segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Santo remédio



Amigo, você nos pede alguns apontamentos, a fim de exonerar-se da depressão.

Em resposta, oferecemos a você a história que nos foi transmitida por dedicado obreiro da luz que decerto a trouxe do Plano Físico, recolhendo-a de outros amigos que assim nos possibilitaram a versão deste momento.

Um rapaz doente descobriu, por via mediúnica, a presença do sábio Hermilon que o acompanhava paternalmente, desde outras existências.

E, certa feita, o moço abeirou-se do mentor e pediu-lhe respeitosamente para que o liberasse da angústia.

O interpelado sorriu e replicou:

- Você estará livre desse pesadelo, mas, antes, peço-lhe por obséquio, auxiliar na reconstrução do barraco de pobre viúva e quatro filhos pequenos, que ficaram desabrigados na noite passada.

De posse do endereço, o amigo voltou ao corpo físico e procurou a viúva indicada.

Encontrou-a com os pequerruchos, ao relento, ante os destroços do cubículo destruído por violenta tempestade.

O rapaz, em quarenta e dois dias de suor, empreendeu o levantamento da habilitação humilde e rematou-a com segurança.

Logo após, voltou à presença do mentor e repetiu-lhe a petição.

O orientador, porém, absteve-se de qualquer referência ao problema da angústia e rogou-lhe, fosse cooperar em favor de um amigo atacado de hepatite num albergue de indigentes.

O amigo retornou ao corpo físico e, durante seis meses, foi o enfermeiro atencioso do velhinho quase abandonado, num albergue da indigência.

Ao observá-lo relativamente restabelecido, tornou ao protetor espiritual e repetiu-lhe a mesma petição.

O mentor não entrou na questão e pediu-lhe serviço em auxílio a um menino infeliz, acidentado numa estrada deserta.

O protegido obedeceu prontamente e passou oito meses na posição de enfermeiro atento num pouso assinalado por extrema penúria, doando força ao adolescente desvalido, a fim de que não lhe faltasse paciência, ante as pernas engessadas.

Finda tarefa, voltou ao guia e suplicou-lhe a desejada medicação.

O orientador não formulou qualquer comentário e solicitou-lhe colaboração, a beneficio de uma criança pobre anêmica que lutava instintivamente para não cair na leucemia.

O rapaz não vacilou e por dez meses velou junto à criança, auxiliando-a a sorver recalcificantes e caldos.

Notando-a restaurada, retornou à presença de Hermilon, mas o sábio pediu-lhe apoio em auxilio de velho companheiro que precisava viver no mundo mais algum tempo, de modo a concluir tarefas determinadas.

O moço atendeu ao pedido, de imediato, e gastou dois anos de serviço junto ao doente esquecido e desamparado.

E tanto se desdobrou em esforço para alentar-lhe o retorno à saúde que terminou o valioso encargo, restituindo-o a vida normal, conquanto conservasse os remanescentes da luta orgânica a que se empenhara.

Logo após, regressou ao contato de Hermilon e, com surpresa para o mentor, nada lhe solicitou e, sim, lhe agradeceu a bênção das instruções recebidas, acentuando:

- Agora sei, amado amigo, que estou de posse do remédio esperado. O serviço ao próximo eliminou as minhas depressões e, de agora em diante, não desejo estacionar na disponibilidade vazia.

O sábio abraçou-o, sorriu e rematou:

- Seja feliz com sua preciosa descoberta. O bem que você ofertou ao próximo voltou ao seu coração em forma de alegria e essa alegria de servir passou a iluminar o seu coração para sempre.

Ai fica, meu amigo, o nosso conto-medicamento.

Segundo você pode notar, a receita é claramente acessível, mas, em qualquer caso, a aplicação depende de nós.

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Fonte Livro “Presença de Luz”
Augusto Cezar
Psicografia Chico Xavier
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31 de outubro

A fé exige mais do que ficar parado e deixar tudo por Minha conta. 

Você tem uma tarefa a cumprir, porque "de acordo com a sua fé, assim será".

 Colocando sua fé e confiança incondicionalmente em Mim, tudo é possível. 

Viva pela fé e demonstre as Minhas leis para que todos possam ver.

 Vamos trabalhar como um, viver como um, ser um; Eu em você e você em Mim. 

Quando você compreender que tudo é possível para Mim, você perceberá que tudo é possível para você também, porque EU ESTOU trabalhando em você e através de você. 

Nada acontecerá se você não tomar a iniciativa.

 EU ESTOU em você e você representa Minhas mãos e Meus pés.

 Dedique essas mãos e pés a Mim e ao Meu serviço e tudo fluirá suavemente. 

Trabalhe em perfeita harmonia e ritmo com as Minhas leis e veja os prodígios acontecerem um após o outro, e agradeça eternamente por tudo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

PAGAR O MAL COM O BEM

1 – Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes senão aos que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também assim? E se saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? – Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mateus, V: 20, 43-47).

2 – E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento é o que vós tereis? Pois os pecadores também amam os que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que merecimento é o que vós tereis? Porque isto mesmo fazem também os pecadores. E se emprestardes somente àqueles de quem esperais receber, que merecimento é o que vós tereis? Porque também os pecadores emprestam uns aos outros, para que se lhes faça outro tanto. Amai, pois, os vossos inimigos, façam bem, e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas, VI: 32-36).

3 – Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistadas sobre o egoísmo e o orgulho.

Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não pretendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo. A ternura pressupõe confiança. Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam nos mesmos pensamentos. Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar um inimigo, que se tem com um amigo.

Esse sentimento, por outro lado, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos. Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração. Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.

4 – Amar aos inimigos é um absurdo para os incrédulos. Aquele para quem a vida presente é tudo, só vê no seu inimigo uma criatura perniciosa, a perturbar-lhe o sossego, e do qual somente a morte o pode libertar. Daí o desejo de vingança. Não há nenhum interesse em perdoar, a menos que seja para satisfazer o seu orgulho aos olhos do mundo. Perdoar, até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna da sua personalidade. Se não se vinga, pois, nem por isso deixa de guardar rancor e um secreto desejo de fazer o mal.

Para o crente, e mais ainda para o espírita, a maneira de ver é inteiramente diversa, porque ele dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, a vida presente é um momento apenas. Sabe que, pela própria destinação da Terra, nela devem encontrar homens maus e perversos; que as maldades a que está exposto fazem parte das provas que deve sofrer. O ponto de vista em que se coloca torna-lhe as vicissitudes menos amargas, quer venham dos homens ou das coisas. Se não se queixa das provas, não deve queixar-se também dos que lhe servem de instrumentos. Se, em lugar de lamentar, agradece a Deus por experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe naturalmente ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que ocupa no mundo uma posição elevada não se considera ofendido pelos insultos daquele que olha como seu inferior. Assim acontece com aquele que se eleva, no mundo moral, acima da humanidade material. Compreende que o ódio e o rancor o envileceriam e rebaixariam, pois, para ser superior ao seu adversário, deve ter a alma mais nobre, maior e mais generosa.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Terapêuticas evangélicas


"... A fim de que o que semeia e o que ceifa, juntamente se regozijem". (João – 4:36)

Examine a problemática de quem sofre antes de emitir opinião.

Não fale apenas por falar. Por trás de cada problema, há sutilezas que escapam ao observador superficial.

Ausculte a dificuldade do amigo, antes de exteriorizar o que você pensa.

Não arrole palavras sem conhecer a situação.

Qualquer conceito, assim precipitado, funciona mal.

Inspire confiança antes de qualquer cometimento verbal.

Não se agite.

Palavras e somente palavras não infundem a necessária paz.

Considere a questão do sofredor sob o ponto de vista dele.

Não aconselhe pelo simples fato de haver-se proposto a essa tarefa.

O conselho que você doa possui validade se encontrar receptividade no ouvinte. Penetre-se de fraternal interesse ante os fatores aflitivos que lhe apresenta o consulente.

Não lhe diga de imediato o que pensa.

Sugira o que ele deve fazer, como se fora ele próprio quem se está induzindo à ação.

Saiba ouvir primeiro, porquanto a criatura, encarnada ou não, dificilmente consegue dizer o que pretende, com a necessária exatidão.

Não exponha ideias, sucessivas, sem as indispensáveis reflexões que ajudem o ouvinte a fixá-las.

A arte de ouvir é muito importante para quem pretende ajudar.

As terapêuticas evangélicas são sempre trabalhadas no sentimento de quem as aplica.

As técnicas ajudam. A legitimidade da unção de quem coopera lobriga êxito.

A metodologia guia. A atividade honesta junto ao necessitado atinge a finalidade de conduzi-lo corretamente.

Os recursos de que você pode dispor quando pretende ajudar, aplicando a terapia do Evangelho, dependem, sobretudo, da sua exteriorização íntima, em forma de amor, interesse e caridade, legitimamente lavrados em seu esforço pessoal pelo próprio burilamento.

Não se transforme, portanto, no homem que só ensina pela palavra. Seja o cristão que prodigaliza lições pelo exemplo.

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Marcos Prisco
Divaldo Franco
Obra: Momentos de decisão
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Violência


Pede-nos você algumas observações sobre violência.

Aqui vai uma. É um pedaço do cotidiano na vida terrestre.

Ele, o esposo, chamava-se Pedro Manoel.

Ela, a companheira, Maria da Conceição.

Ele, o filhinho de quatro janeiros, Lúcio Ismael.

Chegou à noite em que Pedro, com fome de riqueza fácil gritou, furioso, para a mulher.

- Pois, hoje mesmo, vou-me embora. De hoje em diante. Estou cansado de migalhas. Vou e voltarei rico. Tenho o meu revólver para agir. Você terá as jóias que nunca viu e nosso filho ganhará o conforto que merece...Não sei quando, mas voltarei ao nosso barraco...

Notando que o esposo se preparava para sair, a companheira falou, humilde:

- O que é isto, Pedro? Você vai onde?

Ele trovejou:

- Vou para o mundo, vou roubar.

E nada o deteve. O homem se retirou, à guisa de porta.

Maria da Conceição, no escuro da noite, enlaçou-se ao pequenino e começou a rezar...

Quase quatro meses passados sobre a partida brusca de Pedro e vamos reencontrá-lo nas primeiras horas da madrugada, espionando os fundos de uma casa grande, cercada de extenso e belo jardim.

Escondendo-se na folhagem com a esperteza de um gato e pisando muito de leve, conseguiu abrir a porta que o oferecia acesso ao quintal estreito e, de revólver na mão, ensaiando os primeiros passos nas sombras que o luar prateava.

Penetrando no ambiente que pressupunha enriquecido de valores imensos, eis que a senhora encarregada de zelar pela casa, percebeu-lhe a presença e, agarrando-se ao filhinho, passou a pedir socorro, em voz alta.

