quarta-feira, 28 de junho de 2023

Auxílio e esforço próprio


Amemos a consolação, usando-a, porém, à maneira do óleo que lubrifica a máquina, sem exonerá-la da atividade precisa.

 O Criador estabelece auxílio incessante para todas as necessidades da Criação, mas determina que a lei do trabalho seja cumprida em todas as direções.

A árvore encontra adubo no solo e alimento na atmosfera; no entanto, deve produzir o fruto, conforme a espécie a que pertence. A ostra, conquanto usufrua o agasalho da concha e se rejubile na água nutriente do mar, fabrica a pérola, no âmago de si mesma.

 Não fujas, assim, à responsabilidade de pensar e realizar.

 Rogas o amparo da Eterna Sabedoria.

 Solicitas a inspiração dos Mensageiros da Luz.

Requisitas esse ou aquele obséquio de amigos desencarnados.

 Pedes concurso incessante às forças da natureza.

 Não te falta o apoio do Céu e da Terra; todavia, ninguém te consegue isentar das próprias obrigações.

Raciocina e perceberás que o auxílio e o esforço próprio funcionam conjugados em todos os lances da experiência.

 O costureiro faz a roupa; contudo, se pretende vestir-te, não há de envergá-la.

 O médico prescreve a medicação; mas, para curar-te, não deve ingeri-la.

 O professor explica regras; no entanto, não te substitui a cabeça na assimilação dos ensinamentos.

 O fotógrafo tira-te expressivo retrato; entretanto, se procura fixar-te a imagem, não te toma o lugar diante da objetiva.

Agradeçamos as contribuições que a Bondade Divina e a Fraternidade Humana nos estendem a cada passo, mas não nos esqueçamos do dever de servir, voluntariamente, no bem de todos, a favor de nós mesmos, porquanto as leis do Universo corrigem o mal, onde o mal apareça; contudo, em matéria de aperfeiçoamento moral, jamais constrangem a consciência. Ou trabalhamos espontaneamente e progredimos, conquistando a própria elevação, ou preferimos parar e estacamos em ponto morto.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Encontro marcado
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28 de junho

Quando um armário está cheio demais e suas portas são abertas, o que está dentro começa a cair para fora e é impossível segurar tudo.

Quando as comportas de uma represa são abertas, a água sai com violência e arrasta tudo que encontra pela frente.

O mesmo acontece com o poder espiritual contido em você: uma vez descoberto e solto, nada consegue interromper seu fluxo.

Ele se derrama varrendo toda negatividade e desarmonia, trazendo com ele amor, harmonia e compreensão.

O amor tomará conta do mundo e unirá toda a humanidade. Portanto, o quanto antes você liberar esse tremendo potencial de amor contido em você e permitir que ele flua livremente, mais depressa você conquistará paz e harmonia para o mundo e unidade para a humanidade.

Com amor em seu coração você é capaz de atrair o melhor para todos, porque o amor só enxerga o melhor e só atrai o melhor.

Não tenha medo.

Abra-se, não esconda nada e deixe o amor fluir livremente.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Causas atuais das aflições (II)

A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem, Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.

Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se então o homem a dizer: “Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!” Como o obreiro preguiçoso, que diz: “Perdi o meu dia”, também ele diz: “Perdi a minha vida”. Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 5.)
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Familiares Problemas


Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste.
*
A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.
***
Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.
***
Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.
***
Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.
***
Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.
***
É provável tenhamos dado um passo à frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.
***
Atentos ao princípio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.
***
Divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinquência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.
***
Reflete, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Na era do espírito
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Porta Estreita


“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.”
– Jesus. (Lucas, 13:24.)

Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as “portas largas” por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.

“Ah! se fosse possível voltar!…” – pensam todos.

Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!… com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros!…

Mas… é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier
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A lição do esquecimento


Não fosse o olvido temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens se converteriam em feras a se digladiarem indefinidamente.

