terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A Cura Real


Muitas são as pessoas que dirigem-se à casa espírita em busca de curas ou de algo que lhe seja concedido sem qualquer esforço, isto porque desconhecem os objetivos reais da Doutrina Espírita.
O nosso propósito sincero deve ser o da renovação íntima, e o aprimoramento dos conhecimentos das leis de Deus e que regem todo o universo em que vivemos.
A excelência da lição espírita é ensinar ao homem a restituir a si mesmo a harmonia espiritual perdida.
Mostra-nos que o sintoma é sempre um efeito exterior, e que devemos ir em busca do nosso interior para dissolver a causa espiritual dos desajustes.
Somos nós, seres humanos uma unidade-matéria-espírito-inseparável e que as enfermidades (doenças) são manifestações doentias cuja causa primeira está estabelecida no nosso mundo mental.
Qualquer desarmonia interior transmitirá estados vibratórios nocivos a nossa saúde, que atacarão naturalmente nosso corpo físico.
Devemos Ter a consciência de que a mente é a casa grande da alma, onde ela se apoia para as realizações da vida. Por isso devemos transformar os nossos pensamentos quando forem negativos, pois eles são como notas dissonantes à harmonia da nossa mente, e as boas ideias fortalecem o cérebro, revigoram os nervos, estendendo as bênçãos do bem em todo o nosso corpo físico. É hora então de participarmos com mais intensidade da nossa evolução mental, procurando nesta prática a nossa saúde integral.
Quando somos atacados frequentemente por pensamentos fixos, devemos atentar para esse alarme, pois indica que nos aproximamos das ideias perturbadoras. E essa situação nos tira o sorriso espontâneo, à convivência saudável com nossos semelhantes, inutiliza os bons sentimentos e cria dúvidas acerca da felicidade. E a medicina tradicional ocupa-se desse estado de alma, classificando-o em variadas neuroses e estados depressivos, que os medicamentos, por vezes, aliviam aparentemente, desarmonizando outros órgãos.
A cura se processa com o tempo, aliado a fé.
Podemos ver que não compensa um mente negativa. É bom que tenhamos coragem para enfrentar os problemas que surgem dentro de nós, no campo imenso da mente, educando os nossos impulsos, corrigindo as más tendências e transformando os sentimentos indignos (ódio, vingança, maledicência, etc.) em reações saudáveis e em intenções aprimoradas diante de Deus.
Além da coragem que precisamos ter em mudar as nossa atitudes, necessitamos também fortalecer a nossa força de vontade.
Vejamos que a força de vontade não é segredo para ninguém. Todos nós praticamos, seja para alcançar realizações no trabalho, lutando por progredir materialmente, conquistando tantos prazeres que o mundo material nos oferece, como em outras áreas das conquistas humanas. A novidade está em canalizarmos esta força para algo que pode não nos trazer benefícios imediatos, mas que a médio ou longo prazo sentiremos os resultados positivos em nossa vida diária.
Portanto, força de vontade todos nós temos, porém, a missão do ser em evolução é conseguir concentrá-la na sua reforma íntima. Para tanto necessitamos alterar o nosso centro de interesses, equilibrando a vida material com o nosso aprimoramento pessoal e para a busca do conhecimento e da prática cristã.
Qualquer hora é momento para começar a nossa educação interior. A disciplina é fundamental em todos aqueles que querem ser companheiros no Divino Amigo Jesus. Não deixemos a nossa mente se afastar por displicência nossa, pois temos todos o poder de sermos melhores e alcançarmos a claridade espiritual de que o progresso é portador, através das nossas próprias mãos.
Jesus Cristo, o MÉDICO DAS ALMAS, curou muitos enfermos, porém tinha a intenção de não apenas regenerar o corpo físico, mas acima de tudo, queria que os doentes dessem manutenção a cura recebida, transformando os seus sentimentos, as suas atitudes a fim de consolidar os próprio caminho.
Nós que trabalhamos, ou vocês irmãos que são frequentadores do Centro Espírita não podemos permanecer estacionados sobre os horizontes da vida maior.
Curar por curar, sem que o doente nada aprenda ou nada evolua, não se ajusta ao propósitos do Cristianismo Redivivo.
Quem quer saúde não pode envenenar a mente, quem quer paz precisa tornar sadia as estruturas do coração.
Se queremos conquistar alguma coisa precisamos dedicar-nos a essa aquisição com ousadia e determinação.
São muitos os que buscam a alegria, caminhando na direção contrária; cabe portanto, a nós cristãos buscar a instrução e a educação, não sustentando a ilusão da cura sem renovação.
Cristo convoca todos nós a se integrar nesse ministério de luz e esclarecimento, para que se edifique o conceito da cura real e definitiva.
Quando entendermos que a cura de nós mesmos está ao alcance das nossas próprias mãos, já estaremos sentindo os primeiros raios de sol da verdade.

