quinta-feira, 4 de julho de 2013

3 Mensagens de Ajuda


EPITÁFIO



Quando era jovem e livre, sonhava em mudar o mundo.

Na maturidade, descobri que o mundo não mudaria.

Então resolvi transformar meu país.

Depois de algum esforço, terminei por entender que isso também era impossível.

No final de meus anos, procurei mudar minha família, mas ela continuou a ser como era.

Agora, no leito de morte, descubro que minha missão teria sido mudar a mim mesmo.

Se tivesse feito isso, teria sido capaz de transformar minha família.

Então, com um pouco de sorte, esta mudança afetaria meu país e — quem sabe — o mundo inteiro.
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SERENIDADE
 

Esteja sempre em paz com Deus.

Evite os barulhentos e os agressivos. Eles constrangem o espírito.

Exercite a fortaleza de ânimo para se garantir nos desastres súbitos.

Não despreze sua carreira, por mais humilde que seja.

Proceda com cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de raposas.

Procure ser feliz, porque, afinal, não é tão difícil assim!

Sem sacrificar seus princípios, seja cordial com todos.

Transite com calma entre a bulha e a pressa e não se recuse à paz do silêncio.

Sejam quais forem suas lutas e seus ideais, viva em paz com sua alma, mesmo no fragor das batalhas.
 Malgrado as imposturas, as durezas e as decepções, o mundo ainda é belo. 
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COMO VIVER BEM
 

Aceite com simpatia as sugestões que lhe são dadas.

Afaste-se de fatos e pessoas negativas.

Aja prontamente, sem vacilar, quando for necessário.

Ande bem vestido, limpo e perfumado. Goste de sua própria imagem.

Cuidado com as notícias ruins: fique longe delas!

Cultive a alegria, o riso, o bom humor.

Encare a realidade com os pés no chão.

Faça tudo com sentimento de perfeição, prestando atenção aos mínimos detalhes.

Ilumine mais seu ambiente de trabalho e sua casa. A escuridão traz depressão.

Não reclame e não fale mal dos outros.

Não se drogue por não ser capaz de suportar a própria dor.

Seja alguém sempre pronto a colaborar.

Surpreenda as pessoas com momentos mágicos. 
 

10 sugestões para meditar, antes da crítica:




I — Colocar-nos no lugar da pessoa acusada, pesquisando no íntimo quais seriam as nossas reações nas mesmas circunstâncias.

II — Perguntar a nós mesmos o que já fizemos, em favor da criatura em dificuldade para que ela não descesse de nível.

III — Reconhecer o grau de responsabilidade que nos compete no assunto em pauta.

IV — Observar o lado bom do irmão ou da irmã em lide, a fim de concluir se não temos mais razões para agradecer e louvar do que para aborrecer ou reprovar.

V — Recorrer à memória e lembrar, com sinceridade, se já conseguimos vencer qualquer grande crise moral da existência, sem o auxílio de alguém.

VI — Verificar, em sã consciência, se temos efetivamente certeza da falta pela qual são apontados o companheiro ou a companheira, em torno de quem somos convidados a emitir opinião.

VII — Deduzir, pelo estudo de nós próprios, se possuímos suficientes recursos para corrigir sem ofender.

VIII — Examinar até que ponto a criatura acusada terá agido exclusivamente por si ou sob controle e domínio de obsessores, sejam eles encarnados ou desencarnados, com interesse na perturbação do ambiente em que vivemos.

IX — Refletir na maneira pela qual estimamos ser tratados por nossos amigos quando entramos em erro.

X — Orar pelos nossos irmãos menos felizes e por nós mesmos, antes de criticar-lhes quaisquer manifestações.
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André Luiz
 Francisco Cândido Xavier
 



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Distâncias



Amigo,

Você é daqueles que antes de iniciarem qualquer empresa se inquietam com as distâncias e desanimam ao considerar o esforço a despender?

Se o é, siga-me nestas rápidas empresas e responda-me se já se preocupou em examinar alguma delas.

