quinta-feira, 10 de abril de 2014

PARENTES E COMPANHEIROS


Por mais nos queixemos de familiares ou amigos deficientes que nos causam prejuízo ou decepção, amargura ou desalento, somos forçados a perceber que possuímos neles os reflexos de nós próprios.

Quando afastados da experiência física, por força da desencarnação, encontramos, além do mundo, os resultados de nossos erros, permeando-nos os acertos.

Raramente qualquer de nós encerra o balanço de uma existência terrestre com todos os compromissos equacionados. Desse modo, somos recorporificados no berço humano para retomar o curso dos problemas que desencadeamos no caminho dos outros, a fim de resolvê-los.

Aceita os parentes-enigmas e os companheiros-testes, à feição dos credores com que a Justiça Divina te promove o aperfeiçoamento e a tranquilidade.

A perda do corpo físico não exonera o espírito imortal das obrigações que haja contraído, tanto quanto o desgaste da veste não apaga a dívida de um homem, dívida que ele assume em plenitude de responsabilidade individual.

A esposa ou a filha desajustadas, via de regra, são as irmãs que, um dia, atiraste ao desrespeito de si próprias e o marido ou o filho que te retalham a alma, a rigor, são aqueles mesmos companheiros que lançaste ao malogro das esperanças mais caras.

A penúria de hoje é a consequência da cobiça de ontem.

A doença de agora vem do excesso de antes.

Renteando com qualquer pessoa que te faça sofrer, exerce paciência e compreensão, auxílio e bondade.

Nós mesmos somos induzidos pela própria consciência, sequiosa de felicidade e elevação, a extirpar os espinhos que semeamos no solo bendito do tempo e da vida.

Todo débito tem sistema de resgate e todo resgate solicita execução na forma prevista de pagamento.

Isso é justo.
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Emmanuel 
Chico Xavier 







quarta-feira, 9 de abril de 2014

A VIDA ETERNA E O CASTIGO ETERNO

(...)

Os que não querem seguir as leis divinas, encontram sempre uma desculpa de sua má vontade.
 O orgulho, a vaidade, os preconceitos sociais, a avidez das coisas da terra, os gozos materiais, o comodismo, o excessivo pensar em si mesmo, desviam a alma do cumprimento dos preceitos evangélicos. 
Por isso há verdadeira necessidade de vigilância e oração, para não repelirmos aqueles que Jesus nos envia para socorrermos em seu nome.

Diabo, fogo e suplícios eternos, não existem.
 São simples figuras que Jesus usava, e que estavam de acordo com a compreensão dos ouvintes daquela época. 
Não há entidades eternamente votadas ao mal, nem encarregadas de martirizar os outros. 
O que há são espíritos que erraram juntos e não souberam perdoar, e se prejudicam reciprocamente, até o dia em que se perdoem e resolvam corrigir os erros, o que os tornará felizes e purificados.
O suplício e fogo eternos são símbolos de que Jesus se servia para indicar que o sofrimento esperava por aqueles que não cumpriam com as leis divinas de amor ao próximo.
 Esses sofrimentos não são eternos, e depende unicamente dos sofredores o livrarem-se deles, em mais ou menos tempo, segundo a vontade de cada um.
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ELISEU RIGONATTI







terça-feira, 8 de abril de 2014

Características do servo infiel



Há muitas maneiras de sermos servos infiéis; por isso, é preciso muito cuidado e atenção. 
Os que se entregam aos vícios, a hipocrisias, a maldades;
 os que se comprazem na ignorância, 
os que semeiam a descrença, 
os que murmuram e se revoltam contra a situação em que se encontram; 
os que pensam unicamente em si, esquecidos dos que os rodeiam; 
os que colocam a inteligência ao serviço do mal, 
os que usam da fortuna para estimularem seus apetites e paixões inferiores; 
os que pelo mau comportamento dão péssimo exemplo a seu próximo; 
os pregadores que somente pregam o Evangelho com os lábios, e vivem em desarmonia com o que pregam; 
os médiuns que usam de sua mediunidade para fins puramente materiais; 
todos esses são servos infiéis. 
A todos são concedidas oportunidades valiosas de serem servos fiéis; mas o excessivo apego às coisas da terra, despertando e alimentando o egoísmo no coração da maio ria, transforma-os em servos infiéis, e maus.

