sexta-feira, 28 de julho de 2017

PERDÃO REITERADO


Nivela-te a quem, diante de ti, se humilha e apequena, pedindo-te perdão.

A tua verdadeira grandeza se revela quando, tendo oportunidade de ser maior, te fazes menor.

Não consintas, jamais, que alguém, seja quem for, se ajoelhe aos teus pés!

Existem posturas da suposta vítima que oprimem muito mais que a atitude do considerado algoz.

Perdoar setenta vezes sete também significa que, somente através do perdão reiterado, seremos capazes de esquecer a ofensa em definitivo, apagando do próprio coração todo e qualquer traço de mágoa.
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Irmão José  
 Carlos Baccelli  
"Pai, Perdoa-lhes!" 




MENSAGEM DO ESE:
A beneficência (VI)

A mulher rica, venturosa, que não precisa empregar o tempo nos trabalhos de sua casa, não poderá consagrar algumas horas a trabalhos úteis aos seus semelhantes? Compre, com o que lhe sobre dos prazeres, agasalhos para o desgraçado que tirita de frio; confeccione, com suas mãos delicadas, roupas grosseiras, mas quentes; auxilie uma mãe a cobrir o filho que vai nascer. Se por isso seu filho ficar com algumas rendas de menos, o do pobre terá mais com que se aqueça. Trabalhar para os pobres é trabalhar na vinha do Senhor.
E tu, pobre operária, que não tens supérfluo, mas que, cheia de amor aos teus irmãos, também queres dar do pouco com que contas, dá algumas horas do teu dia, do teu tempo, único tesouro que possuis; faze alguns desses trabalhos elegantes que tentam os felizes; vende o produto dos teus serões e poderás igualmente oferecer aos teus irmãos a tua parte de auxílios. Terás, talvez, algumas fitas de menos; darás, porém, calçado a um que anda descalço.
E vós, mulheres que vos votastes a Deus, trabalhai também na sua obra; mas, que os vossos trabalhos não sejam unicamente para adornar as vossas capelas, para chamar a atenção sobre a vossa habilidade e paciência. Trabalhai, minhas filhas, e que o produto de vossas obras se destine a socorrer os vossos irmãos em Deus. Os pobres são seus filhos bem-amados; trabalhar para eles é glorificá-lo. Sede-lhes a providência que diz: “Aos pássaros do céu dá Deus o alimento.” Mudem-se o ouro e a prata que se tecem nas vossas mãos em roupas e alimentos para os que não os têm. Fazei isto e abençoado será o vosso trabalho.
Todos vós, que podeis produzir, dai; dai o vosso gênio, dai as vossas inspirações, dai o vosso coração, que Deus vos abençoará. Poetas, literatos, que só pela gente mundana sois lidos!... satisfazei-lhe aos lazeres, mas consagrai o produto de algumas de vossas obras a socorros aos desgraçados. Pintores, escultores, artistas de todos os gêneros!... venha também a vossa inteligência em auxílio dos vossos irmãos; não será por isso menor a vossa glória e alguns sofrimentos haverá de menos.
Todos vós podeis dar. Qualquer que seja a classe a que pertençais, de alguma coisa dispondes que podeis dividir. Seja o que for que Deus vos haja outorgado, uma parte do que ele vos deu deveis àquele que carece do necessário, porquanto, em seu lugar, muito gostaríeis que outro dividisse convosco. Os vossos tesouros da Terra serão um pouco menores; contudo, os vossos tesouros do céu ficarão acrescidos. Lá colhereis pelo cêntuplo o que houverdes semeado em benefícios neste mundo. – João. (Bordéus, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 16.)


quinta-feira, 27 de julho de 2017

GANHE O DIA DE HOJE



“Vós não sabeis o que sucederá amanhã.”
(Tiago, 4:14.)


Torne o seu dia útil a você.

Não desperdice o tempo com a “hora vazia”, nem o preencha com frivolidades.

Todo dia é oportunidade de assumir compromissos novos.

Rompa as amarras com o ontem negativo e renove-se para o amanhã abençoado.

Use o seu dia, tornando-o importante para você.

As grandes empresas devem começar nas pequenas realizações, porquanto quem não é capaz de servir não é digno de dirigir.

Faça seu dia um marco decisivo na sua vida.

Qualquer tarefa realize-a de maneira correta, fixando-a indelevelmente nas suas recordações felizes.

Enriqueça o seu dia com experiências valiosas.

Um amigo novo, um adversário com quem você reconcilie, uma atitude tolerante, uma aquisição intelectual, a reparação de um erro são conquistas inestimáveis que você não pode postergar.

Poupe o dia de amanhã aos remorsos que nasçam no dia de hoje.

Em face dos seus erros, reconheça a necessidade de reparar sob qualquer forma, quanto antes.

O seu dia poderá ser-lhe um benfeitor ou um severo cobrador.

Viva cada dia como se fosse o último dia da sua vida na Terra.

Conclua o seu dia com a claridade da oração.