MATEUS 13:16
"Mas felizes os vossos olhos porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem."
Autoria: Vera Lúcia
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Fontes:

Horizontes da Mente, Miramez
Fundamentos da Reforma Íntima,
Saúde, Miramez
Conviver e Melhorar, Francisco do Espírito Santo Neto




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Conclusões Lógicas



Não se renda à tentação.
Entre aquilo que você quer e aquilo que você pode, fique com aquilo que você deve fazer.

Não se aflija diante dos obstáculos.
Existem problemas que pedem tempo a fim de serem eficientemente resolvidos, de modo a não ocasionarem problemas maiores.

Não se precipite em suas decisões.
Se você não sabe que rumo tomar é sinal que todas as suas possibilidades de seguir adiante necessitam ser revistas.

Não critique ninguém.
Todas as pessoas, qual acontece a você, trazem Deus dentro de si.

Não te entregue ao desalento.
O seu desânimo, no que pesem as justificativas que você tenha para ele, não o auxiliará em absolutamente nada.

Não guarde ressentimento no coração.
A mágoa que você nutra a respeito de alguém será sempre o melhor processo de lembrar quem você deseja esquecer.

Não pare de trabalhar.
No serviço do bem aos semelhantes você encontrará, com o sábio concurso do tempo, a solução natural para todas as questões que o perturbam.

Não reclame da cruz que carrega.
Sem ela, é provável que você não tivesse no que se apoiar para, embora a passos lentos, avançar com segurança. 
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André Luiz
Chico Xavier 
Obra: Irmãos do caminho 



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Liberdade de escolha


Não dês trégua à desdita, à ociosidade, aos queixumes.

És senhor do teu destino, e ele tem para ti, como ponto de encontro, o infinito.

Quem se desvaloriza e se desmerece e se invalida, fica na retaguarda.

É necessário que te envolvas com o programa divino.

Todo aquele que se não envolve positivamente, nunca se desenvolve.

Se preferires sofrer, terás liberdade para a experiência até o momento em que te transfiras para a opção do bem-estar.

Desse modo, não transformes incidentes de pequena monta, coisas e ocorrências corriqueiras, em tragédias.

Ninguém tem o destino do sofrimento. Ele é resultado da ação negativa, jamais a causa.

Faze uma avaliação honesta da tua existência, sem consciência de culpa, sem pieguismo desculpista, sem coerção de qualquer natureza, e logo depois desperta para o que deves produzir de bom, de útil, de construtivo empenhando-te na realização da tua liberdade de ser feliz.
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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Momentos de saúde 







sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

NOS MOMENTOS GRAVES



Diante de alguma desilusão que te impulsione a perder o incentivo para o trabalho...

Diante da incerteza que te visite, apontando-te as tentações e riscos que te ameacem...

Diante de mudanças imprevistas que te obriguem a pensar e a deliberar sem a escora de afetos com os quais já não contas...

Diante da crítica destrutiva que te induza a desistir de cooperar na oficina do bem...

Diante de seres queridos que te deixem a sós, sem comiseração por tua sede e necessidade de companhia...

Diante de palavras impensadas, partidas de pessoas estimáveis que te façam mergulhar no poço da amargura...

Diante do corpo doente e abatido que te lance o pensamento no deserto da tristeza e da insegurança...

Quando a morte reduzir ao silencio a voz daqueles que se te fazem queridos...

Quando qualquer sofrimento te abale os recessos da própria alma, entrega-te à fé, refugia-te em Deus, pensa em Deus, confia em Deus e espera por Deus, porque, acima de todas as tempestades e quedas, tribulações e desenganos Deus te sustentará.
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Emmanuel
Chico Xavier   
Obra: Confia e segue 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

OPORTUNIDADES


As oportunidades são riquezas potenciais da alma no bojo do tempo.

Ei-las que nos procuram diariamente, chamando-nos através de situações e pessoas para que nos manifestemos na edificação do bem aos outros que resultará sempre em parcelas de felicidade em nosso favor.

Vigia-lhes a presença, a fim de aproveitá-las tanto quanto puderes.

O espírito da caridade nos pede semelhante atitude considerando-nos a tranquilidade própria.

Observa e verificaremos que os convites dessa natureza repontam incessantemente do caminho, embora nem sempre consigamos percebê-los.

É o irmão irritadiço que nos dirige determinada frase imprudente e infeliz, em momentos difíceis do trânsito, claramente aguardando a nossa doação de tolerância.