Entre a mentira e a infâmia, a distância é de um conceito.

Do aperitivo à embriaguez contumaz, a distância é o próximo cálice.

Do ódio à loucura, a distância é um grito.

Do ciúme ao crime, a distância é a circunstância.

Da cobiça ao roubo, a distância é a ocasião.

Da fraude à traição, a distância é o medo!

Da mágoa conservada à inimizade aviltante, a distância é a revolta surda.

Do receio cultivado ao pavor atormentante, a distância é o susto.

Da autodefesa injustificável à represália sanguinária, a distância é a própria exacerbação de ânimos.

Da maledicência discreta à difamação ultrajante, a distância é de poucas palavras.
 Mas do ódio ao amor a distância é, às vezes, constituída de penoso renascimento na carne, ao jugo de incoercível afeição.

E as distâncias dos vícios às virtudes são de algumas experiências no cadinho purificador através das reencarnações redentoras.

Diga-me agora em que situação você se encontra, e, considerando o programa que imprime à vida, pense com cuidado nessas distâncias a vencer, medite, vigie, ore e avance com Jesus.
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 Marco Prisco







terça-feira, 2 de julho de 2013

Problemas




Em qualquer problema no caminha da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força do mal pela força do Bem.

O coração aberto às sugestões do Bem aclara a consciência, dilatando-lhe a grandeza.

A consciência sem mancha ilumina a mente, renovando-lhes as manifestações.

A verdadeira renúncia não é desistência da luta e, sim, o trabalho silencioso no auxílio àqueles que nos propomos auxiliar ou salvar.

Aprendamos a viver para o Bem dos outros, a fim de encontrarmos o nosso verdadeiro Bem.
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Emmanuel
Chico Xavier





segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Senhor Permanece


Procura o Cristo, em silêncio, e grava as lições d’Ele nas páginas da própria luta de cada dia e quem te acompanha saberá encontrar, em tua conduta e em teus gestos, abençoado caminho da elevação.

É necessário saibamos comungar a esperança e o sofrimento, a provação e a
dificuldade dos outros, abençoando os irmãos que nos partilham a marcha e ensinando-lhes, pela cartilha de nossas próprias ações, o caminho renovador, suscetível de oferecer-lhes a bênção da paz.

A assistência é a fraternidade em ação. 
Sem ela, indiscutivelmente, os nossos mais preciosos arrazoados verbalísticos não passariam de belos mostruários sonoros.

Auxiliar é a honra que nos compete.

Sigamos destemerosos e firmes na convicção, de que o Senhor permanece conosco e, indubitavelmente, alcançaremos amanhã a alegria e a paz do mundo melhor.
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Emmanuel
Chico Xavier





sábado, 29 de junho de 2013

Um quintal



Quando uma pessoa começa a melhorar de vida, pensa logo em comprar uma boa casa. 
 
E o que é uma boa casa? 
 
É preciso um jardim e uma piscina, imaginam os pais. 
 
Eles querem para as crianças uma infância saudável, com confortos que nunca tiveram, mas não pensam no principal: um quintal. 
 
Um quintal não precisa ser grande, e o chão deve ser de terra batida. 
 
Nele deve haver algumas árvores que não pareçam ter sido plantadas, mas sempre existido.
 
 Um abacateiro e uma goiabeira, de goiaba vermelha, são fundamentais. 
 
No fundo, um galinheiro tosco, com uma porta quebrada, para que as três ou quatro galinhas possam correr quando alguém quiser pegá-las.
 
 
 Nenhum computador levará uma criança ao deslumbramento que ela terá ao encontrar um ovo e segurá-lo, ainda quentinho. 
 
É o mistério da vida nas mãos dela, mais absoluto e mais simples do que qualquer livro de filosofia.
 
 Um dia, a cozinheira avisa que vai matar uma galinha para o molho pardo. 
 
Os meninos pedem para ver a cena trágica; a mãe não quer, mas a empregada, acostumada, com o facão na mão, facilita. 
 
