sábado, 9 de julho de 2016

Censuras


O crítico de arte vinha habitualmente ao salão do escultor para examinar-lhe os trabalhos.
 Meses a fio ei-lo a inspecionar a obra de ceramista com rigorosa severidade.

Censor austero.

Observava linha por linha.

Profundo conhecedor de escolas e estilos.

Apontava deficiências.

Salientava inconveniências.

Protestava.

Reclamava.

Exigia.

Publicava suas opiniões, respeitadas e rígidas.

Certo dia, assentou a lupa para grande prato de pêssegos e passou e enumerar os defeitos das frutas, alegando que a Natureza jamais as produziria assim, com tantos senões. Sé depois de longos apontamentos técnicos ao escultor espantado, é que verificou que os pêssegos eram frutos autênticos, ali deixados por alguém para o lanche do artista...
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Cautela com as censuras que lhe saem da boca. Muitas vezes, as longas advertências que dirigimos aos outros não passam de enganos criados por nossa própria imaginação. 
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Valérium  
 Waldo Vieira  
Obra: Bem-aventurados os simples





sexta-feira, 8 de julho de 2016

ALTERNATIVAS





SUA BONDADE
conquistará a simpatia dos irmãos...

SUA MALDADE
provocará a ira e a vingança de seus semelhantes...

SUA CALMA
o conduzirá à tranquilidade que você espalhou ao seu redor...

SUA IRRITAÇÃO
lhe trará a ansiedade que você mesmo semeou em seu caminho...

SUA DEDICAÇÃO
lhe proporcionará o amparo dos amigos dedicados...

SUA INDIFERENÇA
motivará a desatenção dos que o rodeiam...

SUA VIRTUDE
o envolverá em paz de espírito...

SEUS DESREGRAMENTOS
o levarão à estrada do desequilíbrio...

SEU ENTUSIASMO
estimulará o otimismo dos companheiros de jornada...

SEU PESSIMISMO
 o arrastará aos abismos do desânimo...

SUA CARIDADE
chamará em seu auxílio as bênçãos do Plano de Cima...

SUA DUREZA
atrairá para sua vida as sombras inferiores do egoísmo e do desprezo...

SEU AMOR CRISTÃO
semeará o amor divino...

SEU ÓDIO
o ligará à luta das trevas escabrosas...

Tudo o que você fizer, encontrará em seu caminho, porque, no Campo Fecundo da Vida, cada qual somente colhe da semente que plantou.
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Lauro Michielin (Jacques Garnier),
 pelo Espírito Luigi Santi Campo
Obra: Meditações


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Se eu não puder…


 Se eu não puder ser o que eu desejo,que eu seja o que desejas de mim.

Se eu não puder ser a árvore que dá frutos,
que eu seja o arbusto que dá sombra.

Se eu não puder ser o rio que inunda a terra,
que eu seja a fonte que dá de beber.

Se eu não puder ser uma estrela no céu,
que eu seja uma luz que anima as esperanças.

Seu eu não puder ser o teto que abriga a todos,
que eu seja a porta que se abre a quem bate.

Seu eu não puder ser o mar que liga os continentes,
que eu seja o porto que recebe a nave.

Se eu não puder ser o bosque que floresce,
que eu seja o pássaro que nele canta.

Seu eu não puder ser a roseira carregada,
que eu seja o perfume de uma flor.

Se eu não puder ser a melodia que enleva,
que eu seja a inspiração de cada verso.

Seu eu não puder ser o vento que arrebata,
que eu seja a brisa que acaricia.

Se eu não puder ser o livro que ensina,
que eu seja a palavra que comove.

Se eu não puder ser a messe que promete,
que eu seja o trigo que vai ser o pão.

Se eu não puder ser o fogo que incendeia,
que eu seja o óleo que mantém a chama.

Se eu não puder ser o rico que tudo pode,
que eu seja o pobre que não nega nada.

Se eu não puder ser a chuva que irriga o solo,
que eu seja o orvalho que umedece a flor.

Se eu não puder ser o tapete no palácio dos reis,
que eu seja o agasalho na casa dos pobres.

Se eu não puder ser o sorriso que encanta,
que eu seja a impressão que ele deixa.

