisfeitos que do mesmo modo procedessem convosco. Não é também caridade a indulgência? Vós, que apenas podeis fazer a caridade praticando a indulgência, fazei-a assim, mas fazei-a largamente. Pelo que toca à caridade material, vou contar-vos uma história do outro mundo.

Dois homens acabavam de morrer. Dissera Deus: Enquanto esses dois homens viverem, deitar-se-ão em sacos diferentes as boas ações de cada um deles, para que por ocasião de sua morte sejam pesadas. Quando ambos chegaram aos últimos momentos, mandou Deus que lhe trouxessem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, atochado, e nele ressoava o metal que o enchia; o outro era pequenino e tão vazio que se podiam contar as moedas que continha. Este o meu, disse um, reconheço-o; fui rico e dei muito. Este o meu, disse o outro, sempre fui pobre, oh! quase nada tinha para repartir. Mas, oh! surpresa! postos na balança os dois sacos, o mais volumoso se revelou leve, mostrando-se pesado o outro, tanto que fez se elevasse muito o primeiro no prato da balança. Deus, então, disse ao rico: deste muito, é certo, mas deste por ostentação e para que o teu nome figurasse em todos os templos do orgulho e, ao demais, dando, de nada te privaste. Vai para a esquerda e fica satisfeito com o te serem as tuas esmolas, contadas por qualquer coisa. Depois, disse ao pobre: Tu deste pouco, meu amigo; mas, cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação que te impuseste; não deste esmolas, entretanto, praticaste a caridade, e, o que vale muito mais, fizeste a caridade naturalmente, sem cogitar de que te fosse levada em conta; foste indulgente; não te constituíste juiz do teu semelhante; ao contrário, todas as suas ações lhe relevaste: passa à direita e vai receber a tua recompensa.

 — Um Espírito protetor. (Lião, 1861.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 15.)



quarta-feira, 11 de julho de 2018

NÃO LHE FALTA TEMPO




Não deixe que as horas e os minutos do seu dia passem sem um real proveito de sua parte.

Tempo não aproveitado é tempo que não volta mais.

Aproveitar o tempo será dar importância às coisas que são importantes e pouca ou nenhuma importância às coisas insignificantes.

A maioria dos que reclamam de falta de tempo gasta a maior parte do tempo com fofocas, melindres e queixas infundadas.

É por isso que a experiência demonstra: quando precisar de um favor de alguém, peça a uma pessoa ocupada, pois os desocupados nunca têm tempo.

Em apenas um minuto você pode: fazer uma oração, escrever um bilhete fraterno, dar um telefonema a um amigo em dificuldades, prestar um simples favor, arrumar sua gaveta, admirar uma obra de arte, ler algo que lhe enriqueça a cultura, cumprimentar um amigo pela passagem de aniversário, compor um verso, organizar sua agenda, fazer um elogio à pessoa amada.

Se você dorme oito horas por dia, trabalha durante outras oito horas, gasta mais duas horas deslocando-se de casa para o trabalho, e vice-versa, sobram-lhe, em média, seis horas, que equivalem a trezentos e sessenta minutos para você fazer o que bem entender. Será mesmo que nos falta tanto tempo assim?

O problema nunca será o tempo que temos, mas o que fazemos do tempo que temos. Isso não quer dizer que você não precise de um tempo para descansar, mas até para descansar precisamos saber como aproveitar o tempo. Muitos voltam das férias mais exaustos do que antes.

Uma virtude acompanha fielmente as pessoas que sabem aproveitar o tempo: a disciplina. Ao contrário do que se imagina, a disciplina não leva à escravidão da liberdade. Quem é disciplinado encontra sempre tempo para fazer tudo o que deseja. Já o indisciplinado torna-se escravo das desculpas de não ter feito isso ou aquilo por falta de tempo.

Comece a valorizar o tempo com disciplina na sua mente. E disciplina pede ordem. Ordene seus pensamentos, para não se tornar um desequilibrado. Ordem pede atenção. Se você está no trabalho, toda a sua atenção deve estar voltada para o trabalho. Se estiver em casa, sua atenção deve estar voltada para os familiares.

Não misture estações, pois do contrário você nem fará o seu trabalho corretamente, nem será alguém presente dentro do lar.

JOSÉ CARLOS DE LUCCA





MENSAGEM DO ESE:
Desigualdade das riquezas

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. 

Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.

Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 8.)