Não fosse o dom do esquecimento que envolve o berço terrestre e o ódio viveria eternizado, transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.

A Divina Bondade, contudo, em cada romagem do espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o arado novo, suscetível de valorizar-lhe a replantação do destino, no rumo do porvir.

De existência a existência, o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim de que saibamos metamorfosear espinhos em flores e aversões em laços divinos.

O Pai, no entanto, com semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das chagas interiores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.

Com essa dádiva, Ele que nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência a experiência, nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas faltas recíprocas, dia a dia.

Aprendamos a olvidar as úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores caminhos.

Cada dia é como que a “reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.

Nas tarefas de redenção, mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.

O Senhor nos avaliza os débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio reajustamento à frente da Lei.

Recordemos o exemplo do Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixa, emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.

Exaltemos o bem, dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada instante da vida, e, somente assim, aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Família
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terça-feira, 27 de junho de 2023

A entrevista


A jovem, pela manhã, procurou o futurólogo e desabafou:

— Tenho sofrido demais. Parece que a má sorte não me perde de vista. Que me aconselha o senhor para ser feliz?

 O interpelado indicou o fulgor do Sol nas árvores próximas e replicou, otimista:

— A felicidade mora com o trabalho. Procure servir e conseguirá encontrá-la facilmente…

 E apontando para a luz, lá fora, concluiu:

— Lembre-se de que estamos à frente de um dia novo, um dia absolutamente sem igual.

 A moça entendeu a advertência, formulada com carinho, entretanto, voltou a indagar:

— Mas o senhor acredita que serei feliz nesta vida?

O experiente amigo sorriu e considerou:

— Filha, isso não sei. Posso dizer-lhe apenas que a vida é uma viagem, cujos episódios dependem de nós e não me consta que já estejamos na vizinhança do porto.

 A jovem começou a pensar e o amigo futurólogo deu por finda a entrevista.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Joia
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27 de junho

Esteja disposto a seguir em frente sem medo, e ser pioneiro das aparentemente novas maneiras, dos novos conceitos, das novas ideias.

Esteja disposto a derrubar velhas barreiras e a revelar a luz da verdade.

Eu digo "aparentemente novas" porque nada, na verdade, é novo.

É só uma questão de completar um círculo; de mais uma vez encontrar sua unidade coMigo; mais uma vez aprender a andar e falar coMigo como no começo; é uma questão de renascer no Espírito e na verdade.

Sinta-se crescer e expandir.


Sinta-se largando o velho e adotando o novo com alegria e agradecimento.

Como é glorioso o novo, como são maravilhosos os Meus caminhos.

Torne-se constantemente consciente de Mim e da Minha divina presença e regozije-se, porque o Meu reino agora é realidade.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Aquele que se eleva será rebaixado

Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” — Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: “Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. — Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus — e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe.” (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 1 a 5.)

Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim: “Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence.” Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: “Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.

A mesma idéia fundamental se nos depara nesta outra máxima: Seja vosso servidor aquele que quiser tornar-se o maior, e nesta outra: Aquele que se humilhar será exalçado e aquele que se elevar será rebaixado.

Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos. E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento. Nada mais possuindo senão isso, chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas. Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.

O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição. Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 3 e 6.)
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Executar bem


“E ele lhes disse: – Não peçais mais do que o que vos está ordenado.” – João Batista. (Lucas, 3:13.)

A advertência de João Batista à massa inquieta é dos avisos mais preciosos do Evangelho.

A ansiedade é inimiga do trabalho frutuoso. A precipitação determina desordens e recapitulações consequentes.

Toda atividade edificante reclama entendimento.

A palavra do Precursor não visa anular a iniciativa ou diminuir a responsabilidade, mas recomenda espírito de precisão e execução nos compromissos assumidos.

As realizações prematuras ocasionam grandes desperdícios de energia e atritos inúteis.