Se eu não puder ser a felicidade que todos buscam,
que eu seja feliz em tudo para todos.

Se eu não puder ser toda a bondade do mundo,
que eu seja bom como todo o mundo espera.

Se eu não puder ser a eternidade,
que eu seja o tempo em que nos fala.

Se eu não puder ser o amor que tudo começa,
que eu seja o amor que faz chegar ao fim!
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Pe. Orlando Gambi

 


domingo, 3 de julho de 2016

Opiniões Convencionais


“A multidão respondeu: Tens demônio; quem procura matar-te?” 
— (JOÃO, capítulo 7, versículo 20.).

Não te prendas excessivamente aos juízos da multidão. O convencionalismo e o hábito possuem sobre ela forças vigorosas.

Se toleras ofensas com amor, chamam-te covarde.

Se perdoas com desinteresse, consideram-te tolo.

Se sofres com paciência, negam-te valor.

Se espalhas o Bem com abnegação, acusam-te de louco.

Se adquires característicos do amor sublime e santificante, julgam-te doente.
 Se desestimas os gozos vulgares, classificam-te de anormal.

Se te mostras piedoso, asseveram que te envelheceste e cansaste antes do tempo.

Se adotas a simplicidade por norma, ironizam-te às ocultas.

Se respeitas a ordem e a hierarquia, qualificam-te de bajulador.

Se reverencias a Lei, apontam-te como medroso.

Se és prudente e digno, chamam-te fanático e perturbado.

No entanto, essa mesma multidão, pela voz de seus maiorais, ensina o amor aos semelhantes, o culto da legalidade e a religião do dever. Em seus círculos, porém, o excesso de palavras não permite, por enquanto, o reinado da compreensão.

É indispensável suportar-lhe a inconsciência para atendermos com proveito às nossas obrigações perante Deus.

Não te irrites, nem desanimes.

O próprio Jesus foi alvo, sem razão de ser, dos sarcasmos da opinião pública.
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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Caminho, verdade e vida 



sábado, 2 de julho de 2016

Continuar firme



Surgem determinadas situações das quais, por mais te debatas, não conseguirás desvencilhar-te de pronto.
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Todavia, se te conservares sereno, poderás evitar que elas se compliquem atirando-te a prejuízos mais graves.
*
Refletindo assim, concluirás que, diante de qualquer luta que te surpreenda no cotidiano, a tua reação inicial é fator decisivo no desenrolar dos acontecimentos.
*
É possível que não sejas diretamente responsável pelo aparecimento desse ou daquele problema, que a invigilância de alguém haja criado, mas exclusivamente de tua capacidade de perdoar e de esquecer, de aceitar e de continuar firme na fé em Deus, dependerá a solução desejada,
facultando-te retornar a paz e a alegria.
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Crer e agir 








sexta-feira, 1 de julho de 2016

Em Busca da Felicidade



Meus pensamentos estão intimamente relacionados com meus sentimentos.
 É importante força de vontade e determinação para policiá-los.
 De uma hora para outra podemos nos sentir infelizes, irritadiço, estressados, ciumentos. 
A razão disso é que o pensamento sempre volta para nós, sob forma de sentimentos.

A escolha, portanto, será sempre nossa. 
Com nossa mente criamos verdadeiros monstros que nos perseguem e podem nos devorar.
 Com ela também criamos fantasias, sonhos, felicidades. 
Jamais nos tornaremos irritadiços sem ter tido pensamentos irritantes; jamais faremos cenas de ciúmes sem antes termos tido pensamentos ciumentos.

Quando nos sentirmos aborrecidos, melancólicos ou deprimidos, verifiquemos nossos pensamentos, pois o "mal pensar" poderá estar provocando esse maus sentimentos.

Toda atenção é pouca para controlar nossa mente. 

Nosso pensamento negativo é que transforma nossa vida para pior.
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(Sergito S. Cavalcanti)



quinta-feira, 30 de junho de 2016

MORTE PREMATURA: ELES CONTINUAM



Carlinhos veio para coroar uma união amorosa, nasceu e cresceu em ambiente repleto de afeto, criança inteligente e generosa, desde os primeiros anos demonstrava essas qualidades.

