sábado, 4 de outubro de 2014

Nem tão bons, nem tão ruins




Não somos tão ruins quanto pensam que somos, porém nem tão bons quanto nos imaginamos ser.

Não somos menos nem mais: somos o que simplesmente somos!

Iguais a tantas pessoas que lutam para serem melhores do que são.

Não nos deprimamos com a crítica e nem nos envaideçamos com o elogio.

Não nos avaliemos pelo que os outros são ou deixam de ser.

Tomemos unicamente a Jesus por exemplo do que precisamos vir a ser, um dia.

Em quase todos, certas virtudes compensam os vícios que ainda possuem.

Lutemos para que a nossa parte positiva supere a negativa, que ainda predomina.

No exercício constante do Bem é que nos fortalecemos.

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Irmão José 
Carlos Baccelli 





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PRIVILÉGIOS CRISTÃOS





Manter suprema fidelidade a Deus.

Olvidar os próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.

Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada.

Conquistar a si mesmo.

Renunciar com alegria, em beneficio dos outros.

Retirar lucros eternos de perdas temporárias.

Trabalhar na construção do Reino Divino.

Esperar quando outros desesperam.

Penetrar o templo do silêncio, em meio do vozerio.

Guardar a fé, acima da tormenta de dúvidas.

Calar a tempo, de modo a não ferir.

Falar com proveito.

Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.

Servir sem recompensa.

Suportar com valor a própria cruz.

Sofrer, aprendendo e aproveitando.

Amar sem exigências.

Ajudar em segredo.

Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados.

Encontrar irmãos em toda parte.

Cultivar o prazer de ser útil.

Discernir o justo valor das causas e das coisas.

Santificar o mal.

Amparar com sinceridade os que erram.

Perdoar quantas vezes for necessário.

Superar os obstáculos.

Conservar a jovialidade e a doçura.

Sustentar o bom ânimo.

Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos desengane.

Perseverar no Bem até ao fim. 
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André Luiz 
Chico Xavier





quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Segue Adiante


Nos encargos a que te prendes, em muitas ocasiões, sentes a amplitude dos problemas a resolver e o coração se te transborda de lágrimas...

A solidão aparente no íntimo como que exagera a extensão dos obstáculos a transpor.

E meditas no preço alto da dedicação em família, mentalizando as horas gastas em construir e reconstruir afeições que fogem no carro do tempo, largando-te aos ideais que te acalentam os dias; refletes nas dificuldades que se renovam, no trabalho tantas vezes encharcado de pranto a que te entregas, atendendo aos deveres assumidos e nos planos alterados, em que sonhaste o melhor para alcançar tão-somente fracasso e recomeço...

Entretanto, ergue-te do chão da tristeza, age no bem que possas fazer e caminha adiante.

Deus em nós é a força da vida e a luz inextinguível.

Corações difíceis a conduzir, calvários domésticos, searas de esperança, oficinas de beneficência e apostolados no bem são tarefas que, a Sabedoria Divina poderia executar claramente sem ti, no entanto, quis Deus a tua cooperação nas obras da sublimação e do progresso, a fim de que venhas a desenvolver nesse esforço as tuas qualidades divinas.

Por mais constrangedoras as circunstâncias, serve e segue adiante.

Onde te encontres e como te encontres, recorda que Deus conta contigo, tanto quanto contas com Deus.
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Meimei
Chico Xavier







quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Ingratos



Tem piedade dos ingratos. 
 
Eles asfixiaram os sentimentos nobres nos vapores da soberba.

A gratidão é o sentimento digno que deve viger no homem que recebe benefícios da vida.

Todos a devemos a alguém ou a muitas pessoas que nos socorreram nos momentos graves da existência.

A ajuda na hora certa é responsável por tudo de bom que te venha a acontecer, impelindo-te ao reconhecimento perene.

Sê grato em todas as situações.
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Joanna de Ângelis
 




 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Evolução





Que nenhuma agressão exterior te perturbe, levando-te à irritação, ao desequilíbrio.

Mantém-te sereno em todas as realizações. 

A tua paz é moeda arduamente conquistada, que não deves atirar fora por motivos irrelevantes.

Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se
perdem e sempre seguem com a pessoa.

Tua serenidade, tua gema preciosa.

Diante de quem te enganou, traindo a tua confiança o teu ideal, ou envolvendo-te em malquerença mantém-te sereno.

 O enganador é quem deve estar inquieto e não a sua vítima.

Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia. 

No teu círculo familiar ou social sempre defrontarás com pessoas perturbadas, confusas e agressivas.

Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam. 

Constituem teste à tua paciência e serenidade.

Assim, exercita-te com essas situações para, mais seguro, enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo evolutivo. 

Sempre, porém, com serenidade.
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Joanna de Ângelis






domingo, 28 de setembro de 2014

A Sentença Cristã



Um juiz cristão, rigoroso nas aplicações da lei humana, mas fiel no devotamento ao Evangelho, encontrando-se em meio duma sociedade corrompida e perversa, orou, implorando a presença de Jesus.