Nos círculos evangélicos da atualidade, o conselho de João Batista deve ser especialmente lembrado.

Quantos pedem novas mensagens espirituais, sem haver atendido a sagradas recomendações das mensagens velhas? quantos aprendizes aflitos por transmitir a verdade ao povo, sem haver cumprido ainda a menor parcela de responsabilidade para com o lar que formaram no mundo? Exigem revelações, emoções e novidades, esquecidos de que também existem deveres inalienáveis desafiando o espírito eterno.

O programa individual de trabalho da alma, no aprimoramento de si mesma, na condição de encarnada ou desencarnada, é lei soberana.

Inútil enganar o homem a si mesmo com belas palavras, sem lhes aderir intimamente, ou recolher-se à proteção de terceiros, na esfera da carne ou nos círculos espirituais que lhe são próximos.

De qualquer modo, haverá na experiência de cada um de nós a ordenação do Criador e o serviço da criatura.

Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo.

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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)
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DO LADO DE DEUS


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Jesus. (João, 3:16.)

Ainda que muita gente haja adicionado parcelas do mal, na definição desse ou daquele acontecimento menos feliz, não sigas a corrente condenatória e fase por tua conta o lançamento do bem.

Por muito se atribua à Divina Providência juízos fulminativos, ante os erros dos homens, e embora nos reconheçamos retificados em nossos desvios pela Justiça Perfeita, Deus é o Perfeito Amor, garantindo-nos segurança e equilíbrio.

Basta ligeiro olhar no campo humano para certificar-nos quanto a isso.

Escolas dissipam as trevas da ignorância.

Trabalho suprime tédio e insipiência.

Máquinas diminuem esforço.

Veículos eliminam distâncias.

A Ciência, a cada dia novo, reduz cada vez mais o poder da enfermidade, neutralizando o sofrimento.

E, tanto quanto possível, conforme os desígnios da lei das reparações necessárias, essa mesma Ciência, mobilizando recursos diversos, afasta a cegueira e a surdez, extingue inibições, oferece agentes mecânicos aos mutilados e corrige, pela plástica cirúrgica, certos tipos de expiação, quando os interessados já fazem por merecer a cessação da prova que os aflige.

Assim como vemos o Sol atuando continuamente na massa planetária, tudo reconstituindo em louvor da harmonia e da evolução, igualmente encontramos o Amor Onipresente que dirige o Universo, tudo refazendo a benefício do burilamento e da felicidade de todas as criaturas.

Em qualquer circunstância, aparentemente desfavorável, não te fixes no mal, seja ele qual for.

Reconhecendo que Deus está ao lado de todos, procura o bem, faze o bem, salienta o bem e segue o bem, porquanto somente assim estaremos nós realmente do lado de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Segue-me
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Lembra-te sempre


Dar-te-ás a conhecer aos homens pelas tuas obras.

As tuas atitudes revelarão as tuas intenções.

A tua perseverança no bem definirá o tamanho do teu ideal.

A tua renúncia evidenciará a nobreza do teu caráter.

O teu devotamento mostrará a sinceridade de tuas convicções.

O teu silêncio, não raro, dará sinais do teu bom senso.

As ideias que possuis falarão dos sentimentos que cultivas.

O teu caminho dirá da escolha que efetuaste.

A tua reação ante o inesperado indicará o teu grau de discernimento.

Lembra-te sempre: o servidor de Jesus na Doutrina Espírita, embora sob o peso das enormes lutas que sustente no mundo, caminhará para a frente renovando-se a cada dia e procurando alcançar a vitória sobre si mesmo.

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Albino Teixeira
Carlos. A. Baccelli
Obra: Palavras da coragem
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segunda-feira, 26 de junho de 2023

Diálogo Frio


Qual é o local mais usado em seu lar para dialogar com os familiares?

Talvez alguns respondam que é a porta da geladeira ou outros, mais modernos, digam que é a tela do computador, a Internet.