É o amigo em desvalimento, muitas vezes, abatido ou desesperado, esperando-nos a palavra tranquilizante ungida da simpatia e da solidariedade de que necessita, a fim de levantar-se, em espírito.

É o familiar atribulado por obstáculos diversos de quem nos cabe aproximar com o socorro que se nos faça possível.

É a página balsamizante, fácil de estender aos companheiros de experiência, vítimas de reveses ou daquele propósito de rebeldia ou vingança.

É a conversação amena e reconfortante, em casa ou na rua, com a qual inconscientemente afastamos alguém da queda no suicídio.

É o auxílio discreto ao amigo de sentimento anuviado por empecilhos vários a que a carência de recursos bastas vezes conhecidas por nós, no Plano Físico, sugere-nos a entregar-lhe com bondade o apoio que esse mesmo companheiro em penúria não nos pediu.

Há sempre alguém naufragando no ar das dificuldades humanas.

Alonga o próprio olhar e identificarás as oportunidades de servir que se destacam à mostra.

Não esperes que o próximo te solicite cooperação.

Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.

Oportunidades, aflições, lutas e provas!...

O tempo faz o desfile delas para que as reconheçamos.

Ergue-te, cada dia, faze o melhor ao teu alcance.

Trabalha e serve.

Hoje alguém nos deixa ver as tribulações que se lhe fazem precisas ao aprimoramento espiritual, de modo a que lhe possamos doar por nós mesmos algo de útil. Amanhã, porém, é possível seja para nós o dia da necessidade de receber.
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Emmanuel 
Chico Xavier 
Paciência


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Terapêuticas Evangélicas




"... A fim de que o que semeia e o que ceifa, juntamente se regozijem". (João – 4:36)


Examine a problemática de quem sofre antes de emitir opinião.

Não fale apenas por falar. Por trás de cada problema, há sutilezas que escapam ao observador superficial.

Ausculte a dificuldade do amigo, antes de exteriorizar o que você pensa.

Não arrole palavras sem conhecer a situação.

Qualquer conceito, assim precipitado, funciona mal.

Inspire confiança antes de qualquer cometimento verbal.

Não se agite.

Palavras e somente palavras não infundem a necessária paz.

Considere a questão do sofredor sob o ponto de vista dele.

Não aconselhe pelo simples fato de haver-se proposto a essa tarefa.

O conselho que você doa possui validade se encontrar receptividade no ouvinte. Penetre-se de fraternal interesse ante os fatores aflitivos que lhe apresenta o consulente.

Não lhe diga de imediato o que pensa.

Sugira o que ele deve fazer, como se fora ele próprio quem se está induzindo à ação.

Saiba ouvir primeiro, porquanto a criatura, encarnada ou não, dificilmente consegue dizer o que pretende, com a necessária exatidão.

Não exponha ideias, sucessivas, sem as indispensáveis reflexões que ajudem o ouvinte a fixá-las.

A arte de ouvir é muito importante para quem pretende ajudar.

As terapêuticas evangélicas são sempre trabalhadas no sentimento de quem as aplica.

As técnicas ajudam. A legitimidade da unção de quem coopera lobriga êxito.

A metodologia guia. A atividade honesta junto ao necessitado atinge a finalidade de conduzi-lo corretamente.

Os recursos de que você pode dispor quando pretende ajudar, aplicando a terapia do Evangelho, dependem, sobretudo, da sua exteriorização íntima, em forma de amor, interesse e caridade, legitimamente lavrados em seu esforço pessoal pelo próprio burilamento.

Não se transforme, portanto, no homem que só ensina pela palavra. Seja o cristão que prodigaliza lições pelo exemplo.
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Marcos Prisco  
Divaldo Franco
Obra: Momentos de decisão





terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Tudo é Amor



Vida - É o Amor existencial.
Razão - É o Amor que pondera.
Estudo - É o Amor que analisa.
Ciência - É o Amor que investiga.
Filosofia - É o Amor que pensa.
Religião - É o Amor que busca Deus.
Verdade - É o Amor que se eterniza.
Ideal - É o Amor que se eleva.
Fé - É o Amor que se transcende.
Esperança - É o Amor que sonha.
Caridade - É o Amor que auxilia.
Fraternidade - É o Amor que se expande.
Sacrifício - É o Amor que se esforça.
Renúncia - É o Amor que se depura.
Simpatia - É o Amor que sorri.
Altruísmo - É o Amor que se engrandece.
Trabalho - É o Amor que constrói.
Indiferença - É o Amor que se esconde.
Desespero - É o Amor que se desgoverna.
Paixão - É o Amor que se desequilibra.
Ciúme - É o Amor que se desvaira.
Egoísmo - É o Amor que se animaliza.
Orgulho - É o Amor que enlouquece.
Sensualismo - É o Amor que se envenena.
Vaidade - É o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
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André Luiz 
Chico Xavier 
Obra: Atitudes da vida 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A tua atual existência


A tua atual existência está programada para o êxito.