Tantas sentenças condenatórias devia proferir diariamente, que se lhe endurecera o coração.

Atormentado, porém, entre a confiança que consagrava ao Divino Mestre e as acusações que se acreditava compelido a formular, rogou, certa noite, ao Senhor, lhe esclarecesse o espírito angustiado.

Efetivamente, sonhou que Jesus vinha desfazer-lhe as dúvidas aflitivas. Ajoelhou-se aos pés do Amoroso Amigo e perguntou: - Mestre, que normas adotar perante um homicida? Não estará logicamente incurso nas penas legais?

O Cristo sorriu, de leve, e respondeu:

- Sim, o criminoso está condenado a receber remédio corretivo, por doente da alma.

O juiz considerou estranha a resposta; contudo, prosseguiu indagando:

- Como agir, ante o delinquente rude, Senhor?

- Está condenado a valer-se de nosso auxílio, através da educação pelo amor paciente e construtivo - explicou Jesus, bondoso e calmo.

- Mestre, e que corrigenda aplicar ao preguiçoso?

- Está condenado a manejar a enxada ou a picareta, conquistando o pão com o suor do rosto.

- Que farei da mulher pervertida? - interrogou o jurista, surpreso.

- Está condenada a beneficiar-se de nosso amparo fraterno, a fim de que se reerga para a elevação do trabalho e para a dignidade humana.

- Senhor, como julgar o ignorante?

- Está condenado aos bons livros.

- E o fanático?

- Está condenado a ser ouvido e interpretado com tolerância e caridade, até que aprenda a libertar a própria alma.

- Mestre, e que diretrizes adotar, ante um ladrão?

- Está condenado à oficina e à escola, sob vigilância benéfica.

- E se o ladrão é um assassino?

- Está condenado ao hospício, onde se lhe cure a mente envenenada.

O magistrado passou a meditar gravemente e lembrou-se de que deveria modificar todas as peças do tribunal, substituindo a discriminação de castigos diversos por remédio, serviço, fraternidade e educação.

Todavia, não se sentindo bem com a própria consciência, endereçou ao Senhor suplicante olhar, e perguntou, depois de longos instantes:

- Mestre, e de mim mesmo, que farei?

Jesus sorriu, ainda uma vez, e disse, sereno: 

- O cristão está condenado a compreender e ajudar, amar e perdoar, educar e construir, distribuir tarefas edificantes e bênçãos de luz renovadora, onde estiver.

Nesse momento, o juiz acordou em lágrimas e, de posse da sublime lição que recebera, reconheceu que, dali em diante, seria outro homem.
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Néio Lúcio
 Francisco Cândido Xavier






sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Virtudes - para pensar



A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos.

A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.

A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.

A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos.

A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio. É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.

A confiança não é um néctar para as suas noites de prata. É refugio certo para as ocasiões de tormenta.

O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil. É manancial de forças para os seus dias de luta.

A resistência não é adorno verbalista. É sustento de sua fé.

A esperança não é genuflexório de simples contemplação. É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.

Virtude não é flor ornamental. É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.
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André Luiz
Chico Xavier









quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Exame de Consciência


Faze um exame de consciência, quando possas e quantas vezes te seja viável.

Muitas queixas e reclamações desapareceriam se o descontente analisasse melhor o próprio comportamento.

Sempre se vê o problema na outra pessoa e o erro estampado no semblante do outro.

Normalmente, quando alguém te cria dificuldades e embaraços está reagindo contra a tua conduta, à forma como te expressaste e à maneira como agiste.

Tem a coragem de examinar-te com mais severidade, rememorando atitudes e palavras.

Ao descobrires erros, apressa-te em corrigi-los;
busca aquele a quem magoaste e recompõe a situação.

Não persevere em erro, seja qual for a justificação.
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Joanna de Ângelis






quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ítens da Paz


Aflição perante desastres iminentes?
Talvez não aconteçam.

Contrariedades e contratempos?
Quase sempre são medidas da Espiritualidade Superior livrando-lhe o coração de males maiores.

Desgostos de longo alcance?
Oportunidades de revisão de nosso próprio comportamento.

Injúrias e perseguições?
Os que agravam o próximo são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece.

Preterições?
Compadeça-se dos que se dispõem a tomar o direito dos outros, porque ignoram os problemas que serão compelidos a enfrentar.

Erros nossos?
Ensejo bendito de corrigenda em nós por nós mesmos.

Faltas ou quedas de entes queridos?
Respeitemos as experiências deles reconhecendo que estamos à frente de nossas próprias lições.

Dificuldades?
A provação é o metro de avaliação de nossa própria fé.

Moléstias físicas?
Pausas para iluminação e refazimento da vida espiritual.

Profecias inquietantes?
Reflitamos: o Sol que se levantou ontem pela misericórdia de Deus, pela misericórdia de Deus brilhará para nós também hoje.
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André Luiz
Chico Xavier