O assaltante, irritado, varou a porta semi-cerrada do aposento e desfechou dois tiros sobre a mulher que lhe frustrara os planos, fugindo em seguida.

Somente pelos jornais da manhã seguinte, Pedro Manoel veio, a saber, que exterminara a vida da esposa e do filhinho, para os quais, diariamente, se lhe voltava o coração.

Correu à procura de parentes, tentando obter noticias, cientificando-se, por fim, de que Maria da Conceição, pressionada por grandes necessidades, resolvera empregar-se nas funções doméstica, na casa digna em
que trabalhara quando solteira.

Desesperado o infeliz desequilibrou-se e, com a arma da véspera, entregou-se ao suicídio.

Aqui está, meu amigo, o que lhe posso contar.

Violência é isso ai.

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Espírito Augusto Cezar
Chico Xavier
Obra: Presença de luz
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domingo, 30 de outubro de 2022

O negócio da doação



 O professor Chaves, pioneiro da Doutrina Espírita, em Uberaba, Minas, foi procurado por prestigioso amigo do campo social, que lhe falou sem rebuços:

— Chaves, agora desejo doar duzentos contos para obras espíritas; entretanto, como você não desconhece, tenho aspirações políticas desde muito tempo.

 O distinto educador, sumamente conhecido por sua virtuosa austeridade, guardava silêncio.

E o outro prosseguia:

— Já auxiliei construções espíritas numerosas, mas tudo sem resultado. Tenho apenas recebido ingratidões e mais ingratidões. É uma lástima. Em toda parte, mentiras e mentiras. Queria, desse modo…

 Como a reticência se prolongasse, Chaves perguntou:

— Queria o quê, meu amigo?

— Desejava a sua palavra empenhada, o apoio de seu prestígio diante dos espíritas, para que me garantissem o voto.

— Nada posso fazer, — disse o professor, peremptório.

 — Que é isso? — Falou o amigo, com ar de censura. — Você prometeu receber-me e atender ao meu problema.

— Pensei que o senhor estivesse tratando de caridade, mas o que francamente procura é a realização de um negócio, — disse Chaves, imperturbável.

— Que ideia! — Falou o visitante, desencantado. — Entrego duzentos contos, duzentos contos de réis… Que é caridade, então?

 Humilde e simples, o professor explicou:

— Caridade é o amor de Deus no coração humano. E esse amor, meu amigo, conforme nos ensina o Espiritismo, não tem preço. Onde é que o senhor já viu alguém pagar a luz do Sol, a bênção do ar, o tesouro do verdadeiro amor ou o espetáculo do céu estrelado?…

— Mas Chaves, — disse o outro, — isso é muita filosofia… O que eu desejo é fazer uma dádiva… Para vocês, espíritas, o que vem a ser uma dádiva?

E o educador respondeu, sereno:

— Dádiva é o bem que a gente faz sem esperar recompensa de coisa alguma.

 O político, nervoso, despediu-se e procurou distração num bilhar. E inquirido por alguns correligionários quanto aos resultados da entrevista, deu primorosa tacada e falou que o professor João Augusto Chaves não passava de um louco.

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Hilário Silva
Chico Xavier
Obra: A vida escreve 
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30 de outubro

Aprenda a doar livremente tudo que você possui.

Aprenda a receber graciosamente tudo que lhe dão e aplique isso sabiamente para a expansão e melhoria do todo.

Quando você doar, faça-o sem contar os custos.

Aquilo que é doado de boa vontade, com todo amor, trará bênçãos e alegrias para muitas pessoas e se multiplicará.

Mas lembre-se: não se apegue ao que você doar: doe e não pense mais nisso.

Quando fizer uma tarefa, faça-a com amor e seja grato por ter a habilidade necessária.

Faça-a com perfeição e nunca pense no que pode ganhar com isso.

Quando você aprender a fazer tudo pela Minha honra e glória, você terá aprendido a arte de doar verdadeiramente.

Você sentirá alegria em tudo que doar e toda a sua atitude e visão das coisas serão corretas.

🌱🌼🌱
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Escândalos. Se a vossa mão é motivo de escândalo, cortai-a

Se algum escandalizar a um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós que um asno faz girar e que o lançassem no fundo do mar.

Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha.

Tende muito cuidado em não desprezar um destes pequenos. Declaro-vos que seus anjos no céu vêem incessantemente a face de meu Pai que está nos céus, porquanto o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

Se a vossa mão ou o vosso pé vos é objeto de escândalo, cortai-os e lançai-os longe de vós; melhor será para vós que entreis na vida tendo um só pé ou uma só mão, do que terdes dois e serdes lançados no fogo eterno. — Se o vosso olho vos é objeto de escândalo, arrancai-o e lançai-o longe de vós; melhor para vós será que entreis na vida tendo um só olho, do que terdes dois e serdes precipitados no fogo do inferno.
(S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 6 a 11; V, vv. 29 e 30.)

No sentido vulgar, escândalo se diz de toda ação que de modo ostensivo vá de encontro à moral ou ao decoro. O escândalo não está na ação em si mesma, mas na repercussão que possa ter. A palavra escândalo implica sempre a idéia de um certo arruído. Muitas pessoas se contentam com evitar o escândalo, porque este lhes faria sofrer o orgulho, lhes acarretaria perda de consideração da parte dos homens. Desde que as suas torpezas fiquem ignoradas, é quanto basta para que se lhes conserve em repouso a consciência. São, no dizer de Jesus: “sepulcros branqueados por fora, mas cheios, por dentro, de podridões; vasos limpos no exterior e sujos no interior”.

No sentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão amiúde empregada, é muito mais geral, pelo que, em certos casos, não se lhe apreende o significado. Já não é somente o que afeta a consciência de outrem, é tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições humanas, toda reação má de um indivíduo para outro, com ou sem repercussão. O escândalo, neste caso, é o resultado efetivo do mal moral.

É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.

É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vitimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem. A reação desses vícios serve, pois, ao mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. E assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas más ou as escórias.
Sendo assim, dirão, o mal é necessário e durará sempre, porquanto, se desaparecesse, Deus se veria privado de um poderoso meio de corrigir os culpados. Logo, é inútil cuidar de melhorar os homens.

Deixando, porém, de haver culpados, também desnecessário se tornariam quaisquer castigos. Suponhamos que a Humanidade se transforme e passe a ser constituída de homens de bem: nenhum pensará em fazer mal ao seu próximo e todos serão ditosos por serem bons. Tal a condição dos mundos elevados, donde já o mal foi banido; tal virá a ser a da Terra, quando houver progredido bastante. Mas, ao mesmo tempo que alguns mundos se adiantam, outros se formam, povoados de Espíritos primitivos e que, além disso, servem de habitação, de exílio e de estância expiatória a Espíritos imperfeitos, rebeldes, obstinados no mal, expulsos de mundos que se tornaram felizes.

Mas, ai daquele por quem venha o escândalo. Quer dizer que o mal sendo sempre o mal, aquele que a seu mau grado servir de instrumento à justiça divina, aquele cujos maus instintos foram utilizados, nem por isso deixou de praticar o mal e de merecer punição. Assim é, por exemplo, que um filho ingrato é uma punição ou uma prova para o pai que sofre com isso, porque esse pai talvez tenha sido também um mau filho que fez sofresse seu pai. Passa ele pela pena de talião. Mas, essa circunstancia não pode servir de escusa ao filho que, a seu turno, terá de ser castigado em seus próprios filhos, ou de outra maneira.

Se vossa mão é causa de escândalo, cortai-a. Figura enérgica esta, que seria absurda se tomada ao pé da letra, e que apenas significa que cada um deve destruir em si toda causa de escândalo, isto é, de mal; arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa. Quer dizer também que, para o homem, mais vale ter cortada uma das mãos, antes que servir essa mão de instrumento para uma ação má; ficar privado da vista, antes que lhe servirem os olhos para conceber maus pensamentos. Jesus nada disse de absurdo, para quem quer que apreenda o sentido alegórico e profundo de suas palavras. Muitas coisas, entretanto, não podem ser compreendidas sem a chave que para as decifrar o Espiritismo faculta.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 11 a 17.)
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Tudo é amor


Vida - É o Amor existencial.

Razão - É o Amor que pondera.

Estudo - É o Amor que analisa.

Ciência - É o Amor que investiga.

Filosofia - É o Amor que pensa.

Religião - É o Amor que busca Deus.

Verdade - É o Amor que se eterniza.

Ideal - É o Amor que se eleva.

Fé - É o Amor que se transcende.

Esperança - É o Amor que sonha.

Caridade - É o Amor que auxilia.

Fraternidade - É o Amor que se expande.

Sacrifício - É o Amor que se esforça.

Renúncia - É o Amor que se depura.

Simpatia - É o Amor que sorri.

Altruísmo - É o Amor que se engrandece.

Trabalho - É o Amor que constrói.

Indiferença - É o Amor que se esconde.

Desespero - É o Amor que se desgoverna.

Paixão - É o Amor que se desequilibra.

Ciúme - É o Amor que se desvaira.

Egoísmo - É o Amor que se animaliza.

Orgulho - É o Amor que enlouquece.

Sensualismo - É o Amor que se envenena.

Vaidade - É o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Atitudes da vida
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Lembraremos


Às vezes, queixas-te da vida, ante os contratempos naturais do cotidiano.

Entretanto, se te lembrares da extensa fila dos companheiros algemados às grandes tribulações da retaguarda, decerto não inclinarias tanto à lamentação estéril e, sim, te engajarias na turma dos irmãos que se consagram à tarefa de aliviar os sofrimentos alheios.

Sai de ti mesmo e conseguiras vê-los com facilidade.

É o homem que perdeu ambas as pernas num acidente do trabalho e passa na rua com o favor de alguém que lhe dirige a cadeira de rodas;

É o jovem paralítico que sobreviveu à própria condição pelo devotamento da mulher que se lhe fez mãe, em nome de Deus;

É o cego que exemplifica serenidade e coragem, seguindo para o trabalho com o apoio da bengala branca que lhe evidencia a presença;

É a irmã em penúria, cercada de crianças andrajosas que vai ao encontro do pão da beneficência, a fim de regressar, logo após, à furna em que reside, sob antiga ponte abandonada;

É o hanseniano esquecido; é o amigo em desespero, prestes a cair nas malhas do suicídio; é o doente imobilizado e sem recursos, na periferia da cidade, à espera de alguém que lhe estenda um copo d’água; é o irmão portador de constrangimentos e inibições, incapaz de mais ampla comunicação com os semelhantes; é a mulher apunhalada de dor que tateia a lousa, tentando inutilmente ouvir algum sinal do filho, cuja voz foi abafada pelo frio da morte...