Há outra espécie de servos infiéis, e são aqueles que fazem questão de acumularem fortuna primeiro, e saciarem-se dos gozos que a matéria pode proporcionar, para depois cuidarem da alma. Esses agem levianamente, pois, como poderão saber se lhes será facultado o tempo de se tornarem servos fiéis?

Outros servos infiéis são aqueles que se riem e motejam, quando se lhes chama a atenção para as coisas espirituais, movidos por falsa superioridade.

Os servos infiéis também serão chamados ao mundo espiritual quando menos o esperarem, e o sofrimento lhes fará chorar e ranger os dentes, até que aprendam a cuidar fielmente dos patrimônios que a Providência Divina lhes confiou.
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ELISEU RIGONATTI







segunda-feira, 7 de abril de 2014

Máximas


Não fujas ao teu dever

Se queres ser respeitado.

Para quem é preguiçoso

Todo dia é feriado.



Quando o Céu procura um homem

Que deseja conhecer

Manda que o mundo lhe empreste

Dinheiro, fama ou poder.



Há muita gente que sobe,

Descendo ao remorso e à dor...

E há muita gente que desce,

Subindo à glória do amor.



Não olvides, se descansas

No jardim do galanteio,

Que todo sapato lindo

Acaba em chinela feio.



O rico que serve a todos,

Mostrando amor e humildade,

Desde a carne enganadora

Penetra na santidade.



Agradeçamos ao mundo

O cálice de angustia e fel.

O mármore se aprimora

A beliscões de cinzel.



Não critiques, nem destaques

As faltas de teu irmão.

O tempo trará teu dia

De luta e de tentação,



Põe o serviço em teus braços,

Põe a bondade em teus olhos...

E terás por toda parte

Um roseiral sem abrolhos.



Toda moeda que ajuda

Bons e maus, crentes e incrédulos,

É caridade sublime

Que sobe da Terra aos Céus...



Se pretendes o caminho

Da vida que aperfeiçoa,

Trabalha, incessantemente,

Aprende, serve e perdoa.


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Casimiro Cunha  
Francisco Cândido Xavier






domingo, 6 de abril de 2014

Males Pequeninos



Guardemos cuidado para com a importância dos males aparentemente pequeninos.


Não é o aguaceiro que arrasa a árvore benemérita. É a praga quase imperceptível que se lhe oculta no cerne.


Não é a selvageria da mata que dificulta mais intensamente o avanço do pioneiro. É a pedra no calçado ou o calo no pé.


Não é a cerração que desorienta o viajor, ante as veredas que bifurcam. É a falta da bússola.


Não é a mordedura do réptil que extermina a existência de um homem. É a diminuta dose de veneno que ele segrega.


Assim, na vida comum.


Na maioria das circunstâncias não são as grandes provações que aniquilam a criatura e sim os males supostamente pequeninos, dos quais, muita vez, ela própria escarnece, a se expressarem por ódio, angústia, medo e cólera, que se lhe instalam, sorrateiramente, por dentro de coração.

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Emmanuel 
Chico Xavier




sábado, 5 de abril de 2014

Ação e Oração


Sempre muito importante a oração por luz interior, no campo íntimo, clareando passos e decisões sem nos despreocuparmos, porém, da ação que lhe complementa o valor, nos domínios da realidade objetiva.
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Pedirás a proteção de Deus para o doente; no entanto, não esquecerás de estender-lhe os recursos com que Deus já enriqueceu a assistência humana, a fim de socorrê-lo.
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Solicitarás o amparo da providência divina, a benefício do ente amado que se tresmalhou em desequilíbrio; todavia, não olvidarás apoiá-lo com segurança e bondade, na recuperação necessária, segundo os preceitos das ciências espirituais que a Divina Providência já te colocou ao dispor nos conhecimentos da Terra.
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Rogarás ao Céu te liberte dos que te perseguem ou dos que ainda não se harmonizaram contigo; entretanto, não lhe sonegarás tolerância e perdão, diante de quaisquer ofensas, conforme os ensinamentos de paz e restauração que o Céu já te deu, por intermédio de múltiplos instrutores da espiritualidade maior, em serviço no mundo.
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Suplicarás a intercessão dos Mensageiros da Vida Superior para que te desvencilhes de certas dificuldades materiais, diligenciando, porém, desenvolver todas as possibilidades ao teu alcance, pela obtenção de trabalho digno, que te assegure a superação dos obstáculos, na pauta das habilitações que os Mensageiros da Vida Superior já te ajudaram a adquirir.

Ação é serviço.