O garoto era a razão da vida dos pais, motivo de orgulho dos avós, verdadeiro xodó da família.

A vida transcorria tranquila para todos, mas eis que um dia repentinamente a enfermidade bate a porta da família e leva consigo seu mais ilustre representante, Carlinhos, então com 7 anos, tem seus olhos fechados para a vida física.

A inconformação toma conta de todos, sobretudo do pai.

Revoltado, volta-se contra a Divina Providência.

Resolve ignorar completamente o Pai Celeste, negando sua existência.

Ainda hoje, após 4 anos do fato, quando alguém cita o nome de Deus podemos ver seu semblante de contrariedade.

Costuma questionar :

- Se Deus realmente existe, porque deixou meu filho, uma criança que tinha toda uma vida pela frente, morrer?

Certamente é uma dolorosa provação a morte de um filho em tenra idade, entretanto, temos que considerar que antes de termos filiação terrena, temos uma filiação divina – somos filhos de Deus, e o Pai de infinito amor não comete injustiças.

A vida prossegue em seus infinitos planos, nossos pequenos que se foram continuam a existir, a viver...

A Doutrina Espírita trata com propriedade do assunto, e Kardec em “O Livro dos Espíritos” faz a seguinte indagação aos mentores que o assistem:

199 - Por que a vida é muitas vezes interrompida na infância?

R – A duração da vida de uma criança pode ser, para o Espírito que nela está encarnado, o complemento de uma existência anterior interrompida antes do tempo. Sua morte é, muitas vezes, também uma provação ou uma expiação para os pais.

Em tudo há uma razão, uma finalidade!

Nada se perde na obra divina, natural a tristeza pela separação, o que não é natural é o sentimento de revolta que endurece o coração e insensibiliza.

A revolta aguça a tristeza e o sentimento de perda!

Temos no conhecimento espírita abençoada alavanca que nos oferece duas preciosas ferramentas – Conhecimento e motivação para prosseguir.

Quem teve um filho levado para outro plano da vida, ao invés de se revoltar, pode resignar-se ante o inevitável e alegrar a existência engajando-se em um trabalho num orfanato, irá assim, ocupar o tempo com o melhor antídoto contra a tristeza – o amor!

Portanto, confrade e confreira, ofereça essa dádiva do conhecimento espírita aos famintos de ânimo, para que assim, possam recuperar a alegria de viver e enxergar na morte de seus pequenos provações necessárias e não castigos ou indiferença do Pai Celeste.
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Wellington Balbo


quarta-feira, 29 de junho de 2016

ERROS E IMPERFEIÇÕES


Comumente aqueles que abraçam a Doutrina Espírita, em lhe observando o parque de revelações e ensinamentos, - todos eles alicerçados no Evangelho de Cristo, - declaram-se mais ou menos incapazes de lhe praticarem as lições.

A pretexto de fraquezas e defeitos, muitos se afastam dos encargos em que se iniciam, ao passo que outros muitos nem se animam a começar.

Que dizer, porém, da criança que fosse retirada do ensino, sob a desculpa de que ainda está longe da madureza? Do operário afastado da máquina, suposto insipiente?

O menino é trazido à escola a fim de aprender, o obreiro é conduzido à oficina para familiarizar-se com ela.

Somos igualmente levados à Obra de Cristo para integrar-nos na edificação do Reino de Deus, a principiar de nós mesmos.

Qual acontece no levantamento de grande edifício, há serviço para todos os que se proponham a trabalhar.

Não alegues ignorância ou deficiência para fugir da obrigação que nos cabe.

Ninguém adquire qualquer gênero de experiência simplesmente num dia.

Tarefa, seja qual for, exige iniciação.

Não largues ao amanhã o Bem que possas fazer hoje.

Relaciona as tuas possibilidades e verifica em que setor conseguirás oferecer o melhor de ti. Em seguida, considera-te engajado na empresa do Senhor, a serviço de teus irmãos.

Trabalha e trabalha.

Se o passado te arroja sombra ao coração, esquece a sombra e trabalha por mais luz no próprio caminho.

Se alguém te ofendeu e conservas algum detrito de mágoa, olvida a mágoa e trabalha por entesourar mais amor.