Pensa nos caminheiros do infortúnio que te partilham a marcha.

Se te lembrares deles, certamente silenciarás toda queixa, porquanto, à frente das vantagens que usufruis, saberás unicamente render graças a Deus.

🌱🌼🌱
Espírito Augusto Cezar
Chico Xavier
Obra: Presença de luz
🌱🌼🌱

sábado, 29 de outubro de 2022

Somente assim



 Ama.

Perdoa.

Serve.

Luta.

Caminha.

Compreende.

Esquece.

Ilumina.

Socorre.

Espera.

Ora.

 Só assim terás plena convicção de que aconteça o que acontecer, seja onde for, como for e com quem for, estarás acertando sempre.

🌷🌿🌷
Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Esperança e vida
🌷🌿🌷

29 de outubro

Procure sempre o melhor, sempre espere que o melhor aconteça e nunca se satisfaça com o que vem em segundo lugar. 

Pode parecer difícil, especialmente quando você está no "fundo do poço". 

Você tem, então, que elevar sua consciência e nunca, nem por um minuto, pensar em miséria, mas só pensar em abundância.

 Visualize abundância e agradeça por 

Meu infinito e ilimitado suprimento. 

Por que você aceitaria um segundo lugar, se o melhor está esperando para que você o aceite, esperando para agraciar você? 

Quando você pensa grande, toda a sua vida e seu modo de viver vão expandir-se, no seu interior e à sua volta.

 Lembre-se, tudo começa de dentro e tudo começa com você.

 Comece agora a reajustar sua maneira de pensar. 

Reoriente-se de dentro para fora, e deixe que este trabalho aconteça gradualmente em seu interior, como o fermento na massa. Nunca deixe de reconhecer Minha mão em tudo, e agradeça constantemente. 

Não aceite as coisas como se elas lhe fossem devidas, mas perceba o quanto você é abençoado.

🌷🌿🌷
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌷🌿🌷



🌿🌷🌿 

MENSAGEM DO ESE:

Instruções dos Espíritos
UMA REALEZA TERRENA

8 – Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a Terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não o compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no Reino dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!

Para preparar um lugar nesse reino são necessárias à abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.

Oh, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois o caminho através de espinhos e abrolhos e não por entre as flores!

Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis , os únicos que lhes podem abrir as portas dessa morada.

Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus. Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo, é o traço de união entre o Céu e a Terra. Não o esqueçais!

🌷🌿🌷 
UMA RAINHA DE FRANÇA
Havre, 1863
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
🌷🌿🌷

CARÊNCIAS FICTÍCIAS


Que bom seria se o homem, esquecido de si mesmo, não experimentasse outra necessidade que não fosse a de tão-somente fazer o bem aos semelhantes.

Todavia, alimentando carências fictícias, ele se lhes torna tão dependente, que a simples impossibilidade de não atendê-las, quando se sente por elas reclamado, o fazem sofrer enormemente.

E o mais grave é que, em muitas ocasiões, sob o fascínio que o prazer se lhe exerce, o homem não hesita em agir de maneira inconsequente, inclusive resvalando na criminalidade, assumindo pesados compromissos de natureza cármica dos quais não se liberará tão cedo.

Quantos são os que não vacilam em desfazer o ninho doméstico, entretecido a custo, cedendo a momentâneas tentações que, uma vez saciadas, lhe haverão de mergulhar a alma em profundo desencanto?!

Não permutes, assim, dentro da grande luta que vens travando para mantê-lo, o teu minuto de paz consciencial pela hora de leviana tranquilidade em que a euforia mentirosa da carne arrasa com todos os teus sonhos de verdadeira felicidade.

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Amai-vos uns aos outros")
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Dores excessivas 


(...) 

A tua atual existência está programada para o êxito.

Não mais tombarás nas sombras de onde procedes, se insistires por banhar-te com a clara luminosidade do amor de Deus.

Reflexiona melhor e com mais maturidade, de maneira que constatarás alegrias e bem-estar pelo teu caminho, nada obstante algumas dificuldades naturais que todos devem enfrentar.

Alegra-te por seres incompreendido, por estares no campo de elevação entre dissabores, porque a compensação divina é sempre o resultado do grau de esforço desenvolvido pelo ser humano durante a trajetória de elevação.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Revolução



 Espalha a Revelação Divina, entretanto não olvides ajustar a própria boca ao verbo santificante.

Encarece a necessidade do silêncio diante do mal, contudo garante os próprios ouvidos contra o assalto das trevas.

 Salienta o valor do trabalho, como base do progresso, mas não relegues as próprias mãos às teias da ociosidade.

Define os recursos do bem para os companheiros da estrada, no entanto não condenes os próprios olhos aos espinheiros e detritos da marcha.

Destaca a beleza do perdão, todavia não tisnes a própria alma com o lodo da ofensa.

 Engrandece os talentos da simplicidade e da paz, contudo não te confies às algemas da vaidade e do orgulho.

 Cristo, o divino renovador, endossou, sim, a revolução, mas a revolução espiritual em nós mesmos, expressando movimento regenerador de nossa própria consciência empresa essa com a qual nos compete adaptar o próprio espírito às bênçãos da Lei de Deus.