Oração é força.
Pela oração a criatura se dirige, mais intensamente, ao Criador, procurando-Lhe apoio e bênção, e, através da ação, o Criador se faz mais presente na criatura, agindo com ela e em favor dela.
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Emmanuel

Chico Xavier
Obra: Rumo Certo  








sexta-feira, 4 de abril de 2014

O Mergulho em si Mesmo



Para alcançar uma esfera mais alta de consciência, precisamos mergulhar profundamente em nosso interior e renascer libertos dos medos, dúvidas, vícios e conflitos.

Meus amigos, não esperem a morte chegar para desenfaixá-los da carne. 

Comecem imediatamente um processo interno de profunda renovação consciencial. 
Morrer não significa crescer!
 Viver é crescer. 
A morte apenas faz o espírito mudar de endereço vibracional. 
A pessoa é a mesma, com suas virtudes e defeitos, seja dentro ou fora do corpo, em qualquer dimensão.

Não tenham medo de mergulhar em si mesmos e escalpelar o próprio ego.

 Rasguem a pele do medo nas trilhas do discernimento!
 Contudo, não se enganem. Há dor nesse processo. 
Não é fácil, mas é factível a quem quer crescer municiado de plena luz interior.
O mergulho em si mesmo é uma espécie de morte: a morte do ser velho e seu renascimento constante.

Se vocês padecem do medo da dor de crescer e olhar objetivamente a si mesmos, então, pensem nas dores que já lhes acompanham tão frequentemente: 

violência íntima, agonia, medo, vazio existencial, falta de motivação, falta de espiritualidade e uma terrível treva espiritual, envolvendo suas melhores aspirações.

Façam uma medição na balança de seus corações e observem o que dói mais:
 crescer ou ser súdito da agonia do vazio consciencial?
 O que dói mais:
 Ser medíocre e desconhecido de si mesmo ou lutar para evoluir e seguir?
 O que dá mais trabalho:
 Manter vícios que custam tanto ou lutar para vencê-los? 
Quais são seus objetivos vitais: 
Agonia íntima ou crescimento consciencial?

Vocês esperarão a morte sendo súditos da inércia? 
Ou aumentarão a motivação de viver e aprender?
 Quando esse ser velho e medroso será cremado no fogo do discernimento? 
Quando será o funeral de suas dores íntimas? 
Quando a fagulha divina que já mora em seus corações há de brilhar mais?

Renasçam a cada instante!
 Presenteiem suas vidas com uma nova luz nos pensamentos e sentimentos.
 Promovam aquela alquimia íntima: ser antigo, fora!, ser renovado, agora!

Quem poderá crescer por vocês?
Quem irá pôr fim à dor de vocês?
Que salvador poderá evoluir por vocês?
Quem poderá digerir essas toneladas de mágoas?
Quem promoverá o apocalipse do ego dentro do calendário da própria alma?
Quem liquidará o asteroide do medo no planeta de seus corações?

Mergulhando em si mesmos, sem medo, sem trevas, vocês encontrarão dores, sim, mas qual renascimento é isento de dor? 
Pior já é a dor de sentir-se um estranho no próprio mundo íntimo.

Usem a água da espiritualidade e o remédio da sabedoria para lavar os sofrimentos e curar as feridas internas. Usem o antiácido da alegria e curem as úlceras emocionais. Agradeçam as dores do parto de um ser divino dentro de vocês. É a dor de um mestre nascendo!

Há um menino Jesus, um menino Krishna e a paz do Buda nascendo no menino-coração de cada um de vocês.
 Confraternizem mais, sorriam sem medo!
 Ninguém morre vítima da morte, que apenas devolve a consciência à sua casa celestial. 
Mas é possível morrer em vida, de agonia e falta de lucidez. 
É possível ser um cadáver vivo: basta sentir-se vazio, sem alma, murcho de alegrias e renovações.

Meus amigos, cremem o ego e renasçam das cinzas. 
Façam uma fogueira de seus medos. 
Depois, joguem as cinzas ao vento da vida e gritem bem alto:
"Meus medos já eram! 
Só tem luz em meu coração!
 Sou divino e há um sol interno despertando na aurora de minha vida!"

Não esperem a morte para morrer só de corpo. 
Aliem-se à vida para que morram seus dramas e seus egos. 
Que esses escritos possam matar suas dores de vazio espiritual, e que possam enchê-los de vida, de luz e de um grande amor.
Que Deus abençoe seus renascimentos!
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Wagner Borges