terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Quietude Interior


No tumulto que toma conta do mundo e das pessoas, reserva-te alguns momentos de silêncio, que se transformem em quietude interior.
  
A agitação, a balbúrdia, o falatório, desarmonizam os centros emocionais do equilíbrio.

Cala mais do que fala.
Reflexiona antes de expender a tua opinião.
Ouve a zoada e alija-te do burburinho, preservando-te em paz.

Este comportamento é salutar para todos os momentos da tua vida.
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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Vida feliz 






domingo, 3 de janeiro de 2016

TROPEÇOS E DESGOSTOS

 
 
Beneficência raramente observada: poupar aos outros a participação nos tropeços ou desgostos que nos afetem a vida.
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Pensa na inquietação que experimentas quando familiares e amigos te comunicam um problema pessoal, que não consegues resolver, e, tanto quanto possas, procura dissipar, por ti mesmo, as nuvens de aflição que, porventura, te ensombrem o campo íntimo. 
 
Para isso, entrega-te às tarefas novas, cuja execução se te faça compatível com as próprias forças e nas quais te reconheças útil aos demais. 
 
Se não poder efetuar, de imediato, semelhante esforço, desloca-te, pouco a pouco, do mundo mental menos ajustado ao encontro de atividades diferentes das obrigações rotineiras, suscetíveis de propiciar-te refazimento ou renovação. *
A leitura de um livro edificante . . . 
 
Uma visita construtiva . . . 
 
O passo na direção daqueles que atravessam dificuldades maiores, no objetivo  de auxiliá-lo...
 
O aprendizado de técnicas que enriqueçam a personalidade . . .
 
Tudo o que deves esquecer, tanto aquilo que te compete lembrar, é de suma importância, não somente em socorro da restauração própria, como também no apoio à essa beneficência genuína, em que o teu silêncio é valioso fator de imunização da paz, naqueles que te rodeiam, principalmente naqueles a quem mais amas.
*
Se a criatura a quem confias no capítulo da perturbação ou da enfermidade não dispõe de recursos suficientes para melhorar-te a situação, a queixa em que extravasas é tão-somente um processo de amargurar os entes amados ou um meio de expulsá-los de teu convívio.
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Guarda o teu sofrimento e mostra-o unicamente àqueles amigos que te possam medicar com segurança, para não destruíres o apoio e a colaboração daqueles sobre os quais te sustentas. 
 
Basta que o desejes e a vida te revelará múltiplos caminhos de reajuste e libertação. 
 
Sai de ti mesmo, carregando a tua dor, ao encontro de dores maiores que nos cercam, em todas as direções, a fim de minorá-las e regressarás, cada dia, a ti mesmo, trazendo uma partícula nova a mais de compreensão, - da bendita compreensão de que todos somos irmãos, sob a paternidade de Deus, - com dever claro e simples de auxiliar-nos uns aos outros, a fórmula mais alta de assegurar-nos o equilíbrio constante ou o reequilíbrio integral. 
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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Mãos unidas


sábado, 2 de janeiro de 2016

Paz Íntima

Guarda sempre: 

A confiança em Deus em ti mesmo.
A consciência tranquila.
O tempo ocupado no melhor a fazer.
A palavra construtiva.
A oração com trabalho.
A esperança em serviço.
A paciência operosa.
A opinião desapaixonada.
A bênção da compreensão.
A participação no progresso de todos.
A atitude compassiva.
A verdade iluminada de amor.
O esquecimento do mal.
A fidelidade aos compromissos assumidos.
O perdão incondicional das ofensas.
O devotamento ao estudo.
O gesto de simpatia.
O sorriso de encorajamento.
O auxílio espontâneo ao próximo.
A simplicidade nos hábitos.
O espírito de renovação.
O culto da tolerância.
A coragem de olvidar-se para servir.
A perseverança no bem.

Conservemos semelhantes traços pessoais, na experiência do dia-a-dia, e adquiriremos a ciência da
paz íntima com o privilégio de encontrar a felicidade pelo trabalho, no clima do amor. 
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André Luiz
Chico Xavier 
Obra: Astronautas do Além 




sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

CARTA DE ANO BOM

Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia...

Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.

Se o ano que se passou
Foi de amargura sombria,
Nosso Pai nunca está pobre
Do pão de luz da alegria.

Pensa que o céu não esquece
A mais ínfima criatura,
E espera resignado
O teu quinhão de ventura.

Considera, sobretudo
Que precisas, doravante,
Encher de luz todo o tempo
Da bênção de cada instante.

Sê na oficina do mundo
O mais perfeito aprendiz,
Pois somente no trabalho
Teu ano será feliz.

Não esperes recompensas
Dos bens da vida terrestre,
Mas, volve toda a esperança
A paz do Divino Mestre.

Nas lutas, nunca te esqueça
Deste conceito profundo:
O reino da luz de Cristo
Não reside neste mundo.

Não olhes faltas alheias,
Não julgues o teu irmão,
Vive apenas no trabalho
De tua renovação.

Quem se esforça de verdade
Sabe a prática do bem,
Conhece os próprios deveres
Sem censurar a ninguém.

Ano Novo!... Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.

Ano Bom!... Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.
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Casimiro Cunha
 Chico Xavier
Obra: Cartas do Evangelho 




quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

LIVRO NOVO



Quando 2015 começou, ele era todo seu.

Foi colocado em suas mãos. 
Podia fazer dele o que quisesse.
 Era como um livro em branco, e nele podia colocar:
 um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.
 Podia...
 Hoje já não pode; não mais é seu. 
É um livro já escrito...
 Concluído.
 Como que um livro que tivesse sido escrito por si.
 Um dia ser-lhe-á lido, com todos os pormenores, e não poderá corrigi-lo. 
Estará fora de seu alcance. 
Portanto, antes que 2015 termine, reflita, pegue no seu velho livro e folhei-o com cuidado.
 Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência. 
Leia-o para si mesmo. 
Leia tudo. Aprecie aquelas páginas da sua vida em que empregou o seu melhor estilo.
 Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
 Não, não tente arrancá-las.
 Seria inútil.
 Já estão escritas.
 Mas pode lê-las enquanto escreve o livro novo que lhe será entregue. 
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as más. 
Para escrever o seu livro novo, contará novamente com o instrumento do livre arbítrio e, para o preencher, terá toda a imensa superfície do seu mundo.
 Se tiver vontade de beijar o seu velho livro, beije-o. 
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do nosso Deus... 
Não importa como está.
 Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras: 
obrigado e perdão!
 E, quando 2016 chegar, ser-lhe-á entregue outro livro, novo, limpo, branco, todo seu, no qual irá escrever tudo o que desejar...
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FELIZ ANO NOVO! FELIZ LIVRO NOVO!
 (autor desconhecido)
Colaboração Junia Rios





quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Reflexão: Pai Nosso


Se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando o meu coração ao amor,

será inútil dizer: PAI NOSSO.
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Se os meus valores são representados pelos bens da Terra,

será inútil dizer: QUE ESTAIS NO CÉU.
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Se penso apenas em ser, cristão por medo, superstição e comodismo,

será inútil dizer: SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.
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Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades,

será inútil dizer: VENHA A NÓS O VOSSO REINO.
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Se no fundo o que quero mesmo é que todos os meus sonhos se realizem,

será inútil dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.
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Se prefiro acumular riquezas, desprezando os meus irmãos que passam fome,

será inútil dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE.
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Se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho,

será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS OS 
NOSSOS DEVEDORES.
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Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho de Cristo,

será inútil dizer: NÃO NOS DEIXE CAIR EM NOVAS TENTAÇÕES.
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Se por minha vontade procuro prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz,

será inútil dizer: MAS LIVRA-NOS SENHOR DE TODO O MAL.
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Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar,

será inútil dizer:  AMÉM
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Não sabemos a autoria
(Publicado no Boletim GEAE Número 346 de 25 de maio de 1999)