 Contempla o Senhor em sua trajetória sublime da Manjedoura até a Cruz e reconhecerás n’Ele, não apenas a palavra e o conselho, mas o exemplo e a lição.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos
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28 de outubro

Tudo melhora com a prática. 

Quanto mais você vive a vida, mais ela faz parte de você, e você pode viver e se mover e fazer parte dela. 

Você não pode permanecer estático, portanto solte-se e cresça, expanda-se livre e alegremente. 

Solte as amarras que o mantiveram confinado no passado. 

Eleve-se acima de todos os temores que impediram sua expansão e mantiveram seus olhos vendados, impossibilitando você de ver claramente a gloriosa visão à sua frente. 

Mostre o que a fé significa para você e espere que o aparentemente impossível se torne possível.

 Traga o Meu reino para a terra e aprenda a fazer a Minha vontade e a andar nos Meus caminhos.

 Não importa que os primeiros passos sejam fracos e hesitantes, eles têm que ser dados. 

Não importa quantas vezes você caia. Simplesmente levante-se e tente outra e outra vez.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A Realeza de Jesus

4 – O reino de Jesus não é deste mundo. Isso todos compreendem. Mas sobre a Terra ele não terá também uma realeza? O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal. Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posterioridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos reis coroados? Ela é imperecível, enquanto a outra depende das circunstâncias; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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FELICIDADE E INFELICIDADE 


A felicidade completa para o homem virá com a sua perfeita compreensão da vida. A felicidade é um estado íntimo, que independe de circunstâncias exteriores.

Se os espíritos iluminados se detivessem a pensar nos que sofrem na reta guarda da evolução, jamais seriam felizes, porquanto a verdadeira felicidade pressupõe a extinção de todo e qualquer egoísmo.

Neste caso nem Deus seria feliz, observando o sofrimento de seus filhos.

Atingindo a perfeição, o espírito alcança a perfeita compreensão da dor e lhe reconhece a função educadora; então, para ele, a dor não se reveste das angústias e das aflições que se reveste para os olhos humanos.

Sofrendo porque vê o sofrimento daqueles que mais ama, e ainda não o compreendendo em profundidade, o homem se senti compelido a algo fazer para minimizá-lo concorrendo assim para o progresso. Não fosse a dor a ciência não evoluiria e, em consequência, a inteligência humana não se aperfeiçoaria; a dor e a morte é que desafiam o homem em sua capacidade de auto-superação induzindo-o a uma constante procura...

Abrandar os seus males com semelhante propósito, o homem sempre se candidata a uma felicidade que não esteja tão sujeita ao que lhe acontecer ao derredor, inclusive aos padecimentos em nível de
vestimenta física. Combatendo angústias e mazelas do corpo, lentamente ele se liberta do que o impede de ser feliz quanto possível.

Sem que trabalhe para a felicidade alheia, da qual depende, ninguém terá felicidade. A Lei de Deus é Sábia: Fez depender a nossa ventura da ventura do próximo! Não existe felicidade sozinha...

À medida em que cresce espiritualmente, alcançando maior claridade no entendimento, o homem deixa de sofrer tanto por aqueles que não lhes acompanham os passos. A sua felicidade, então, consistirá nas tarefas ditas sacrificiais, no tentame de despertá-lo para a Verdade!

É evidente que em um mundo de provas e expiações, a incerteza gera estados d’alma inquietantes – a simples dúvida quanto ao futuro é uma infelicidade... A desventura ocasionada pela descrença cederá origem à ventura originaria da fé. Quem possui uma confiança inabalável em Deus não se consente aos estados depressivos decorrentes do cepticismo...

Jesus era feliz? Ante semelhante indagação, é inegável que só poderemos responder que afirmativamente. Mas então como interpretarmos as aflições de seu espírito que, não raro, se exteriorizavam, inclusive, através de suas palavras? O Cristo, ao mesmo tempo espelhava em sua alma o Eu Divino e o eu humano; a dor que sentia era a dor dos homens à qual oferecia bálsamo...

Assunto de transcendência que não nos convém agora analisar,dando margens a debate que, com certeza, o futuro nos ensejará com maior discernimento.

Guardemos, porém, a convicção de que a felicidade resulta para o espírito sua perfeita integração com as leis divinas. Estamos nos referindo não à felicidade do ter, sempre ilusória e passageira, mas a felicidade do ser, conquista inalterável e definitiva.

Quem é mais feliz onde esteja é quem mais ame, mais compreenda e mais 
sirva!

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Irmão José
Carlos Bacelli
Obra: Se teus olhos forem bons
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SERVIÇO DE SALVAÇÃO


“E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” – (Atos, 2:21.)

Os espíritos mais renitentes no crime serão salvos das garras do mal, se invocarem verdadeiramente o amparo do Senhor.

E é forçoso observar que chega sempre um instante, na experiência individual, em que somos constrangidos a recorrer ao que possuímos de mais precioso, no terreno da crença.

Os próprios materialistas não escapam a semelhante impositivo da luta humana; qual ocorre aos demais, nas contingências dilacerantes requisitam o socorro do dinheiro, da ciência provisória, das posições convencionalistas, que, aliás, em boa tese, auxiliam mas não salvam.

Indispensável se torna recorrer a Jesus para a solução de nossas questões fundamentais.

Invoquemos a compaixão dEle e não nos faltará recurso adequado. Não bastará, contudo, tão-somente aprender a rogar. Estudemos também a arte de receber.