Incorpora-te à sinfonia de serviço de que se constitui o Universo.

Dos sóis da imensidão às últimas gotas d’água no centro da Terra, tudo o que há de bom e belo nasce e vive do trabalho constante.
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Emmanuel
Chico Xavier  
Obra: Portal da luz 




terça-feira, 28 de junho de 2016

Destrua o fascínio pelo supérfluo


Muitas vezes, a sedução de frivolidades desvia a atenção do indivíduo dos assuntos essenciais que concernem a sua passagem no mundo físico.
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Não seja condescendente com as futilidades do ego, ainda sabendo que não poderá abolir de todo a presença das quinquilharias mentais e emocionais no seu mundo íntimo.
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A vida física é curta demais e as oportunidades existenciais preciosas demais para que se passe o tempo tomado por trivialidades.
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Concentre-se no essencial.
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Tudo passa, menos as conquistas permanentes do espírito.
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Tudo passa, menos o amor que se semeia e a sabedoria que se adquire.
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Temístocles
Benjamin Teixeira 
Obra: Reflexões matinais
 


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Apelo pela Vida


Alma irmã, escuta-me!

Venho falar-te do drama de urgência, que toma conta do coração e da mente da mulher, que se vê induzida por hábil propaganda a negar-se à maternidade...

Sejam quais forem os argumentos, como se te apresentem as justificativas para o crime de interrupção da vida fetal, que alguns homens pretendem legalizar, não te deixes seduzir.

A mulher nasceu para ser, por excelência, mãe da própria ou da carne alheia.

A exceção do aborto terapêutico que objetiva salvar a vida da gestante, facultando-lhe permanecer no ministério do corpo, todos os outros tipos de aborto decorrem de arrazoados ególatras e sofistas, que não merecem respeito.

Não te envergonhes nunca de permitir que a vida se te manifeste pelo teu corpo, na condição de co-criadora que és ao lado de Deus.

Ser mãe é desdobrar a alma em santificantes lições de Amor, doando-se e fruindo o licor inefável da felicidade.

...E um dia, quando a neve dos anos adornar-te a cabeça cansada e aureolar-te o corpo exaurido, duas mãos de apoio como asas angelicais, surgirão, inesperadas, para apoiar-te, enquanto formosa voz entoará um hino de gratidão ao teu amor, mesmo te que sintas, aparentemente, abandonada.

Este hino, em musicalidade sublime, assim te dirá:

- Mamãe, aqui estou: sou eu, teu filho!
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Franco, Divaldo Pereira.
 Da obra: Terapêutica de Emergência.
 Ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues.




domingo, 26 de junho de 2016

SERVE E ENCONTRARÁS O TESOURO DA LUZ




Observa a natureza que te cerca no mundo.

Tudo é riqueza e esforço laborioso por assegurá-la.

O solo ferido pelo arado é berço da produção.

A árvore mil vezes dilacerada, persevera auxiliando sempre mais.

A fonte, superando os montões de seixos, pouco a pouco, se transforma em grande rio, a caminho do mar.

Algumas sementes formam a base de preciosa floresta.

Pedras agressivas, se convertem nas obras-primas da estatuária, quando não vertem no seio a faiscante beleza do material da ourivesaria.

Animais humildes, padecendo e auxiliando, garantem o conforto das criaturas contra a intempérie ou alimentam-lhes o corpo, sustentando-lhes a existência.

A pobreza é marca do homem, enquanto se refugia, desassisado, na furna da ignorância.

Somente a alma humana distanciada do Conhecimento Superior assemelha-se a um fantasma de angústia de penúria e lamentação.

Se podes observar o patrimônio das Bênçãos Celestiais, no caminho em que evoluis, procura o lugar de trabalho que te compete e serve infatigavelmente ao Bem, para que o Bem te ensine a ver a Fortuna Imperecível que o Pai te concedeu por Sublime Herança.

Serve aos semelhantes, protege a planta e socorre ao animal; seja a tua viagem, por onde passes, um cântico de auxílio e bondade, de harmonia e entendimento...