Não mais tombarás nas sombras de onde procedes, se insistires por banhar-te com a clara luminosidade do amor de Deus.

Reflexiona melhor e com mais maturidade, de maneira que constatarás alegrias e bem-estar pelo teu
caminho, nada obstante algumas dificuldades naturais que todos devem enfrentar.

Alegra-te por seres incompreendido, por estares no campo de elevação entre dissabores, porque a compensação divina é sempre o resultado do grau de esforço desenvolvido pelo ser humano durante a trajetória de elevação.
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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco



domingo, 12 de fevereiro de 2017

FELICIDADE E INFELICIDADE



A felicidade completa para o homem virá com a sua perfeita compreensão da vida. A felicidade é um estado íntimo, que independe de circunstâncias exteriores.

Se os espíritos iluminados se detivessem a pensar nos que sofrem na reta guarda da evolução, jamais seriam felizes, porquanto a verdadeira felicidade pressupõe a extinção de todo e qualquer egoísmo.

 Neste caso nem Deus seria feliz, observando o sofrimento de seus filhos.

Atingindo a perfeição, o espírito alcança a perfeita compreensão da dor e lhe reconhece a função educadora; então, para ele, a dor não se reveste das angústias e das aflições que se reveste para os
olhos humanos.

Sofrendo porque vê o sofrimento daqueles que mais ama, e ainda não o compreendendo em profundidade, o homem se senti compelido a algo fazer para minimizá-lo concorrendo assim para o
progresso. Não fosse a dor a ciência não evoluiria e, em consequência, a inteligência humana não se aperfeiçoaria; a dor e a morte é que desafiam o homem em sua capacidade de auto-superação induzindo-o a uma constante procura...

Abrandar os seus males com semelhante propósito, o homem sempre se candidata a uma felicidade que não esteja tão sujeita ao que lhe acontecer ao derredor, inclusive aos padecimentos em nível de
vestimenta física. Combatendo angústias e mazelas do corpo, lentamente ele se liberta do que o impede de ser feliz quanto possível.

Sem que trabalhe para a felicidade alheia, da qual depende, ninguém terá felicidade. A Lei de Deus é Sábia: Fez depender a nossa ventura da ventura do próximo! Não existe felicidade sozinha...

À medida em que cresce espiritualmente, alcançando maior claridade no entendimento, o homem deixa de sofrer tanto por aqueles que não lhes acompanham os passos. A sua felicidade, então, consistirá nas tarefas ditas sacrificiais, no tentame de despertá-lo para a Verdade!

É evidente que em um mundo de provas e expiações, a incerteza gera estados d’alma inquietantes – a simples dúvida quanto ao futuro é uma infelicidade... A desventura ocasionada pela descrença cederá origem à ventura originaria da fé. Quem possui uma confiança inabalável em Deus não se consente aos estados depressivos decorrentes do cepticismo...

Jesus era feliz? Ante semelhante indagação, é inegável que só poderemos responder que afirmativamente. Mas então como interpretarmos as aflições de seu espírito que, não raro, se exteriorizavam, inclusive, através de suas palavras? O Cristo, ao mesmo tempo espelhava em sua alma o Eu Divino e o eu humano; a dor que sentia era a dor dos homens à qual oferecia bálsamo...

Assunto de transcendência que não nos convém agora analisar,dando margens a debate que, com certeza, o futuro nos ensejará com maior discernimento.

Guardemos, porém, a convicção de que a felicidade resulta para o espírito sua perfeita integração com as leis divinas. Estamos nos referindo não à felicidade do ter, sempre ilusória e passageira, mas
a felicidade do ser, conquista inalterável e definitiva.

Quem é mais feliz onde esteja é quem mais ame, mais compreenda e mais sirva!.. 
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Irmão José
Carlos Bacelli  
Obra: Se teus olhos forem bons 





sábado, 11 de fevereiro de 2017

Infeliz deles!


Que pensar dos que abusam da superioridade da posição social, para oprimirem o fraco sem proveito?

- Esses merecem o anátema: Infelizes deles! Serão oprimidos, por sua vez, e renascerão numa existência em que sofrerão tudo o que fizeram sofrer.
(“O Livro dos Espíritos” nº 807)

Os espíritos superiores foram incisivos na resposta dada ao codificador: Os que oprimem serão oprimidos.

Infelizes deles, então, os espíritos encarnados que se constituem em obstáculo ao progresso
espiritual daqueles que Deus lhes confiou à tutela!