Às vezes, surgem diferenças superficiais entre pedido e suprimento. O trabalho salvador do Céu virá ao nosso encontro, mas não obedecerá, em grande número de ocasiões, à expectativa de nossa visão imperfeita. Em muitos casos, a Providência Divina nos visita em forma de doença, escassez e contrariedade…

A miopia terrena, todavia, de modo geral, só interpreta a palavra “salvação” por “vantagem imediata” e, por isso, um leve desgosto ou uma desilusão útil provocam torrentes de lamentações improdutivas. Apesar de tudo, porém, o Cristo nunca deixa de socorrer e aliviar e o seu sublime esforço de redenção assume variados aspectos tanto quanto são diversas as necessidades de cada um.

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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)
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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Tolera



A prova amarga.

A ingratidão imprevista.

O fardo que não esperavas.

A agressão dos amigos.

A incompreensão dos familiares.

O assédio dos adversários gratuitos.

Jesus também tolerou tudo isso.

Sem reclamar, passou servindo…

Sem acusar a ninguém, passou amando…

Tudo sendo aflição à sua volta, passou semeando a paz…

Tolerando, absorvendo os golpes do cotidiano, com disposição de perdoar sempre, chegarás vitorioso ao termo da jornada terrestre, mesmo que o teu galardão seja os braços de uma simples cruz.

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Irthes Therezinha
Carlos A. Baccelli
Obra: Esperança e vida
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27 de outubro

Um novo conceito é como uma semente plantada no aconchego de sua casa.

 A semente não pode ser retirada desse ambiente até que esteja forte o suficiente para ser plantada onde tem que enfrentar os elementos exteriores. 

O mesmo acontece com um novo conceito: não pode ser puxado como um mágico puxa um coelho da cartola. 

Leva tempo para tomar consistência e forma. 

Deve ser experimentado com alguns antes de ser dado a muitos. 

E preciso muito amor e paciência para fazer isso: é preciso dedicação e devoção. 

Este processo é o que está acontecendo atualmente com a Nova Era.

 É muito novo. 

Muitas novas ideias e conceitos estão nascendo, e cada um tem que ser testado, entendido, amado e nutrido.

 Se você está na ponta da lança da Nova Era, você deve estar pronto para ir em frente sem temores e experimentar o que há de mais novo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Preces pelos obsidiados

A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas; traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com exclusão de todos os outros.
Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, como as enfermidades e todas as tribulações da vida, deve ser considerada prova ou expiação e como tal aceita.

Do mesmo modo que as doenças resultam das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um Espírito mau. A causas físicas se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.

Quase sempre, a obsessão exprime a vingança que um Espírito tira e que com freqüência se radica nas relações que o obsidiado manteve com ele em precedente existência. (Veja-se: Cap. X, n° 6; cap. XII, n° 5 e n° 6.)

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau.

Mediante ação idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação mecânica, mas que não basta; necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade.

E não é tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particulares, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece. O mesmo não se dá, quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe de secundar, repele toda assistência, É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O Livro aos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.) Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.

Prece. (Para ser dita pelo obsidiado.) — Meu Deus, permite que os bons Espíritos me livrem do Espírito malfazejo que se ligou a mim. Se é uma vingança que toma dos agravos que eu lhe haja feito outrora, tu a consentes, meu Deus, para minha punição e eu sofro a conseqüência da minha falta. Que o meu arrependimento me granjeie o teu perdão e a minha liberdade! Mas, seja qual for o motivo, imploro para o meu perseguidor a tua misericórdia. Digna-te de lhe mostrar o caminho do progresso, que o desviará do pensamento de praticar o mal. Possa eu, de meu lado, retribuindo-lhe com o bem o mal, induzi-lo a melhores sentimentos.

Mas, também sei, ó meu Deus, que são as minhas imperfeições que me tornam passível das influências dos Espíritos imperfeitos. Dá-me a luz de que necessito para as reconhecer; combate, sobretudo, em mim o orgulho que me cega com relação aos meus defeitos.

Qual não será a minha indignidade, pois que um ser malfazejo me pode subjugar! Faze, ó meu Deus, que me sirva de lição para o futuro este golpe desferido na minha vaidade; que ele fortifique a resolução que tomo de me depurar pela prática do bem, da caridade e da humildade, a fim de opor, daqui por diante, uma barreira às más influências.

Senhor, dá-me forças para suportar com paciência e resignação esta prova. Compreendo que, como todas as outras, há de ela concorrer para o meu adiantamento, se eu não lhe estragar o fruto com os meus queixumes, pois me proporciona ensejo de mostrar a minha submissão e de exercitar minha caridade para com um irmão infeliz, perdoando-lhe o mal que me fez. (Cap. XII, nº 5 e nº 6; Cap. XXVIII, nº 15 e seguintes, 46 e 47.)

Prece. (Pelo obsidiado.) — Deus Onipotente, digna-te de me dar o poder de libertar N... da influência do Espírito que o obsidia. Se está nos teus desígnios pôr termo a essa prova, concede-me a graça de falar com autoridade a esse Espírito.

Bons Espíritos que me assistis e tu, seu anjo guardião, dai-me o vosso concurso; ajudai-me a livrá-lo do fluido impuro em que se acha envolvido.

Em nome de Deus Onipotente, adjuro o Espírito malfazejo que o atormenta a que se retire.