E à medida que avançares na senda de elevação, encontrar-te-ás cada vez mais rico de amor, encerrando no próprio peito o tesouro intransferível da Luz que te abençoará com a felicidade inextinguível, nos cimos da Espiritualidade Maior.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Sentinelas da luz  





sábado, 25 de junho de 2016

FAZER FORÇA



Ninguém pode medir o poder de destruição que a cólera exerce sobre os recursos da vida.

E, nas épocas de transição quando se requisitam mais amplos recursos de tolerância entre aqueles que se complementam uns aos outros, na vida comunitária, uma atitude nomeada pelo espírito popular como seja “fazer força” é constantemente chamada a expressar-se, em quase todos os momentos, a fim de que os processos de irritação não se encaminhem para a delinquência .

Preservando a paz e a segurança, não nos bastará recomendá-las, mas sim empenhar-nos, sinceramente, na sustentação delas.

Trazes contigo um problema a exigir solução; entretanto, já sabes que é preciso “fazer força” para resolvê-los sem preocupações para os que te rodeiam, sob pena de ampliar-lhe as áreas de conflito.

Adquiriste certa enfermidade que te exaure as energias; contudo, é aconselhável te limites ao tratamento discreto, sem que te desmanches na queixa de modo a que não agraves sintomas na imaginação dos que te ouvem, com possibilidades de te agravarem a situação.

Tens o lar em desajuste, reunindo espíritos antagônicos, corporificados em resgates de existências anteriores, mas o quadro geral das próprias lutas te pede devotamento máximo à serenidade e à paciência, de maneira que os entraves domésticos não se te convertam em martírio.

Sofreste prejuízos pela invigilância ou incorreção de amigos em cuja afetividade se te instalava a confiança, porém, é necessário saber sofrê-los sem exceder-te em reclamações e críticas que acabariam atraindo forças negativas capazes de arrasar-te as melhores possibilidades de recuperação.

Fazer força para colaborar na tranquilidade dos outros é hoje um imperativo a observar criteriosamente em favor de nós mesmos.

Em verdade, ocorrências infelizes surgem atualmente, por toda a parte; no entanto, precisamos refletir até que ponto teremos cooperado no colapso da resistência de quantos resvalam em desequilíbrio.

Seja onde for e seja com quem estivermos, precisamos “fazer força” para que azedume e nervosismo, cólera e aspereza, não apareçam nos grupos de trabalho que, porventura, integremos, porque se nos propomos a viver no Mundo Melhor de Amanhã, é lógico nos disponhamos a “fazer força” para construí-lo. 
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Emmanuel  
Chico Xavier 
Obra: Momentos de ouro 





quinta-feira, 23 de junho de 2016

Cânticos de Louvor


Quando a vida começava no mundo, os pássaros sofriam bastante.

Pousavam nas árvores e sabiam voar, mas como haviam de criar os filhotinhos? Isso era muito difícil.

Obrigados a deixar os ovos no chão, viam-se, quase sempre, perseguidos e humilhados.

A chuva resfriava-os e os grandes animais, pisando neles, quebravam-nos sem compaixão.

E as cobras? Essas rastejavam no solo, procurando-os para devorá-los, na presença dos próprios pais, aterrados e trêmulos.

Conta-se que, por isso, as aves se reuniram e rogaram ao Pai Celestial lhes desse o socorro necessário.

Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo que passou a orientá-las na construção do ninho.

Os pássaros não dispunham de mãos; entretanto, o mensageiro inspirou-os a usar os biquinhos e, mostrando-lhes os braços amigos das árvores, ensinou-os a transportar pequeninas migalhas da floresta, ajudando-os a tecer os ninhos no alto.

Os filhotinhos começaram a nascer sem aborrecimentos, e, quando as tempestades apareceram, houve segurança geral.

Reconhecendo que o Pai Celeste havia respondido às suas orações, as aves combinaram entre si cantar todos os dias, em louvor do Santo Nome de Deus.

Por essa razão, há passarinhos que se fazem ouvir pela manhã, outros durante o dia e outros, ainda, no transcurso da noite.

Quando encontrarmos uma ave cantando, lembremo-nos, pois, de que do seu coraçãozinho, coberto de penas, está saindo o eterno agradecimento que Deus está ouvindo nos céus.
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  Meimei
  Chico Xavier
Obra: Pai Nosso