Infelizes deles, os que escravizam mentes e corações, impedindo o crescimento de quantos se lhe vinculam ao caminho.

Infelizes deles, os que não hesitam em tirar proveito do semelhante, sem qualquer preocupação com a felicidade que lhes diz respeito!...

Infelizes deles os que manipulam os outros, deformando-lhes o caráter e criando-lhes viciações na personalidade!...

Infelizes deles, os que negam ao trabalhador a oportunidade de trabalho; á criança, o acesso à escola; ao jovem, a formação moral!...

Infelizes deles, os que corrompem os sentimentos da mulher que se torna mãe, que realizam promessas afetivas que não cumprem, que descartam quantos não mais lhes atendam aos instintos!...

Compungidos pelo remorso e constrangidos pela lei, quantos abusam do poder, da posição social que transitoriamente ocupam entre os homens e dos recursos amoedados que detém, bem como de seus atrativos físicos e sagacidade intelectual, renascerão em condições lamentáveis, completamente inversas, indo de um extremo ao outro nas experiências kármicas que lhes são imprescindíveis!

Renascerão na idiotia e na obsessão, na invalidez e na miséria, expostos á perturbação alheia, vítimas de si mesmos, ante a indiferença dos que observam, de braços cruzados, os padecimentos...

Renascerão na orfandade, corrompidos desde criança, adquirindo hábitos negativos, contra os quais lutarão na reconstrução do mundo íntimo.

Renascerão para inspirarem piedade nas almas tão insensíveis como eles próprios o foram...

Renascerão para experimentarem as mesmas frustrações que impuseram, para verterem as mesmas lágrimas que fiz eram derramar, para, enfim, anularem em si toda e qualquer inclinação para o mal...

A lei não é de punição: É de educação! Renascerão, para aprenderam com os próprios equívocos, sentindo nas entranhas da alma as consequências do sofrimento; renascerão para se redimirem,
para que o ódio se transforme em amor e, de algozes da humanidade, se tornem benfeitores.

O delinquente de hoje será, amanhã um exemplo de homem de bem; os mais tenazes adversários do Cristo foram os que se converteram, ao longo do tempo, nos seus mais ardorosos defensores; as almas altruístas de agora, antes que sejam reverenciadas na condição de missionários da caridade, são os espíritos em grande comprometimento cármico...

Os agentes das trevas são os agentes em potencial da luz!...

O arrependimento opera prodígios de renovação sobre a alma que não mais se lhe opõe!...

Bem-aventurados, portanto, os que da cruz dos próprios padecimentos alçam voos no infinito, fortalecendo as asas ainda frágeis na ação incessante da Caridade.
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Irmão José
  Carlos A. Bacelli   


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(...) "A questão da violência carece de ser discutida em suas raízes. É um desafio para que o homem se torne mais solidário e participativo, colocando de lado a sua indiferença social. Não é problema unicamente afeto às autoridades constituídas.

Sem o envolvimento religioso, independentemente de credo religioso, partido político ou formação sectária, a violência urbana não se extinguirá.

Imprescindível maior atenção à família – que pais e filhos estreitem os laços e preservem o sagrado instituto do lar.

Evidentemente que no combate a marginalidade, não se deve descartar as medidas chamadas de impacto, todavia sem que se combatam suas causas, os efeitos persistirão.

Os espíritos que deixam o corpo em estado de agressividade pertencem à economia espiritual do planeta – mais cedo ou mais tarde retornarão à liça terrestre na mesma condição, dando sequência à sua trajetória infeliz.

Educação – Eis a solução espiritualmente menos onerosa para o homem erradicar os altos índices de criminalidade.
Quando os institutos penais, de fato se transformarem em escolas e oficinas, a humanidade respirará aliviada".

psicografia Carlos A. Bacelli - espiríto Irmão José

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Oração da Cura



 Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu ser.
 Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.

Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura. 
Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. 
Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.

Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo. 
Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.

Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.

Agradeço-te, oh  pai, porque Tu ouvistes a minha oração.

Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque Tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será. 
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Dr. Manoel Dantas