Não esqueça, porém, de iniciá-lo com o sol da prece a iluminar-lhe a mente e a pacificar-lhe o coração.
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Marco Prisco
FRANCO, Divaldo P. 
Momentos de decisão 




MENSAGEM DO ESE:
Os tormentos voluntários

Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.
Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.
Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? — Fénelon. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 23.)





quarta-feira, 26 de julho de 2017

Como seguirás



A tua escala de valores necessita de uma avaliação.
Depositas muita importância em moedas e gemas preciosas,
telas famosas e tapetes especiais, prataria e cristais...
E mesmo quando o alento da fé te bafeja o coração,
 buscas doutrinas exóticas e comportamentos alienantes,
empreendendo viagens que te levam à presença de personalidades estranhas
ou carismáticas.
Acalmas-te por um momento e já noutro retornam a incerteza
e a insatisfação. A ânsia de querer mais e o veemente desejo de
abarcar tudo exaurem-te os nervos, e o equilíbrio bate em retirada.
*
Os tesouros valem o preço que lhes atribuis.
Nenhum d’eles
preenche o espaço da saudade de um ser amado ou traz o amor
legítimo de alguém ao coração solitário.
No deserto ardente ou numa ilha solitária não te propiciam
uma gota de água ou um baga de pão.
O conhecimento sem disciplina mental, igualmente faz-se instrumento
de perturbação e instabilidade.
As várias teorias, díspares e conflitantes entre si, aturdem a
razão.
*
Toda busca da Verdade, para legitimar-se, deve ser fundamentada
na paz.
A pressa responde pela imperfeição de qualquer obra quanto
a indolência pela demora da realização.
Acalma-te, dá ritmo equilibrado aos teus interesses e encontrarás
o filão de ouro que te conduzirá à felicidade.
*
Jesus já veio ter contigo e deixou-te precioso legado, que ainda
não conheces.
Ao Mahatma Gandhi bastou o “sermão da montanha” para
completar-lhe a preciosa e missionária existência de homem de fé
e ação.
Já o leste, meditando e aplicando-lhe os conceitos no dia-a-dia?
Reavalia, pois, a tua existência, porque, talvez, sem aviso
prévio, a morte chegue à tua porta e, sem pedir licença, informe
que está ha hora do retorno.
Como seguirás?
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Joanna de Ângelis



MENSAGEM DO ESE:
Preces inteligíveis

Se eu não entender o que significam as palavras, serei um bárbaro para aquele a quem falo e aquele que me fala será para mim um bárbaro. — Se oro numa língua que não entendo, meu coração ora, mas a minha inteligência não colhe fruto. — Se louvais a Deus apenas de coração, como é que um homem do número daqueles que só entendem a sua própria língua responderá amém no fim da vossa ação de graças, uma vez que ele não entende o que dizeis? — Não é que a vossa ação não seja boa, mas os outros não se edificam com ela. (S. PAULO, 1ª aos Coríntios, cap. XIV, vv. 11, 14, 16 e 17.)
A prece só tem valor pelo pensamento que lhe está conjugado. Ora, é impossível conjugar um pensamento qualquer ao que se não compreende, porquanto o que não se compreende não pode tocar o coração. Para a imensa maioria das criaturas, as preces feitas numa língua que elas não entendem não passam de amálgamas de palavras que nada dizem ao espírito. Para que a prece toque, preciso se torna que cada palavra desperte uma idéia e, desde que não seja entendida, nenhuma idéia poderá despertar. Será dita como simples fórmula, cuja virtude dependerá do maior ou menor número de vezes que a repitam. Muitos oram por dever; alguns, mesmos, por obediência aos usos, pelo que se julgam quites, desde que tenham dito uma oração determinado número de vezes e em tal ou tal ordem. Deus vê o que se passa no fundo dos corações; lê o pensamento e percebe a sinceridade. Julgá-lo, pois, mais sensível à forma do que ao fundo é rebaixá-lo.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 16 e 17.)



sábado, 22 de julho de 2017

AGUÇA OS SENTIDOS


Quando Deus necessita falar mais diretamente contigo,  Ele pode fazê-lo pela boca de quem, talvez, consideres menos habilitado a isso.

Portanto, sobre a Terra, em todos os idiomas, não faltam intérpretes à Palavra Divina, mas, sim, ouvidos dispostos a escutá-la e, sobretudo, a entendê-la.

Pelos lábios de uma simples criança, pode chegar-te o recado que, desde muito, anseias por receber do Mais Alto, traçando-te novos rumos.

No diálogo que travas com anônimo pedinte, na via pública, podes registrar a orientação que, de maneira inesperada, o Senhor te endereça através de quem mal sabe verbalizar o que pensa.

Não te tornes voluntariamente surdo à Voz que jamais se cala, mormente nos instantes em que ouvi-la se te faça mais necessário.

Aguça os sentidos, sê humilde e escutarás a Deus, inclusive, na despretensiosa nota de uma canção ou no verso de um poema que alguém declama, ao passares.
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Irmão José 
Carlos Baccelli 
 "Pai, Perdoa-lhes!"  


MENSAGEM DO ESE:
 O que se deve entender por pobres de espírito

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)
A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.
Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.
Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Daí o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.
Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. É lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.
Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 1 e 2.)