Pode parecer absurdo, mas não é. Certa vez, uma senhora falou-nos que as fábricas deveriam aumentar as dimensões das geladeiras, pois assim ela teria mais espaço para conversar com a família.

Uma filha, tentando encurtar a distância existente entre ela e a mãe, enviou um e-mail, um bilhete eletrônico, dizendo: Oi, mamãe! Agora eu tenho o meu e-mail. Se você quiser pode se corresponder comigo. Um beijo. E assinou seu nome ao final.

Se tais situações acontecem é porque as pessoas acreditam que essa é uma forma de diálogo, quando é apenas uma forma de se corresponder com alguém.

Para que haja um diálogo efetivo, é preciso estar frente a frente com o interlocutor a fim de perceber o que ele sente nas suas expressões mais secretas.

Como é que um filho, por exemplo, grafará suas amarguras e suas inquietações num pedaço de papel?

A letra mata o sentimento, seja ele saudável ou não.

Mas, quando olhamos nos olhos, temos uma noção mais exata do que vai na alma daquele que nos fala.

Certa vez, lemos a carta de uma jovem que vivia distante dos pais e escrevia para sua mãe dando-lhe notícias.

A jovem havia dialogado conosco por algumas horas. Contara os seus dramas. Falara que estava envolvida com um rapaz de conduta duvidosa e engravidara dele.

Agora não sabia o que fazer, estava perdida. Mas não conseguia contar os fatos aos pais e escrevia para a mãe dizendo que estava tudo bem.

Quando lhe questionamos porque ela não escrevia a verdade, ela nos respondeu, entre lágrimas, que o papel aceita tudo e que os pais nunca se importaram com os sentimentos, uma vez que sempre se utilizaram de bilhetes para se comunicar.

Talvez muitos de nós optemos pela correspondência à distância para fugir das dificuldades, que sabemos existir.

Todavia, de nada vale tentar enganar-nos adiando os problemas indefinidamente. Chegará um dia em que os teremos que enfrentar face a face.

E, nesse dia, talvez eles já tenham tomado dimensões tão grandes que se torne bem mais difícil encontrar a solução adequada.

Dessa forma, não importa que o nosso local de diálogo em família seja um cantinho qualquer. Basta que caiba, pelo menos, duas pessoas frente a frente.

Olhar nos olhos, que são as janelas da alma, é de suma importância para se detectar o que vai por trás de simples gestos e palavras.

E que a porta da geladeira, além de servir para pendurar os cartões de disque tudo, nos sirva apenas para deixar um lembrete simples, um recado importante, uma declaração de amor.

E que o correio eletrônico da Internet possa nos servir para transmitir um arquivo, uma mensagem de carinho, um cartão de congratulações e, de preferência, para os que estão realmente distantes.

Pense nisso!

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Redação do Momento Espírita
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26 de junho

Uma vez que o pintinho sai de sua casca ou a borboleta deixa a sua crisálida, não há mais caminho de volta, mas permanece um sentimento de continuidade em direção ao novo.

O desdobrar-se deve ser para você um processo diário, vivido hora a hora, minuto a minuto. Sinta excitação e expectativa em relação ao que está acontecendo.

Não haverá um momento sem graça na vida se você se mantiver sempre alerta.

Deixe que o progresso aconteça sem colocar obstáculos, mas sim progredindo com ele.

Eu lhe digo que tudo que acontecer será para melhor, pelo crescimento e benefício do todo.

Encontre o perfeito ritmo da vida e dê o melhor de si.

Flua com ele, não contra ele, pois só assim você encontrará paz de coração e de mente; e quando você conquistar a paz interior, você estará aberto e preparado para presenciar o novo se desdobrar.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Dever-se-á pôr termo às provas do próximo?

– Deve alguém pôr termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?