Se a galinha tiver dentro da barriga aquele monte de ovinhos, aí a lição de morte – e de vida – será ainda mais completa.
 
 E mais lições serão aprendidas quando alguém sugerir fazer uma peteca com as penas mais duras e algumas palhas de milho.
 
 Mas será que alguém sabe do que estou falando? 
 
Voltando: esse quintal deve ser meio abandonado, mas muito limpo; duas vezes por dia a empregada, cantando bem alto, dá uma varrida. 
 
É importante também que haja um tanque para lavar o pé de alguma criança quando ela pisar descalça numa porcaria, e um varal com pregadores de roupa de madeira. 
 
Nesse lugar, não vai ter horta nem pomar organizado.
 
 Em compensação, é bom que exista do outro lado do muro uma enorme mangueira para que se possa praticar o melhor crime do mundo: roubar as frutas do vizinho. 
 
Nos fundos de um quintal, deve haver também uma touceira de bananeiras ou bambus e, claro, um adulto dizendo sempre para tomar cuidado, pois ali pode ter uma cobra. 
 
Não há infância que se preze sem medo de cobra.
 
 Quando as goiabas começam a crescer, fica todo mundo de olho até a primeira delas estar no ponto para ser arrancada e mordida ali mesmo, sem lavar. 
 
E que sensação terrível quando se vê o bicho da goiaba se mexendo. 
 
Aí, sem que ninguém precise dizer nada, você começa a aprender que a vida é assim: ou se compra uma goiaba bonita, mas sem gosto, ou se espera com paciência ela amadurecer no pé até desfrutar o supremo prazer de dar aquela dentada – com direito a bicho e tudo. 
 
Mas o tempo voa.
 
 De repente você se sente só, abre o caderno de telefones e percebe sua pouca afinidade com os nomes que estão lá, que tem vivido uma vida que não tem nada a ver e começa a procurar um sentido para as coisas. 
 
Não encontra resposta, claro, mas um dia está no trânsito, vê um terreno baldio, se lembra daquele quintal no qual não pensa há anos e percebe que essa é a lembrança mais importante e mais feliz de sua vida.
 
E passa a olhar o mundo com a superioridade de quem tem um tesouro guardado dentro do peito, mas ninguém sabe.
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Danuza Leão é cronista, autora de vários livros, entre os quais Na Sala com Danuza 2 (ARX) e Quase Tudo (Cia. das Letras) FotoEduardo Pozella 
 

 

No Lar


Abraça no Lar em que te situas, o cadinho de tua própria purificação à frente da vida, e, convertendo-te no santuário familiar em servo do amor que auxilia sempre, dele desferirás teu grande voo em serviço da Humanidade inteira.

Sê afável com os teus, sê gentil em casa, sê generoso onde estiveres.

Quando estiveres à beira da impaciência ou da ira, perdoa setenta vezes sete vezes e adota o silêncio por gênio guardião de tua própria paz.

Compadece-te sempre.

Habituemos a ignorar todo o mal, fazendo todo o Bem ao nosso alcance.
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Emmanuel
Chico Xavier







sexta-feira, 28 de junho de 2013

Desequilíbrios


Há três estados de alma que representam perigo iminente de queda:

a mágoa, 
o rancor 
e a cólera.

Se, nesses estados de desequilíbrio, você pudesse enxergar além da esfera física, visualizaria densa nuvem de matéria mental escura envolvendo-lhe os centros do perispírito.
 
Ao cultivar estes estados negativos, você cria, para si próprio, a psicosfera tóxica que o afetará de várias maneiras.

Por esse motivo, tente evitar que o desequilíbrio tome conta de seu mundo interior.
 
Quem aprende a vigiar pensamentos e emoções preserva-se do mal que nasce em nós mesmos, ameaçando nossa paz.
 
Saúde e equilíbrio são aquisições conquistadas com o pensamento elevado e hábitos corretos.
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Scheilla