Para onde vão as crianças que desencarnam?
Vou começar com uma citação de Six Feet Under porque a cultura pop é fortíssima aqui no Medium: “Se você perde o esposo, você é chamada de viúva, ou viúvo. Se você é criança e perde os seus pais, você então é órfão. Mas qual é a palavra que descreve um pai que perde um filho? Eu acho que isso é horrível demais para chegar a ter um nome.” (1ª temporada, episódio 9, Life’s Too Short.)
Realmente, a morte de uma criança é encarada por nós com muita tristeza. Eu nem posso imaginar a dor que passam os pais que perderam seus filhos. Mas nós ainda somos muito pouco evoluídos pra entender a morte como ela deve ser entendida. Assim, quase sempre achamos que esse processo natural é um castigo, uma desgraça ou um fim, principalmente quando o falecido em questão é uma criança.
Essa é a base de um dos principais argumentos usados contra as religiões: se Deus é tão bom, por que levou a criança tão pura no lugar do criminoso? É uma pergunta muito válida, e se não fosse a Doutrina Espírita, seria uma dúvida que perpetuaria minha cabeça.
O porquê
Como diz Allan Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo, as misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa.
Segundo a questão 199 do Livro dos Espíritos, onde Allan Kardec pergunta a razão da morte na infância, a curta duração da vida de uma criança pode representar o complemento de uma existência anterior interrompida antes do momento adequado. Sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais.
A fábula de que Deus levou nossas crianças porque queria mais anjos no céu é um fraco remédio sobre a ferida aberta do luto. Afinal, como já sabemos, é o próprio Espírito que escolhe a natureza de suas provas e expiações, não sendo a morte prematura uma exceção.
Crianças no céu
No livro Entre a Terra e o Céu, psicografado por Chico Xavier e ditado por André Luiz, aprendemos um pouco mais sobre o Espírito que desencarna durante a infância.
Em diálogo dos Espíritos Hilário e Blandina, nos é revelado que nem sempre aqueles que desencarnam na infância retornam à fase adulta no plano espiritual. Por algum tempo, o Espírito desencarnado pode viver o estágio da infância, vivendo como se ainda fosse uma criança e, assim, dependendo do cuidado de outros Espíritos mais lúcidos.
Essa “infância espiritual” nada diz respeito à maturidade do Espírito, mas aos seus laços com o corpo físico que ficou na Terra para se degradar. À medida que ele for se desligando da matéria, seu espírito vai mudando, atingindo o que para nós é a fase adulta quando mais nenhum laço o prender.
Para onde eles vão?
Ainda na obra Entre a Terra e o Céu, nos é contado sobre o Lar da Bênção. Se trata de uma importante colônia educativa, servindo de escola para mães e casa para as crianças que deixaram o envoltório carnal, e está situada no espaço espiritual correspondente ao Brasil.
Esses Espíritos, recentemente libertos do corpo físico e que se encontram nesse estágio de infância são encaminhados para o acolhimento dos benfeitores espirituais do Lar da Bênção. Lá, Espíritos que se preparam para a maternidade responsável se dispõem a cuidar deles e auxiliá-los no seu reajustamento espiritual.
Abençoados também são pelo afeto que nutrem por aquelas que foram as suas genitoras no plano físico, que ainda se encontram encarnadas, mas que, durante o sono do corpo físico, são levadas ao Lar da Bênção para auxiliar e acompanhar o reerguimento dos seus filhos queridos.
No livro A Vida Além do Véu, psicografado por G. Vale Owen e ditado por vários espíritos, conta-se sobre a Cidade de Castrel, que igualmente ao Lar da Bênção, recebe espíritos desencarnados na infância. Auxilia, também, no preparo e reintegração desses espíritos aos planos que lhes foram destinados quando eles retornam à forma adulta, inclusive a reencarnação.
Além desses dois exemplos, há várias colônias semelhantes espalhadas pela Terra e inúmeras pelo Universo, preparadas e dispostas a receber espíritos necessitados. Deus é pai, então como não esperar seus cuidados para com os filhos?
Como Allan Kardec nos convida a refletir, qual seria o mérito do espírito que morre na infância para viver, sob nenhum esforço, a felicidade eterna que lhe é prometida? Uma vez crendo na reencarnação, sabemos que a igualdade é para todos e a justiça divina abrange o universo infinitamente, sem falhas e sem favores.
“Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais; porque o reino dos céus é para aqueles que se assemelham a elas. Eu vos digo em verdade, todo aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.”
— Jesus Cristo (Evangelho de Marcos, capítulo X, versículos 14 e 16)
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Espírita Recreativo
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29 de setembro
Muitas vezes você ouviu as palavras "A vida é o que você faz dela", mas o que você faz a respeito?
Você não percebe que é você quem controla sua vida, sua felicidade, seu sucesso, suas alegrias e suas tristezas?
A vida pode ser maravilhosa, excitante e gloriosa, mas depende de você fazê-la assim, através de suas expectativas de só ter o melhor.
Viva um dia de cada vez e viva o dia plenamente.
Não desperdice tempo se preocupando com o amanhã e o porvir, nem se permita ficar deprimido por achar que não vai aguentar o que vier de ruim.
Olhe sempre para o lado iluminado da vida e concentre-se nele, no sempre presente agora.
Porque as coisas não correram bem ontem, não significa que hoje vai acontecer o mesmo.
Deixe o ontem para trás; aprenda com ele, mas não deixe que ele estrague o hoje.
O hoje está à sua frente, intocado e imaculado.
O que você vai fazer com ele?
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Missão do homem inteligente na Terra
Não vos ensoberbeçais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele. A natureza do instrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se? A enxada que o jardineiro entrega a seu ajudante não mostra a este último que lhe cumpre cavar a terra? Que diríeis, se esse ajudante, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece expulso.
Pois bem: não se dá o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir a idéia de Deus e da Providência entre seus irmãos? Não levanta ele contra o seu senhor a enxada que lhe foi confiada para arrotear o terreno? Tem ele direito ao salário prometido? Não merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Sê-lo-á, não duvideis, e atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações, até que se curve diante dAquele a quem tudo deve.
A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance. Infelizmente, muitos a tornam instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu.
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— Ferdinando, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 13.)
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:
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