Já vos temos dito e repetido muitíssimas vezes que estais nessa Terra de expiação para concluirdes as vossas provas e que tudo que vos sucede é conseqüência das vossas existências anteriores, são os juros da dívida que tendes de pagar. Esse pensamento, porém, provoca em certas pessoas reflexões que devem ser combatidas, devido aos funestos efeitos que poderiam determinar.

Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu curso. Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. Grande erro. É certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus; dar-se-á, porém, conheçais esse curso? Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: “Não irás mais longe?” Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira? Não digais, pois, quando virdes atingido um dos vossos irmãos: “É a justiça de Deus, importa que siga o seu curso.” Dizei antes: “Vejamos que meios o Pai misericordioso me pôs ao alcance para suavizar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer que cesse esse sofrimento; se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substituí-lo pela paz.”

Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos considereis instrumentos de tortura. Contra essa idéia deve revoltar-se todo homem de coração, principalmente todo espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento; que faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente.

Não haveria imenso orgulho, da parte do homem, em se considerar no direito de, por assim dizer, revirar a arma dentro da ferida? De aumentar a dose do veneno nas vísceras daquele que está sofrendo, sob o pretexto de que tal é a sua expiação? Oh! considerai-vos sempre como instrumento para fazê-la cessar. Resumindo: todos estais na Terra para expiar; mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade.

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— Bernardino, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 27.)

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Dez Mandamentos das Relações Humanas


1. FALE com as pessoas.

Nada há tão agradável e animado quanto uma palavra de saudação particularmente hoje em dia, quando precisamos mais de “sorrisos amáveis”.
*
2. SORRIA para as pessoas.

Lembre-se de que acionamos 72 músculos para franzir testa e somente 14 para sorrir.
*
3. CHAME as pessoas pelo nome.

A música mais suave para muitos ainda é ouvir o seu próprio nome.
*
4. SEJA amigo e prestativo.

Se você quiser ter amigos, seja amigo.
*
5. SEJA CORDIAL fale e aja com toda sinceridade:

tudo o que você fizer, faça-o com todo prazer.
*
6. INTERESSE-SE sinceramente pelos outros.

Lembre-se de que você sabe o que sabe, porém você não sabe o que outros sabem. Seja sinceramente interessado pelos outros.
*
7. SEJA generoso em elogiar, cauteloso em criticar.

Os líderes elogiam.
Sabem encorajar, dar confiança e elevar os outros.
*
8. SAIBA considerar os sentimentos dos outros.

Existem três lados numa controvérsia:
o seu, o do outro e o lado de quem está certo.
*
9. PREOCUPE-SE com a opinião dos outros.

Três comportamentos de um verdadeiro líder:
ouça, aprenda e saiba elogiar;
*
10. PROCURE apresentar um excelente serviço.

O que realmente vale em nossa vida é aquilo que fazemos para os outros.
*

Palavras Importantes:

1. As 6 palavras mais importantes:

ADMITO QUE O ERRO FOI MEU.
*
2. As 5 palavras mais importantes:

VOCÊ FEZ UM BOM TRABALHO.
*
3. As 4 palavras mais importantes:

QUAL A SUA OPINIÃO?
*
4. As 3 palavras mais importantes:

FAÇA O FAVOR.
*
5. As 2 palavras mais importantes:

MUITO OBRIGADO!
*
6. A palavra mais importante:

NÓS.
*
7. A palavra menos importante:

EU.

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Dicas de ética e marketing
Andréa Oliveira
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OUÇAMOS ATENTOS


“Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.” – Jesus. (Mateus, 6:33.)

Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração.

Recorre-se à fé, na sede de paz espiritual, no anseio de luz, na pesquisa da solução aos problemas graves do destino. Todavia, antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a subordinação de outrem aos seus pontos de vista; a submissão dos demais à força direta ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no imediatismo vulgar.

Raros aceitam as condições do discipulado.

