terça-feira, 21 de maio de 2013

Problema e Solução


Se você está sob a pressão de algum problema, recorde que desespero ou desânimo não oferecem amparo algum.
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Se a luta decorre da necessidade de recursos materiais, atenda ao equilíbrio entre aquilo de que você dispõe e o que pretenda gastar, trabalhando mais, a fim de conseguir mais no setor de suas aquisições.
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Se a doença lhe visita o corpo, use os meios justos que se lhe façam possíveis para reabilitá-lo,
de vez que aflição inútil é sempre golpe fulminativo em você mesmo.
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Se você cometeu algum erro, não acredite que lamentação possa apagá-lo e sim raciocine quanto ao ponto íntimo em que deva fixar a atenção para não cair na reincidência.
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Se alguém lhe feriu a sensibilidade, esqueça isso, de imediato, lembrando as vezes em que teremos ferido a outrem sem qualquer intenção de fazê-lo.
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Se foi vítima da delinquência alheia, em questões graves, ore pelo agressor, entendendo que o agressor é sempre um enfermo em condições infelizes.
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Se sofre conflitos domésticos, guarde a certeza de que você, notando isso, é a pessoa indicada pela Divina Providência para o sustento da paz em casa.
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Se algum parente lhe cria dificuldades, através de conduta indesejável, desde que não se trate de criança irresponsável, entregue-o ao caminho da própria escolha, consciente de que ninguém pisará no mundo com os nossos pés.
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Se essa ou aquela afeição desertou de seus passos, não exija de alguém aquilo que esse alguém, por agora, não possa ou não lhe queira dar e sim continue agindo para o Bem, porque, desse modo, outras criaturas lhe surgirão na estrada, valorizando-lhe a presença e abençoando-lhe o coração.
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Se você traz consigo algum problema, peça a Deus coragem para suportá-lo, evitando queixas e lutas que fariam de você um problema difícil para os outros e, trabalhando e servindo em silêncio, com paciência e bondade, você observará que Deus transformará os outros em canais de socorro espontâneo, em seu favor, pelos quais, sem alarme e sem perda de tempo, encontrará você a necessária e a melhor solução.
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Emmanuel
Chico Xavier 






segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ingredientes do Êxito


O êxito espera por você, tanto quanto, vem exaltando quantos lhe alcançaram as diretrizes.

Largue qualquer sombra do passado ao chão do tempo, qual a árvore que lança de si as folhas mortas.

Não se detenha, diante da oportunidade de servir.

Mobilize o pensamento para criar vida nova.

Melhore os próprios conhecimentos, estudando sempre.

Saliente qualidades e esqueça defeitos.

Desenvolva seus recursos de simpatia e evite qualquer impulso de agressão.

Se você pode ajudar, em auxílio de alguém, faça isso agora.

Enriqueça seu vocabulário com boas palavras.

Aprendendo a escutar, você saberá compreender.

A melhor maneira de extinguir o mal será substituí-lo com o Bem.

Destaque os outros e os outros destacarão você.

Viva o presente, agindo e servindo com fé e alegria sem afligir-se pelo o futuro, porque, para viver amanhã, você precisará viver hoje.

Habitue-se a sorrir.

Recorde que desalento nunca auxiliou a ninguém.

Não permita que a dificuldade lhe abra porta ao desânimo porque a dificuldade é o meio que a vida se vale para melhorarnos em habilitação e resistência.

Ampare-se, amparando os outros.

Censura é uma fórmula das mais eficientes para complicar-se.

Abençoe a vida e todos os recursos da vida onde você estiver.

Nunca desconsidere o valor da sua dose de solidão, a fim de aproveitá-la em meditação e reajuste das próprias forças.

Observe, todo o tempo é tempo de Deus para restaurar e corrigir, começar e recomeçar.
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André Luiz
Chico Xavier





domingo, 19 de maio de 2013

Descobrindo a Simplicidade



Aos dez anos, aquele garoto viajou ao interior do país na companhia da família de um amigo.

Nascido e criado em uma grande metrópole, já havia estado em outras pequenas cidades durante viagens com sua família, mas sempre em breves passagens.

Dessa vez foi diferente.

O convite era para que ele passasse uns dias na casa da avó do amigo, em uma cidadezinha sem grandes atrativos turísticos.

Pela primeira vez teve a oportunidade de vivenciar a rotina de uma vida no interior.

No retorno, a alegria estava estampada nos seus olhos. O sorriso era largo, espontâneo, parecia que tinha a alma leve.

Obviamente que o passeio lhe fizera muito bem. Contou à família alguns episódios divertidos que vivenciara, sempre enfatizando que havia gostado muito da viagem.

Nos dias seguintes ao seu regresso, todas as vezes que surgia uma oportunidade, o garoto comentava sobre a alegria de ter passado alguns dias naquele lugar e que se pudesse, voltaria quantas vezes fosse convidado.

