quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Erro e Reabilitação


(...)
Acusar por acusar ou perseguir por perseguir não resolve o problema que inquieta as criaturas.

O cristão, em geral, e o espírita, em particular, faz mais: ajuda o caído, ao tempo em que invectiva contra os fatores e circunstâncias responsáveis pela sua queda.

Ninguém combate as pragas de uma seara, a fim de condená-la ao abandono.

Não é justo apontar enfermidades sem cuidar dos doentes em aflição.

A atitude correta diante do mal é a prevalência do bem, assim como deve ser o comportamento do crítico, do acusador: a do amparo total e indiscriminado ao equivocado, ao infeliz.

Jesus, que não concordava com o erro em situação nenhuma, jamais deixou de educar, atender, socorrer e amparar os que haviam tombado nas malhas intrincadas da delinquência.

Vigilante e operoso, todo o Seu ministério é um poema de compreensão e fraternidade com os miseráveis, sem que jamais se vinculasse à miséria.

E o fazia, porque o Pai deseja a salvação do ímpio, ao mesmo tempo em que a impiedade deixe de existir no homem.
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Joanna de Ângelis

 
 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Feliz Coração


Alma fraterna, escuta:
Se podes atender,
Mesmo imperfeitamente,
À tarefa que a vida te confia,
Rende graças a Deus!...

Se alguma alfinetada te aguilhoa,
Se alguma prova sobrevém,
Auxilia, perdoa
E prossegue no rumo
Que o caminho te aponte para o bem...

Lembra: quantos irmãos, ainda hoje,
Clamam desesperados,
Sob a luta sombria
Dos que se entregam à revolta,
Enceguecidos pela rebeldia!...
Quantos jazem no leito,
Situando na morte a última esperança...

Quantos caem, aos gritos do remorso,
Na delinquência que os arrasa...
Quantos choram, em vão,
As horas que perderam!...

Recorda tanta gente,
Em pranto, junto a nós,
E nem pela fração de um só momento,
Não te queixes de mágoa ou sofrimento...

Ergue-te de ti mesmo
E busquemos agir
Para estender o bem ao nosso alcance.

Se podes trabalhar
Não fales de amargor,
Desengano, tristeza ou cicatriz,
Porque, servindo aos outros por amor,
Já tens, por Dom de Deus, coração feliz.

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 Meimei
 Chico Xavier
 
 




terça-feira, 27 de outubro de 2015

Reerguei-vos!



Filhos, reerguei-vos da queda em que, inadvertidamente, vos arrojastes.

Não permaneçais estirados no chão do desespero e da inércia, aguardando que mãos anônimas e abnegadas tomem por vós a decisão que vos compete de prosseguir caminhando com os próprios pés.

Levantai-vos e continuai, vacilantes embora.

Reconsiderai a trajetória e acautelai-vos contra possíveis novas quedas.

Mantende-vos o tempo todo vigilantes e não vos descureis um só instante da armadilha traiçoeira de vossas mazelas.

Apoiai-vos nos encargos que vos cabe cumprir, em relação ao próximo, e não vos concedais excessivo tempo nas necessidades pessoais.

Esquecei-vos, quanto puderdes, nas tarefas do bem.

Se magoastes o coração de alguém, não hesiteis em lhe pedir perdão sucessivas vezes, porquanto, se temos a obrigação de perdoar setenta vezes sete a quem nos ofenda, caso sejamos nós os algozes, peçamos às nossas vitimas um perdão ilimitado através de nossas atitudes de regeneração.



A verdade, não vos esqueçais disto, nunca está do lado de quem acusa e fere.


Humilhados por aqueles que vos conheçam os pontos vulneráveis da personalidade, aprendei a contar com a Compaixão Divina que vos ama como sois e não vos aponta o dedo em riste.

Sobre a Terra, a cavaleiro da situação que examina, não há quem possa censurar ninguém ou atirar a primeira pedra.

Por certo, na jornada que cumprimos, muitos tropeços ainda nos esperam, todavia não nos seja isto pretexto para contemporizarmos com o mal ou exercermos excessiva tolerância em causa própria, nos equívocos que perpetramos.

Filhos, que o Senhor vos abençoe e vos fortaleça.