Em geral, recusam o título de seguidores do Mestre.

Querem ser favoritos de Deus.

Conhecemos, no entanto, a natureza humana, da qual ainda somos partícipes, não obstante a posição de espíritos desencarnados. E sabemos que a vida burilará todas as criaturas nas águas lustrais da experiência.

Lutaremos, sofreremos e aprenderemos, nas variadas esferas de luta evolutiva e redentora.

Considerando, porém, a extensão das bênçãos que nos felicitam a estrada, acreditamos seria útil à nossa felicidade e equilíbrio permanentes ouvir, com atenção, as palavras do Senhor:
“Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.”

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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)
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Pela boca


Aquilo que sai da boca – diz-nos o Evangelho – precisa merecer-nos tratamento especial.

As viandas com que o homem, muitas vezes, ameaça a própria saúde, prejudicam apenas a ele mesmo, quando a frase contundente ou o grito de cólera podem alcançar toda uma assembléia de corações, determinando enfermidade e desequilíbrio.

É pela boca que vazamos da alma desprevenida os tóxicos da maledicência e é ainda por ela que arrojamos de nosso desespero os espinhos da discórdia que levantam trincheiras sombrias, entre irmãos chamados por Jesus à sementeira do amor.

É da boca que saltam de nosso sentimento mal conduzido as serpentes invisíveis da calúnia, envenenando a vida por onde passam e é ainda por intermédio dela que operamos o exame insensato das consciências alheias, apressando julgamentos da esfera exclusiva d’Aquele Justo Juiz que preferiu a morte na cruz para não condenar-nos em toda a extensão de nossas fraquezas.

Mas, também é pela boca que exteriorizamos a ternura e a compreensão que restauram e fortalecem e é ainda por ela que externamos a fraternidade que nos imanta uns aos outros, à frente da Lei.

É pela boca que aprendemos a auxiliar aos nossos semelhantes e é ainda por ela que clamamos para o Céu, suplicando socorro e misericórdia.

Vejamos, assim, o que fazemos da palavra para que a palavra não nos destrua.

Mobilizemos nossos valores verbalísticos na exaltação do bem, com esquecimento de todo o mal.

A língua revela o conteúdo do coração.

Saibamos então, modular nossa voz na bênção da serenidade e elevar nossa frase sobre o pedestal do amor que nos cabe estender ao próximo.

Caridade que não sabe começar pela boca dificilmente se expressará com segurança, através das mãos.

Entronizemos o verbo respeitoso e digno em nosso campo íntimo e estruturemos nossa frase no santo estímulo ao melhor que possuímos, para que possamos receber dos outros o melhor que possuem e estaremos com Jesus, construindo pela nossa conversação os sólidos alicerces de nossa alegria e de nossa paz.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Indulgência
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domingo, 25 de junho de 2023

O homem que não se irritava



Existiu um rei, amigo da sabedoria, que, depois de grande trabalho para subjugar a natureza inferior, convidou um filósofo para socorrê-lo no aperfeiçoamento da palavra. 

 Conseguira indiscutível progresso na arte de sublimar-se. Fizera-se portador de primorosa cultura e, tanto no ministério público, quanto na vida privada, caracterizava-se por largos gestos de bondade e inteligência. 

 Fazia quanto lhe era possível para exercer a justiça, segundo os padrões da reta consciência, e demonstrava inexcedível carinho na defesa e proteção do povo, através de reiteradas distribuições de lã e trigo, a fim de que as pessoas menos favorecidas pela fortuna não sofressem frio ou fome. 

 Não sabia acumular tesouros exclusivamente para si e, em razão disso, obedecendo às virtudes sociais de que se fizera o exemplo vivo, instituíra escolas e abrigos e incentivara a indústria e a lavoura, desejando que todos os súditos, ainda os mais humildes, encontrassem acesso à educação e à prosperidade.