Mas ele mesmo não sabia explicar os motivos para tanto entusiasmo.

Lembrava de outras viagens maravilhosas que havia feito e das quais tinha ótimas recordações, mas nenhuma delas remetia a esse sentimento que agora experimentava.

Passados mais alguns dias, o menino abordou a mãe com certa aflição, pois havia encontrado os motivos de estar encantado com a viagem que fizera e queria dividir com ela a sua descoberta.

Quase que num desabafo infantil, ele disse que havia gostado tanto do lugar que conhecera porque lá era tudo muito simples.

Segundo ele, as pessoas não corriam para todos os lados o dia inteiro. Elas paravam para conversar quando encontravam algum conhecido e ficavam olhando nos olhos umas das outras, com atenção.

Andavam a pé pelas ruas. As famílias almoçavam e jantavam reunidas. E as casas estavam sempre cheias de visitas de parentes e amigos.

A impressão que ficou gravada foi a de que as pessoas não estavam perdendo tempo ao fazer tudo aquilo e sim, aproveitando a vida.

Essa observação, vinda de um olhar infantil, nos leva a uma profunda reflexão sobre a forma como estamos vivendo nas grandes cidades e sobre os valores que estamos passando para nossos filhos.

Sob essa ótica, ele observou o quanto faz bem ao coração uma vida calma, onde há tempo para as coisas mais simples. Vida na qual existem momentos para construir e consolidar os relacionamentos.

É comum vivermos presos aos ponteiros do relógio, não nos permitindo cultivar as coisas simples e importantes.

Por mais que estejamos atarefados e envolvidos com os compromissos assumidos, é indispensável fazermos uma revisão de nossas ações.

Procuremos conduzir as horas com tranquilidade.

Façamos com que nossos dias sejam luminosos, aproveitando-os com sabedoria e transformemos nossas horas em um rosário de bênçãos.

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 Redação do Momento Espírita

Para Vencer


Emmanuel
Chico Xavier
  
 
  
   
  
 
   


sábado, 18 de maio de 2013

No Campo da Vida


Se o Evangelho nos ensina que a árvore é conhecida por seus frutos, transformemos cada dia em planta preciosa de nossa oportunidade.
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Para isso, meus irmãos, cada noite, indaguemos sobre o resultado de nossas horas.
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Que frutos recolhemos de nossas conversações?
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Que benefícios semeamos no espírito dos nossos semelhantes?
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Que atitudes assumimos para com os nossos amigos?
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Quantas vezes esquecemos o mal desculpado-lhes os portadores sinceramente?
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Que serviços foram efetuados por nossas mãos?
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Teremos sido uma presença proveitosa para quem nos segue?
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Conseguimos extinguir, em torno de nossa lavoura espiritual, os vermes da maledicência e os gafanhotos da crueldade?
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Como teremos vivido nossos minutos? 
Como alguém que chora, perdendo o tempo, ou qual o servidor vigilante que conhece o valor dos segundos, na obra que lhe cabe fazer?
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Quantas vezes teremos doado algo de bom aos outros, para poder pedir aos outros que nos auxilie?
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Que espécie de exemplos estamos oferecendo?
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Que resultados produzem a nossa conduta e o nosso esforço no ambiente doméstico e na área social?
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Teremos fugido, durante o dia, ao gelo da preguiça e à ventania da cólera?
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Estaremos valorizando o lugar que ocupamos, em nome do Senhor?
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Não nos esqueçamos de semelhantes indagações e saibamos viver o Bem, de maneira constante, porque cada dia é principio de “tempo novo” para nossa alma e a Sabedoria Divina nos julgará, acima de tudo, não por nossas palavras vazias ou por nossos votos brilhantes, e, sim, pela produção de atos, com que nos expressamos no grande e abençoado caminho para a vida mais alta, porque se o verbo é o elemento que nos define, as demonstrações e os fatos constituem a força que fala por nós, agora e incessantemente.
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Emmanuel
Chico Xavier 





sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Instante Divino



Não deixes passar, despercebido, o teu divino instante de ajudar.

Surge, várias vezes nos sessenta minutos de cada hora, concitando-te ao enriquecimento de ti mesmo.

Repare, vigilante.

Aqui, é o amigo que espera por uma frase de consolo.

Ali, é alguém que te roga insignificante favor.

Além, é um companheiro exausto no terreno árido das provas,  na expectativa de um gesto de solidariedade.

Acolá, é um coração dorido que te pede algumas páginas de esperança.

Mais além, é um velhinho que sofre e a quem um simples sorriso teu pode reanimar.

Agora, é um livro edificante que podes emprestar ao irmão de luta.

Depois, é o auxílio eficiente com que será possível o socorro ao próximo necessitado.