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🙏JOVEM SUICIDA🙏

Querida Mamãe, estou pedindo o seu perdão e a sua bênção.
Mais de um ano passou, mas a minha saudade e o meu sofrimento ainda não passaram.
Não chore mais, Mãezinha.
Sei que a minha ingratidão foi grande demais.
Compreendi tudo, mas era tarde.
Creia que amanheci naquela terça-feira, quatro de maio, pensando em descobrir como iria encontrar um presente para o seu carinho no Dia das Mães.
Pensava nas aulas, em minha professora Juvercídia e procurava concentrar-me nos livros para estudar; entretanto, quando vi o veneno, uma força estranha me tomou o
pensamento.
Avancei para o suicídio quase sem conhecimento, embora muitas vezes não ocultasse o desejo de morrer.
Tudo sem motivo, sem base.
A senhora me deu tudo - amor, segurança, tranqüilidade, proteção.
Não julgue que me faltasse isso ou aquilo.
O que eu sentia era uma tristeza que só aqui, no Plano Espiritual, vim a entender...
O assunto é tão longo e o tempo é tão curto.
Se pudesse, desejava formar as minhas letras com lágrimas para que a senhora me perdoasse pelo arrependimento que trago:
Não sei, Mamãe, não sei ainda.
A princípio, me vi numa nuvem com a garganta em fogo e uma dor que não parecia ter fim.
Talvez exagerasse as cousas que eu sentia, talvez guardasse impressões da vida que eu não devia guardar.
O que é mais doloroso é que provoquei a morte do corpo, sem razão.
Sofrimentos no mundo são problemas de todos.
E por isso quando me vi na sombra que me envolvia toda, vozes me perguntavam porque, porque fizera aquilo se eu estava consciente de que a morte não mata ninguém...
Chorei muito, mais do que choro hoje, até que me vi no regaço de uma senhora que me disse ser a Vovó Ana. Ela me ensinou a orar de novo, porque a dor não me deixava trabalhar com a memória. Amparou-me e como que me limpou os olhos para que eu enxergasse a luz do dia.
Então reconheci que as trevas estavam em mim e não fora de mim.
Fui internada numa escola-hospital, onde muitas crianças estão sob a vigilância daquele amigo que nos deu nome à casa de ensino Jerônimo Carlos Prado,- e com a bênção dos muitos amigos que encontrei aqui, vou melhorando.
Faltava-me vir até o seu coração e rogar a sua tolerância de mãe.
Venho pedir-lhe para que não deseje morrer.
Viva, mamãe, e viva tranqüila.
As lutas da vida são lições.
Creio saber que a senhora já sofreu muito.
Sofra agora com a sua filha a pena de não ter sabido esperar.
Para mim, a sua paz será a minha paz.
Nós duas éramos as companheiras uma da outra.
Sei que Teodoro, Divino, Adelícia e os outros corações queridos são todos seus filhos abençoados, mas eu, Mamãe, não
sei porque, fiquei aflita para que o tempo passasse e caí pela rebeldia.
Não soube guardar a fé, mas a sua bondade fará o que não fiz.
Terá a senhora paciência bastante para tudo tolerar e compreender.
Agradeço as suas preces e as orações das amiguinhas que não me esqueceram.
Agradeça por mim a Santa Terezinha e a todas as irmãs o amparo que me enviaram e ainda me enviam.
Por enquanto, trago comigo a faculdade de ouvir todas as repreensões e queixas, perguntas e comentários em torno de mim.
E, particularmente, ouço a senhora constantemente a falar que perdeu o gosto de continuar a viver.
Ajude-me.
Não pense assim.
Dê-me os seus pensamentos de paz e de alegria.
Preciso de você, Mamãe, como a senhora não pode imaginar.
Aqui é um lugar que pode ser distante, mas há um processo de intercâmbio, pelo qual ainda estamos juntas.
Ampare-me, amparando a senhora mesma.
Os Benfeitores daqui me aliviam e me abençoam, mas estou nas dificuldades que criei. Deus, porém, nos sustentará para que,
um dia, eu possa ser útil ao seu carinho.
Mamãe, receba o meu coração de filha faltosa e abençoe-me.
Sua paciência e seu amor são bênçãos que chegam até aqui.
Ore por sua filha e compadeça-se.
Amanhã, serei melhor.
Até lá, preciso de você e de seu amparo, como o faminto sente necessidade de pão.
Não posso escrever mais.
Os amigos que me socorrem e guiam me dizem que é preciso terminar.
Mãezinha, ame-me ainda.
Sou mais necessitada agora do que antes.
E guarde o coração de sua filha faltosa e reconhecida,
Lúcia. 
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(Uberaba, 12 de junho de 1972)
CHICO XAVIER

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Insatisfações


"Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente." Confúcio (Kung-Fu-Tse)
122 pares de sapatos e ela não encontrava um que servisse para aquela festa.

20 ternos e ele estava achando todos um lixo.

Geladeira cheia e o menino batia a porta por não encontrar uma coisa gostosa.

Calmante forte, com tarja preta e receita, mas eles não conseguiam dormir.

Carro do ano na garagem, mas não sabiam para onde ir.

Casa de luxo na praia, mas estava fechada há mais de meses...

Celular último tipo.........

DVD, Karaokê, Notebook, Câmera digital, Vídeo Game In Box, jogos de última geração, e muita, muita insatisfação.