 No círculo das manifestações pessoais, contudo, o valoroso monarca se sentia atrasado e hesitante.

Não sabia disfarçar a cólera, não continha a franqueza rude e nem sopitava o mau humor.

 Admirado e querido pelas qualidades sublimes que pudera fixar na personalidade, sofria, no entanto, a mágoa e a desconfiança de muitos que passaram a temer-lhe a frase contundente.

Interessado, porém, na própria melhoria, solicitou ao filósofo que lhe acompanhasse a lide cotidiana.

Quando se descontrolava, caindo nas amargas consequências do verbo impensado, o orientador observava, com humildade:

 — Poderoso senhor, tenha paciência e continue trabalhando no aprimoramento das próprias manifestações. A expressão serena e sábia revela grandeza interior que reclama tempo para ser devidamente consolidada. Quem alcança a ciência de falar, pode conviver com os anjos, porque a palavra é, sem dúvida, a continuação de nós mesmos.

 O monarca não se conformava e, em desespero passivo, confiava-se a rigoroso silêncio, que prejudicava consideravelmente os negócios do reino.

 De semelhante posição vinha roubá-lo o filósofo, advertindo, respeitoso:

— Amado soberano, a extrema quietude pode traduzir traição aos nossos deveres. A pretexto de nos reformarmos espiritualmente, não será lícito desprezar os nossos compromissos com o progresso comum. Fale sempre e não desdenhe agir! O verbo é a projeção do pensamento criador.

 O rei voltava a conversar, beneficiando o extenso domínio que lhe cabia dirigir, mas lá chegava outro momento em que se perdia na indignação excessiva, humilhando e ferindo ministros e vassalos que desejaria ajudar sinceramente.

 Lamentando-se, aflito, vinha o filósofo conselheiral, afirmando, prestimoso:

— Grande soberano, tenha paciência consigo mesmo. O reajustamento da alma não é obra para um dia. Prossiga, esforçando-se. Toda realização pede o concurso abençoado das horas… O rio deixaria de existir sem a congregação das gotas… Guarde calma, muita calma e não desanime…

 O monarca, no entanto, desacoroçoado, depois de regular experimentação com o filósofo, exonerou-o das funções que ocupava e expediu dois emissários às suas províncias extensas para que lhe trouxessem a palácio algum homem incapaz de se irritar.  Pretendia entrar em contato com o espírito mais equilibrado de suas terras, a fim de melhor orientar-se no autoburilamento.

 Os mensageiros iniciaram as investigações, mas impacientavam-se desiludidos. O homem que observavam ponderado na via pública era colérico no lar. Quem se revelava gentil em casa, costumava irar-se na rua. Alguns se mostravam distintos e agradáveis junto da família consanguínea, todavia, eram azedos no trato social. Diversos exibiam formosa máscara de serenidade com os estranhos, no entanto, dirigiam-se aos domésticos com deplorável aspereza.

 Depois de trinta dias de porfiada pesquisa, descobriram, jubilosos, o homem que nunca se exasperava.

Seguiram-no, cuidadosamente, em toda parte.

Nunca falava alto e mantinha silêncio comovedor, no domicílio que lhe era próprio e fora dele.

 Durante quatro semanas foi examinado sob atenção vigilante, não perdendo um til na conduta irrepreensível.

Trabalhava, movimentava-se, alimentava-se e atendia aos menores deveres, imperturbavelmente.

 Apressaram-se os mensageiros em levar a boa-nova ao monarca, e o rei, satisfeito, convocou assessores e áulicos de sua casa para receber a personagem admirável, com a dignidade que lhe era devida.

 O vassalo venturoso foi trazido à real presença, entretanto, quando o soberano lhe dirigiu a palavra, esperando encontrar um anjo num corpo de carne, verificou, sob indefinível assombro, que o homem incapaz de irritar-se era mudo.