Não te faças desatento.

Não longe de tua mesa, há, quem suspire por um caldo reconfortante.

E, enquanto te cobres, feliz, há quem padeça frio e nudez, em aflitiva expectação.

As horas voam.

Não te detenhas.

Num simples momento, é possível fazer muito.

Ao teu lado, a multidão das necessidades alheias espera por teu braço, por tua palavra, por tua compreensão... 
Vale-te, pois, do instante que foge e semeia bênçãos para que o mundo se empobreça de miséria,
em se fazendo hoje mais rico de Amor, possa fazer-te, amanhã, mais rico de Luz.
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José de Castro
Chico Xavier



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nos Compromissos de Trabalho




Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.

Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos, é simples dever.

Colabore com as chefias através da obrigação retamente cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.

Em hipótese alguma diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.

Jamais fingir enfermidades ou acidentes, principalmente no intuito de se beneficiar das leis de proteção ou do amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras.

Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe.

Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.

Aceitar a desordem ou estimulá-la, é patrocinar o próprio desequilíbrio.

Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar a própria área de ação, sem recorrer a desrespeito, perturbação, azedume ou rebeldia.

Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar. 
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 André Luiz
Chico Xavier
Da obra: Sinal Verde

Adversários e Nós

 
Muita gente indaga com inquietação, sobre a maneira justa de se aplicar o ensinamento de Jesus, no que tange ao Amor pelos inimigos.
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Aquele companheiro ter-nos-á ferido, impondo-nos prejuízos graves, outro nos terá deixado o espírito em chaga aberta, a golpes de ingratidão.
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De que modo expressar-lhes Amor, segundo os princípios do Evangelho?
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Urge, porém, observar que Jesus nos pede Amor pelos adversários, mas não nos recomenda aceitar ou Amar aquilo que eles fazem.
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Determinada pessoa agiu contra nós e, claramente, não lhe aplaudiremos as diretrizes, no entanto, ser-nos-á possível acolhe-la no clima da fraternidade, compreendendo-lhe a posição de criatura que haverá adquirido, com isso, pesada carga de lutas íntimas, a detrimento de si própria.
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Podemos, além disso, Amar perfeitamente os que erram contra nós, entendendo que as falhas deles serão talvez nossas, amanhã, atentos que devemos estar à humanidade falível de nossa condição.
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Por símile, imaginemos o enfermo e a enfermidade. Deixaremos de Amar os nossos doentes, porque estejam doentes e, quando falamos em Amar os doentes, estaremos ensinando o Amor pelas enfermidades?
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Amar os adversários será respeitar-lhes os pontos de vista e abençoá-los, sempre que tomem caminhos diferentes dos nossos.
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E, toda vez que tombem conscientemente nas trevas de Espírito, recordemos o próprio Cristo e entreguemo-los a Deus, rogando para eles paz e misericórdia, porque, realmente, não sabem o que fazem.
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Emmanuel
Chico Xavier






quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ante a Consciência


Diante da tua consciência, compadece-te de ti mesmo.

Renovando os teus costumes, na amplitude dos conceitos que costumas ouvir em teu favor, da parte do Evangelho de Jesus, as tuas necessidades espirituais pedem modificações.

Compadece-te de ti mesmo, comungando com a caridade que se divide em mil modos de servir, como força de Deus no ergástulo do coração da vida.

Compadece-te a ti mesmo, amando a Deus e ao próximo, que tudo de Bom virá ao teu encontro, alertando-te e iluminando-te para a felicidade.

Se reconheces um tribunal no centro da tua vida, não esqueças de te empenhar na fraternidade mais pura, para que ela alimente a retidão dos valores da alma, justificando a paz em que o teu coração pulsa.

Em caminho com os teus companheiros, não te esqueças de sensibilizar os teus sentimentos mais nobres, para compreendê-los e fazê-los compreender, no silêncio, o quanto a tua vida já se modificou com o Cristo.

A tua melhora depende da tua decisão; a tua paz depende do que pretendes fazer, lembrando-te que, do que plantares, isso colherás.

Não temas, nas trilhas da tua reforma íntima, porque a modificação por dentro, tornar-te-á modificado por fora. 
Mesmo que te custem enormes sacrifícios e problemas sem conta, não deves recuar. 
Reforma, modifica, transforma e engrandece o Bem em teu coração, porque diante disso a Sabedoria pode se manifestar, sem o perigo da ignorância diante dos deveres assumidos, gravados na consciência.

Jamais te envergonhes de seres humilde e de perdoares ofensas, porque a verdadeira fraqueza está na prepotência e nos revides das agressões.

Ergue a cabeça e anda com a consciência tranquila, na consciência da vida em Cristo, que é a salvação da alma.

Renovar a ti mesmo é ponto alto da sabedoria e do Amor.
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Lancelin