Prece. (Pelo Espírito obsessor.) — Deus infinitamente bom, a tua misericórdia imploro para o Espírito que obsidia N... Faze-lhe entrever as divinas claridades, a fim de que reconheça falso o caminho por onde enveredou. Bons Espíritos, ajudai-me a fazer-lhe compreender que ele tudo tem a perder, praticando o mal, e tudo a ganhar, fazendo o bem.

Espírito que te comprazes em atormentar N..., escuta-me, pois que te falo em nome de Deus.
Se quiseres refletir, compreenderás que o mal nunca sobrepujará o bem e que não podes ser mais forte do que Deus e os bons Espíritos. Possível lhes fora preservar N... dos teus ataques; se não o fizeram, foi porque ele (ou ela) tinha de passar por uma prova. Mas, quando essa prova chegar a seu termo, toda ação sobre tua vitima te será vedada. O mal que lhe houveres feito, em vez de prejudicá-la, terá contribuído para o seu adiantamento e para torná-la por isso mais feliz. Assim, a tua maldade tê-la-ás empregado em pura perda e se voltará contra ti.

Deus, que é Todo-Poderoso, e os Espíritos superiores, seus delegados, mais poderosos do que tu, serão capazes de pôr fim a essa obsessão e a tua tenacidade se quebrará de encontro a essa autoridade suprema. Mas, por isso mesmo que é bom, quer Deus deixar-te o mérito de fazeres que ela cesse pela tua própria vontade. É uma mora que te concede; se não a aproveitares, sofrer-lhe-ás as deploráveis conseqüências. Grandes castigos e cruéis sofrimentos te esperarão. Serás forçado a suplicar a piedade e as preces da tua vítima, que já te perdoa e ora por ti, o que constitui grande merecimento aos olhos de Deus e apressará a libertação dela.

Reflete, pois, enquanto ainda é tempo, visto que a justiça de Deus cairá sobre ti, como sobre todos os Espíritos rebeldes. Pondera que o mal que neste momento praticas terá forçosamente um limite, ao passo que, se persistires na tua obstinação, aumentarão de contínuo os teus sofrimentos.
Quando estavas na Terra, não terias considerado estúpido sacrificar um grande bem por uma pequena satisfação de momento? O mesmo acontece agora, quando és Espírito. Que ganhas com o que fazes? O triste prazer de atormentar alguém, o que não obsta a que sejas desgraçado, digas o que disseres, e que te tornes ainda mais desgraçado.

A par disso, vê o que perdes; observa os bons Espíritos que te cercam e dize se não é preferível à tua a sorte deles. Da felicidade de que gozam, também tu partilharás, quando o quiseres. Que é preciso para isso? Implorar a Deus e fazer, em vez do mal, o bem. Sei que não te podes transformar repentinamente; mas, Deus não exige o impossível; quer apenas a boa-vontade. Experimenta e nós te ajudaremos. Faze que em breve possamos dizer em teu favor a prece pelos Espíritos penitentes (nº 73) e não mais considerar-te entre os maus Espíritos, enquanto te não contes entre os bons.

Observação. - A cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e devotamento. Exige também tato e habilidade, a fim de encaminhar para o bem Espíritos muitas vezes perversos, endurecidos e astuciosos, porquanto há-os rebeldes ao extremo. Na maioria dos casos, temos de nos guiar pelas circunstâncias. Qualquer que seja, porém, o caráter do Espírito, nada se obtém, é isto um fato incontestável pelo constrangimento ou pela ameaça. Toda influência reside no ascendente moral. Outra verdade igualmente comprovada pela experiência tanto quanto pela lógica, é a completa ineficácia dos exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores, ou quaisquer sinais materiais.
A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os efeitos. (Veja-se: O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII - "Da obsessão". - Revue Spirite, fevereiro e março de 1864; abril de 1865: exemplos de curas de obsessões.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, itens 81 a 84.)
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Mensagens do além 


“Mensagens do Além? Para quem são?”

Esta é a pergunta que você nos faz com a tranquilidade dos que ignoram o sofrimento humano.

E respondemos que semelhantes comunicados transitam hoje em todos os distritos do mundo, com endereço exato e no momento certo.

Não sei se você conhece as mães atormentadas pela saudade dos filhos que a morte lhes arrebatou ao carinho, notadamente quando apenas começavam a viver;

se já viu os pais amorosos tateando as cruzes que marcam as derradeiras lembranças dos rebentos queridos que viajaram para o Mais Além, através das fronteiras de cinza;

pensou-se, algum dia, no pranto das viúvas, relegadas à solidão, ante a partida compulsória dos companheiros transferidos para outros domínios da existência;

se alguma vez refletiu na dor dos homens que apertaram as mãos desfalecentes de esposas inesquecíveis que eles, em vão, quiseram arrancar ao poder do silêncio que lhes cerrou os olhos para o mundo;

se, em algum tempo, meditou, angústia dos jovens que inutilmente procuram algum traço dos entes que amavam, muitas vezes alimentando o desespero que lhes abre caminho para o suicídio;

ou se já terá visto, em algum lugar, os portadores de enfermidades consideradas irreversíveis, que atravessam os dias, entre a inquietação;

e o desalento...

Se você tomou conhecimento de todos esses heróis das lágrimas, defrontados quase sempre, por sofrimentos e humilhações, então você já consegue saber para quem são as mensagens de quantos residem no Mais Além, e, decerto, nada mais precisará perguntar.

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Augusto Cezar
Chico Xavier
Obra: Presença de luz
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