Estamos nos armando de tudo o que é tipo de tranqueira material para suprir o vazio que nada preenche.

Vamos ao supermercado esperando encontrar felicidade nas prateleiras, mas voltamos frustrados, com o carro cheio e a alma vazia.

Nunca o homem teve tanto acesso a Deus e nunca ficou tão distante como agora, tantos templos, tantas religiões, tantas definições e ideologias, e mesmo assim, o homem se afasta cada vez mais do seu Criador.

Por isso a carência afetiva, as doenças nervosas, a violência que se espalha, o consumismo que gera as diferenças sociais tão brutais.

E nada sacia o homem, quanto mais ele acumula, quanto mais possui, mais vazio vai se tornando.

Aproveite seu dia, busque encontrar Deus pelo caminho, na pessoa que sentou-se ao seu lado no ônibus, no vizinho que você não cumprimenta já faz tempo, no animal abandonado e que você quase atropela, na árvore que seca bem em frente à sua casa, no cidadão deitado no banco da praça , no filho que se embriaga e você nem vê, na filha que sofre a desilusão do primeiro amor e você não sabe.

Quantos gritam onde está Deus?, cegos pelo orgulho que não permite ver que Ele nunca se ausentou, sempre esteve na sua vida, no seu dia, na sua família, mas nunca foi chamado, a não ser nas desgraças e nos momentos de dor e sofrimento.

Você convidou Jesus para almoçar com você hoje?

No dia do seu casamento você mandou o primeiro convite para Ele?

Na sua formatura Ele estava presente?

Hoje ao levantar-se você falou com Ele?

Você contou do seu amor, da sua alegria no trabalho?

Você quer saber onde está Deus?

Olhe para a sua vida, como você trata os seus, olhe para a sua casa, reveja suas atitudes diárias. Os atos falam mais do que as palavras e tudo o que fazemos, são às verdadeiras orações que levamos até Ele.

Por isso, antes de fazer sua oração repetida, velha e cansada da mesma ladainha, coloque um "fogo novo" na sua vida: convide Jesus para participar de todos os seus momentos, e assim, você será preenchido, saciado, envolvido pelo amor que nunca acaba, pela água que sacia a tua sede, e então, mesmo com muito pouco, serás plenamente feliz, porque Ele veio para que todos tenham vida, e tenham vida com abundância.
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Paulo Roberto Gaefke


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A ARTE DOS PEQUENOS PASSOS

Não peço por milagres, Senhor, peço por força para a vida diária.
Ensina-me a arte dos pequenos passos.
Torne-me seguro na correta distribuição do tempo.
Presenteie-me com a sensibilidade, para distinguir o que é primário do que é secundário.
Lembre-me que o coração discute frequentemente com a razão.
Envia-me, no momento certo, alguém que tenha o valor de me dizer a verdade, com amor.
Sei que muitos problemas se solucionam sozinhos.
Por favor, ensina-me a ser paciente
Guarda-me da ingênua crença de que na vida tudo deve sair bem.
Presenteie-me com o sensato reconhecimento de que dificuldades e derrotas são acréscimos para a vida, os quais nos fazem crescer e madurar.
Sabes o quanto que necessitamos de amizade. Faça-me digno deste mais valioso e frágil tesouro.
Me dê uma imaginação rica e sabedoria para que eu possa dividir com as pessoas um pouco de calor no lugar certo e no momento adequado,com palavras ou silêncio.
Dá-me o pão de cada dia, para corpo e alma, um gesto de teu amor, um eco gentil e, volta e meia, a emoção de que eu sou necessário.
Preserva-me do receio, Senhor, de que poderia deixar de viver.
Não me dê o que eu peço, mas o que eu necessito.
Ensina-me a arte dos pequenos passos.
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Texto adaptado de de Antoine de Saint-Exupery

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Não tenhais Medo



Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho; não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence.

Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em qualquer circunstância.

Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.

Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do bom grão.

Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando as vossas mais veladas atitudes.

Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos.

Amai sem esperar serdes amados.

Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...

Não leveis a vida de forma leviana e inconsequente, sem atinar que as sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos.

A dor que nos tira a tranquilidade é a mesma que nos possibilita tomar consciência de nossas fragilidades.

Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida.

Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na satisfação dos próprios desejos.

Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro e indevassável abismo de dor.

Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis a manifestação da Sábia Providência.

Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará, mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à realidade.
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Bezerra de Menezes  
Carlos A. Bacelli
Obra: A coragem da fé 




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Uma hora virá



Uma hora virá em que a senda terrestre se te revelará sob nova expressão.

Hora em que te despedirás de todos os patrimônios que desfrutaste no mundo...

Em que compreenderás na Terra a escola que te serviu generosamente...