Sob o respeito manifesto de todos, o rei sorriu, desapontado, e mandou buscar novamente o filósofo, resignando-se a ter paciência consigo mesmo, a fim de aprender a conquistar-se pouco a pouco.

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Irmão X (Humberto de Campos)
Chico Xavier
Obra: Contos e apólogos

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25 de junho

Procure e encontre a liberdade do Espírito, porque onde existe liberdade verdadeira, existe paz; e onde existe paz, existe amor, e o amor destranca todas as portas.

Onde existe amor não existe crítica, nem condenação, nem julgamento, porque você sabe e entende que tudo está em Mim e no Meu amor.

Você enxerga a família humana que foi criada à Minha imagem e semelhança.

Você vai além da aparência, direto ao âmago da questão, onde não existe separação e tudo se funde em completa unidade.

Você enxerga o melhor em tudo e em todos.

Quando você conquista a perfeita paz interior você não perde mais tempo tentando mudar os outros.

Você simplesmente aprende a ser e, sendo, você cria um sentido de unidade na vida, e a paz e o amor reinarão sobre nós.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

O que se deve entender por pobres de espírito

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)

A incredulidade zombou desta máxima:

Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.

Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção.

Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.

Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Daí o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.

Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. É lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.

Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 1 e 2.)
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O que te impede de ser feliz?


Afasta de ti, desde já, o que impede ou embaraça a tua felicidade.
*
Foge dos vícios, manias, exigências exageradas, nervosismo, ganância, inveja e outras imperfeições.
*
Aproveita a energia que gastas com insignificâncias, aplicando-a em coisas proveitosas.
*
Age com consciência e inspira-te nas belezas da natureza:
no sol do horizonte, na paz da noite estrelada ou no frescor da mata.
*
Deseja, de verdade, a prosperidade, especialmente a interior,
e dedica-te à resolução dos problemas que te impedem de evoluir.
*
Trata bem a felicidade.
*
Ela precisa de teu cuidado e atenção.
*
Os momentos dedicados ao aprimoramento interior são os mais proveitosos da vida.

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Lourival Lopes
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Exercício da Compaixão


Se fosses o pedinte agoniado que estende a mão à bondade pública...

Se fosses a mãezinha infeliz, atormentada pelo choro dos filhinhos que desfalecem de fome...

Se fosses a criança que vagueia desprotegida à margem do lar...

Se fosses o pai de família, atribulado, ante a doença e penúria que lhe devastam a casa...

Se fosses o enfermo desamparado, suplicando remédio...

Se fosses a criatura caída em desvalimento, implorando compreensão...

Se fosses o obsidiado, carregando inomináveis suplícios interiores, para desvencilhar-se das trevas...

Se fosses o velhinho atirado às incertezas da rua...

Se fosses o necessitado que te roga socorro, decerto perceberias com mais segurança a função da fraternidade para sustento da vida.

Se estivéssemos no lado da dificuldade maior que a nossa, compreenderíamos, de imediato, o imperativo da caridade incessante e do auxílio mútuo.

Reflitamos nisso.

E nós, que nos afeiçoamos a estudos diversos, com vistas à edificação da felicidade e ao aperfeiçoamento do mundo, façamos quanto possível, semelhante exercício de compaixão.

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Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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Não te seriam difíceis


Não te seriam difíceis o respeito para com os teus semelhantes;

o cumprimento de tuas obrigações;

a prática espontânea do bem;

o apoio àqueles que peregrinam ao teu lado;

o sorriso de esperança aos tristes e oprimidos;

a palavra de incentivo às boas obras;

a honestidade em tuas atitudes;

a fidelidade aos teus compromissos de ordem sentimental;

a compreensão das faltas alheias...

Todavia, porque preferes viver complicando a existência, na omissão deliberada ao dever e fugindo ao que te exigiria apenas o mínimo de sensatez, com espantosa facilidade te defrontas com as mais complicadas situações de sofrimento na Vida.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Vigiai e orai
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