Controle Suas Emoções: A Lição de Marco Aurélio para os Dias de Hoje
Em um mundo repleto de pressões, incertezas e mudanças constantes, aprender a controlar as emoções tornou-se uma das habilidades mais importantes da vida. Há quase dois mil anos, o imperador romano Marco Aurélio já compreendia essa verdade e a transformou em um princípio de vida.
Mesmo governando um império cercado por guerras, traições, epidemias e perdas pessoais, ele não permitiu que o caos externo dominasse sua paz interior. Seu segredo não era eliminar as emoções, mas aprender a governá-las.
Marco Aurélio ensinava que não controlamos tudo o que acontece conosco, mas sempre podemos escolher como reagir. A raiva pode surgir, o medo pode aparecer e a tristeza pode bater à porta. Porém, a decisão de alimentar esses sentimentos ou transformá-los em sabedoria está em nossas mãos.
Quantas vezes sofremos por situações que ainda nem aconteceram? Quantas vezes deixamos que a opinião dos outros determine nosso humor? O estoicismo nos convida a voltar nossa atenção para aquilo que realmente podemos controlar: nossos pensamentos, nossas ações e nossa atitude diante da vida.
Controlar as emoções não significa ser frio ou indiferente. Significa desenvolver equilíbrio. É sentir sem se deixar dominar, é agir com consciência em vez de reagir por impulso.
Quando alguém o ofender, pergunte-se: isso merece roubar minha paz?
Quando enfrentar uma dificuldade, reflita:
o que posso aprender com isso?
Quando o medo aparecer, lembre-se:
a coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de seguir em frente apesar dele.
A verdadeira força não está em vencer os outros, mas em vencer a si mesmo. Quem domina a própria mente encontra liberdade, porque não se torna escravo das circunstâncias.
Marco Aurélio escreveu certa vez:
"Você tem poder sobre sua mente, não sobre os acontecimentos externos. Compreenda isso e encontrará a força."
Essa talvez seja a maior lição para os nossos dias: o mundo pode ser imprevisível, mas a serenidade nasce quando aprendemos a governar o que acontece dentro de nós.
Controle suas emoções. Cultive a calma. E descubra que a maior vitória da vida é conquistar a própria alma.
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Texto inspirado nos ensinamentos estoicos, de Marco Aurélio
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18 de Junho
Ideias e maneiras conflitantes surgirão nos próximos tempos.
Você será testado exaustivamente e depois será deixado por conta própria.
Não tente se agarrar a todo graveto que passar por você.
Recolha se e, em seu interior, retire sua força de Mim e siga seu caminho em paz.
Todas as dúvidas e temores o abandonarão e você se manterá firme e inabalável como uma rocha, apoiando-se nesta sabedoria interior.
Ventos, tempestades podem surgir lá fora, mas não o afetarão.
Eu preciso de você forte e corajoso, certo da verdade interior que ninguém pode lhe tirar.
Não se deixe sugar pelo torvelinho do conflito e da desesperança que existe no mundo atualmente; encontre seu santuário interior e Me reconheça, porque EU SOU a sua âncora, EU SOU o seu santuário.
Deixe que a Minha paz e o Meu amor o preencham e o envolvam.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria
Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, idéia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. E o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do céu os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da miséria à riqueza esquece de pronto a sua primeira condição, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insensível, egoísta e vão. Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento.
Quando Jesus disse ao moço que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: “Desfaze-te de todos os teus bens e segue-me”, não pretendeu, decerto, estabelecer como princípio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salvação só a esse preço se obtém; mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se à idéia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício.
O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a pôr a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um homem perfeitamente honesto na opinião do mundo, não causar dano a ninguém, não maldizer do próximo, não ser vão, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua mãe. Mas, não tinha a verdadeira caridade; sua virtude não chegava até à abnegação. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplicação do princípio: “Fora da caridade não há salvação”.
A conseqüência dessas palavras, em sua acepção rigorosa, seria a abolição da riqueza por prejudicial à felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra; seria, ao demais, a condenação do trabalho que a pode granjear; conseqüência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é lei de Deus.
Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. É a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual.
Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstrui-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 7.)
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Por detrás de uma Lágrima
Não desconsideres a queixa alheia.
Por detrás de uma única lágrima, pode se esconder um grande drama.
Quase sempre, quem conversa contigo não se expõe por inteiro.
Quem te conta o que sofre, antes que se aprofunde em sua história, avalia o grau de confiança que inspiras.
Não lhes faças perguntas indiscretas e nem te deixes levar pela curiosidade enfermiça.
Poupa ao teu interlocutor o constrangimento de desnudar-se.
A caridade genuína não remexe feridas, com o propósito de curá-las.
A pretexto de auxiliar, não queiras saber além do que te é revelado.
Os dramas de teus semelhantes são quase idênticos aos teus.
Se os conheces em ti, é impossível que os ignoras neles.
Sabe interpretar o silencioso pedido de socorro que alguém te envia, sem coragem de se expressar.
Ao amor não cabe a tarefa de inquirir a quem chora.
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Irmão José
Carlos A. Bacelli
Obra: Dias melhores
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