Não olvideis que, se os homens são faltos de misericórdia para com os seus irmãos em Humanidade, Deus não se nega ao perdão a nenhum de seus filhos, mas concede sempre aos que se revelam mais débeis dentre eles a bênção do recomeço no clima da lição.
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 Bezerra de Menezes
 Carlos A. Baccelli




segunda-feira, 26 de outubro de 2015

VIRTUDE SOBRE VIRTUDE



... E o mentor amigo nos contou com alegria e espontaneidade.

Tendo Jesus terminado uma de suas preleções, ao entardecer, junto às águas do lago, entrou em conversação com os discípulos, perguntando a eles qual seria a virtude que avançasse além dela própria.

-É a paciência...- replicou Bartolomeu.

E o diálogo prosseguiu.

- Bartolomeu – elucidou o Divino Mestre – a paciência é integra. Não se elastece.
- É o amor ao próximo – aventou Simão Pedro.

- O amor ao próximo é um dever inarredável. Não se modifica.
- É o espírito de serviço - aventurou Mateus.

Jesus sorriu e explicou:

- Entretanto, o espírito de serviço expressando boa vontade e benevolência, é uma obrigação que não se altera.

- É o perdão das ofensas – disse João, acanhado.

- João, já aprendemos que o perdão das ofensas deve ser repetido setenta e sete vezes.
- É a fé – adiantou Tiago.

- A fé, porém, é um estado de sublimação da alma que não se desloca.
- É a brandura no trato com os nossos semelhantes – sugeriu André com timidez.

- A brandura pra nós, no entanto, é uma atitude compulsória.
O silêncio caiu sobre a turma, qual se os acompanhantes do Mestre estivessem confessando a própria impossibilidade para formular uma resposta à altura da indagação.

Depois de alguns minutos de expectação, o Cristo lançou compassivo olhar sobre os presentes e arrematou:

- Meus amigos, a virtude que se desdobra além de si mesma será sempre o ato de perdoar aos bons, quando os bons aceitam a infelicidade de errar..
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Augusto Cezar
Francisco Cândido Xavier
 


 

domingo, 25 de outubro de 2015

Notas de Esperança




Se algum dia vieres a cair, levanta-te e anda.

Recorda que ninguém recebe um corpo na Terra para estações de repouso.

Todos nós – seja no Plano Físico ou na Vida Maior – somos chamados à construção do Bem. 
E o Bem aos outros será sempre a garantia de nosso próprio Bem.

Se dificuldades repontam da estrada, não te omitas.

Segue adiante, reconhecendo que nos cabe a todos ofertar esforço máximo para que se realize o melhor em nós e em derredor de nós.

Não pares.

A estagnação é ponto obscuro no caminho em que, bastas vezes, os mais nobres valores da existência se corrompem.

Não existe fatalidade para o mal, porquanto o Bem geral triunfa sempre.

Os únicos vencidos no movimento criativo da vida são aqueles que descreram de Deus e de si mesmos, apagando-se, pouco a pouco, no vazio do nada a fazer; 
os que atravessam o tempo, perguntando o porquê das ocorrências e das coisas, sem se dar ao trabalho de conhecer-lhes a origem, a fim de aperfeiçoar-lhes resultado e proveito; 
os que se instalam nas torres de marfim do exclusivismo, temendo os problemas que possam surgir no relacionamento com o próximo; 
os que não acreditam na obrigação de trabalhar, incessantemente; 
e os que se observam caídos nessa ou naquela falta sem a precisa coragem de se reerguerem para começar de novo a tarefa construtiva a que se propõem.

Ainda mesmo que tudo te pareça amargura e sombra na paisagem de moradia, não esmoreças e continua agindo e servindo, porque a fidelidade ao trabalho te iluminará o coração, a fim de que não te afastes do caminho para o encontro com Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier




sexta-feira, 23 de outubro de 2015

NOSSO MAIOR MEDO


Nosso maior medo não é sermos inadequados.

 Nosso maior medo é não saber que somos poderosos, além do que podemos imaginar.

 É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta.

 Nós nos perguntamos:
 “Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?

Na verdade, quem é você para não ser? 

Você é um filho de Deus. 

Você, pensando pequeno, não ajuda o mundo. 

Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.

Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. 

Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. 

Isso não ocorre somente em alguns de nós, mas em todos.

 Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.

Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará outros”.
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Nelson Mandela, no discurso de posse como presidente da África do Sul