Em que verás no corpo a armadura bendita a garantir-te o aprendizado...

Em que reconhecerás no ouro e na posse valiosos empréstimos do Divino Poder que detiveste a título precário...

Hora em que desejarias ter sido a melhor das criaturas para que a simpatia dos outros te acalente a alma inquieta...

Em que todos os nobres ideais não cumpridos surgirão a teus olhos, perguntando: -"por que nos esqueceste?..."

Em que a luz da memória te fará lembrar dia por dia, devolvendo-te a plantação do caminho percorrido em forma de colheita...

Hora em que o pensamento, por mais célere, não recuperará os minutos perdidos, em que as mãos, por mais diligentes, não conseguirão retroceder para realizar a tarefa menosprezada e em que a língua, por mais culta, não conseguirá recuar para refazer as palavras irrefletidas...

O aprendiz chega ao dia da aferição de aproveitamento, o operário atinge a ocasião em que será julgado pela obra feita...

Alcançarás, igualmente, a hora inevitável em que cessará tua presença visível entre os homens para que a Terra te julgue.

Vive, assim, de acordo com a simplicidade do amor e com os ditames da verdade, plasmando o bem por onde transites, sem olvidar os tesouros do tempo, de vez que o mal em nosso espírito, ainda mesmo quando estejamos libertos da algema física pela graça da morte, será sempre o inferno que não nos permitirá viver o Céu nos Céus.

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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Respeito ao Próximo



Deus não nos fez desligados da Humanidade.
Somos elos da grande corrente universal e as energias divinas que vão alcançar os outros devem passar por nós, beneficiando-nos e ao nosso próximo.
Carecemos dos outros, qual eles de nós na imensa vinha do nosso Pai Celestial.
Portanto, o nosso segundo dever é amar o próximo, como nos aconselha
o Mestre por intermédio do Seu Evangelho de Luz. E amar é acatar os direitos daqueles que andam conosco no mesmo caminho. Nada fazemos sem a participação dos nossos irmãos. Cada um nos ajuda em algo de que carecemos. Somos devedores da humanidade, como também emprestamos a ela o nosso concurso, e a fraternidade é o caminho mais desejado na área do Bem, ao tratarmos com os nossos companheiros.

As exigências devem ser feitas a nós para com nós mesmos; o apreço, esse deve ser dirigido aos nossos semelhantes.

A imposição é o modo de nos educarmos; a consideração, o ambiente que deve ser feito aos companheiros de labor.

O mando deve ser a disposição na disciplina dos nossos instintos. A cortesia  haverá de ser o meio de comunicar mais agradável com os nossos irmãos.

A imposição é o caminho interno quando nos indica o bem, a fraternidade nos faz atrair companheiros para o mesmo convívio.

A crítica encontra campo frutífero quando exercida no nosso mundo interno.

E a ponderação cresce e faz crescer a nossa amizade em todos os rumos. O mal merecedor de comentário é aquele que fazemos; em referência aos outros, o resguardo nos traz confiança de que todos se esforçam para o melhor.

Se tens alguma educação, aplica-a diante dos outros, e se isso te falta, lembra-te de ti mesmo. O nosso mundo interno é uma lavoura grandiosa que poderá dar muitos frutos e flores compatíveis com o nosso comportamento. Trabalhemos nele.

Quando deixamos o nosso sítio íntimo para analisar e falar mal do que não nos pertence, cresce em nós a erva daninha capaz de sufocar o trigo do Bem, que já havíamos plantado. A energia que nos foi dada deve ser usada na auto-educação, estabelecendo assim, no nosso reino, a verdadeira harmonia espiritual, que se refletirá em todos os outros corpos. Mas, com respeito aos outros, a maior cota que poderemos fornecer para os seus corações é o exemplo dignificante, é a vivência no Amor nos caminhos da Caridade.

Se deres a devida importância ao teu próximo, nunca perderás. Receberás, pelos meios que por vezes ignoras, a atenção que te agradará e te fará feliz.
Respeita os direitos dos outros, que eles, certamente, e por lei, respeitarão os teus; e ainda, a harmonia do Universo compartilhará contigo no Bem que estimas fazer, por necessidade de amar, utilizando o comportamento elevado para ajudar a construir o reino de Deus nos corações, como também o Céu em qualquer lugar em que estiveres.

Confiemos nas forças superiores e também nas nossas, que elas crescerão de acordo com as nossas disposições de melhorar, sem nunca nos esquecermos da deferência para com aqueles que nos seguem, instruindo-nos e aqueles que nos instruem, seguindo-nos.

O respeito é luz, porque ajuda a transformar as trevas em claridades imortais.
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Lancellin
João Nunes Maia 
Obra: Cirurgia moral